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Audiência do Caso Villela é suspensa após nove horas de depoimentos

A audiência de instrução do processo do chamado Caso Villela, que começou ontem, 4/11, às 10h da manhã, foi interrompida às 20h45, após a oitiva da neta do casal assassinado. Ela começou a ser ouvida por volta das 18h e respondeu várias perguntas acerca de como descobriu o crime ao procurar pelos avós em seu apartamento e sobre o relacionamento de sua mãe com os pais.

Da Redação

sábado, 5 de novembro de 2011

Atualizado às 10:26

Instrução

Audiência do Caso Villela é suspensa após nove horas de depoimentos

A audiência de instrução do processo do chamado Caso Villela, que começou ontem, 4/11, às 10h, foi interrompida às 20h45, após a oitiva da neta do casal assassinado, o ex-ministro José Guilherme Villela e sua esposa Maria Carvalho Mendes Villela.

A neta começou a ser ouvida por volta das 18h e respondeu várias perguntas acerca de como descobriu o crime ao procurar pelos avós em seu apartamento e sobre o relacionamento de sua mãe com os pais.

Até as 18h, foi ouvida a delegada Mabel Faria; seu depoimento durou cerca de sete horas. A depoente deixou claro haver fatos concretos para o indiciamento seguro com relação ao mando do crime, informou ainda que para Corvida, Delegacia responsável pela elucidação do crime, a vidente Rosa Jacques atuava de modo a conturbar as investigações. A delegada lembrou que, desde o início das investigações, Adriana Villela era considerada suspeita e que "ao longo das investigações, essa suspeição foi se robustecendo".

Mencionou também um relatório psicológico indicando que Adriana não tinha ressonância afetiva com nenhum dos pais e que os via apenas como patrocinadores de seus projetos. A audiência continua na próxima terça-feira, 8, a partir das 9h, e deverá prosseguir na quinta-feira, 10, no mesmo horário. Ainda devem ser ouvidas seis testemunhas arroladas pela acusação antes daquelas apresentadas pela defesa.

O triplo homicídio aconteceu em agosto de 2009, no apartamento do casal Vilella, na 113 Sul. Foram mortos o ex-ministro, sua esposa e a empregada do casal Francisca Nascimento da Silva.

Foram denunciados pelos crimes:

  • Adriana Villela, filha do casal e acusada de ser a mandante do crime;
  • Leonardo Alves, ex-porteiro do bloco onde ocorreu o triplo assassinato;
  • Paulo Cardoso Santana, sobrinho de Leonardo;
  • Francisco Mairlon Barros Aguiar, comparsa de Leonardo e Paulo.

Adriana Villela não compareceu à audiência de hoje, mas estavem presentes os outros réus Francisco Mairlon Barros Aguiar, Leonardo Campos Alves e Paulo Cardoso Santana. Os três se encontram presos.

Ainda não há data prevista para o interrogatório dos réus que, de acordo com as normas processuais, deve ser realizado depois de ouvidas todas as testemunhas.

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