Quinta-feira, 19 de outubro de 2017

ISSN 1983-392X

Artigo - Os limites da delação premiada

de 8/1/2017 a 14/1/2017

O seu artigo, além de interessante, é muitíssimo esclarecedor (Migalhas 3.973 - 21/10/16 - "Limites da delação" - clique aqui). Haja vista a enorme quantidade de mandados de busca e apreensão, condução coercitiva e prisões, baseadas em delações premiadas, então a turma da Lava Jato desconhece a lei? Ou agem de má-fe?

Roberto Alves de Carvalho - 8/1/2017

Comentariozinho capcioso (Migalhas 3.973 - 21/10/16 - "Limites da delação" - clique aqui)! Levanta suspeita sobre os trabalhos da força-tarefa da Lava Jato. Isso tem nome. E é muito feio. No país da impunidade é assim. Quando investigações competentes conseguem punir os criminosos que saqueiam os recursos da Nação, há décadas, surge esse tipo de leviandade. A quantidade de mandados de busca e apreensão, prisões provisórias e condenações é grande, porque é grande a quantidade de membros da organização criminosa revelada, investigada e finalmente punida a prisão, multa e devolução do roubado. Doze entre dez criminosos, instalados nos poderes da República, trabalham para acabar com a Lava Jato. A entrevista do filósofo Michael Sandel, publicada esta semana na Veja, é clara e indicativa: "A Lava Jato é o começo. É um divisor de águas no desenvolvimento da democracia brasileira, um marco, mas deve ser vista apenas como um primeiro passo para o avanço das instituições democráticas. A partir de agora, a população que se mobilizou contra a corrupção precisa continuar alerta e vigilante para discutir outros problemas candentes, como saude, educação e a qualidade dos serviços públicos. Percebo um notável impulso por mudanças no Brasil, o que me deixa otimista. Uma boa democracia requer cobrança permanente sobre todos os poderes." Estamos atentos.

José Renato Almeida - 10/1/2017

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