Terça-feira, 23 de maio de 2017

ISSN 1983-392X

Artigo - Erro científico ou desonestidade científica?

de 8/1/2017 a 14/1/2017

Se o problema presidiário é a desigualdade social como explica a tão falada distribuição de renda dos últimos 13 anos e a violência aumentou no país consideravelmente (Migalhas 4.025 - 6/1/17 - "Sistema penitenciário" - clique aqui)? É a conversa fiada de um ex-desembargador que hoje é sócio de um escritório de advogados. Esta atitude do dr.Limongi é ética? Acho que não!!!

Helenice Capelari - 9/1/2017

Como estas há várias alternativas corretas para a solução dos problemas (Migalhas 4.025 - 6/1/17 - "Sistema penitenciário" - clique aqui). Se este desembargador fosse o presidente do Brasil ou ministro da Justiça não conseguiria aplicá-las. E por quê? Esta é a questão a ser descoberta.

Nilson Rebello do Nascimento - 9/1/2017

Sábia reflexão, gostei (Migalhas 4.025 - 6/1/17 - "Sistema penitenciário" - clique aqui).

Maria Augusta Mariano Silva - 9/1/2017

Erro científico ou desonestidade científica (Migalhas 4.025 - 6/1/17 - "Sistema penitenciário" - clique aqui)? Sob esse título, o valente 'Migalhas' publicou excelente enfoque do ilustre magistrado e ora dinâmico advogado Celso Limongi sobre a ação governamental ante os recentes e tristes episódios de nosso sistema penitenciário. Ante essa visão tão lúcida, de respeito à dignidade do ser humano e do objetivo penal de reeducação para reinserção na sociedade, ouso comentar a declarada decisão governamental de construção de mais presídios como solução para o problema. Atrevo-me a ponderar que, em vez de investir em dispendiosas 'gaiolas' onde seres humanos serão enjaulados como animais, melhor seria a implantação de colônias agrícolas penais, em lugares distantes dos centros urbanos, com infraestrutura necessária para que se tornassem futuras cidades, construídas e até progressivamente gerenciadas pelos próprios detentos. Ali, os condenados à restrição da liberdade de locomoção, na maioria jovens fisicamente fortes e intelectualmente primários, teriam espaço e orientação para exercer as atividades que exigentes do corpo aprimorariam o espírito criando condições para o retorno do indivíduo à sociedade mais complexa. As empreiteiras, condenadas a vultosas devoluções em dinheiro, poderiam ter suas penas substituídas por prestação de serviços à comunidade na implantação dessas colônias. A História nos dá os encorajadores exemplos do sucesso desse modelo que gerou as hoje pujantes Guianas, Austrália e Nova Zelândia. Evidentemente, dr. Celso Limongi, com sua larga experiência no assunto, poderá nos oferecer mais e melhores argumentos para orientar a solução desse grave problema nacional, ao que todos nós seríamos muito gratos.

Vadim da Costa Arsky - 9/1/2017

Li e até com muita atenção a manifestação escrita pelo Sr. Vadim da Costa Arsky (Migalhas 4.026 - 9/1/17 - "Migalhas dos leitores - Políticas públicas" - clique aqui). Sinceramente, não quero e não tenho intenção de confrontá-lo ou mesmo de contrariá-lo. Aliás, o tema apresentado é de grande profundidade e não cabe em poucas palavras uma dissertação singela, para dizer que um criminoso participante de uma eventual atividade criminal ou “associação criminal“ que levado ao campo, poderá transformar-se num bondoso cultivador de hortaliças. O momento é sim para estudos bem apropriados de como “esterilizar” – esterilizar não com matanças – o sistema que hoje vige de encarceramento. A situação no país, falando-se em questão prisional, está no fundo do poço, com muita gente expressando seus pensamentos e até ideias, mas que na verdade não contém o olhar de real situação prisional. Aos acadêmicos do direito penal a matéria esta efervescente. Tomemos cuidado pois não é soltando indiscriminadamente ou amontoando pessoas em celas de 2x2 que vamos obter o sucesso que pensamos que advirá de nossos sonhos.

José A. de Gouvêa - 9/1/2017

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