Quinta-feira, 19 de outubro de 2017

ISSN 1983-392X

2010

Ao ser elevada a categoria de município, em 3 de dezembro de 1918, Altinópolis continuou a estar sob jurisdição do termo da comarca de Batatais.

Essa situação foi mantida até 25 de abril de 1965, quando foi instaurada a comarca de Altinópolis, que passou então, a ter seu próprio fórum.

Juízes titulares que passaram pela comarca

Adhemar Gomes da Silva - 1965 – 1966

Mohamed Amaro – 1967

Laerti Nordi - 1968 – 1969

Maurício da Costa Carvalho Vidigal - 1970 – 1973

Silvio de Salvo Venosa - 1973 – 1977

Jarbas Miguel Totorello - 1978

José Odorico de Oliveira Passos – 1979

Vicente Miranda - 1979

José Araldo da Costa Telles – 1981

José Carlos Sobral - 1982 – 1983

Ricardo Anders de Araújo - 1983 – 1984

Lázaro Paulo Escanhoela Júnior - 1985 – 1987

Almir Ítalo da Silva - 1987 – 1989

Carlos Fonseca Monnerat - 1989 – 1990

Vinícius Rodrigues Vieira - 1991 – 1996

Julieta Maria Passeri de Souza - 1996 - 1998

Sylvio Ribeiro de Souza Neto – 1998

Luiz Antônio Dela Marta - 1998 – 2007

Maria Esther Chaves Gomes - 2007 – corrente

Promotores titulares que passaram pela comarca

José Caleiro Filho - 1965 – 1966

Clid Menna Barreto Barros Falcão - 1967 – 1973

Eduardo Garcia Queiroz - 1973 – 1976

Marco Antônio Furtado de Albuquerque - 1976 – 1978

Bernardo Ferreira Fraga - 1978 – 1981

Nestor Ribas Filho - 1981 – 1984

Décio Antônio Piola - 1986 – 1988

Wania Roberta Gnipper Cirillo - 1988 – 1992

Victor Eduardo Rios Gonçalves - 1992 – 1993

Eduardo Pereira de Souza Gomes - 1993 - 2002

Adinan Aparecido de Oliveira - 2002 - corrente

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Denominação anterior : Arraial de Nossa Senhora da Piedade, Nossa Senhora da Piedade de Mato Grosso de Batatais.

Data da Fundação : 9 de março de 1919.

Na primeira metade do século XIX, o capitão mineiro Diogo Garcia da Cruz, junto com seus filhos Joaquim, José e João adquiriram por "cem mil reis" as fazendas Jaborandy, Fortaleza e São João localizadas em Mato Grosso dos Batatais.

Foi nas terras da Fazenda Fortaleza, pertencente a uma das netas do capitão, que se iniciou uma povoação com o nome de Arraial de Nossa Senhora da Piedade. Começava a história de Altinópolis.

Em 25 de fevereiro de 1865, ergueu-se a Capela de Mato Grosso de Batatais, por petição feito por Antônio a Dom Sebastião Pinto do Rego, bispo de São Paulo. Segundo o diário de Visconde Taunay, a capela foi dedicada a Nossa Senhora da Piedade.

O local foi elevado à categoria de freguesia em 8 de março de 1875, mediante a lei provincial nº 5 e passou a se chamar Nossa Senhora da Piedade de Mato Grosso, no distrito de Batatais, confirmada por provisão de 11 de março do mesmo ano.

Em 19 de dezembro de 1906, a freguesia se torna vila chamada Mato Grosso de Batatais, pela lei Estadual 1.038, de 19 de dezembro de 1906.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, figura no município de Batatais o Distrito de Mato Grosso de Batatais.

Com a construção da antiga Estrada de Ferro São Paulo a Minas, em 1909, a Vila ganhou novo impulso, até que, em dezembro de 1918, por lei Estadual 1.610, de 3 de dezembro de 1918, foi elevada á categoria de município, onde foi vencedor, por plebicito, o nome de Altinópolis, em homenagem ao presidente do Estado de São Paulo, Altino Arantes.

Em 9 de março de 1919, desmembrou-se definitivamente do município de Batatais.

Hino

Nesta calma e pacata cidade

Com labor, com ventura se encerra

Linda e forte é sua mocidade

Altinópolis é nossa terra

No nordeste da terra paulista

E bem junto às Minas Gerais

Está posta esta terra bendita

Como poucas no mundo há iguais

Sobre nobre colina plantada

Pouco abaixo de um céu cor de anil

Nasceu bem pequenina e modesta

Mas é berço de um povo gentil

Nesta calma e pacata cidade

Com labor, com ventura se encerra

Linda e forte é sua mocidade

Altinópolis é nossa terra

O seu verde domina na serra

E ondula de mil cafezais

Sua terra morena e fecunda

Brota fartos plantios locais

Suas tardes são mornas e belas

Com serenas noites estreladas

Em suas claras manhãs resplendentes

Canta e voa sempre a passarada

Nesta calma e pacata cidade

Com labor, com ventura se encerra

Linda e forte é sua mocidade

Altinópolis é nossa terra

Letra: Desdêmona Zuccolotto

Música: Gilda Montans

População

A população municipal era em 01/7/1950, de 10.339 habitantes (5.277 homens e 5.062 mulheres), dos quais 7.683 ou 74% na zona rural.

Aglomerações Urbanas

A única aglomeração urbana existente era a cidade de Altinópolis com 2.656 habitantes, conforme dados do Recenseamento de 1950.

Atividades Econômicas

A atividade econômica do município estava ligada à produção agropecuária e compreendia 260 propriedades (20% somente pecuária e 10% exclusivamente agrícola). Seu rebanho principal era de gado bovino, do qual 70% leiteiro e 30% para corte. A agricultura preferia o café, o milho, o arroz, o feijão e a cana-de-açúcar.

O valor da produção agrícola foi, em milhões de cruzeiros, o seguinte : Café – 21; leite “in natura” – 18; milho – 5; arroz – 4 e feijão – 3. Esses produtos, com exceção do café e da produção de leite são destinados ao consumo do município e à exportação para Batatais e Ribeirão Preto.

O café é destinado a Santos, e Araraquara recebe pouco mais de 50% do leite produzido no município. Há ainda a mencionar pequena quantidade de gado de corte que é enviado a Ribeirão Preto, Batatais e Barretos. A única indústria significativa existente na sede é de laticínios. As matas do município atingindo 2.400 ha constituíam riqueza vegetal.

Meios de transporte

Altinópolis era servida pela E. F. São Paulo e Minas que o ligava a Serra Azul (54 km) e São Sebastião do Paraíso (50 km). Por meio de rodovia estava ligada a : Batatais (30 km); Brodósqui, via Batatais (44 km); Cajuru (35 km). Patrocínio Paulista, via Batatais (102 km); São Sebastião do Paraíso (50 km); Santo Antônio da Alegria (29 km) e Serra Azul (46 km).

Seu transporte para a capital do Estado era rodoviário (434 km) e ferroviário : E. F. São Paulo – Minas (76 km) até Bento Quirino; até Campinas, Cia. Mogiana de Estrada de Ferro (259 km); de Campinas a São Paulo, Cia. Paulista de Estrada de Ferro e Estrada de Ferro Santos – Jundiaí (106 km) e ainda misto : rodoviário, via Serrana, até Ribeirão Preto (67 km) e aéreo (286 km), de Ribeirão Preto a São Paulo.

Comércio e Bancos

O comércio local recebia produtos de São Paulo, Ribeirão Preto, Batatais e São Sebastião do Paraíso. Possuía 50 estabelecimentos varejistas, além de duas agências bancárias e uma Caixa Econômica Estadual (2,5 milhões de cruzeiros de depósitos).

Aspectos Urbanos

A sede possuía sete logradouros públicos calçados (15%); iluminação pública; iluminação domiciliar (600 ligações); abastecimento de água (600 ligações); serviço telefônico (70 aparelhos); 1 hotel (diária Cr$ 90,00) e 1 cinema. Era servida pelo telégrafo da E. F. São Paulo e Minas.

Assistência Médico-sanitária

A população era assistida por : 1 hospital geral (50 leitos); 4 médicos; 6 dentistas; 3 farmácias (4 farmacêuticos).

Alfabetização

Segundo dados do recenseamento de 1950, o município contava com 8.446 habitantes de 5 anos ou mais, dos quais 4.157 (49%) sabiam ler e escrever (2.362 homens e 1.795 mulheres).

Ensino

O ensino primário era ministrado por intermédio de 25 unidades escolares, das quais 19 na área rural. Havia um ginásio estadual que ministrava instrução secundária.

Outros aspectos culturais

Havia na sede municipal uma biblioteca geral, com 500 volumes e um jornal semanário. Possuía, ainda, um livraria e uma tipografia.

Finanças Públicas

ANOS

RECEITA ARRECADA (Cr$)

DESPESSAS REALIZADAS NO MUNICÍPIO (Cr$)

Federal

Estadual

Municipal

Total

Tributária

1950

403.872

1.006.384

809.962

432.044

924.884

1951

594.130

1.964.234

1.149.485

496.950

1.184.495

1952

921.875

1.184.807

2.176.990

562.243

1.121.454

1953

1.125.616

2.631.030

2.047.032

616.252

1.024.303

1954

1.123.169

4.756.604

2.328.761

675.230

2.054.446

1955

1.429.600

8.355.673

4.085.448

902.349

4.002.462