Terça-feira, 24 de janeiro de 2017

ISSN 1983-392X

2006

Elevada à freguesia em 1817, em território de Piracicaba, ficou pertencendo à comarca de Itu.

Elevada a vila em 1832, continuou a pertencer à comarca de Itu.

Fez parte do termo de Constituição (Piracicaba) e Araraquara, da 4a comarca (Itu), pelo Ato do Presidente da Província, em Conselho, de 23 de fevereiro de 1833; do termo composto de Araraquara e Constituição, 3a comarca, pela lei n. 7, de 14 de março de 1839; termo reunido de Constituição e Araraquara, comarca de Mogi Mirim, pela lei n. 11, de 17 de julho de 1852; do termo de Araraquara, comarca de São João do Rio Claro, pela lei n. 26, de 6 de maio de 1859; do termo de Araraquara, comarca de Araraquara, pela lei n. 61, de 20 de abril de 1866. Cidade por lei provincial nº 7, de 6 de fevereiro de 1889.

Araraquara já pertenceu :

1817 - Comarca de Itu

1833 - 4ª Comarca de Itu

1839 - 3ª Comarca (Campinas)

1852 - Comarca de Mogi Mirim

1859 - Comarca de Rio Claro

1866 - Comarca de Araraquara

A comarca foi criada com os municípios de S. Carlos do Pinhal, Belém do Descalvado, Pirassununga e S. Bento de Araraquara.

Foram incorporados os municípios de Jaboticabal pela lei n. 10, de 5 de junho de 1867, Jaú, pela lei n. 48, de 11 de abril de 1868; Ibitinga pela lei n. 66, de 4 de julho de 1890; Itápolis, pela lei n. 161, de 24 de abril de 1891, Boa Esperança pela lei n. 545, de 21 de julho de 1898 e Matão, pela lei n. 567, de 27 de agosto de 1898.

Foram desmembrados os municípios de Belém do Descalvado e Pirassununga, pela lei n. 48, de 15 de abril de 1868; Jaú, pela lei n. 28, de 7 de maio de 1877; S. Carlos do Pinhal, pela lei n. 38, de 27 de março de 1880; Jaboticabal, pela lei n. 112, de 21 de abril de 1885; Itápolis e Ibitinga, pela lei n. 80, de 25 de agosto de 1892; Boa Esperança pela lei n. 739, de 10 de novembro de 1890.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o Município de Araraquara se compõe de 7 Distritos: Araraquara, Américo Brasiliense, Gavião Peixoto, Itaquerê, Motuca, Rincão e Santa Lúcia.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1936, o Município de Araraquara compreende o único termo judiciário da comarca de No quadro anexo ao Decreto-lei Estadual nº. 9073, de 31 de março de 1938, o Município de Araraquara é o único termo judiciário da comarca de Araraquara e se divide em 7 Distritos: Araraquara, Américo Brasiliense, Bueno de Andrada (ex-Itaquerê), Gavião Peixoto, Motuca, Rincão e Santa Lúcia.

No quadro fixado pelo Decreto-lei Estadual nº. 9775, de 30-XI-1938, para 1939-1943, o Município de Araraquara figura exatamente como no quadro anexo ao citado Decreto-lei nº. 9073, sendo que o termo de Araraquara se compõe de 2 municípios : Araraquara e Matão.

Em virtude do Decreto-lei Estadual nº. 14334, de 30-XI-1944, que fixou o quadro territorial para 1945- 1948, o Município de Araraquara ficou composto dos Distritos de Araraquara, Américo Brasiliense, Bueno de Andrada (ex-Itaquerê), Gavião Peixoto, Motuca, Rincão e Santa Lúcia.

Lei Estadual nº 233, de 24 de Dezembro de 1948, desmembra do Município de Araraquara o Distrito de Rincão.

Nos quadros fixados pelas leis ns: 233, de 24-XII-1948 e 2456, de 30-XII-1953 para vigorar, respectivamente, nos períodos 1949-1953 e 1954-1958, com os Distritos de Araraquara, Américo Brasiliense, Bueno de Andrada (ex-Itaquerê), Gavião Peixoto, Motuca e Santa Lúcia, comarca de Araraquara.

Advogados em destaque na década de 50 :

  • Dr. Aldo Lupo

Filho de Henrique Lupo, que fundou a fábrica de Meias Lupo, e de dona Judith Bonini Lupo. Nascido em 19 de dezembro de 1911. Faleceu em 1978. Ocupou os seguintes cargos: Superintendência das Estâncias do Estado de São Paulo, Vice Presidência da Comissão de Preços do Estado de São Paulo, Secretaria de Higiene da Prefeitura de São Paulo. Deputado Estadual e Presidente da COAP. Tinha 9 irmãos : Rômulo, Rolando, Maria Renata, Edda, Henriqueta, Ione, Elvio, Wilton e a caçula Nereide.

Seu pai, Dr. Henrique Lupo é filho de Theodoro e Maria Aldegheri Lupo, que chegaram a Araraquara em 1878, vindos de Strigno, na Itália. Os patriarcas dos Lupo estabeleceram-se na rua de Santa Cruz, atual 9 de Julho, trabalhando com conserto de jóias e relógios, atividade que todos os filhos exerceram. Henrique ficou à frente da relojoaria, que depois passou a oferecer também artigos para presentes e produtos dentários. Em 1921, Henrique deu início à fabricação de meias, surgindo, assim, a fábrica de Meias Lupo. João, irmão de Henrique, e tio do advogado Aldo, fundou a Casa João Lupo - também localizada na 9 de Julho - que vendia relógios e jóias de pequeno valor. Aos poucos a loja passou a trabalhar no ramo de ótica, tornando-se tradicional na região. Atualmente a Ótica Lupo é o estabelecimento mais antigo de Araraquara e estava sob direção de Maria Renata, que faleceu no ano passado.

  • Dr. Augusto Freire da Silva Junior
  • Dr. Alicio de Carvalho
  • Dr. Luís Martusceli
  • Dr. Mário Arantes de Almeida





(1893–1958). Estudou engenharia em Liége, Bélgica, não terminando os estudos por causa da 1a Guerra Mundial. Voltando ao Brasil, se formou em Direito pelo Largo São Francisco. Casou-se com Aída Martoni de Almeida. Foi político, prefeito e vereador em Araraquara na década de 30, e presidente da OAB na cidade. É nome de rua na cidade paulista. Filho de Joaquim Rodrigues de Almeida e Bernardina Arantes de Almeida. Tinha 11 irmãos.
Era pai de José Roberto Arantes de Almeida, nascido em Pirajui, em 7 de fevereiro de 1943 e cuja vida (e morte) entraram para os tristes anais da vida pública brasileira.










  • José Roberto Arantes de Almeida - Criança ainda, em 1956, já em Araraquara com a família, participou dos escoteiros, tocou piano, praticou natação e polo aquático, colecionou medalhas. Estudou no IEBA e junto com seu colega Salinas foi aprovado, em 1961, no vestibular para engenharia no ITA - Instituto Tecnológico da Aeronáutica. Em 1964, em virtude das suas atividades políticas, nesta ocasião já militante comunista, foi expulso do ITA e levado preso para a Base Aérea do Guarujá. Libertado, retomou seus estudos na Faculdade de Filosofia da USP, localizada na famosa rua Maria Antonia, onde iniciou o curso de Física. Em 1966 foi eleito presidente do Grêmio da Filosofia, órgão representativo dos estudantes da faculdade. Foi um líder nato. Era o Zé Arantes, ou simplesmente Arantes. Entrou na dissidência comunista de São Paulo, transformada posteriormente em ALN - Ação Libertadora Nacional, e terminaram no MOLIPO - Movimento de Libertação Popular, que pregava a luta armada como forma de derrotar a ditadura militar. Em 1967 tornou-se vice-presidente da UNE - União Nacional dos Estudantes, à época uma importante e representativa entidade da sociedade civil, com enorme influência política e social. Em 1968, quando a UNE tentava à sorrelfa realizar seu 30º Congresso, em Ibiúna/SP, todos seus participantes foram presos, levados para o DOPS e seus líderes processados. Zé Arantes conseguiu fugir de dentro do DOPS, pela porta da frente, disfarçando-se no meio da balburdia produzida por quase 800 presos que lotavam as dependências do famoso prédio do largo General Osório em São Paulo.

Posteriormente teve sua prisão decretada pela Auditoria Militar que, então, julgava os crimes políticos. Clandestino, viveu com nomes falsos, teve seus últimos momentos de ternura e contato familiar na Semana Santa de 1969 quando, junto com seu irmão Dado e sua namorada Lola, passou alguns dias na praia deserta de Bertioga. Vivendo na clandestinidade foi para Cuba participar de treinamento para a guerra de guerrilhas. Voltou ao Brasil na chamada Turma dos 28. Caçados pelos órgãos de segurança, DOPS, DOI-CODI, CENIMAR e outros, todos os jovens idealistas que voltaram ao Brasil nesta turma foram mortos ou desapareceram para sempre. No dia 4 de novembro de 1971, aos 28 anos, foi descoberto pelo DOI-CODI numa casa da rua Cervantes nº 7, na Vila Prudente, em SP. Resistiu à prisão, e as torturas que fatalmente se seguiriam, lutando bravamente e terminou morto. Usava o nome falso de José Carlos Pires de Andrade, com o qual foi necropsiado pelo IML. Em seguida foi enterrado no Cemitério de Perus, muito utilizado pela ditadura para enterrar os oposicionistas mortos. Resgatado pela enlutada família, seu corpo foi exumado e levado para sepultamento, sob um manto de silêncio, com seu nome verdadeiro em Araraquara. Sua namorada Lola, a jovem Aurora Maria Nascimento Furtado, foi assassinada sob torturas, em novembro de 1972, no Rio de Janeiro. Homenageando-o em 1978, os estudantes da Faculdade de Ciências e Letras da UNESP de Araraquara, deram seu nome à sua entidade representativa: Diretório Acadêmico José Arantes. Em 24 de novembro de 1983, através do Decreto Municipal nº 4.944, do prefeito municipal Clodoaldo Medina, atendendo uma solicitação de autoria do então vereador petista Domingos Carnesecca Neto, a cidade de Araraquara denominou Avenida José Arantes, uma via pública do bairro Cidade Jardim. Outras homenagens se sucederam em várias cidades do nosso país, entre as quais Ribeirão Preto que também tem a sua Avenida José Roberto Arantes de Almeida.

  • Dr. João José Pimenta de Castro
  • Dr. José de Abreu Izique
  • Dr. José Benevenuto Fortes
  • Dr. Walter Medeiros Mauro
  • Dr. Procópio de Oliveira
  • Dr. Ronaldo Octaviano Diniz Junqueira




Natural de Rincão/SP, nascido no dia 18 de 1916, é filho de Manoel Octaviano Diniz Junqueira (Coronel Neca Junqueira) e de Joaquina Junqueira. Formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (Turma de 1938).
Está inscrito na OAB/SP sob nº 3.291 desde 2/5/1939.

Foi Presidente da 5ª. Subsecção de Araraquara de 12/4/1947 a 31/3/1949 e de 1/4/1949 a 31/3/1951. No último ano de faculdade, estagiou no Ministério Público na 3ª, 5ª e 7ª Vara Criminal de São Paulo. É aposentado da Companhia Paulista de Força e Luz por tempo de serviço e continua em atividade até a presente data como advogado.






  • Dr. Plínio Gióia
  • Dr. Wilton Lupo
  • Dr. José Logatti
  • Dr. Paulo de Carvalho
  • Dr. José L. de Jorge
  • Dr. Miguel Tedde Netto

Este iluminado migalheiro nasceu em Rincão, no dia 2 de abril de 1926. É viúvo, advogado inscrito na OAB/SP, 5ª Subsecção de Araraquara, nº 7.075. É filho do casal Dib Tedde e Saideth Tedde. Com deficiência visual desde 1997, permanece advogando normalmente. Para manter-se atualizado e continuar estudando serve-se do programa de computação “Virtual Vision”. Através dele lê Migalhas, faz pesquisas diárias de assuntos jurídicos, legislação, doutrina e jurisprudência, nos mais variados sites, de forma sonora. É apaixonado pela profissão e a ela sempre se dedicou. Tem como companheiros de trabalho os colegas Sergio Ricardo Vieira e Arthur de Arruda Campos. Dr. Miguel foi Advogado-Chefe do Serviço Jurídico da ex-Estrada de Ferro Araraquara; foi Assessor Jurídico do Diretor da Estrada de Ferro Sorocabana; foi Assessor Jurídico do ex-Presidente da Rede Ferroviária Federal, Eng. Hermínio Amorim Junior, nos anos de 1960 e 1961. Foi indicado como representante da Rede no Conselho consultivo da Rede Federal de Armazéns Gerais Ferroviários S.A. Foi designado para assumir a direção da Rede de Viação Cearense a fim de restabelecer a normalidade das atividades técnicas e administrativas daquela ferrovia, interrompida pela greve de pessoal que fora deflagrada na empresa no início do Governo Jânio Quadros. Foi colocado à disposição da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo, de 1/02 a 31/12/1962. Cessados os efeitos do ato que o colocara à disposição do Gabinete do Secretário da Agricultura, recebeu do Governador do Estado de SP, Prof. Carvalho Pinto, agradecimentos pela eficiente colaboração prestada nesse importante setor da administração Estadual. Foi assessor Jurídico do Diretor da Faculdade de Farmácia e Odontologia de Araraquara e Advogado e Supervisor do Centro Social 26 do SESI, em Araraquara. Foi também advogado e secretário do Centro das Industrias do Estado de São Paulo, em Araraquara. Durante vários anos redigiu o Boletim Informativo da Delegacia de Araraquara, do CIESP, publicação mensal sobre assuntos trabalhistas, fiscais e tributários. Colaborou por mais de 20 anos nos Jornais de Araraquara, como “O Imparcial”, Jornal de Araraquara, Caderno Imobiliário, mantendo colunas diárias ou semanais sobre assuntos jurídicos.

Com uma vasta e reconhecida carreira acadêmica, lecionou de 1952 a 1953, na Escola Técnica de Agrimensura de Araraquara; disciplina: Legislação de Terras. Lecionou no Colégio Duque de Caxias, no Curso Técnico de Contabilidade. Lecionou no Curso Técnico de Contabilidade do Colégio Comercial São José, de 1969 a 1970; disciplina: Elementos de Direito. No nível superior foi assistente, durante os anos de 1971 e 1972, do Prof. Eloy Arantes Ferreira, na Cadeira de Direito Financeiro e Finanças da Faculdade de Direito de Araraquara, da Federação das Faculdades Isoladas de Araraquara, atualmente UNIARA. Posteriormente a 1973 foi Professor Titular das referidas cadeiras. Foi, também, assistente do mencionado Prof. Eloy Arantes Ferreira, nas cadeiras de Legislação Tributária e Finanças Públicas, da Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas de Araraquara, da Federação das Faculdades Isoladas de Araraquara, em 1971 e 1972, sendo que a partir de 1973 passou a ser o Professor Titular dessas disciplinas. Foi Professor Assistente do Prof. Dr. Francisco Loffredo Junior, na cadeira de Direito Civil da Faculdade de Direito de Araraquara. Foi Vereador à Câmara Municipal de Araraquara durante 4 (quatro) legislaturas (01/01/48 a 31/12/51, 1/1/56 a 31/12/59, 1/1/60 a 31/12/63 e 1/2/69 a 31/1/73), tendo sido Presidente da Câmara Municipal. Foi Presidente da Beneficência Portuguesa de Araraquara nos biênios 67/68, 69/70, 75/76 e 77/78 tendo sido reeleito para 79/80. Nesse hospital, que apanhou em situação financeira difícil e prédio precário, reconstrui-o quase todo, com modernos pavilhões e aparelhagens técnico-científicas. Era um hospital beneficente que transformou-se em Santa Casa de Misericórdia Nossa Senhora de Fátima. Com esse gesto, levou a uma grande batalha jurídica com a Santa Casa de Araraquara que já existia. A cidade passou a constituir-se, ao que se sabe, única cidade do País a ter duas Santas Casas. Foi Presidente da Companhia Trolebus de Araraquara de 22/4/85 a 7/4/93 num período de situação econômico-financeira difícil para a empresa. O sistema era único e exclusivamente de veículos movidos a energia elétrica (Trolebus). Como não havia recurso para expansão das linhas, e mesmo que houvesse seria altamente antieconômica a expansão, dado os elevados custos, transformou-a numa Companhia com sistema misto. Adquiriu 50 veículos a diesel, pagos com as economias feitas, praticamente à vista. Em decorrência dessa aquisição e veículos a diesel colocou transporte em 35 bairros que não o tinham. Reformou todos os veículos trolebus e adquiriu mais 2 novos, pagos também praticamente à vista. Atua desde 1951 no exercício da advocacia. É sócio quotista da Imobiliária Tedde S/C Ltda., da Construtora Tedde Ltda. e da indústria Teniza - Revestimentos Plásticos Ltda.

Já existia um vilarejo na hoje Araraquara, quando o fluminense Pedro José Neto, nascido em 1760, em nossa Senhora da Piedade de Unhomirim, Bispado do Rio de Janeiro, descobriu a cidade.

Antes, em 1780, foi à freguesia da Piedade da Borda do campo (hoje Barbacena/MG), época da áurea mineração. Lá, acumulou algumas economias e aos 24 anos de idade casou-se com D. Inácia Maria, também fluminense. De seu casamento teve dois filhos: José da Silva Neto e Joaquim Ferreira Neto, que faleceram em Araraquara.

Em 1787, Pedro José Neto, com seus dois filhos e esposa, transferiu residência para Itu. Formou uma fazenda de criação de animais e de cultura de cereais. Na mesma Vila tornou se capitão-mor.

No entanto, os problemas estavam apenas por começar. Ocorre que existia um austero capitão chamado de Vicente Taques Goes e Aranha, que governava a Vila de forma autoritária, dura e violenta. Proporcionalmente ao aumento de sua intolerância era o aumento de seus desafetos, entre eles já podia ser incluído Pedro José Neto.

Em 1790, a política local estava muito agitada e Pedro José Neto, em uma discussão, esbofeteou um rival político, sendo, por isto, processado e condenado em Piracicaba (naquele tempo, Vila da Constituição), para onde o enviara o Capitão-Mor Vicente. Pedro José Neto conseguiu fugir e passou a ser tachado como criminoso por ser um foragido da Justiça. Na fuga atravessou o rio de Piracicaba, entrando nas matas que hoje se localiza a cidade de São Carlos até chegar na outra margem do rio. Descobriu os campos do sertão de Araraquara, antes somente povoada pelos índios Guaianás.

Com o tempo Pedro José Neto tornou-se possuidor de muitas terras e tendo impetrado ao governo o perdão de seu crime, foi lhe concedido o indulto em atenção aos seus valiosos serviços prestados no desbravamento no “Sertão de Aracoara”.

Já em 1805, Pedro José Neto, com os dois filhos, havia construído a Capelinha do nascente bairro de Araraquara. Após, fez um requerimento às autoridades eclesiásticas, pedindo que a capela fosse elevada a freguesia, desmembrada da de Piracicaba, no que foi atendido, sendo seu padroeiro São Bento. Foi escolhido esse santo a pedido do Barão de Itu, Bentos Paes de Barros, doador da imagem e amigo íntimo de Pedro José Neto. Este não pode compartilhar da alegria dos habitantes do bairro: vinte dias depois, em 19 de novembro de 1817, falecia vítima de um acidente. Seu corpo, envolto no hábito de São Francisco, foi sepultado na Igreja, que era onde se faziam os enterros naquele tempo. O vigário Manoel Malaquias anotou, à margem do lançamento: Fundador desta Matriz.

O Primeiro Presidente da Câmara Municipal foi Carlos José Botelho.

Em 22 de agosto de 1817 foi criada a Freguesia de São Bento pela Resolução nº 32. Em 30 de outubro de 1817 elevada à categoria de Distrito. Em 10 de julho de 1832 passou à categoria de Município, que foi instalado em 24 de agosto de 1833.

  • Origem do nome :

Embora haja saudosistas que defendam o significado do trabalho do cidadão araraquarense, Pio Lourenço Correia – “Monografia da palavra Araraquara” moradas das araras para a palavra Araraquara – um pouco de história e um pouco de Tupi – provou, à saciedade, que a homofonia e homografia do elemento arara, com o nome das policrômicas aves pscitacídeas e sua junção ao substantivo tupi, quara, com a significação de buraco, foram a origem da confusão. No seu entender, o elemento – arara – não é mais que a conjunção de duas vozes tupis: ara e ara, que a prolação defeituosa juntou, sendo seu significado – dia, luz, sol, aurora. Daí buraco do dia que, literária e extensivamente, traduziu-se por – Morada do Sol. No histórico de D. Elisa Sales Marin, vamos encontrar, também, as seguintes afirmativas: o Dr. Francisco José de Lacerda e Almeida, astrônomo português, em 1788, fez uma viagem pelo interior do país, de Vila Bela (hoje Cáceres – Mato Grosso) até a cidade de São Paulo, pela ordinária rota dos rios; em viagem pelo Tietê, diz o Dr. Francisco no seu Diário que, segundo uma senhora idosa de Araritaguava, antigo nome Porto Feliz, conhecedora da língua indígena, esta terra, em tempos idos, chamou-se Aracoara ou Araquara que quer dizer Ara – dia e Coara ou Quara – morada – (morada do dia).

É possível encontrar esta etimologia em John Lucclck (Londres, 1820) que fez parte da comitiva de D. João VI. No Dicionário Geográfico do Império do Brasil de J. C. R. Milliet, encontramos escrito Araquara sendo a ortografia correta. É verdade que com o tempo, os novos habitantes, descendentes de portugueses, alongaram a palavra em vez de abrevia-la, como seria para supor, fazendo de Araquara – Araraquara, o que se explica por ignorarem eles a língua tupi e julgarem, naturalmente, tratar-se de araras.

  • Personagens :

Dr. Honório Fernandes Monteiro

Nasceu em Araraquara a 25 de junho de 1894. Fez o curso de Humanidades no Ginásio Estadual de Campinas. Em 1915 matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo, bacharelando-se em 1919. Tornou-se, desde então, um dos advogados mais assíduos do Foro da capital. Em 1902, inscreveu-se no concurso para livre-docente de Direito Comercial. Sendo aprovado e nomeado em novembro do mesmo ano, recebeu simultaneamente o grau de doutor em Direito. Com o falecimento do professor Otávio Mendes, em novembro de 1931, passou a reger a cadeira vaga de Direito Comercial, cargo que exerceu até 1934. Em maio de 1932, foi-lhe atribuída também a cadeira de Direito Comercial, do professor Waldemar Ferreira, então secretário da Justiça e Segurança Pública. Além da regência das duas cadeiras, foi ainda encarregado da disciplina Economia e Legislação Social, do curso de doutorado. Em 1933, inscreveu-se no concurso para a cátedra de Direito Comercial e, aprovado, foi nomeado em 1934 professor catedrático. Em 1943 ocupou o cargo de Diretor da Faculdade de Direito de São Paulo, que deixou em 1945, em razão da sua eleição para deputado à Assembléia Nacional Constituinte, vindo a ocupar a presidência da Câmara dos Deputados; em outubro de 1948, foi nomeado Ministro do Trabalho do Governo Gaspar Dutra. Foi ainda membro do Conselho Estadual de Educação, da Câmara de Ensino Superior e representante da Congregação da Faculdade de Direito no Conselho Universitário, tendo-lhe sido conferido o título de professor emérito. Faleceu a 28 de fevereiro de 1969. Obras Publicadas : Da mulher casada commerciante. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1929. Do crédito bancario confirmado. São Paulo: Saraiva, 1933. Prelecções de direito commercial. São Paulo: Linotechnica, 1937. Fundação publica. Revista de Direito Publico, São Paulo, v.2,1937. p. 122-130.

Dr. Lybio José Martire

Nascido na cidade de Araraquara, estado de São Paulo, em 31 de Maio de 1914. Fez seus primeiros estudos na Liceu Coração de Jesus. Entrou para a Faculdade de Direito em 1933 e bacharelou-se em 1938. Sócio fundador da Associação Acadêmica “ Álvares de Azevedo”. Ex-presidente da “ Ação Nacional Universitária”. Colaborador de todos os jornais e revistas acadêmicos de seu tempo. Colaborador de vários jornais e revistas do país: “O imparcial”, de Araraquara; “Folha do Povo”, de Bauru; “O Duartinense”, de Duartina; “Correio Paulistano” de São Paulo; “Jornal do Brasil”, do Rio de Janeiro. Publicou: “Poetas Acadêmicos” (1938, 1ª edição esgotada. Colaboração com Pero Neto) – “Motivos” (1938, 1ª edição) – tem no prelo: “Amor de Zingala” (Contos e Novelas).

ARARAQUARA

Quisera descrever num poema de ouro,

num poema ideal, excelso, imorredouro,

a divinal poesia e a graça rara,

dessa eterna e gloriosa Araraquara!

Dessa terra repleta de belezas,

que é o berço perenal de mil grandezas,

da formidável pátria brasileira!

Terra esplêndida, quente, feiticeira,

palco de heróis, romances, epopéias...

De morenas gentis e melopéias

deslumbrando nas cenas multicores

de suas praças, vilas e arredores!

Eu te admiro, cidade dos amores,

reino encantado de visões e cores...

Eu te admiro de todo o coração.

E si penso em ti, compreendo a razão,

porque teu povo te chamou um dia,

cheio de orgulho, cheio de ufania:

a morada possante e varonil,

do sol que ilumina a terra do Brasil!

Eu te amo, ó minha Araraquara linda!

E si te vejo, te amo mais ainda.

Pois, si és o reino onde o astro-rei mora,

o és, também, dessa que minh'alma adora;

dessa meiga criança estremecida,

- sol risonho que aclara a minha vida, -

dessa que reúne as minhas alegrias:

- a minha amada, a vida de meus dias! -

Joaquim Lourenço Corrêa

Extremado patriota na Guerra do Paraguai ; ofereceu dois filhos para a lista de voluntários e um deles veio a falecer com apenas 21 anos de idade.

Antonio Lourenço Corrêa

Digno de respeito e admiração, Antonio Lourenço Corrêa foi uma das pessoas de realce de sua época e uma das mais ligadas à história de Araraquara. Nasceu em Araraquara no dia 19 de novembro de 1848. Era filho de Joaquim Lourenço Corrêa e de Francisca Michelina de Morais. Seu pai, o Comendador Joaquim Lourenço Corrêa chegou em Araraquara em 1840, procedente de Porto Feliz. Aqui chegando fundou a fazenda São Lourenço, onde a cultura de cana-de-açúcar foi a sua maior preocupação. Era senhor de fortuna já acima da média para os tempos de então. Antonio Lourenço Corrêa teve mais 12 irmãos, entre os quais Pio Lourenço Corrêa , talentoso escritor e um dos mais completos conhecedores da história de Araraquara, desde os seus primórdios. Antonio Lourenço Corrêa dedicou toda a sua vida à cidade de Araraquara, principalmente na década de 1880, quando mais acentuadas eram as divergências que agitavam a cidade, não só em relação à nova construção da Igreja de São Bento (Matriz), como também a construção da Estrada de Ferro Araraquara (EFA).

Pio Lourenço Corrêa

Nasceu em Araraquara a 12 de maio de 1875 e morreu na mesma cidade a 12 de junho de 1957. Órfão aos 12 anos, teve como tutor seu irmão Antonio Lourenço Corrêa, que o mandou para São Paulo a fim de estudar. Em São Paulo foi morar na casa de seu padrinho, o Dr. Joaquim de Almeida Leite Moraes, que havia sido advogado em Araraquara, de cuja Câmara Municipal foi presidente (que naquele tempo exercia também as funções executivas, hoje atribuídas aos prefeitos). Voltou então para Araraquara e, uma vez estabelecido, casou em 1898 com sua sobrinha Zulmira de Moraes Rocha, com quem não teve filhos. Interrompidos a contragosto os estudos, nem por isso Pio Lourenço deixou os livros ou perdeu a paixão pelo saber. Grande leitor, muito dotado para as línguas e para a observação da natureza, tornou-se com os anos um homem de rara informação, senhor de uma bela biblioteca, na qual se destacavam as obras de zoologia e de estudos lingüísticos, inclusive uma extraordinária coleção de dicionários e enciclopédias. Intelectual desviado dos seus pendores pela necessidade de ganhar a vida, ele foi contudo, em toda a extensão do conceito, um homem de cultura. Em Araraquara foi comerciante e por algum tempo banqueiro, mas sobretudo fazendeiro, dono da Fazenda São Francisco, que administrou com zelo quase científico.

"Macunaíma"

"Macunaíma, o herói sem nenhum caráter" de Mário de Andrade foi escrito na chácara de Pio Lourenço, benfeitor de Araraquara, em uma semana de rede e muito cigarro, de 16 a 23 de dezembro de 1926. Nascido em 1893, Mário na infância juntava-se periodicamente na capital com seus primos araraquarenses, da família de Cândido Lourenço Corrêa da Rocha, marido de sua tia Isabel. O modernista esteve várias vezes na chácara Sapucaia que hoje abriga o Centro Cultural. Em algumas, para se recuperar de crises emocionais, como a perda de seu irmão Renato em 1913, e em outras, para descansar de férias como em 1926, quando redigiu a rapsódia transformada no livro Macunaíma. Ao completar quarenta anos, Mário sofreu séria crise de depressão. Com fases mais brandas ou profundas, a doença o acompanhou até o fim de sua vida. Enfermo, sempre recorreu às temporadas em Sapucaia.

Ignácio de Loyola Lopes Brandão

Nasceu em Araraquara no dia 31 de julho de 1936, dia de Santo Ignácio de Loyola. Inicia seus estudos na escola primária de D. Cristina Machado, em 1944, onde cursa o primeiro ano. No ano seguinte transfere-se para a escola da professora D. Lourdes de Carvalho. Seu pai, que chegou a publicar histórias em jornais locais e que conseguiu formar uma biblioteca com mais de 500 volumes, o incentivou a ler desde que foi alfabetizado. Fascinado por dicionários, chegou a trocar com seus colegas de classe palavras por bolinhas de gude e figurinhas. Mais tarde, esse fato acabou se transformando no conto "O menino que vendia palavras", primeiro a ser publicado pelo autor. Dado o primeiro passo, o precoce escritor passa a escrever reportagens, críticas de cinema e entrevistas em outro diário de Araraquara, O Imparcial. Nele aprende a arte da tipografia, lidando com composição com linotipo, clichê em zinco e paginação em chumbo. Em 1955 inaugura a primeira coluna social da cidade. Ignácio se apaixona pelo cinema e participa, em 1953, das filmagens de "Aurora de uma cidade", semidocumentário dirigido por Wallace Leal. No ano seguinte funda o Clube de Cinema de Araraquara. É autor, juntamente com Rodolpho Telarolli, do livro Addio Bel Campanile - a Saga dos Lupo.

Crônica - 11

"O tempo, a rapidez, a velocidade. Ninguém mais pode perder um segundo, todos correm. Para onde e para que e por quê? Uma vez, com um grupo de amigos, fomos para Araraquara. Era um carnaval, Semana Santa, casamento de alguém. Saímos juntos, cinco carros. Logo, um se distanciou, sumiu. Os outros foram despreocupados. Parando, comendo salgadinhos aqui, pamonha ali, cerveja, um cafezinho. Curtindo a viagem. Quatro horas depois, estávamos todos na cidade. Ao chegarmos, encontramos o amigo que tinha disparado. Sentado na varanda da casa, sozinho, olhando para o ar. Não tinha nem paisagem para contemplar. Nos gozou:

— Puxa. Como demoraram! Vieram de tartaruga? Sabem que já faz mais de quarenta minutos que cheguei? Ganhei tempo, gente!

— Ah, é? E o que fez nestes quarenta minutos?

— O que fiz? Como o que fiz?

— Nós paramos, conversamos, bebemos, nos divertimos. E você fez o quê?

— Ora, fiz o quê? Sentei e fiquei esperando vocês chegarem, suas lesmas.

Entendem o que digo? Para quê?

__________

Dr. Francisco Scalamandré Sobrinho

Nascido em Araraquara em 1902, Farmacêutico formado pela Faculdade de Farmácia e Odontologia. Foi Secretário de Saúde do estado de São Paulo e Deputado Estadual.

Dr. Leonardo Barbieri

Nascido em 6 de maio de 1922 foi Deputado Federal.

Pio Corrêa da Rocha

Fez parte do 7º Batalhão de Voluntários Paulista e uniu-se ao exercito em operações contra o Paraguai, morreu na batalha de 18 de julho de 1866.

Rômulo Lupo

Nasceu em 1º de fevereiro de 1902, em Araraquara, filho de Henrique Lupo e de Dona Judith Bonini Lupo. De família numerosa, o primogênito Rômulo teve os seguintes irmãos: Rolando, Maria Renata, Edda, Henriqueta, Aldo, Ione, Elvio, Wilton e a caçula Nereide. Quando Rômulo nasceu, a família residia na rua 9 de Julho (Rua 2), próximo ao largo da Santa Cruz. Nessa época, seu pai Henrique possuia a relojoaria *A Pêndula da Perfeição*, localizada na rua 9 de Julho, nº 66. Tendo feito o curso secundário no Liceu Coração de Jesus, em São Paulo; já que o primário o fez em Araraquara, Rômulo muito cedo mergulhou no aprendizado prático dos negócios, ao lado do pai. Desde os tempos da relojoaria e do comércio dos produtos dentários, abandonados no momento em que a fábrica de meias se firmou, ele começou a viajar. Assim que estava com a carta de motorista em mãos, expedida em 4 de setembro de 1922, Rômulo passou a percorrer a freguesia no seu carro Ford. Meticuloso, mesmo que o céu estivesse limpo, ele achava bom levar as correntes para as rodas, pneus sobressalentes, espátula e cola para remendar câmaras. Conferia-se o arsenal típico de caixeiros-viajantes. A diferença é que a maioria usava trens e jardineiras. Na década de 1920, à medida que a fábrica crescia e a marca ganhava prestígio, as distâncias e durações das viagens aumentaram na mesma proporção. O mercado local conquistado, as meias avançaram pela região, espalharam-se pelo País, ocupando espaço. Rômulo foi um pioneiro nessas viagens, atravessando o Brasil inteiro, antes de assumir juntamente com a família a parte diretiva da fábrica. Em 10 de julho de 1939, casou-se em primeiras núpcias com a senhorita Luiza Adélia Eberle Lupo. Desse matrimônio nasceu a filha Judith Elisa Lupo. Permaneceu por apenas dois anos casado, ficando viúvo em julho de 1941, época em que sua filha Judith tinha apenas 14 meses de vida. Ao contrário de seu irmão Aldo, o qual foi deputado estadual e federal, Rômulo preferiu se restringir ao âmbito local na política. Foi convidado a ser candidato a deputado estadual e recusou; também outros convites lhe foram feitos e também recusados. A verdade é que depois da breve passagem pela Câmara Municipal, em 1936, Rômulo só voltou a atuar na política em 1955. Sempre foi voz corrente, no entanto, que dentro de uma facção que aspirava a mudanças na administração da cidade, nada se passava sem o aval de Rômulo. No início de 1955 sugiram rumores sobre a candidatura, concretizados no dia 8 de agosto, quando ele oficializou a candidatura através da Rádio Cultura. Acentuou que seu programa de governo era municipalista e que pretendia *zelar pelos interesses do município, executando tudo o que pudesse ser feito e que as condições financeiras permitissem*. Ele podia agora se dedicar intensamente ao cargo, uma vez que a fábrica, com quase 35 anos, estava com a estrutura montada, azeitada e bem conduzida pelos irmãos mais jovens Elvio e Wilton. Sempre com Henrique e Rolando por perto. As eleições foram realizadas no dia 3 de outubro de 1955. Abertos os envelopes, Rômulo obteve 6.947 votos contra 6.441 de seu oponente Vicente Micelli. Tomada a posse, Rômulo passou a administrar a cidade usando os mesmos princípios utilizados na sua empresa. A partir dessa data grandes modificações aconteceram em Araraquara. Ao terminar seu mandato, 31 de dezembro de 1959, uma de suas últimas declarações foi: “Sei que não pude contentar a todos, mas é impossível administrar uma cidade sem descontentar alguém, ou, quem sabe, descontentar muitos.... Mas procurei cumprir da melhor forma que esteve ao meu alcance, o meu dever”. Rômulo quase não participou da campanha que o elegeu prefeito, novamente, em 6 de outubro de 1963. Fez antes, uma viagem a Europa e chegou às vésperas das eleições. Em 27 de novembro de 1962, um ano e pouco antes de assumir o segundo mandato, Rômulo se casou em segundas núpcias com a professora Clarice Venusso, de família de Ribeirão Bonito, filha dos italianos Caetano Venusso e Theresa N. Venusso. E desse matrimônio nasceu a filha Cristiana Adélia Lupo, a qual lhe deu o seu único neto Rômulo Lupo de Almeida. Ao final do segundo mandato, prevaleceu na cidade a opinião de que Rômulo não reeditou a administração do primeiro. Por outro lado, não havia como reeditar o que fora feito na década de 1950. As demandas eram diferentes e os grandes problemas estavam resolvidos. A cidade saíra do marasmo. Mas mesmo assim grandes obras foram executadas. Rômulo foi um personalista que marcou sua passagem fortemente. Austero, calado, introspectivo, reservado, só falava quando necessário. Porém, falou muito pela rádio, dando contas do que fazia, como e por que fazia, no programa chamado “Você pergunta e o prefeito responde”. Taxado de sovina, nem todos sabiam que seus salários eram encaminhados para organizações beneficentes, como o Asilo de Mendicidade, o Orfanato Nossa Senhora das Mercês, a Liga de Assistência Cristo Rei e outras. Certa vez, num encontro de seis prefeitos do interior com o governador do Estado, esse brincou dizendo que tinha prazer de conhecer o prefeito mais sovina do Estado. Prontamente, ouviu: “pena que eu seja só do Estado e não de todo o Brasil”. Assim se expressou seu sobrinho Ricardo Lupo sobre seu tio Rômulo: “Em termos de inteligência (QI), velocidade de raciocínio, memória, visão, capacidade de planejamento e organização, foi um privilegiado, ou seja, era um gênio. E soube usar esses atributos com muita propriedade nos campos afetivos, morais, empresariais e políticos. Rômulo Lupo foi um marco na história de Araraquara”. Rômulo Lupo faleceu aos 74 anos de idade no dia 24 de abril de 1976, na Santa Casa de Misericórdia, estando sepultado no jazigo da família no Cemitério São Bento. Seu nome está na rua através do Decreto nº 3825, de 18 de junho de 1976, editado pelo prefeito Clodoaldo Medina, que denomina Avenida Rômulo Lupo a via pública já por esse mesmo nome conhecida e que, tendo início no córrego das Cruzes em continuação da Avenida Bandeirantes, termina na Rua 21 do Jardim Universal. Em homenagem à sua memória, no governo do prefeito Waldemar De Santi, foi esculpida uma estátua a qual está localizada na confluência da Avenida Bento de Abreu com a rua Nove de Julho.

  • Política

No campo político, a cena foi dominada pelo poder dos coronéis, cuja força perdurou até a Revolução de 1930. Foi nos quadros do coronelismo, capitaneado pelos proprietários de cafezais, que Araraquara foi sacudida pelos trágicos acontecimentos como o episódio dos Britos, em 1897.

Merecendo ainda um estudo mais aguçado, um caso ocorrido em 1897 balançou a história do Brasil. Fazendo um ensaio sobre jurisprudência eleitoral, especialmente, sobre a posição política adotada pela justiça paulista diante dos conflitos eleitorais e o grau de comprometimento dos juizes com as regras da política oligárquica dominante, a pesquisadora Marília Schneider fala do tema.

Uma briga entre republicanos e monarquistas, quando já se tinha quase uma década da proclamação daquela, foi algo surpreendente. E o fato chocou mais ainda, por ter ganho contornos bairristas. Os Britos foram executados, retirados da cadeia e linchados em praça pública. Como eram sergipanos, todos os conterrâneos das cidades vizinhas e do Estado natal, clamavam por Justiça. Ouçamos a pesquisadora :

“A partir de 1896, a ampliação do corpo de magistrados resultou, conforme dito, no fortalecimento da posição segundo a qual o Tribunal de Justiça não deveria intervir nos processos de representação política nos municípios. Embora a saída do presidente Carlos Augusto de Souza Lima, em 1897, não esteja ligada a problemas de ordem eleitoral, trataremos de sua exoneração no contexto das intervenções do Executivo estadual.

Souza Lima foi o primeiro “chefe do poder Judiciário” paulista. Sua trajetória profissional foi narrada por um contemporâneo, autor de homenagens aos primeiros membros do Tribunal. Dedicado propagandista da causa republicana, a “brilhante carreira pública” do magistrado foi “interrompida” por acontecimentos que, aparentemente, não deveriam redundar em seu afastamento do Tribunal.

Em janeiro de 1897, o homicídio de um chefe político levou à prisão dois homens aos quais se atribuía o crime. Os familiares do político morto, entre os quais um “cidadão de grande prestígio político”, tramaram a retirada dos presos da cadeia para vingar a perda do patriarca. A despeito da publicidade que o intento alcançou, os presos, sem qualquer resistência das autoridades policiais, foram retirados da prisão e mortos barbaramente em praça pública. A narrativa desse episódio é concluída da seguinte maneira:

Por força desses acontecimentos, que comoveram profundamente a opinião pública e levaram o promotor da comarca a abandonar o cargo e o juiz de direito a demitir-se, houve uma conferência, em palácio, entre os presidentes do Estado e o do Tribunal de Justiça. Ignoro o que teria ocorrido entre as duas altas autoridades, mas o fato é que o segundo, dr. Souza Lima, imediatamente depois dela se demitiu não só do cargo de presidente, como do de ministro do Tribunal.” (Faria, 1942:70)

Embora essas memórias tenham sido publicadas quarenta e cinco anos depois daqueles acontecimentos, o autor não menciona quais autoridades públicas estiveram envolvidas com eles. Todavia, o nome de Souza Lima foi lembrado em outras homenagens que, tornando-se públicas na década de 1970, não omitiram os nomes de algumas personagens envolvidas nesse episódio policial e judiciário.

Um outro autor, mais distanciado dos acontecimentos, também prestou homenagem ao magistrado cuja carreira “foi bruscamente interrompida”, em virtude dos fatos ocorridos na cidade de Araraquara em fevereiro de 1897. Narrando a mesma seqüência de assassinatos acima referidos, acrescenta que, “pelos requintes de crueldade”, foi determinada a exoneração do juiz da comarca, Joaquim Martins Fontes da Silva. Acrescenta que o governador Campos Salles foi responsabilizado pelo “doloroso acontecimento” e que o jornal Comércio de São Paulo abriu violenta campanha contra o governo. O então chefe de polícia, ministro Xavier de Toledo, tomou providências para apurar os fatos, e Eliseu Guilherme Cristiano, na época juiz de direito, foi designado para presidir o inquérito instaurado. Desempenhando-se “cabalmente da tarefa”, veio a ser ministro do Tribunal anos depois. Todavia, verificou-se a demissão do chefe do poder Judiciário, na época, Augusto de Souza Lima:

Inexplicável o gesto do Dr. Souza Lima. Amigo de Campos Salles, desde as lides republicanas de Campinas, não era admissível se desentendessem de forma a determinar a estranha resolução. Ademais, nenhuma responsabilidade poderia ser atribuída ao presidente do Tribunal, nos fatos verificados na então longínqua cidade de Araraquara.” (Azevedo, 1974: 37)

O drama social que demandaria apenas uma investigação policial e um julgamento perante o Tribunal do Júri da cidade de Araraquara desencadeou um conflito entre as principais autoridades do Judiciário e Executivo estaduais.

“Os Sucessos de Araraquara” – título da matéria que, no jornal O Comércio de São Paulo, noticiou a evolução do caso no ano de 1897 – envolveram três assassinatos: de um “republicano histórico”, presidente do diretório local do Partido Republicano, morto, durante uma discussão, pelo jovem sergipano da “facção política contrária”, Rosendo de Souza Brito; do jovem e de um tio seu, preso como cúmplice, que foram tirados da cadeia e mortos; destes dois últimos assassinatos foram acusados os filhos, parentes e agregados do “coronel” republicano, dentre os quais um genro, Teodoro Dias de Carvalho Júnior, que fora chefe de polícia e secretário da Agricultura, no governo de Bernardino de Campos. Entre fevereiro e julho de 1897, quando foram julgados e absolvidos os principais acusados das mortes dos réus, a imprensa noticiou amplamente a questão (Telarolli, 1977).

Esses crimes envolvendo pessoas de prestígio social e político foram analisados no contexto do “coronelismo”, explicitando que o caso foi exemplar da troca de favores entre as autoridades públicas e reconhecidos colaboradores políticos. O caso alcançou publicidade porque a mãe e uma irmã dos réus assassinados também gozavam de posição e reconhecimento social. Dispunham de recursos que lhes permitiram contratar excelentes advogados, prerrogativa que certamente dificultou, mas não impediu, que os apaniguados do poder levassem vantagem no inquérito policial e no processo judicial. Fica assim demonstrado como as autoridades políticas intervieram no sentido de favorecer os linchadores: transferiram o julgamento para o fórum de outra comarca, onde os jurados foram hospedados na casa de um fazendeiro, amigo do “coronel” assassinado.

Esses acontecimentos são também exemplares da extensão e do alcance do poder coronelístico e oligárquico, além de caracterizar o sentido da submissão de um poder a outro. Nesse caso, a demissão do presidente do Tribunal de Justiça ilustra a intervenção expressa doExecutivo sobre a conduta do Judiciário. O despotismo do governador do Estado foi apontado por um jornalista da época:

“[...] a causa de seu pedido de demissão foi a prepotência e a arbitrariedade do dr. Campos Salles, dentro daquele princípio de submissão do Judiciário. O dr. Souza Lima ter-se-ia interessado em ver o inquérito a que se procedera e o presidente do Estado tê-lo-ia impedido, “porque está sendo feito em segredo de justiça”, para estupefação de Souza Lima, que não entendia poder haver “segredo de Justiça” para o chefe da magistratura no Estado.” (Apud Fabrício Pierrot. In: O Commercio de São Paulo, 20.6.1897)

Representando o poder em suas respectivas esferas, o confronto, ao que parece, não chegou a esboçar uma crise institucional. Não obstante, a demissão de Souza Lima, que nada teve de “inexplicável”, assinala um embate entre poderes que nem mesmo a antiga solidariedade partidária pôde arrefecer.

No caso da aposentadoria de Ferreira Alves muito antes da idade legal, foi ele o único membro do poder Judiciário que defendeu os políticos monarquistas. Enquanto todos os demais membros do Tribunal decidiram que as atividades políticas dos monarquistas eram ilícitas, Ferreira Alves bateu-se pelas garantias constitucionais, por ocasião do julgamento de um pedido de habeas-copus.

O pedido de eminentes membros do Partido Monarquista deu ensejo a uma das decisões mais complexas em matéria de habeas-corpus. Conforme estabelecia o processo da época, o Tribunal, para decidir sobre um recurso impetrado, analisava as informações das autoridades policiais e dos juizes de direito envolvidos no caso. Neste caso específico, publicou-se também os argumentos do procurador-geral do Estado, presidente do Tribunal e de alguns ministros.

Na sessão ordinária de 16 de janeiro de 1897, o Tribunal de Justiça julgou o pedido de habeas-corpus formulado pelo advogado dos seguintes “pacientes”: Eduardo da Silva Prado, José Vieira Couto de Magalhães, José Maria Correa de Sá e Benevides, Francisco Antonio de Souza Queiroz, Antonio Ferreira de Castilho, Antonio Ferreira dos Santos, coronel José Ferreira de Figueiredo e Augusto de Souza Queiroz. Consideradas “pessoas tão distintas, tão conhecedoras das leis e dos movimentos políticos”, conforme as palavras do procurador em seu parecer, procuraram garantias junto ao Tribunal de Justiça, pois tinham sido vítimas de abuso da autoridade policial. Apesar de correligionários do regime decaído, o prestígio social que ainda desfrutavam garantiu-lhes uma cuidadosa e consistente resposta do Tribunal: o caso foi longamente debatido e mereceu a elaboração de pareceres do procurador e do presidente do Tribunal. Suas argumentações justificaram acórdão inédito, representando a posição do Judiciário paulista quanto às atividades políticas dos adeptos da Monarquia.

O presidente procurou distinguir os conceitos de “liberdade pessoal” e “direitos individuais”, procurando rechaçar uma interpretação abrangente, como defendia Rui Barbosa, referindo-se ao preceito da Constituição republicana.

O ministro Ferreira Alves foi o único que votou a favor da ordem de apresentação dos pacientes para que fossem interrogados. Alegou também que o chefe de polícia do Estado deveria ser ouvido “sobre os motivos que o levaram a dar tão enérgicas ordens cerceadoras do exercício dos direitos de livre manifestação do pensamento, de associação e reunião e de inviolabilidade de domicilio”. Fazendo alusões aos dispositivos constitucionais, obsta que, sem maiores esclarecimentos, isto é, sem o depoimento dos pacientes e das autoridades envolvidas, o Tribunal não possuía elementos para decidir se aquele era um caso de restabelecimento da ordem pública. Além do mais, afirmava que era de notoriedade publica que os pacientes tinham sofrido constrangimento ilegal:

Taes ordens contra a reunião pacifica de alguns cidadãos que, desarmados, discutiam sobre os negocios publicos e se apparelhavam para exercitar o direito eleitoral garantido a todas as opiniões políticas, constituem abusos de poder e perseguições por motivo político”.

Para Ferreira Alves, o habeas-corpus tinha sido ampliado pela legislação de 1871 e sobretudo pelas Constituições da União e do Estado, sendo “remedio productor da liberdade civil ou política contra todas as oppressões do poder”. O ministro refutou, argumento por argumento, o parecer do presidente do Tribunal, não vendo qualquer desarmonia entre as diferentes redações dos textos legais. Não concordava também com a hipótese da dispersão como medida legal, pois aquele caso não envolvia a reunião de uma sociedade secreta conforme dispunha o código penal. Nenhum dos pacientes tinha sofrido processo por conspiração, sedição ou ajuntamento ilícito, sequer tinham atentado “por factos e meios violentos a Constituição Política da Republica ou forma do governo estabelecido.”

Assim como Souza Lima, Ferreira Alves também tocou na questão primordial levantada pelo grupo de monarquistas, referente à rejeição à forma de governo republicana e à defesa do retorno da Monarquia. Assim, argumentava que, embora a Constituição vetasse ao Congresso “projectos de revisão tendentes a abolir a forma republicana federativa”, não proibia “a organização de um partido monarchista que só pela revolução pode mudar a forma do governo: pois as leis não incriminam os meios de propaganda pacífica.” O ministro enfrentou os colegas do Tribunal ao defender a propaganda monarquista, não vendo ilegalidade no exercício da liberdade de pensar, escrever e comunicar idéias, mesmo que fosse para

obter, sem meios criminosos, a reforma da Constituição em harmonia com o progresso social ou convencer os cidadãos da sua necessidade. Prohiba embora a Constituição a mudança da forma de governo, a Constituição de um paiz é essencialmente variavel, o tempo, circunstancias a vontade nacional podem modifical-a a despeito do processo constitucional

Estava completamente convencido de que a polícia cometera ilegalidade e que a demora na concessão do habeas-corpus acentuava ainda mais o abuso de poder.

É importante lembrar que os monarquistas representavam um grupo de expressiva oposição política, quando o mito de que a República era um consenso nacional obscurecia os conflitos travados entre os grupos políticos e sociais. Embora consagrado, esse mito foi desfeito, e, sabe-se, que os monarquistas representaram uma ameaça constante ao regime republicano (Janotti, 1986).

Embora a Revista Mensal tenha registrado apenas o acórdão mencionado, firmou-se jurisprudência pela qual as atividades políticas dos monarquistas tornavam-se ilícitas, apesar das garantias constitucionais. A voz discordante, representada pelo ministro Ferreira Alves, calouse com sua aposentadoria em 1898, aos 55 anos de idade.

Como dissemos acima, dos nove membros que compuseram o Tribunal na República, sete mantiveram-se em seus cargos sem que algum atrito ou incompatibilidade política os indispusesse com a maioria ou com o Executivo estadual, como Souza Lima. Além da relativa estabilidade que desfrutou, é significativo também que a composição do Tribunal tivesse sido alterada de nove para doze lugares, em 1896. Embora a demanda de feitos pudesse justificar a ampliação, concordamos que “aumentar o número de juizes seria meio de intervirem os outros poderes na vida da Justiça, formando maiorias e modificando a jurisprudência” (Guimarães, 1958: 186). É possível, portanto, que a nomeação dos novos membros viesse a reforçar a orientação política hegemônica do Tribunal de Justiça, quando Ferreira Alves já estava isolado da maioria, segundo o depoimento de um magistrado contemporâneo seu:

Talvez fosse o temperamento do dr. Ferreira Alves o mais resistente ao influxo espiritual das inclinações coletivas da Casa; isto, porém, embora lhe criasse muitas vezes situação singular, de modo algum quebrava o respeito que lhe dispensavam os colegas, os advogados ou o público, salvo pequena restrição quanto à forma exterior do voto. Ainda tenho presente na lembrança a figura inconfundível desse juiz, sempre austero no porte, na indumentária e nas maneiras. Não sabia transigir, e, formada qualquer convicção em seu espírito, sustentava-a com bravura, alheio a considerações objetivas que muitas vezes podiam justificar declinações na linha do julgamento. [...] Infelizmente, a ênfase de que às vezes se lhe ressentiam os votos, não o tornava muito simpático aos companheiros, embora estes de modo algum procurassem empanar a admiração que lhe tributavam.” (Faria, 1942: 167-173)

De temperamento intransigente e com convicções políticas independentes, o juiz enfrentou a hostilidade da corporação e acabou requisitando sua aposentadoria. Ainda que essencialmente laudatório, o testemunho de caráter memorialístico sugere algo a respeito das inclinações coletivas do Tribunal: havia uma orientação política predominante, e, apesar do “espírito” corporativista da magistratura, uma postura destoante poderia levar a deserções.

Evidentemente, os desentendimentos poderiam dificultar a agilidade do Tribunal não só diante de decisões que envolviam temas tão políticos, como o habeas-corpus, mas também aqueles de ordem eleitoral ou relativa ainda aos limites das autonomias das Câmaras Municipais e mesmo aos de caráter tributário. Entretanto, se os adeptos da Monarquia ainda representavam uma ameaça para o novo regime, como poderia uma autoridade judiciária se colocar ao lado de oposicionistas? A opinião do ministro constituía uma afronta para o governo e pôde perfeitamente ter justificado sua aposentadoria poucos meses depois das discussões sobre os direitos políticos dos defensores do regime decaído.

Para ocupar as vagas de Souza Lima e Ferreira Alves, foram nomeados José Custódio da Cunha Canto, em março de 1897, e Francisco da Silva Saldanha, em julho de 1898. Os novos membros também vinham exercendo a magistratura desde a época do Império24.

A saída de Souza Lima, que poderia ter representado um acontecimento traumático para o Judiciário, não foi sequer comentada pelos magistrados, pois nenhuma uma demonstração de solidariedade ao colega foi consignada no órgão oficial do Tribunal."

  • Cultura

Marcos da cultura de época em Araraquara, o Teatro Municipal foi inaugurado em 1914, O Hotel Municipal, em 1916, e o Palacete Araraquarense (Sede do Clube Araraquarense), em 1925. Atualmente, o prédio do clube funciona para reuniões informais e sala de jogos. Em frente ao mesmo está o busto de Antonio Correa da Silva, fundador do Jornal “O Imparcial”. No final do século XIX o clube foi visitado por D. Pedro II que deixou sua assinatura no livro de visitas do clube. Livro este que se encontra hoje depositado no Museu Histórico Pedagógico Voluntários da Pátria. A Esplanada das Rosas, o Clube Araraquarense, o Hotel Municipal, a Casa da Cultura e a Câmara Municipal estão tombados pelo Condephaat desde abril de 1998 e formam o chamado Centro Histórico de Araraquara.

A Igreja Matriz de São Bento também é outro marco da cidade. Foi através dela, e por ordem régia de D. João VI datada de 22/8/1817, que a Freguesia de São Bento de Araraquara se desmembrou da Freguesia de Piracicaba. Desde 1805 foram construídos seis templos no mesmo local.

  • Economia

O primeiro registro da presença de instalação da lavoura canavieira na região de Araraquara data de 1825, com a montagem de um engenho na sesmaria do Ouro para produzir açúcar e aguardente. A atividade canavieira, que se intensificou a partir de 1850, acarretou, por sua vez, uma série de transformações no quadro local: vinda de fazendeiros de Piracicaba, Itu, Porto Feliz, valorização da terra, intensificação dos conflitos entre os agricultores e escassez de mão-de-obra e, conseqüentemente, aumento do preço dos escravos. Segundo registros da época, existiam em 1862 trinta “fábricas de açúcar” na região.

O crescimento demográfico e comercial da cidade, a circulação de capitais, como ocorrera em outros centros urbanos de São Paulo, criaram, no final do século XIX e início do século XX, as condições propícias à diversificação das atividades econômicas, incluindo a produção manufatureira em pequenas oficinas domésticas, comandadas por imigrantes europeus. Esse contexto possibilitou que em 1910 já existissem em Araraquara 141 pequenos estabelecimentos industriais.

  • Estação de Estrada de Ferro “Ferroban” ” (Ferrovia Bandeirante)

A estação foi instalada em 1885, quando os trilhos da Cia. Paulista de Estradas de Ferro alcançaram Araraquara. Por ela chegou D.Pedro II, quando de sua visita a Araraquara em 06/11/1886. A Companhia Estrada de Ferro Araraquara foi fundada em 1895 e inaugurada em 1898. Em 1919 foi adquirida pelo Estado, passando a chamar-se Estrada de Ferro Araraquara – EFA. No século XX seus trilhos alcançaram Mato Grosso.Com a ferrovia a cidade cresceu surgindo investimentos diversos: construção da Vila Ferroviária; fundação da Associação Ferroviária de Esportes (AFE); criação do Horto Florestal e o Armazém de Abastecimento para as famílias dos ferroviários.Em 1971, criou-se a Fepasa (Ferrovia Paulista S/A) com a fusão de 5 ferrovias do Estado de São Paulo .Em janeiro de 1999, com a sua privatização, passou a pertencer à FERROBAN – Ferrovia Bandeirante.Os trens são usados hoje, aqui na região, somente para o transporte de cargas, sendo que o último trem de passageiros, que ia até Itirapina, foi extinto em Abril de 2001.

  • O café

Foi no espaço das fazendas mistas que se iniciou o cultivo do café nos “Campos de Araraquara”. Primeiro como planta de pomar para consumo doméstico. Em 1852 já existiam 2 fazendas de café em Araraquara, mas a exploração comercial do produto só se intensificou no final da década de 1860, sendo marcante a presença de fazendeiros originários de Minas, Piracicaba e Porto Feliz. A economia cafeeira, como principal fonte de riqueza da região e do próprio país, avança até o início do século XX.

Agricultura

Propr. Agric. Existentes - 1.219
Propr. Agric. com menos de 20 alqueires - 414
Propr. Agric. de 20 a 50 alqueires - 361
Propr. Agric. de 50 a 100 alqueires - 252
Propr. Agric. de 100 a 200 alqueires - 86
Propr. Agric. de 200 a 500 alqueires - 62
Propr. Agric. de mais de 500 alqueires - 44

Variedade de culturas praticadas: Café, arroz, feijão, milho, laranja, banana, abacaxi.

Valor global aproximado das propriedades agrícolas: Cr$ 35.500.000,00.

Comércio

Numero de firmas taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 681.

Relação das consideradas grandes firmas:

Ferragens: Casa Reis, Casa Domingos Schiavoni, Casa Stella.

Padaria e Confeitaria: Palamone Lepre S/A, Panificação Pasetto, Padaria Perez, Padaria Santo Antônio, Padaria N. S. do Carmo, Confeitaria Zoega.

Fazendas e Armarinhos: Casa Barbieri, Casa Nazarian, Casas Pernambucanas, Casa Esmeralda, Casa Maurício, Casa Lauand, Bazar 77, Casa Dirani.

Calçados: Casa Barbieri, Casa Nazarian, Casa Logatti, Casa Paramount.

Móveis: O. Castellan & Cia., Móveis Micelli, Casa Maurício.

Secos e Molhados: Mercearia Lauand, Dias Martins S/A, Casa Sabbag, Casa Cruzeiro, Empório Lauand, Armazén Santa Cruz, Empório Bueno, Miguel Ciomínio, Empório Sargi, Casa Andrade, Cooperativa de Consumo Popular de Araraquara Ltda.

Material Elétrico: Loja do Sol, Eletro Tamoio Ltda.

Marmoraria: Vitório Duo & Atílio Manini, O. Zaramela & Cia.

Alfaiatarias: Alfaiataria Ipiranga, Ferrarezi & Aiello, Mário Ópice, Alfaiataria Abritta, Lucílio C. Leite Correia Filho.

Livros e Revistas: Livraria e Papelaria Rodella, Livraria Progresso, Livraria Neide, Nelson Rossi.

Indústria

Número de indústrias tachadas no imposto de indústrias e profissões: 378.

Número de operários trabalhando nas indústrias: 3.800.

Capital invertido na indústria no município: Cr$ 30.000.000,00.

Relação das consideradas grandes indústrias:

Fábrica de Óleo: Dianda Lopes & Cia., Viúva Fortunato Micelli.

Produtos Fábricas de Metais: Meias Lupo S/A, Irmãos Lia.

Fábrica de Oxigênio: White Martins S/A.

Fábrica de Tecidos: Indústria Sedafil, Indústria Têxtil Haddad Ltda.

Fábrica de Bebidas e Refrigerantes: O. da Vale, Indústria e Comércio Palamone Lepre S/A, Miguel Ciomínio, Júlio Cardoso Treme, Salvador Mendonça.

Fábrica de Móveis: Bartolomeu Micelli, Gemero Alexandre, Gobato & Paganeli, Hugo Negrini, Irmãos Caparelli, J. Kaplanas, Magaz & Poelnitz, Maurício Flank, Miguel Corteze, O. Castellan & Cia., Viúva Fortunato Micelli.

Produtos Alimentícios: Nestlé, Cia. Paulista de lacticínios.

Fábrica de Aguardente: Francisca M. Andrade, Giacomo Treu & Filhos, Hélio Morganti, Irmãos Zanin, José Minetto, Luiz Ometto, Vicente Gravina.

Fábrica de Camisas: A. Buglio.

Fábricas de Sabão: Fábrica de Sabão Masiero Ltda., Genichi Tsuha, João Masiero, Luís Donzelini, Olice Scrassolo, Saponificação Piratininga Ltda., Tyller Pirola.

Cortume: Cortume Araraquara Ltda.

Cerâmica: Irmãos Dosualdo, Manuel O. e Silva.

Fábrica de Massas Alimentícias: José Carmona, Irmãos Martini & Cia., Luís Soler, Paulo Elias Antônio.

Fábrica de Manilhas: Romano Perón.

Fábricas de Ladrilhos: Gregório Peres, O. Zamarella & Cia

Bancos

Agências ou filiais de bancos no município: Banco do Brasil S/A, Banco do Estado de São Paulo S/A, Banco Moreira Salles S/A, Banco Brasileiro de Descontos S/A, Banco do Estado de São Paulo S/A, Banco Comércio e Indústria de São Paulo S/A, Banco Brasileiro para a América do Sul S/A, Banco Paulista do Comércio S/A, Banco de São Paulo S/A.

Caixa Econômica Estadual

Numero de Depositantes: 9.565.
Montante dos Depósitos: Cr$ 37.172.763,00.

Coletoria Estadual

Arrecadação em 1948: Cr$ 13.382.276,80.

Coletoria Federal

Total da arrecadação do Imposto de Renda: Cr$ 3.046.936,30.
Idem do Selo de Educação e Saúde: Cr$ 265.225,60.
Arrecadação em 1948: Cr$ 14.890.541,00.

Correios e Telégrafos

Classe de Agencia: 1ª
Montante da ultima arrecadação: Cr$ 520.066,50.
Montante de arrecadação de taxas de Reembolso Postal: Cr$ 11.194.273,70.
Outras Agencias postais existentes no município: Agências Postais de Américo Brasiliense, Santa Lúcia e Gavião Peixoto.

Estradas de Ferro

Estradas de ferro que servem o município: Cia. Paulista de Estradas de Ferro, Estrada de Ferro Araraquara, Estrada de Ferro Douradense.

Distância entre o município e a capital: 314 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 6 horas.

Custo de passagens entre a capital e o município: 1.ª classe, ida: Cr$ 99,40; ida e volta: Cr$ 159,10; 2.ª classe, ida: Cr$ 46,50; ida e volta: Cr$ 74,40. Excursão: 1.ª classe: Cr$ 132,60; 2.ª classe: Cr$ 62,00.

Número de trens diários entre o município e a capital: 5.

Estradas de Rodagem

Estradas estaduais que cortam o município: Uma, que liga São Paulo a São José do Rio Preto, passando por Araraquara.

Distância entre o município e a capital: 305 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 5,5 horas.

Estradas municipais que cortam o município: De Araraquara a Gavião Peixoto, Bueno de Andrade, Matão, Boa Esperança do Sul e Motuca, passando por Américo Brasiliense, Santa Lúcia e Rincão.

Transportes Rodoviários: Linhas de ônibus: 5. Empresas de transportes de cargas: 2. Empresas de transporte urbano: 1.

Aviação

Localização do campo de pouso: Esta situado a quatro quilômetros e meio do centro da cidade.

Número de pistas: 2.

Capacidade de pistas e tipo: 1.000 metros de comprimento cada uma; terra.

Aero Clube: Tem.

Numero de aviações de treinamento: 2.

Aviões de treinamento avançado: 2.

Alunos Inscritos: 30.

Pilotos já brevetados: 100, aproximadamente.

Orçamento Municipal

Orçamento municipal para 1949: Cr$ 7.390.000,00.
Arrecadação em 1948: Cr$ 5.497.542,80.
Despesas em 1948: Cr$ 5.489.687,70.

Informações Político - Administrativas

Atual prefeito municipal: Engenheiro José dos Santos.

Vereadores municipais: Francisco Pedro Monteiro da Silva, Plínio de Carvalho, Cândido de Morais Rocha, Antero Rodrigues da Silva Júnior, Waldemar Bezerra, Raimundo Lobato, Luís Lacerda de Carvalho, José Closel, Aníbal de Barros Fernandes, Dinamérico Duarte de oliveira, Mariano de Campos, Luís Bento Palamone, João Vernier de Oliveira, Carlos Luís Malferrari, Prudente Monteiro, Miguel Barbieri, Walter Zniolo, Nicodemo Mazza, Ronaldo Junqueira, Carlos Francisco Martins, José Soares de Azevedo, Pedro Marão, Orestes Pierone Gobo, Alziro Sampaio, José Logatti, Armando Biagioni, José do Amaral Velosa, Álvaro de Sousa Pinheiro, Otávio Arruda Camargo, Miguel Tedde Netto, Amin Moucdcy.

Realizações da atual administração:Inauguração dos serviços novos de água e esgotos, construção e reparação freqüente de estradas de rodagem municipais, calçamento e sargeteamento de ruas da cidade, construção de escolas rurais e urbanas, doação de terrenos municipais do Governo do Estado para Construção de Escola Industrial e Sede Regional do Departamento de Estradas e Rodagem.

Número de eleitores qualificados: 17.578.

Zona eleitoral: 13.ª.

Seções eleitorais: 53.

Número de eleitores que compareceram ao último pleito: 11.800 (aproximadamente).

Educação

Escolas superiores: Faculdade de Farmácia e Odontologia de Araraquara. Escola de Agrimensura.

Escolas secundárias: Colégio Estadual, Ginásio Estadual, Ginásio São Bento, Ginásio Duque de Caxias (noturno), Colégio Progresso, com Escola Normal Anexa, Escola do Comércio de Araraquara.

Escolas primárias: grupos escolares: 9; particulares: 14; número de alunos matriculados: 6.453

Escolas urbanas: 10.

Escolas isoladas: 34.

Número de crianças em idade escolar afastadas das escolas: 166.

Alfabetização em adultos: número de cursos: 6; matriculados: 182.

Associações culturais: Centro Intelectual dos Jovens Araraquarenses. Conservatório Dramático e Musical de Araraquara.

Associações esportivas: Clube Araraquarense, Grêmio Ferroviário de Araraquara, Paulista Futebol Clube, Associação Atlética Ferroviária, São Paulo Futebol Clube, Departamento Municipal de Educação Física.

Associações recreativas: Clube Araraquarense, Clube 22 de Agosto. Clube 27 de Outubro, Grêmio Ferroviário de Araraquara.

Associação profissionais: Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Azeite e Óleos Alimentícios de Araraquara.

Saúde

Hospitais existentes no município: 3, Mantidos por instituições beneficentes: 1.

Subvenções que recebem: municipal: Cr$ 47.800,00; estadual: Cr$ 43.000,00; federal: Cr$ 276.147,200.

Creches: Orfanato Nossa Senhora das Mercês, Asilo de Mendicidade de Araraquara, entregue aos cuidados das Irmãs Franciscanas.

Serviços de Saúde: Serviço Especial de Saúde, tendo por finalidade a formação de pessoal sanitário, sob a direção do Dr. Osvaldo José da Silva.

Montante de arrecadação do selo de educação e saúde no último exercício: Cr$ 265.255,60.

Verbas federais aplicadas nesse setor no último exercício: Cr$ 276.147,20.

Informações Urbanas

Numero de prédios existentes: 6.010.

Edifícios públicos: Fórum, Prefeitura Municipal, Colégio Estadual, Serviços Especial de Saúde, Conservatório Dramático e Musical, Matriz da Cidade, Igreja de N. S. do Carmo, Igreja da Praça de Santa Cruz. Teatro Municipal.

Número de ruas: 74.

Número de praças: 6.

Atrações turísticas: Estação de Captação de Águas (construída pela Prefeitura Municipal, para o abastecimento da população. Iluminada à noite). Estação de Tratamento de Águas (fonte luminosa, com extensa área ajardinada). Horto Florestal da Estrada de Ferro Araraquara (1.000.000 de pé de eucaliptos). Usina de Eletricidade de Gavião Peixoto (represa – Rio Jacaré Guaçu).

Hotéis: Paulista, Coimbra, União, da Estação, Português, Lisboa, Araraquara, Grande, São Bento, Municipal, Internacional.

Imprensa: “O Imparcial”, fundado em 25 de janeiro de 1931. Diretor: Antônio Correia da Silva. “Correio Popular”, fundado em 3 de junho de 1945. Diretor: Lázaro Rocha Camargo. “Acia”, fundado em 14 de novembro 1938, de propriedade da Associação Comercial e Industrial de Araraquara.

Rádio: Rádio Cultura de Araraquara Ltda., fundada em 21 de maio de 1936; potência de 500 watts.

Veículos licenciados: a motor: 552; tração animal: 2.400 (aproximadamente).

Monumentos: Obeliscos comemorativo do Centenário do primeiro batizado realizado na Paróquia de São de Leite de Araraquara ao Dr. Paschoal Minervino (herma), Homenagem dos amigos, discípulos e conterrâneos de Victor Lacorte (herma), Homenagem ao Comendador Pedro Morganti (herma Tamoio); Homenagem do povo de Araraquara ao Dr. Antônio Piccarone (herma).

Serviços Públicos

Abastecimento de água: A Prefeitura Municipal local mantém um dos mais completos serviços de abastecimento de água do Estado de São Paulo, cuja inauguração foi efetivada em 1947. Estão registrados nesta Prefeitura 3.992 hidrômetros.

Rede de esgoto: Serviço mantido pela Prefeitura Municipal local, servindo a 3.888 prédios.

Iluminação: A cargo da Cia. Paulista de Eletricidade, que mantém 5.422 ligações domiciliárias.

Energia elétrica: A cargo da Cia. Paulista de Eletricidade.

Telefones: Serviço da Cia. Telefônica Brasileira, com 510 aparelhos ligados.

Calçamento: A cidade possui 230.000 metros quadrados de calçamento.

Matadouro Municipal: Reses abatidas em 1948: bois: 359; vacas: 5.630; porcos: 2.743.

Cemitérios: Cemitério São Bento, à Rua Humaitá.

Bibliotecas: Biblioteca do Núcleo de Ensino Profissional de Araraquara, Biblioteca Dom Vital, do Colégio Progresso, Biblioteca Padre Anchieta, da Congregação Mariana de Santa Cruz, Biblioteca Dr. Raimundo Álvaro de Menezes, da Cadeia Pública, Biblioteca D. Angelina de Carvalho, da Sociedade Beneficente União Operária, Biblioteca Pública Mário de Andrade, da Prefeitura Municipal, Biblioteca Central Regional dos Professores de Araraquara, da Delegacia Regional de Ensino, Biblioteca do Colégio Estadual de Araraquara.

Museus: Museus de História Natural da Faculdade de Farmácia e Odontologia de Araraquara..

Guarda noturna: Mantida pela população.

Informações Religiosas

Organização da Igreja Católica: Igreja Matriz de São Bento, Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, Paróquia de Santo Antônio, Paróquia de Santa Luzia.

Organização da Igreja Protestante: Igreja Cristã Presbiteriana, Igreja Evangelista.

Organização dos Centros Espíritas: Discípulos de Jesus, Amor e Caridade, Ismael, Luz e Caridade.

Obras assistênciais mantidas pelo Espiritismo: Sociedade Beneficente Obreiros do Bem, que mantém um albergue noturno e uma escola, denominada Juventude Espírita.

Informações Diversas

Médicos: Drs. Agenor Pereira, Aldo Cariani, Antônio Alonso Martinez, Antônio Braga Neto, Aufiero Giuseppe, Firmino P. R. Silva, Francisco Logatti, Fedrerico de Marco, Genaro Granata, Giuseppe Aufiero Sobrinho, Herculano Graeff, Joaquim Arruda de Camargo, José Barbieri Neto, José Campos de Almeida, Júlio Sílvio Miranda Júnior, Luís Bento Palamone, Moacir Porto, Murilo de Oliveira Ramalho, Otávio Arruda Camargo, Pedro Zelantino Casela Casela, Renato G. Bastos, Rogério Janotti, Rui de Toledo, Sílvio M. Berenguer Syrthes De Lorenzo, Carlos Luís Malferrari, Remington Ramos, José Lacerda Guimarães, Newton Ramalho Mendonça, Nicolino Lia, Gentil Ferreira, Ariovaldo Mazzi, Tibério Mysk, Thiers Lopes, Osvaldo José da Silva.

Engenheiros: Drs. Augusto Bignardi, José Barbuglio, Boaventura Gravina, Camilo Dinucci, José dos Santos, Prudente F. Monteiro, Vicente Micelli, Euclides Cunha Viana, Orlando Drumond Murgel, Jader Lessa César, Joaquim B. Costa, Fábio B. Pazzanezi, Aniz Trabulsi.

Dentistas: Drs. Américo Pasetto, Arlindo Soares de Azevedo, Arthur Cianelli, Ari Kerner Silva, Atila Nogueira de Sá, Eurico Ramalho Guimarães, Fábio Bignardi Abritta, Francisca Cefaly, Hélio de Lima Veiga, Hermenegildo Palamone, Ivôneo Memberg Porto, João Batista Ryal, José Casela, José de Lima Pezza, José de Lucas Sobrinho, Júlio Botelho Falcão, Mário Ópice, Nicolino Lia, Orlando de Carvalho, TeotônioGomes do Nascimento, Vicente Nussi, Vitor Orlando Casela, Walter Zaniolo, Álvaro Faria, Manuel Rocha, Elias Leme da Costa, José Soares de Azevedo, Astrogildo Lima Pezza, José Lucas Sobrinho, Pedro Marão, Fídias Martins Bonilha, Osório de Carvalho, Remo Cefaly, Ricieri Cefaly, Eduardo Ramalho Guimarães, Ariosto Libutti, Rafael Lia Rolfsen, Alberto Rezende Brandão, Eulógio Camargo, Décio de Arruda Camargo, Álvaro de Oliveira.

Farmácias: Abritta, Raia, Internacional, Martinez, Itaquerê, Minerva, N. S. do Carmo, Popular, Sant’Ana, Santo Antônio, São Geraldo, São Paulo, Cruz.

Drogarias: Drogasil Limitada.

Laboratório de análise: 3.

Instalações de Raios X: 4.

Teatros: Teatro Municipal, com capacidade para 500 pessoas.

Cinemas: Cine Odeon, com capacidade para 1.340 pessoas. Cine Paratodos, com capacidade para 1.334 pessoas. Cine Tamoio (Localizado na Usina Tamoio).

Corporações musicais: 4.

Conjuntos orquestrais: 1.

Filhos ilustres do município: Dr. Adhemar Pereira deBarros, Prof. Sud Mennucci, Senador Morais Barros, Francisco José Conceição (Barão da Serra Negra).