Quinta-feira, 27 de julho de 2017

ISSN 1983-392X

2012

A comarca de Gravatá foi criada pela lei provincial n° 1.850, de 13 de junho de 1884. Nos quadros de divisão territorial, datados de 31/12/1936 e 31/12/1937, e no anexo ao decreto-lei estadual 92, de 31 de março de 1938, o município compõe o termo judiciário único da comarca de igual nome.

O município de Gravatá teve origens numa fazenda, em 1808, pertencente a José Justino Carreiro de Miranda, local esse que servia como hospedagem para os viajantes que iam comercializar o açúcar e a carne bovina, principais produtos da época, que eram levados em embarcações do Recife até o interior. Como a navegação pelo rio Ipojuca era difícil, os comerciantes eram obrigados a fazer paradas estratégicas para evitar também que o gado perdesse peso.

Uma dessas paradas ficou conhecida como Crauatá, denominação, que deriva do tupi Karawatã ("mato que fura"), por conta da predominância de uma planta do gênero da família das bromélias, também chamada caraguatá, caroatá, caroá e gravatá.

Foi nos fins do século XVIII que José Justino Carreiro de Miranda tomou posse da Fazenda Gravatá que, por muito tempo, serviu de hospedagem para viajantes e, como consequência natural, surgiram dois arruados, um em cada margem do rio.

Em 1810 iniciou-se a construção de uma capela dedicada a Sant'Ana que, doze anos depois, seria concluída por seu filho João Félix Justiniano. Em seguida, as terras foram divididas em 100 lotes e vendidas aos moradores, dando início ao povoado de Gravatá, sendo um distrito do município de Bezerros.

Em 1875, foi criada a freguesia, que seria elevada à categoria de vila em 30 de maio de 1881, através da lei provincial nº 1.560, e sua capela transformada em Igreja Matriz.

Em 13 de junho de 1884, a sede do município foi elevada à categoria de cidade (lei provincial nº 1.805), porém sua emancipação política só veio a ocorrer após a Proclamação da República, pela Lei Orgânica dos Município, de 15 de março de 1893, quando a cidade adquiriu sua autonomia municipal e elegeu o seu primeiro prefeito, Antônio Avelino do Rego Barros.

No final do século XIX, com a inauguração da Ferrovia Great Western Railways, ligando o Recife ao sertão pernambucano, a cidade tomou considerável impulso e, aos poucos, foi definida sua vocação para o turismo, sobretudo com a construção da BR-232, em 1950, o que permitiu um melhor acesso, encurtando o tempo de viagem e vencendo o desafio da Serra das Russas. Atualmente comemora a emancipação do município no dia 15 de março.

Na década de 50, Gravatá era muito procurada por pessoas doentes, principalmente portadores de tuberculose pulmonar vindas de diversas localidades de Pernambuco, atraídas pelo clima local. Entretanto, a cidade não dispunha de adaptações para estação de repouso ou cura.

População

Segundo dados do Censo de 1950, Gravatá possuia 47.859 habitantes, sendo 23.170 homens e 24.589 mulheres. A densidade demográfica era de 69 hab./km2, com 13,4% da população residindo no quadro urbano.

Atividades econômicas

Em 1950, das pessoas com idade de 10 anos para mais, 37,6% ocupavam-se com o ramo da agricultura, pecuária e silvicultura e 7,5% na indústria, no comércio e na prestação de serviços.

A agricultura era a base da economia do município. Café, algodão, fumo, mandioca, feijão, milho e agave eram as principais culturas agrícolas.

Comércio e bancos

A cidade contava com 19 estabelecimentos atacadistas e 97 varejistas. Na década de 50, havia um estabelecimento bancário e duas operativas de crédito em funcionamento.

Alfabetização

Segundo o Censo de 1950, do total de moradores de Gravatá com idade de 5 anos para mais, 20,7% sabiam ler e escrever, o que correspondia a 27,5% para o Estado de Pernambuco.

Em 1956, havia 71 unidades escolares de ensino primário fundamental comum com 2.693 alunos matriculados, 23 do ensino supletivo, dois do ensino secundário e dois de outros.