Segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

ISSN 1983-392X

"No meio da Reforma Política aprovada pelo Congresso (5/10), foram incluídas sorrateiramente itens não discutidos. Um deles foi denunciado em plenário pelo deputado Jair Bolsonaro: a exclusão de dois artigos da lei que estabelece o voto impresso nos pleitos eleitorais. O voto impresso foi aprovado pelo Congresso há cinco anos com o objetivo de qualificar e garantir o Sistema Eleitoral Eletrônico, junto aos milhões de eleitores, ao permitir que, nos casos de erros ou suspeitas de fraude, possam ser realizadas auditagem e recontagem dos votos, conferindo os números virtuais com o número dos votos impressos. Atualmente, não sabemos qual o processamento que ocorre quando é solicitado o relatório da urna. O presidente da sessão digita um número que vem colado nas urnas - igual para todas - e o relatório é impresso. Mas, em informática, é possível que, digitando um número 'especial' o processamento e somatório podem ser diversos, com números favoráveis aos donos das senhas! Parece haver um interesse específico para adiar a implantação do voto impresso. Fato é que apenas cerca de doze técnicos-programadores e assessores da chefia do TSE têm senhas para acesso e interferência ao programa. Conhecendo-se os interesses da governança e o péssimo caráter dos participantes sob investigação, seria ingenuidade indesculpável deixar nas mãos desses poucos 'acima de qualquer suspeita' o futuro da Nação e a integridade da democracia ora abusada. Seria cabível que cidadãos e órgãos, afeitos à questões jurídicas, entrassem com pedido no Supremo para instar o TSE a executar a lei eleitoral, conforme estabelece a Constituição? Creio que sim."

José Renato Almeida - 9/10/2017

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