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ISSN 1983-392X

Ataques superiores

segunda-feira, 11 de setembro de 2017


A edição da revista Veja desta semana divulgou mensagens de WhatsApp do diretor jurídico da JBS e uma advogada contratada que sugeriam a negociação de decisões nos Tribunais Superiores do país. A publicação maldosamente insinuava que ministros lucravam. A AMB manifestou-se contra as acusações "sórdidas e sem qualquer comprovação". Para o presidente da Associação, Jayme de Oliveira, o Judiciário tem sido frequentemente alvo de ataques que almejam constranger a Justiça.

Ataques superiores - Observações migalheiras

Pela leitura da reportagem da revista Veja, é possível constatar que ela foi baseada em uma única via, o telefone de uma advogada que, de fato, tem certa relação familiar com alguns membros do Judiciário. No entanto, percebe-se claramente que a referida advogada usava indevidamente a proximidade para obter vantagens ilegais. E mais. É indubitável, pelo teor das mensagens, que os ministros ignoravam essa atitude imprópria da advogada, mesmo porque os fatos relatados não têm a mínima consonância com a verdade. Com efeito, num dos casos narrados pela reportagem, a advogada nem sequer esteve com o ministro, e a causa foi julgada contra a empresa. E como se não bastasse de equívoco, noutro caso cita um ministro investigado, que foi indevidamente incluído num disparate parecido, e que já foi há alguns meses excluído da investigação.

Ataques superiores - Observações migalheiras - II

Enfim, é preciso ter cautela ao ficar acusando o Judiciário, porque o risco é de não sobrar nada confiável no país. E nem se diga que o Judiciário está imune à críticas, porque evidentemente que não está. Mas não dá pra ficar apontando o dedo a torto e a direito. Aliás, a OAB se antecipou pra dizer que eram graves as acusações outro dia. Então, pergunta-se: o que a instituição está fazendo com seus integrantes que foram mencionados em vários casos, inclusive neste? Pediu-lhes esclarecimentos? Montou uma força-tarefa?

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