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ISSN 1983-392X

PS x DB

segunda-feira, 13 de novembro de 2017


O imbróglio Tasso x Aécio ocupou a mídia neste fim de semana. O PSDB, principal antagonista do PT nos últimos anos, não está sabendo aproveitar o debacle do adversário e agora se vê numa confusão dos diabos. O melhor comentário talvez tenha sido de Elio Gaspari que, com sua autoridade, contou o que muitos não sabiam: Aécio é um coronel. Gaspari não disse, mas é bem o momento de se dizer, que Aécio agiu neste caso como agiu com Joesley. E assim o fez porque aquele é o Aécio, não o bom moço que aparece nas telas, tartamudeando de modo ensaiado para passar um ar de simplicidade. Diferentemente é o senador Tasso Jereissati, homem culto, educado, e que preza a honorabilidade que granjeou há décadas. Tão honrado que, ao falar com a alta Direção de Migalhas, há algumas semanas, disse que o mineiro estava com uma má fama "imerecida". Ou seja, defendeu-o. E o defendeu, bem sabemos, porque age com grandeza. Não se apequenou como Aécio, que já não é de hoje, tem renegado as origens familiares e o jeito conciliador das Alterosas. Enfim, o tucanato está numa encruzilhada: de um lado Tasso e a sobrevivência do partido, de outro uma cachoeira de problemas. Talvez opte pela opção Pindamonhangaba, que é, em verdade, um muro, lugar que bem acomoda todos e que foi o responsável por se chegar a este ponto.