Sexta-feira, 24 de março de 2017

ISSN 1983-392X

2012

A comarca de 1a Entrância de Nuporanga foi instalada solenemente em 17 de 1969.

Hoje, o Fórum de Nuporanga possui vara única. No mesmo prédio, localizado na rua Padre Geraldo Trossel, 369, encontra-se o Ministério Público e uma Sala do Advogado.

Fórum de Nuporanga


A história do município de Nuporanga tem seu inicio em um povoado instalado nas terras de uma grande fazenda. Em 1837 foi fundado o Arraial da Desidéria, localizado na cabeceira da Fazenda RESSACA. Nome em homenagem, à Desidéria Pinto Guimarães, herdeira das terras dos pais.

Em nove de setembro de 1861, em terras doadas por Bernardino Pereira da Silva e sua mulher Dona Júlia Rosa Falconieri, foi construída uma capela, onde o Arraial passou a ser chamado Vila do Espírito Santo de Batatais.

Depois de alguns anos a Vila passou a ser chamada Freguesia do Espírito Santo, sendo mais tarde criado o município Espírito Santo, que teve como primeiro prefeito o senhor Eloy Lima. Alguns anos depois Espírito Santo passou a denominar-se Nuporanga, que em tupi-guarani significa campos belos.

Com 150 anos de existência, a hospitaleira Estância Climática de Nuporanga, conquista seu espaço como cidade artesã e destaca-se por apresentar características típicas de uma cidade do interior: povo acolhedor, serenidade, ar puro, vegetação típica e clima tropical. Ao percorrer as ruas da cidade, depara-se com o cuidado e a preocupação com o bem-estar da população e daqueles que a visitam.

O Coreto e a Fonte Luminosa da Praça Central realçam a beleza da noite nuporanguense. Nuporanga também é chamada de Estância Climática há mais de quarenta anos, a cidade atualmente tem como preocupação o desenvolvimento do turismo receptivo.

O casal Pereira da Silva tencionava doar 30 alqueires de sua terra para a formação de um povoado e para tanto organizou uma comissão incumbindo-a de proceder aos estudos preliminares e providenciar o que fosse necessário para sua concretização, incluindo a construção de uma capela em louvor ao Divino Espírito Santo. Após percorrer as terras destinadas á formação do povoado, chegou-se à conclusão que, dada a espessa vegetação existente, o seu desbravamento seria trabalhoso e caro e que as terras de D. Desidéria ofereciam melhores condições sob todos os aspectos. Ante às conclusões da Comissão, D. Julia mandou propor à D. Desidéria a troca de 30 alqueires de cultura por 30 de campo. Aceita a proposta e realizada a transação, no dia 22 de setembro de 18960, D.Julia Rosa Farconieri e seu marido, Bernardino Pereira da Silva doavam 30 alqueires de terras que receberam em permuta, conforme escritura lavrada no º Tabelionato de Batatais, livro nº 5, folha 105.

O distrito foi criado com sede na povoação do Espírito Santos de Batatais e com esta denominação pela lei provincial nº50, de abril de 1873.

A lei n º 37, de 10 de março de 188, criou o município de Espírito Santo de Batatais, verificando-se sua instalação na cidade, por força de lei nº 20, de 1º de outubro de 1895 e no ano seguinte, a 24 de dezembro, pela lei estadual nº483, passou a denominar-se Nuporanga.

Em 25 de setembro de 1895 pela lei nº1181, Comarca de Nuporanga foi transferida para Orlândia. Em 28 de setembro de 1926, a lei Estadual nº2173 restabeleceu o município de Nuporanga, com sede no distrito de mesmo nome desmembrado de Orlândia, tendo sido instalado em 06 de março 1927. A lei nº7373, de 31 de outubro de 1962, constitui em Estância Climática o município de Nuporanga, em 19 de novembro de 1964, pela lei 8406, que alterou a organização jurídica do Estado, criou-se em Nuporanga a Comarca de 1º Entrância que foi instalada solenemente em 17 de 1969.

População

De acordo com o Censo de 1950, a população de Nuporanga era de 6.443 habitantes, sendo 3.325 homens e 3.3118 mulheres. Destes, 994 pessoas viviam na zona urbana, 78 na zona suburbana e 5.371, ou 83%, na zona rural.

Atividades econômicas

A economia municipal era baseada na agricultura (cultura do café, arroz, milho, feijão e algodão).

Os produtos agrícolas eram consumidos parte no próprio município e parte eram exportados para São Paulo.

A pecuária tinha significado econômico, sendo grande parte a produção de leite. O principal centro comprador de gado era Ribeirão Preto.

No setor industrial, três indústrias possuiam sede no município, com mais de cinco pessoas. Nos vários ramos industriais, cerca de 20 operários eram empregados.

As indústrias mais importantes era: Fábrica de manteira, Fábrida de Farinha de Mandioca e Milho e Usina de Dourados (energia elétrica).

Comércio e bancos

O comércio local mantinha transações mercantis com São Paulo, Ribeirão Preto e Batatais. Importava tecidos, calçados, chapéus, massas alimentícias e medicamentos.

Igreja Matriz - Praça Eloy Lima