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ISSN 1983-392X

#ProcuraQueAchaJanot

sexta-feira, 17 de março de 2017


Ausência sentida...

Corre na internet, com toda a criatividade de que o brasileiro é capaz, memes de lamentação diante da ausência de alguns nomes na esperada lista do Janot. Um que se destaca é o do deputado Paulo Maluf, como prova de que os tempos realmente estão mudados.

Aliás, há por aí quem não se aguente de tristeza. Um fã comentou no Face do ex-prefeito de SP: "Como pode um esquema desse tamanho e o senhor de fora? O egoísmo desses novatos custou caro! Se tivesse pedido consultoria ninguém rodava! Força, deputado!". #temposmodernos

... por pouco tempo

Mas a alegria dura pouco. De fato, há um processo no STF em que o réu é... é... quem diria, o impoluto Maluf. Trata-se da AP 863, em que é acusado da prática do crime de lavagem de dinheiro, relativo a suposto esquema de desvio de recursos públicos da cidade de SP.

As investigações relacionadas à ação também apontaram para passagem de recursos da família de Paulo Maluf por vários países da Europa, e apontaram para míseros US$ 1 bi desviados.

Defesa estrelada

E eis que, há poucos dias, o ministro Fachin resolveu pautar o julgamento da ação. Com efeito, deve ser julgado em 18 de abril. Feito isso, recebeu comunicado dos advogados informando que renunciaram aos poderes conferidos pelo acusado.

Sem cópia ou prova da comunicação de renúncia ao cliente, o ministro Fachin – querendo, sem dúvida, conferir a melhor defesa a Maluf – nomeou ninguém menos do que os advogados de Eduardo Cunha, os prestigiados causídicos Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, que poderão "atuar em conjunto ou separadamente" caso os atuais advogados, ou outros que venham a ser nomeado por Maluf não o façam.

O ministro fixou em R$ 15 mil, tendo por base a tabela de honorários da OAB/DF, o valor a ser pago pelo político, o qual será devido apenas se a atuação se fizer necessária.

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