Sexta-feira, 23 de junho de 2017

ISSN 1983-392X

"Frente ao juiz Sérgio Moro, mesmo sem ter fechado qualquer acordo de delação, Lula fez sua delação mais extensa desde o mensalão, quando condenou vários petistas por terem traído sua confiança. Delatou Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, por insistir em vender à sua esposa, Dona Marisa, um tríplex com 500 defeitos, reformas, elevador e cozinha igual à do sítio de Atibaia. Ou seria o contrário? Delatou seu fiel tesoureiro João Vaccari Neto e seu indicado na Petrobras, nem tão fiel assim, Renato Duque, de o terem enganado de que não tinham desviado para contas no exterior, propinas das empreiteiras contratadas pela empresa. Mesmo armando uma operação de guerra para estar frente à frente e poder falar olho no olho, Lula aceitou a palavra de Duque de que ele não tinha contas com propinas no exterior. Ponto. E fim da conversa. Delatou Duque por ter traído sua confiança. Delatou a si mesmo, ao expor seu especial interesse em obter essa informação de Duque, mesmo quando ambos já estavam fora do cenário principal. Argumentou que precisava defender a indicação do PT, no qual diz não ter mais influência, e para atender a um pedido de Dilma sobre suspeitas publicadas na imprensa de que diretores da Petrobras estavam recebendo propinas das empreiteiras em contas na Suíça. Delatou sua esposa, Dona Marisa, de ter mantido contatos com Léo Pinheiro para fazer algumas reformas no tríplex, talvez para fazer investimento, visto que ela não gostava de praia. E, segundo Lula, ela fez tudo isso sem o ter comunicado dessa intenção. Lula parece acreditar que pode jogar as investigações do tríplex no colo da morta que, como ele disse a Moro, não está aqui para se defender. Com a delação de Mônica Moura e João Santana, sai da gaveta o intempestivo power-point de Danton Dallagnol, onde o chefe Lula centraliza o comando do maior esquema de corrupção já implantado em um governo democrata. Os marqueteiros queixavam-se à Dilma pela falta de pagamento e ela lhes pedia paciência. Foi até Lula e teve seu pagamento feito através do amigo Eike Batista. Mônica Moura declarou: 'minha segurança era Lula'. E ainda vem a delação de Antônio Palocci!"

José Renato Almeida - 15/5/2017

"Lula podia mencionar o Powerpoint 'mentiroso', mas o juiz Sérgio Moro não podia fazer perguntas sobre o tal Powerpoint? Alguma coisa não bate. A defesa de Lula anda muito mal."

Dávio Antonio Prado Zarzana Júnior - 15/5/2017

"Milagre atribuído a Frei Chico. Todo petista, de ontem para hoje, mudou radicalmente a ponto de: 1) deixou de afirmar que a Rede Globo é golpista; 2) passou a acreditar em delatores; 3) não diz mais que a Lava Jato é seletiva. Mas Lula continua inocente e perseguido. Isso não foi alterado!"

Abílio Neto - 18/5/2017

"Por situação menos gravosa vista do ponto de vista do crime formal, senador Delcídio foi levado às grades (Migalhas quentes - 18/5/17 - clique aqui). A situação de Aécio, me parece, gravíssima e, indago: não caberia a mesma medida? Dois pesos e....?"

Nilton César Guimarães Rezende - 18/5/2017

"O advogado Frederico Pacheco de Medeiros, flagrado no recebimento dos dois milhões, é primo de Aécio Neves, mas principalmente é filho do desembargador ex-corregedor de MG, Lauro Pacheco de Medeiros Filho, e sobrinho do desembargador Federal Carlos Olavo Pacheco de Medeiros (Migalhas 4.114 - 18/5/17- "Apocalipse - 1" - clique aqui)."

Ronaldo Tovani - 18/5/2017

"Uma pregunta (Migalhas 4.115 - 19/5/17 - "Investigado" - clique aqui). Se um acusado, fosse ladrão de galinha e não roubasse bilhões, teria o benefício para curtir sua pena (mas que pena?) no exterior? Outra, não seria o caso de liberar todos os delatores para passarem merecidas férias no exterior já que, com certeza, todos correm risco de vida? Já que o sol ofusca até os homens de poucas luzes, talvez por isso não conseguimos entender."

Abdala Abi Faraj - 19/5/2017

"Concordo plenamente com esse propósito (Migalhas 4.115 - 19/5/17 - "Investigado" - clique aqui)."

Altamir de Almeida Goulart - 19/5/2017

"Há provas contundentes de que esse senador é gatuno; mas, é inconstitucional o STF lhe tirar a atividade; em verdade invasão de um Poder em outro; esse STF precisa ser cauteloso na guarda da Constituição, prevenindo o surgimento de aventureiros que queiram rasgá-la (Migalhas quentes - 19/5/17 - clique aqui). Julgue-se os ladrões do dinheiro público, mas tome-se cuidado com a proteção ao Estado Democrático de Direito."

Cláudio Pio de Sales Chaves - 19/5/2017

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