Segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

ISSN 1983-392X

Imparcialidade

Assessora do TRF 4 pede prisão de Lula no Facebook e políticos questionam isenção da Corte

De acordo com o Tribunal, servidora atua na área administrativa e apenas exerceu direito em caráter particular.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Uma postagem no Facebook da servidora Daniela Tagliari Kreling Lau, chefe de gabinete da presidência do TRF da 4ª região, levou petistas a contestarem a imparcialidade da Corte para julgar o recurso do ex-presidente Lula no próximo dia 24. Na última quarta-feira, 3, Daniela publicou em sua página uma petição online para coletar assinaturas em apoio à condenação do ex-presidente. A postagem não se encontra mais disponível no perfil público da servidora.

Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão no caso do tríplex do Guarujá, pelo juiz Federal Sérgio Moro, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffman, foi ao Twitter questionar a atitude da servidora: "Perseguição e ativismo político contra Lula dentro do TRF-4!"

O senador Lindbergh Farias fez coro: "é um escândalo que compromete a parcialidade do julgamento!".

O deputado Federal Pepe Vargas também reclamou. Vargas ainda fez referência a uma entrevista concedida pelo presidente da Corte, em agosto do ano passado, em que Thompson disse ao Estadão que a sentença de Moro "é tecnicamente irrepreensível".

Em tese, o presidente da Corte não tem ingerência no julgamento de Lula, que será conduzido pela 8ª turma, composta por João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Luis dos Santos Laus.

Por meio da assessoria, o presidente do TRF, Carlos Eduardo Thompson Flores, teria afirmado que a servidora apenas exerceu o direito de se manifestar como "cidadã e em caráter particular". Segundo o tribunal, Daniela é servidora concursada com 24 anos de carreira na Corte e nunca atuou na área judicial ou em julgamentos de processos. "Daniela sempre exerceu cargos administrativos junto ao tribunal, tendo trabalhado nas gestões de diversos presidentes", disse a Corte.

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