Sábado, 25 de março de 2017

ISSN 1983-392X

2011

O município foi elevado à categoria de comarca de 1ª Entrância, desmembrada de Araraquara, pela lei Estudual 2.456, de 30/12/1953.

O projeto de criação da comarca de Matão foi apresentado e defendido pelo deputado matonense, dr. João Salgado Sobrinho, coadjuvado pelos deputados José Fernades Bértola e Padre João Batista de Carvalho.

A domarca de Matão foi instalada com grandes festividades no dia 9/7/1955 pelo titular juiz de Direito da comarca de Araraquara, dr. João Pires de Camargo, que acumulou interinamente o cargo de juiz de Direito da comarca de Matão, durante um ano aproximadamente.

O primeiro juiz de Direito titular da comarca de Matão foi o dr. Lauro de Almeida, e o primeiro promotor público foi o dr. Walter de Campos Durane.

Pessoas de municípios vizinhos adquiriram terras na região a partir de 1880, onde mais tarde se ergueu o Arraial do Senhor Bom Jesus das Palmeiras e, mais tarde, Matão. O nome é por conta da existência de matas densas e de alto porte.

Em 1892, diversas fazendas de café já se estabeleciam na região. Com o objetivo de dar mais conforto aos moradores, no dia 13/2/1892 houve uma reunião entre os fazendeiros locais e autoridades, na qual foi montada uma comissão que decidiu então a fundação de uma vila.

As terras onde se ergueria a nova Vila foram adquiridas do Senhor José Inocêncio da Costa. Foram dez alqueires de terra por um conto de réis. Adquirido o patrimônio, marcou-se o local onde se esgueira a Capela, dedica ao Senhor Bom Jesus das Palmeiras, nome esse com que foi batizada a Vila recém-formada.

A Vila foi recebendo mais colonos interessados nas terras férteis da região, o que garantiu o benefício da construção de uma estrada de ferro, em 1898. No mesmo ano, a então vila ligada à cidade de Araraquara foi elevada à categoria de município, estabelecendo sua primeira Câmara Municipal no dia 28/3/1898.

Depois de anos de luta, o município foi elevado à categoria de comarca de 1ª Entrância no dia 9/7/1955, desmembrada de Araraquara.

Hino Municipal

Neste mundo eu choro a dor
Por uma paixão sem fim
Ningué conhece a razão
Porque eu choro tanto assim

Quando lá no céu surgir
Uma peregrina flor
Pois todos devem saber
Que a sorte me tirou foi uma grande dor

Lá no céu junto a Deus
Em silêncio minh'alma descansa
E na terra, todos cantam
Eu lamento minha desventura nesta grande dor

Ninguém me diz / Que sofreu tanto assim
Esta dor que me consome / Não posso viver
Quero morrer / Vou partir prá bem longe daqui
Já que a sorte não quis / Me fazer feliz


População

Segundo os dados do recenseamento geral de 1950, a população de Matão era de 20.551 habitantes, sendo 10.570 homens e 9.981 mulheres. Estimativas do Departamento Estadual de Estatística contavam 21.844 habitantes.

Economia

A agricultura e a indústria eram a base da economia, sendo que a produção do café era quase totalmente para exportação e a indústria contava com a produção de máquinas elétricas e hidráulicas, óleos comestíveis, facas e aguardente.

Meios de transporte

O município contava com sete estações ferroviárias da Estrada de Ferro Araraquara e diversas rodovias estaduais e municipais, nem todas asfaltadas.

Comércio e bancos

O comércio local mantinha transações comerciais com São Paulo, Araraquara, Campinas, São Carlos e Rio de Janeiro. Importava gêneros alimentícios, armarinhos, medicamentos, calçados, chapéus, ferragens, artigos para presentes e brinquedos. Havia quatro agências bancárias, sendo uma delas com sede na cidade, 71 estabelecimentos de gêneros alimentícios, oito de louças e ferragens e 39 de fazendas e armarinhos.

Outros dados

A igreja Matriz do Senhor Bom Jesus, por suas características modernas, era considerada uma obra de arte.