Quinta-feira, 30 de março de 2017

ISSN 1983-392X

2012

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, bem como no quadro anexo ao Decreto-lei Estadual n.º 9073, de 31 de março de 1938, o município de Santa Cruz das Palmeiras compreende o único termo judiciário da comarca de Santa Cruz das Palmeira e figura com um só Distrito, Santa Cruz das Palmeiras.

Fórum e cadeia pública, década de 50

Fórum de Santa Cruz das Palmeiras, 2012

A origem do município de Santa Cruz das Palmeiras está vinculado ao povoamento iniciado em 1870.

Conta-se que Manuel Valério do Sacramento providenciou a construção de uma pequena capela, em 03/05/1876, em louvor a Santa Cruz.

O vilarejo que se formou ao redor da capela passou a ser chamado de Santa Cruz dos Valérios e progrediu com a construção de muitas casas.

A doação de terras de uma fazenda do nome "Palmeiras", proposta pela Condessa Maria Eugênia Monteiro de Barros, então proprietária de parte da fazenda, impulsionou o surgimento da cidade.

Foi elevado a freguesia do município de Casa Branca com o nome de Santa Cruz das Palmeiras em 10/08/1881.

Com a criação da vila, em 20/03/1885, houve um crescente desenvolvimento de Santa Cruz das Palmeiras.

Em 20/12/1905, o nome do município foi alterado para Palmeiras e, em 30/01/1944, voltou a ser chamado de Santa Cruz das Palmeiras.

Hino

Oh! Santa Cruz das Palmeiras
Oh minha rica cidade
Torrão de amor e alegria
Berço da felicidade
O seu nome é consagrado
Que nesta terra traduz
Foi por Deus abençoado
Por nome de Santa Cruz

Terra querida e adorada
É rodeada de flores
Quem te viu jamais te esquece
Oh! terrinha dos amores
Se alguém contar sua história
Oh! terra hospitaleira
Feliz de quem te pertence
Oh! Santa Cruz das Palmeiras

Suas paisagens tão lindas
Por onde me vi nascer
Onde os passarinhos cantam
Alegrando o amanhecer
Quem nesta terra nasceu
E pra longe foi morar
Quando aperta a saudade
Volta aqui pra aliviar

Terra querida e adorada
É rodeada de flores
Quem te viu jamais esquece
Oh! terrinha dos amores
Se alguém contar sua história
Oh terra hospitaleira
Feliz de quem te pertence
Oh! Santa Cruz das Palmeiras
Feliz de quem te pertence
Oh! Santa Cruz das Palmeiras

Segundo o recenseamento de 1950, a população do município era de 8.555 habitantes, sendo 4.412 homens e 4.143 mulheres, dos quais 5.468 pertenciam à zona rural.

Atividades econômicas

A atividade fundamental à economia na década de 50 era a lavoura de cana-de-açúcar, produto consumido em grande parte pelas fábricas de aguardente locais, sendo o restante vendido às usinas de açúcar de Pirassununga.

Comércio e bancos

O comércio local era representado por 82 estabelecimento varejistas e 2 atacadistas, dos quais a maioria de dedicava ao ramo dos secos e molhados, tecidos e armarinhos, louça e ferragens e bebidas.

Para operações bancárias e de crédito, a população se servia das agências dos Bancos Artur Scatena S. A. e Moreira Salles S. A. e da Caixa Econômica Estadual, que em 31/12/1955 mantinha 3.125 cadernetas em circulação e depósitos no valor de Cr$ 432.691,40.

Assistência médico-sanitária

A assistência médico-sanitária era a cargo da Santa Casa de Misericórdia, aparelhados em raio X e outros melhoramentos, possuindo 28 leitos, sendo 16 para contribuintes e 12 para indigentes. Quatro farmácias, três médicos, cinco dentistas e um farmacêutico completavam esse setor assistencial.

Alfabetização

De acordo com o Censo de 1950, das 7.192 pessoas existentes, com 5 anos ou mais, 3.482, ou 48%, sabiam ler e escrever.

Ensino

Em referência ao ensino, Santa Cruz das Palmeiras contava com um grupo escolar “Dr. Carlos Guimarães” e 15 escolas rurais primárias. O ensino secundário estava a cargo do Ginásio Estadual e, o particular, representado por uma escola de datilografia.

Outros aspectos culturais

A divulgação e propaganda de assuntos de interesse da comunidade ficavam a cargo de um serviço de autofalantes, sendo esse o único recurso local de que podiam lançar mão os habitantes.