Sexta-feira, 18 de agosto de 2017

ISSN 1983-392X

2006

Elevada à freguesia, em 1774, em território de Itu, ficou pertencendo à comarca da Capital ; à de Itu, pelo Alvará de 2 de dezembro de 1811.

Elevada à Vila, em 1821, com o nome de "Vila Nova da Constituição", continuou a pertencer à comarca de Itu ; ao termo de Constituição, Araraquara e Pirapora (Tietê), 4ª comarca (Itu), pelo Ato do Presidente da Província, em Conselho, de 23 de fevereiro de 1833 ; termo de Constituição, 3ª comarca (Campinas) pela Lei nº 7 de 14 de março de 1839, termo de Constituição e Limeira, 3a comarca pelo decreto nº 162, de 10 de maio de 1842 ; termo de Constituição, comarca de Campinas, pela Lei nº 11, de 17 de julho de 1852, termo de Constituição, comarca de Constituição pela Lei nº 16, de 30 de Março de 1858.

Tomou o nome de comarca de Piracicaba, em virtude da Lei nº 21 de 13 de agosto de 1877.

Ficou pertencendo à:

Comarca da Capital - 1774

Comarca de Itu - 1811

4ª comarca (Itu) - 1833

3ª comarca (Campinas) - 1852

Comarca de Constituição (Piracicaba) – 1858

Esta comarca foi criada com os municípios de Piracicaba, Pirapora (Tietê), Capivari e Porto Feliz. Foram incorporados os municípios de Santa Bárbara, pela lei nº 2, de 15 de julho de 1869; São Pedro, pela lei nº 42, de 22 de fevereiro de 1811 e Rio das Pedras, pela lei nº 291, de 10 de julho de 1894.

Foram desmembrados os municípios de Porto Feliz, pela lei nº 39, de 31 de março de 1871; Capivari e Tietê, pela lei nº 47, de 17 de abril de 1874 e São Pedro pela lei nº 80, de 25 de agosto de 1892.

* No ano de 1910, em suas monumentais “Tradições e Reminiscências”, Almeida Nogueira cita alguns personagens que passaram tanto pelas Arcadas como pela cidade de Piracicaba. Abaixo seus nomes, e suas histórias. Mantivemos a escrita original, para que o sabor do biógrafo da Academia de Direito de SP não se perdesse :

Pedro Augusto da Costa Silveira. – Paulista, filho de Pedro Augusto da Silveira. Foi juiz municipal no termo de Limeira. Depois, fazendeiro em Piracicaba e proprietario da historica fazenda de Monte Alegre, que houvera por herança, pois era casado com uma sobrinha do Marquez de Monte Alegre. É fallecido, ha para dez annos.

Henrique Marques de Carvalho. – Também do Rio. Filho de José Marques de Carvalho. Alto, moreno, pallido, barba e cabellos pretos. Já não era creança. Intelligente e estudioso, como tal se assignalou durante o seu quinquennio acadêmico. Depois de ter corrido Séca e Méca, foi estabelecer-se em Piracicaba, em cujo fôro teve por antagonistas Prudente de Moraes e Moraes Barros. Ainda reside e advoga naquella importante cidade paulista.

Joaquim de Toledo Piza e Almeida. – Paulista, de Porto Feliz, filho de José de Toledo Piza e Almeida, e nascido aos 18 de outubro de 1842. Alto, magro, moreno, pallido, cabellos pretos, quasi nenhuma barba, ligeiro buço a despontar sobre o labio superior; olhos negros e acariciadores. Physionomia muito sympathica. Era inteligente e extremamente applicado. Apreciava muito o convívio dos livros ; era bibliophilo e alfarrabista. Caracter sem jaça, moralidade exemplar. Apesar de bom estudante, impressionava-se muito com a prova dos actos e mais de uma vez em taes occasiões teve tanto abalo, que chegou a ser acommettido de vertigem. Seguiu constantemente a carreira da magistratura, quasi sempre em sua provincia natal. Eis os principaes estádios da sua vida publica : Promotor publico de Taubaté, em 1867; juiz municipal de Sorocaba, em 1874; transferido para a capital como juiz de orphams, em 1876; juiz de direito de S. Matheus, no Espírito Santo, em 1877; chefe de policia de S. Paulo, em 1878; juiz de direito em Piracicaba, em 1879; juiz de direito em Sorocaba, em 1884; ministro do Supremo Tribunal Federal, desde 1891, e hoje seu distincto presidente. Casou-se em primeiras núpcias, ainda estudante, com sua prima, filha do conselheiro Manuel Dias de Toledo, fallecido em 1872. Contrahiu segundo matrimonio em 1879, com D. Christina Leite da Fonseca, filha de Fernando Leite da Fonseca, antigo funccionario publico.

José Xavier de Toledo. – Mineiro, a saber, nascido em Minas, mas de antiga família paulista. Filho de tenente-coronel Francisco de Paula Xavier de Toledo. Era ainda menino, quando em 1862 se matriculou no curso juridico. Contava menos de 16 annos, pois é nascido a 21 de junho de 1847. Formava com o Souza Lima e o Moraes Salles entre os mais jovens do anno. O seu physico bem quadrava com a edade : totalmente imberbe, vivo, jovial. Entretanto, gentissimo e bom estudante. Era então Xavier de Toledo um bonito menino ; tornou-se, pouco depois, um moço elegante, e é hoje... hesitamos em dizer um velho, é hoje, embora encanecido, o mesmo gentleman aprumado, esbelto e distincto. Mas... basta de engrossamento. Vamos, ao contrario, para nos desforrarmos da pecha em que possamos ter incorrido com estas blandícias, referir delle uma estudantada. Todavia, registemos, antes, os seguintes apontamentos biographicos : Logo após a formatura, exerceu a advocacia nesta capital, no escriptorio do conselheiro Ramalho. Pouco depois, promotor publico da Franca ; no anno seguinte, juiz municipal, e de orphams dos termos reunidos de Araraquara e S. Carlos do Pinhal. Nestes municípios exerceu cumulativamente o cargo de delegado de policia. – Em 1874, juiz de direito do Rio Verde, em Goyaz, de onde foi removido para a comarca de Araraquara, onde ficou até 1878. – Nessa data, sua remoção para Iguape. – Em 1885, chefe de policia do Espirito Santo, e, depois, de Santa Catharina. – Juiz de direito de Piracicaba. – Removido para Itapetininga em 1886. – Ministro do Tribunal de Justiça de S. Paulo desde 1892. – Presidente desse Tribunal em 1900, 1906 e 1907. – Chefe de policia do Estado em 1896 e 1897. É casado em segundas núpcias com a primorosa poetisa D. Zalina Rollim.

Agora a estudantada.

Vae referida tal qual nol-a communicou um contemporaneo da quadra academica do dr. Xavier de Toledo. Nas proximidades da casa do coronel Paula Toledo, no paredão do Piques, tinha séde uma republica composta do Moraes Costa, do Quimquim Breves e de outros estudantes fluminenses, muito amigos do Xavier de Toledo e, por isso, muito sympathicos ao coronel, seu velho pae, que era como toda a gente sabe em S. Paulo, um perfeito cavalheiro, de caracter expansivo, extremamente bom e sociável. Contemplavam os rapazes diariamente o galinheiro do coronel, e viam-n’o fartamente provido de gordo gallinaceo, a saber : rotundos perus, lindos frangos, patos, marrecos e galinholas... Esse constante espectaculo acabou por lhes sugerir ao espirito um projecto de caçada nocturna. Como, effectivamente, resistir a tamanha tentação ? ! Mas... e o Zéca Toledo ? Hoc opus hic labor erat ! … Um dia, para verem como elle acceitaria o caso, disseram-lhe por gracejo a tentação que lhes vinha. Elle achou graça na idéia. Isto os animou a falarem-lhe com maior desembaraço. Para abreviar razões, depois de se certificarem da sinceridade dos protestos do Zéca e da sua absoluta discreção, fizeram-no participar do complot contra o galinheiro paterno. E não era insignificante a cooperação delle. Fôra incumbido de afastar na noite aprazada a solicita vigilância de um enorme fila, cujos dentes aguçados eram outras tantas ameaças á integridade das pernas de quaesquer temerários caçadores. Tudo se combinou pelo melhor modo. No dia e á hora préviamente determinados, veiu o Xavier de Toledo avisar aos collegas que todos dormiam na sua casa ; o cão fora, por elle mesmo, posto em liberdade na rua e partira contente em goso daquelle feriado ; que, em summa, tudo corria propicio para se effectuar a projectada limpeza do gallinheiro . Recebida com alvoroço a noticia , partem os rapazes, protegidos pelas sombras. Penetram de manso pela porta do quintal, aberta pelo collega peitado. Com tão seguro cicerone tudo promettia correr ás mil maravilhas. Penetra sorrateiramente no recinto toda a malta dos ladrões de gallinha, e desde logo prelibam o prazer que lhes havia de dar a esplendida e emocionante aventura. Estão já os rapazes junto aos poleiros e, contendo a respiração, extendem as mãos para se apoderarem da caça, quando de súbito se abrem todas as portas e janellas do salão de jantar, profusamente illuminado, e o coronel Toledo com a sua durindana de G. N. assoma no patamar da escada do quintal, bradando :

- Gatunos ! Pega ladrão !...

Terrivel momento, medonha collisão ! Aqueles brados põem em debandada o rapazio tomado de panico. Mas, ai ! Está fechado o portão!... E agora ? ! Desorientados, gritam os moços :

- Traição ! Traição !

Desce, n’um ápice, o coronel Toledo, e, rindo, abraça carinhosamente os moços e convida-os a entrarem :

- Meus amaveis vizinhos, sejam bem vindos !... Os senhores apenas acceleraram uma festa que desde muito eu tinha em mente offerecer-lhes, pela amizade que teem a meu filho e pela sympathia que me inspiram...

- Mas, coronel, que vergonha para nós !

- Vegonha, porque ? Os srs. Procuram, além da ceia, episódios emocionantes, eu comprehendo o caso; por isso, lhes offereço com muito gosto ambas as coisas. Creio mesmo que com o susto que tiveram...

- E a surpresa de desenlace...

- Sim, e o inesperado do desenlace, terão tido emoção muito maior de que esperavam.

- Oh ! Forte de mais ! – confessa o Breves.

- Bem, entremos, então; vamos concluir a prosa lá dentro.

- Mas, coronel, nestes trajes ? – objecta o Moraes Costa.

- Assim mesmo, estão muito bem. Entrem. O festim não será tão ruidoso e alegre como tinham planejado, mas eu garanto que lhes é offerecido de todo o coração. Relevem-me a brincadeira da fórma e não deixem de corresponder á minha intenção de obsequial-os.

- Ora, o sr. Coronel – disse Quimquim Breves – o sr. é um homem incomparável ! Que idea espirituosa a que teve !...

Resta-me um favor a pedir-lhes : o indulto ao traidor.

Nisto apparece o Zéca Toledo, que é abraçado por todos.

Ao penetrarem na sala de jantar, depara-se aos alegres convivas uma opipara ceia : - peru de forno, gallinhas recheadas, leitoa de espeto, empadas... e, para regar a festa, uma bateria de empoeiradas garrafas de velho Bourgogne.

Num brinde que então propoz, demonstrou o Moraes Costa que o Zéca não tinha sido traidor, e que, ao contrario, o procedimento, que teve na collisão em que se viu, foi o único que o podia livrar de commetter uma traição – ou aos collegas ou sua família, e de conciliar o dever de colleguismo com o de lealdade para com os seus.

- Hip ! hip ! Hip !

- Hurra… a… ah !!!

João Baptista de Souza Ferraz. – Paulista, filho de Bento José de Souza e nascido a 15 de abril de 1837. De estatura mediana, busto reforçado, moreno claro, olhos pretos, cabellos pretos e crescidos, barba escassa e tambem preta. Intelligente e bom estudante. Era natural de Ytú, circmstancia esta que ficou registrada na memoria do nosso informante, por ter occasionado entre Ferraz e o Reis Caçador o seguinte dialogo :

- Qual é a sua terra natal ? perguntou Reis.

- Ytú – dizia Ferraz.

- Barreiros.

- Barreiros, não; Ytú.

- Barreiros, já disse !

- Ytú, affirmo eu !

E a teima reciproca teria proseguido, sem a diversão trazida pelas gargalhadas do Rodrigo Barreto, que logo percebeu o engraçado equivoco dos dialogantes. O Baptista Ferraz era modesto, attencioso e amável para com todos os collegas, e, por isso, delles muito estimado; methodico em tudo, de costumes irreprehensiveis e assíduo ás aulas. Exerceu primeiramente a advocacia em Porto Feliz, onde se casou em 1862; em 1864 foi nomeado juiz municipal de Piracicaba, obtendo depois, remoção para o termo de Capivary, da mesma comarca. Terminando o quatriennio, em 1868, não pediu reconducção e preferiu dedicar-se á advocacia em Capivary e termos adjacentes : no que andou acertado, pois que conseguiu honrada fortuna, e hoje naquella cidade é advogado e fazendeiro. Em política, embora não seja monarchista militante, tem saudade dos tempos idos.

Felippe Xavier da Rocha. – Fluminense, natural da cidade do Rio de Janeiro; filho de José Francisco da Rocha. De estatura regular, cheio de corpo, tez clara, cutis pilosa, rosto grande e comprido. Na sua mocidade trazia a barba toda rapada; usou-a depois toda crescida, se bem que correctamente aparada nas extremidades. Era dotado de grande talento e caracter folgazão, sem embrago de algumas excentricidades. Serviu em cargos de magistratura, a principio em Campinas e por fim em Piracicaba, onde tambem por longos annos advogou e exerceu os cargos de delegado de policia, vereador e presidente da camara municipal. Foi eleito deputado supplente á decima legislatura (1857-60) da Assembleia Geral, e nesse caracter foi chamado a tomar assento, por occasião da vaga aberta na representação do oitavo districto de S. Paulo, com a morte de Gabriel. Militou sempre nas fileiras do partido conservador. A auctoridade do dr. Felippe da Rocha como jurrisconsulto e provecto advogado era reconhecida em vasta zona desta provincia, de onde lhe vinham em profusão consultas de juizes e collegas sobre pontos difficeis do Direito. No exercicio da sua nobilissima profissão, adquiriu fortuna, da qual, porém, pessoalmente pouco aproveitou, por ser generoso e de mãos abertas. Não deixou familia, nem lhe foi de attractivos o lar domestico. Por morte de sua primeira mulher, casou-se em segundas núpcias, já com bastante edade. Com o genio brincalhão que sempre conservou, aprazia-se nas rodas dos rapazes, e isto lhe trouxe, de uma vez, o aborrecimento de hospedar-se na cadeia publica. Deu-se o desagradavel incidente por elle ter fortuitamente ferido a um dos companheiros de folguedo com um canivete que em má hora empunhára em acto de desafio á rapaziada que o cercava e á qual elle se comprazia em dar uma lição de capoeiragem. Foi ao jury, acompanhado por todos os collegas do foro, que assim quizeram dar-lhe uma prova de estima e prestar homenagem á justiça da causa. Foram seus advogados os drs. Estevam de Rezende (hoje Barão de Rezende), Prudente de Moraes e Moraes de Barros. Existe ainda em Piracicaba o prédio, de agradável apparencia, que o dr. Felippe da Rocha fez edificar para sua residencia. Demora no largo do Theatro, tem janellas ogivaes e toda a construcção é de tijolos. Esta ultima particularidade, que hoje constitue a regra geral, produziu sensação naquelle tempo. Ajuntava-se gente para observar como se levantavam paredes sem esteios ou pilares, nem mesmo nos ângulos. E, sobre se taes paredes cahiriam, ou não, faziam-se apostas. O dr. Felippe respondia a principio ás interpellações que sobre este e outros pontos lhe eram oppostas. Tantas, porém, foram as criticas, que elle por fim perdeu a paciência e mandou affixar sobre os andaimes vistoso letreiro com estes dizeres : < O dono desta obra não tem que dar satisfações a ninguem !> Boa lição lição para os ociosos bisbilhoteiros, dados a intrometterem-se em coisas que não são da sua conta ! O dr. Felippe José da Rocha falleceu em Piracicaba em avançada edade, aos 3 de abril de 1887 (José Jacinto Ribeiro, na Chronologia Paulista, vol. I, pág. 385, diz – 1857. Deve ser erro typographico).

Canuto José Saraiva – Paulista, de Áreas. Filho do capitão Joaquim José Saraiva, que foi um dos chefes do partido conservador naquelle município. O dr. Canuto Saraiva, que foi, por muito tempo, um dos luzeiros do Tribunal de Justiça deste Estado e tem hoje uma cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal, foi na Academia um bom estudante e um moço de procedimento exemplar. Depois de formado, seguiu desde logo a carreira da magistratura, exercendo os cargos de promotor publico e juiz municipal em Piracicaba, e, feito o quatriennio, o de juiz de direito de Araraquara. Eil-o chegado hoje ao pináculo da magistratura, deixando de toda a carreira que tem trilhado uma tradição de integridade, de saber e de honra.

Antonio José Lopes Rodrigues.- Paulista, natural de Piracicaba, filho de Domingos José Lopes Rodrigues. Inteligente e de regular applicação. Seguiu a magistratura e foi juiz de direito de Piracicaba. Em politica foi sempre conservador. Falleceu há alguns annos, prejudicado do espirito.

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Piracicaba - 9ª Subseção Judiciária do Estado de São Paulo

1ª vara: Criada pela Lei 8416, de 24/4/92. Implantada pelo Provimento nº 101-CJF/3ªR, de 05/08/94, a partir de 15/08/94. Juiz Federal Hong Kou Hen.

2ª vara: Criada pela Lei 8416, de 24/4/92. Implantada pelo Provimento nº 101-CJF/3ªR, de 05/08/94, a partir de 15/08/94. Juíza Federal Rosana Campos Pagano Moreira Porto.

3ª vara: Criada pela Lei 9788, de 19/2/00. Implantada pelo Provimento nº 210-CJF/3ªR, de 30/11/00, a partir de 04/12/00. Competência plena pelo Provimento nº 209-CJF/3ªR, de 30/11/00. Juíza Federal Vanessa Vieira de Mello.

Advogados de destaque na década de 50:

  • Dr. Aldrovando Fleury Pires Corrêa

Veja abaixo texto do dr. Aldrovando no jornal Diário dos Campos, do PR, de 7 de maio de 1921.

Uma questão de imposto

Aldrovando Fleury

Tendo sido o autor da representação dirigida ao Sr. Cel. Prefeito Municipal, pedindo inezecução da lei n. 48 de 3 de Janeiro do corrente anno, que estabelece o imposto de 8$000 e 5$000 por metro corrente de terreno inedificado, cabe-me o dever de expor as razões solidas já explanadas na dita representação, por que a isto me obriga o despacho na “Vanguarda” de 17 de Março deste anno, que, em varios “considerandos” quer, pretende justificar uma medida em forma de lei destinada a onerar os proprietarios de terrenos não deficados, com fracos argumentos como abaixo veremos; realmente, o imposto sobre terrenos attingirá capitalistas que, de um dia para outro podem edificar, mas, há muita gente, que não sendo pobre tambem não é rica, e, absolutamente não dispõe de recursos necessarios para um predio commum de quinze contos de reis, alem do que, há quem possua terrenos com o fito único da valorização, coisa muita vez problematica... Entremos no assumpto: A renda constitue propriedade distincta de capital. Quem tenha lido duas palavras de economia politica vê logo, que não é possivel confusão entre objeto do capital e o seu producto. O terreno, capital material, duradouro, na accepção economica, abandonado á lenta valorisação, deixa de produzir, não “rende” durante decennios. É justo que, seu proprietario, após muitissimos annos, revendendo-o alcance preço compensador, que lhe traga os juros estabilisados, accumulados pelo espaço de tempo decorrido entre a primeira compra e a actual venda. O D. Prefeito diz: “há terrenos desses que foram comprados na razão de 500 reis e 1.000 reis o metro linear e que hoje os seus proprietarios exigem até 50$ o palmo se tornando assim um obice ás edificações”. (...) Restrinja-se a despeza; diminua-se o numero de funccionarios; augmente-se a energia na cobrança dos equitativos impostos; faça-se o possivel para espantar o deficit, menos crear impostos que attingem todos os proprietarios de terrenos e, que, por vontade dos céus não attinge os Srs. Vereadores. (Casa da Memória Paraná)

  • Dr. Antonio Lázaro Coelho Mendes
  • Dr. Arthur Afonso de Toledo Almeida
  • Dr. Benedito Glicério Teixeira
  • Dr. Bento D. Pacheco Botelho

Filho de Bento Dias Pacheco Gonzaga e Adelaide de Campos Camargo.

  • Dr. Bento Negreiros
  • Dr. Dario Brasil

Advogado e professor de latim, Dr. Dario Brasil foi o primeiro presidente do Centro Cultural e Recreativo Cristóvão Colombo de Piracicaba.

  • Dr. Jacob Diehl Neto
  • Dr. João Basílio

Foi prefeito da cidade de Piracicaba no ano de 1955.

  • Dr. João Batista Viziolli
  • Dr. Jorge Coury

Nasceu na cidade de Rio das Pedras, Estado de São Paulo, no dia 11 de outubro de 1911. Foi o quarto filho dos treze tidos pelo casal Massyd Coury (libanês) e Rosina Figurelli (italiana), que casados no Líbano, emigraram, logo depois, para o Brasil. Sua infância Jorge Coury viveu, em sua cidade natal, onde frequentou o Grupo Escolar "Barão de Serra Negra", e matriculou-se em seguida no Colégio Arquideocesano de São Paulo. Em 1929, concluiu com brilhantismo o curso secundário e ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo. Na Academia do Largo São Francisco, onde se fez notar por seu espírito alegre e comunicativo e pela sua dedicação aos estudos, completou em quatro anos o curso superior. Eclodido o Movimento Armado de 1932, Jorge que contava 20 anos de idade, empolgado pelo ideal constitucionalista alistou-se como soldado no Batalhão "14 de julho", Servindo na frente de Buri, conquistou no começo da luta o posto de cabo e logo depois sargento. Ao socorrer um adversário, foi preso e este mesmo o salvou da morte certo explicou aos companheiros da farda, que ele não era o responsável pelos ferimentos.

Assim ele foi removido para a Ilha das Flores e lá ficou até o término da Revolução Constitucionalista. Jorge Coury bacharelou-se em 1933, em Ciências Jurídicas e Sociais e veio a Piracicaba, onde residia sua família. Aqui exerceu sua profissão, militou também na política, onde por expressiva votação foi eleito vereador à Câmara Municipal em 1935. Com golpe de Estado em 1937, que implantou o regime ditatorial no País, abandonou a política partidária. Na década de 1930, lecionou na Faculdade de Direito de Piracicaba até a sua extinção. Integrou durante 14 anos o corpo docente da Escola Técnica de Comércio "Cristovão Colombo". Além disso, contribuiu, decisivamente, para a instalação do Colégio "Dom Bosco desta cidade, que ao lado do primeiro diretor da instituição, o incansável Pe. Baron, lutou durante anos pela construção do edifício localizado na Cidade Alta. Como profissional competente, probo e combativo, dispensava especial atenção aos humildes e desamparados, sem retribuição do seu trabalho. No terreno assistencial, empenhou-se muito nas campanhas em prol do Dispensável dos Pobres, do Lar dos Velhinhos de Piracicaba, do Lar Franciscano de Menores e outras instituições de caridade. Faleceu Dr. Jorge Coury repentinamente, em São Paulo, a 7 de julho de 1951, quando em trânsito para o Rio de Janeiro, onde iria cuidar de assunto pertinente a instalação de uma indústria em sua cidade natal.

  • Dr. José Antônio da Cruz
  • Dr. José P. Fleury Júnior
  • Dr. Luís Philippe Martins Diogo
  • Dr. Marcelo Nogueira de Lima
  • Dr. Noedy K. Costa
  • Dr. Riolando Gonzaga Franco
  • Dr. Rui Barros Negreiros
  • Dr. Sebastião Rodrigues de Oliveira
  • Dr. Segisfredo Paulino de Almeida

Alguns dos juízes dos últimos 30 anos:

  • Dr. Francisco Alberto Marciano da Fonseca
  • Dr. Reinaldo de Oliveira Caldas
  • Dr. Milton Carlos de Carvalho Filho
  • Dr. Hurbano Ruiz – (década de 70 e 80)
  • Dr. Octavio Heleni Junior.
  • Dr. Hamid Bdini Charaf Junior

Foi no ciclo heróico das entradas e bandeiras que o rio Piracicaba começou a ser percorrido e devassado.

A primeira notícia que se tem a respeito, contudo, é a da tentativa de penetração

 que se verificou em 1693, com o pedido de uma sesmaria, feito por Pedro de Morais Cavalcanti. Dessa tentativa, porém, não resultou povoamento. Após a descoberta das minas de ouro de Cuiabá, em 1718, tratou-se de fazer uma estrada, de São Paulo àquela região, a fim de facilitar o transporte de gado e tropas e para evitar os perigos da navegação pelos rios Tietê, Paraná e outros. Essa estrada, construída em 1725 por Luís Pedroso de Barros, passava pela região que mais tarde veio a constituir a sede do município de Piracicaba, datando de então o povoamento.

Antes, o Salto de Piracicaba havia sido ligado a Itu. Em 1723, por ter aberto um “picadão” de Itu ao Salto do rio Piracicaba, obteve Felipe Cardoso uma sesmaria de terras que circundavam o Porto do rio, situado nas proximidades do salto, cerca de um quilômetro rio abaixo. Daí em diante começaram a se congregar em torno do Salto de Piracicaba muitos sertanejos, posseiros e possuidores de cartas de sesmaria.

A estrada de Cuiabá, contudo, não deu os resultados esperados, tendo sido por Carta Régia de 1730, votada ao abandono.

Em 1766, o Capitão-General D. Luis Antonio de Souza Botelho Mourão, Morgado de Mateus, encarregou Antônio Corrêa Barbosa de fundar uma povoação na foz do rio Piracicaba, no Tietê, a fim de facilitar o transporte de víveres e munições para as tropas da vila militar de Iguatemi, recém-instalada nas fronteiras do Paraguai e encarregada do policiamento e defesa das zonas divisórias do país. Mas a povoação se formou nas imediações do Salto do rio Piracicaba, à margem direita, 90 quilômetros distante da foz, por ser lugar mais apropriado, onde já estavam estabelecidos muitos sertanejos.

A fundação oficial se deu em 1º de agosto de 1767. Havia ordem expressa para que o povoador tratasse os moradores – “gente afamilhada” como eram denominados – “com toda a brandura e sem vexação”. É que, além dos aventureiros ali refugiados, havia outras pessoas que, tendo caído no desagrado de Capitães–mores, estabeleceram na região suas culturas, cujos produtos encontravam saída franca para Iguatemi.

Antes de findar o ano de 1770 já estava aberta a estrada até o Salto do Avanhandava, tendo sido os trabalhadores dirigidos por Antônio Corrêa Barbosa, que encontrava o traçado da antiga estrada. Teve a ajuda de Luíz Vaz de Toledo Piza, que mais tarde foi companheiro de Tiradentes e degredado para as costas da África.

Em 11 de dezembro de 1771, Corrêa Barbosa - o Povoador – era nomeado Capitão, enquanto o Sargento-mor Toledo Piza ia para o comando da colônia de Iguatemi. A 21 de junho de 1774, com a posse do seu primeiro pároco - padre João Manoel da Silva – a povoação foi elevada à categoria de Freguesia.

Um levantamento realizado pouco depois acusou para Piracicaba 231 moradores e 45 fogos (domicílios). Dos moradores, 63 eram crianças de menos de 7 anos, 38 eram de 7 a 15 anos e 130 tinham mais de 15 anos.

Em 1775, Martim Lopes Lobo Saldanha, no governo de São Paulo, relegou ao abandono a colônia de Iguatemi, fato que afetou a lavoura de Piracicaba, verdadeiro celeiro daquela colônia.

Deliberando transportar a povoação para a margem esquerda do rio, onde o terreno se mostrava mais favorável, por ser “alto, plano, e não distante das águas”, os moradores dirigiram ao Capital-General uma representação nesse sentido, em 6 de junho de 1784, e obtiveram a aquiescência do governador.

No dia 31 de julho realizou-se a mudança. E a 23 de maio tomou conta da Igreja o novo pároco, Frei Tomé de Jesus, religioso franciscano.

Em 1816 os moradores da freguesia reclamavam sua elevação à Vila, alegando que “tendo a felicidade de ocuparem o terreno mais fértil conhecido” de já existirem “levantados 18 engenhos de cana-de-açucar e mais 12 em disposição de se levantarem”, bem como “22 fazendas de criar”, mereciam Disciplina e Justiça, que não existiriam enquanto não fosse a Freguesia erigida em Vila, o que ocorreu a 31 de outubro de 1821, em vista do rápido e crescente progresso da Freguesia, que tomou a denominação de Vila Nova da Constituição, “em atenção e para perpetuar a memória da Constituição Portuguesa, promulgada nesse ano”. O ato da ereção verificou-se a 10 de agosto do ano seguinte. Três dias depois reuniam-se pela primeira vez os vereadores eleitos que em companhia do ouvidor de Itu, João de Medeiros Gomes, demarcaram o Rócio da Vila.

A partir de 1836, houve um importante período de expansão. Não havia lote de terra desocupado e predominavam as pequenas propriedades. Além da cultura do café, os campos eram cobertos pelas plantações de arroz, feijão e milho, de algodão e fumo, mais pastagens para criação de gado. Piracicaba era um respeitado centro abastecedor.

Pela lei provincial de 24 de abril de 1856, "Vila Nova da Constituição" foi elevada à categoria de cidade, ainda com o nome de "Constituição", que conservou até 19 de abril de 1877, quando, pela lei nº 21, da Assembléia Provincial, passou a ter o nome de Piracicaba, nome “antigo, popular e acertado”, como dizia petição da Câmara Municipal, por indicação do vereador Prudente de Moraes, mais tarde primeiro Presidente Civil da República.

Cabe aqui referir que os elementos de composição da palavra Piracicaba, de origem tupi-guarani, se referem a aspectos do Salto, à sua conformação ou efeito na fauna píscea, tão abundante e variada no rio. Seguindo a maioria dos filólogos, a expressão tem o significado de “lugar onde ajunta peixe” ou “lugar em que o peixe pára”.

Em fevereiro de 1887 foi iniciado o tráfego no ramal da Estrada de Ferro que ligou Piracicaba a Itu, para a construção do qual o município concorreu com 600 contos de réis.

A estrada de ferro, a navegação fluvial a vapor, a visão de alguns de seus moradores, as escolas criadas o trato da terra, os engenhos, a policultura agrícola, a introdução do trabalho livre e, como sua conseqüência, a formação de pequenas propriedades, tudo isso influiu sobremodo para que Piracicaba, ao inaugurar-se no século XX, pudesse iniciar um período de grande progresso.

  • Personagens

Prudente de Moraes

Estadista brasileiro, terceiro presidente do Brasil. Nasceu em Itu/SP, no dia 4 de abril de 1841, e morreu em Piracicaba no dia 3 de dezembro de 1902. Diplomou-se em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo. Foi administrador da Cidade de Piracicaba, eleito deputado em 1866. Aderiu ao Movimento Republicano, pelo qual conseguiu eleger-se deputado em seguidas candidaturas. Foi convidado pelo Marechal Deodoro para Governador de São Paulo. Foi eleito no mesmo ano Senador de São Paulo; tornou-se vice-presidente do Senado em 1891. Finalmente em primeiro de março de 1894, foi eleito Presidente da República, tomando posse em 15 de novembro do mesmo ano; substituindo Floriano Peixoto. O País se encontrava tumultuado por dissinções políticas; a primeira preocupação do Presidente foi pacificar essa situação e conseguir equilibrar as finanças. Travam-se combates entre as forças do antigo governo com as da nova República. Prudente de Morais conseguiu apaziguar os ânimos; traça e realiza uma inteligente política econômica. Firmou definitivamente a República. Reatou as relações diplomáticas com Portugal. Cumprindo o seu período presidencial voltou a sua cidade, depois de haver realizado uma administração pródiga de realizações. E a questão entre brasileiros e ingleses por causa da Ilha da Trindade, findou-se com êxito para o Brasil. Seu nome completo é Prudente José de Morais Barros.

Luiz Vicente de Souza Queiroz

Ninguém doa nada que não lhe tenha sido dado para doar”. Filho de Vicente de Souza Queiroz e de Francisca de Paula Souza, sua prima. São avós paternos Genebra Pais de Barros Leite e o Brigadeiro Luiz Antônio de Souza, um dos maiores latifundiários do Estado de São Paulo. São avós maternos o Senador e Conselheiro do Império Francisco de Paula Souza e Mello e Maria de Barros Leite. A efeméride é registrada na capa da bíblia pertencente à família, que é profundamente religiosa. Quando jovem, cursara as Escolas de Agricultura de Grignon, na França, e a de Zurique, na Suíça Alemã. Por morte do Barão de Limeira, em 5 de setembro de 1872, coube a Luiz de Queiroz, entre outros bens, a Fazenda Engenho d’Água, localizada na então cidade de Constituição, hoje Piracicaba. Possuidor de uma bela cultura, adquirida graças aos seus aprimorados cursos na Europa, e às experiências que as viagens por cidades do continente europeu lhe proporcionaram, foi Luiz de Queiroz, depois de um ano, tomar posse de sua nova propriedade. Contava então 24 anos de idade. Em Piracicaba, instalou uma fábrica de tecidos aproveitando parte das águas do salto do rio Piracicaba como potencial hidráulico para mover suas máquinas. Na perseguição de seus sonhos, Luiz de Queiroz pediu ao Governo do Estado uma subvenção para a construção da sua escola, a qual foi negada. Em vista da recusa, pediu pelo menos que lhe fosse concedido frete gratuito para os materiais destinados à construção do estabelecimento. Recebeu nova recusa. Nessa mesma ocasião, a Câmara dos Deputados resolveu promulgar a Lei nº 26, em 11 de maio de 1892, pela qual ficava o Executivo autorizado a fundar uma Escola Superior de Agricultura e uma de Engenharia, e a estabelecer, nos lugares julgados apropriados, dez estações agronômicas com seus respectivos campos experimentais. Diante desse revoltante contraste, Luiz de Queiroz recorreu a um estratagema : resolveu doar ao governo sua querida Fazenda São João da Montanha com todas as benfeitorias existentes na ocasião, com a condição de que, dentro do longo prazo de dez anos, fosse concluída e inaugurada sua sonhada Escola. Pelo Decreto nº 130, de 17 de novembro de 1892, o então Presidente do Estado, Bernardino de Campos, aceitou a doação da fazenda com todas as suas benfeitorias, “para nela ser levada a efeito a idéia do estabelecimento de uma escola agrícola ou instituto para educação profissional dos que se dedicam à lavoura”.

Francisco Antônio de Almeida Morato

Nasceu em Piracicaba em 17 de outubro de 1868. Estudou Humanidades no Colégio Moretzsohn, prestando exames preparatórios no Curso Anexo da Faculdade de Direito de São Paulo, na qual matriculou-se em 1884, recebendo o grau de bacharel em 1888. Em sua terra natal exerceu a profissão de advogado, ocupando também os cargos de promotor público, vereador, inspetor escolar e provedor da Santa Casa de Misericórdia. Transferindo-se para São Paulo, foi um dos fundadores da Ordem dos Advogados de São Paulo, tendo sido eleito seu primeiro presidente, função que ocupou de 1916 a 1922 e de 1925 a 1927. Aprovado em concurso, foi nomeado professor substituto da sétima seção da Faculdade de Direito de São Paulo, em 1917. Em novembro de 1918, tomou posse da cadeira e recebeu o grau de doutor. Em outubro de 1922, assumiu a cátedra de Prática do Processo Civil e Comercial. Na órbita política, foi fundador do Partido Democrático, eleito deputado federal em 1927, tendo sido um dos organizadores da Frente Única de 1932, com destacado papel no Movimento Constitucionalista. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e presidente do Tribunal de Ética Profissional. Jubilado na cadeira de Direito Judiciário Civil, foi-lhe conferido o título de professor emérito. Após a Revolução, no período de 1932-1933 esteve exilado na França e em Portugal. No período de 1935 a 1938, foi diretor da Faculdade de Direito de São Paulo. Recusou a presidência do Estado, aceitando, porém, o cargo de secretário da Justiça e Negócios do Interior na interventoria Macedo Soares. Faleceu em 21 de maio de 1948.

José de Alcântara Machado de Oliveira

Nasceu em Piracicaba, no interior do Estado de São Paulo, a 19 de outubro de 1875 e faleceu na capital paulista em 1º de abril de 1941. Era filho do escritor e ensaísta Brasílio Machado. Membro da Academia Brasileira de Letras, foi eleito em 23 de abril de 1931 e empossado no dia 4 de outubro de 1933. Cursou a Faculdade de Direito de São Paulo da qual viria a ser professor de Medicina Legal. A advocacia e a política o absorveram desde os bancos acadêmicos. Escapou de ser exilado em 1932, em conseqüência da derrota da Evolução Constitucionalista, em outubro do referido ano. Foi vereador em São Paulo, onde militou nas fileiras do tradicional Partido Republicano Paulista, o mais poderoso do Estado. Integrou a Chapa Única, na qualidade de deputado federal, na eleição de 3 de maio de 1933, que convocou o Congresso Constituinte do qual resultaria a promulgação da Constituição de 16 de julho de 1934, de vida efêmera, revogada pelo golpe de Estado de 10 de novembro de 1937, que instituiu o denominado Estado Novo. Líder da bancada paulista na Câmara dos Deputados foi eleito senador, sem concluir, contudo, o mandato, em virtude da dissolução do Congresso na data acima referida. Em 1938 Alcântara Machado foi convidado para elaborar o anteprojeto do Código Criminal, tarefa que concluiu em março desse ano. O autor do trabalho manifestou de pronto seu desagrado pela revisão do texto que apresentara na qual ocorreram substituições de palavras e até mesmo inversão de frases. O Código Penal, uma vez concluído, foi decretado, com ligeiras modificações. No seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras, onde ingressara em 1931, como substituto do acadêmico pernambucano Silva Ramos, introduziu Alcântara Machado a famosa declaração: "Paulista sou, há quatrocentos anos". A bibliografia de Alcântara Machado inclui as seguintes obras: "A embriaguez e a responsabilidade criminal", 1894. "O exame pericial no Direito Romano", 1930. "O Hipnotismo", 1985. "Vida e morte do bandeirante", 1929. "Brasílio Machado", 1938. "Projeto do Código Penal", 1938. Acrescentaria, ainda, o autor da "Vida e morte do bandeirante": "Sua obra reflete a conexão com Portugal e o seu lusitanismo com a ausência que se completa em sua obra, da natureza e do homem brasileiro".

Adhemar de Barros

Político populista, Adhemar de Barros exerceu grande influência no estado de São Paulo em meados do século XX. Adhemar Pereira de Barros nasceu em Piracicaba, em 22 de abril de 1901. Formado em medicina pela Universidade do Brasil em 1923, fez pós-graduação durante quatro anos na Universidade Popular de Berlim. De volta ao Brasil, trabalhou no Instituto Osvaldo Cruz, até 1932, quando se engajou nas fileiras da revolução constitucionalista. Com a derrota do movimento, asilou-se no Paraguai e na Argentina. Em 1934, elegeu-se deputado pelo Partido Republicano Paulista. Mais tarde fundou o Partido Republicano Progressista, que se transformaria no Partido Social Progressista (PSP). Interventor em São Paulo durante o Estado Novo, em 1947 elegeu-se governador, com o apoio dos comunistas. Candidatou-se em 1955 à presidência da república pelo PSP, mas foi derrotado. Elegeu-se em 1957 prefeito da capital paulista; no ano seguinte candidatou-se ao governo do estado e em 1960 novamente à presidência, sendo derrotado nas duas ocasiões. Foi eleito governador de São Paulo pela segunda vez em 1962, depois de haver apoiado no ano anterior o movimento em favor da investidura de João Goulart na presidência, após a renúncia de Jânio Quadros. Participou, entretanto, da conspiração que resultou no movimento militar de 31 de março de 1964, o que não impediu que fosse afastado do cargo pelo presidente Castelo Branco e tivesse os direitos políticos cassados por dez anos, sob a acusação de corrupção. Adhemar de Barros morreu em 17 de março de 1969 em Paris, onde passara a residir.

Cincinato César da Silva Braga

O brilhante parlamentar paulista, Cincinato César da Silva Braga, nasceu em Piracicaba, em 7 de julho de 1864. Fez os primeiros estudos em Descalvado e depois em Campinas. Formado em 1886 pela Faculdade de Direito de São Paulo, exerceu o cargo de promotor público na comarca de São Carlos, onde manteve também renomado escritório de advocacia. Ingressou na política, foi deputado estadual e deputado federal em sucessivas legislaturas. No governo de Arthur Bernardes exerceu a presidência do Banco do Brasil. Profundo conhecedor dos assuntos econômicos, seus pareceres sobre a matéria na Câmara Federal eram acolhidos com enorme interesse e publicados em páginas inteiras dos jornais. Lutou pela siderúrgica nacional pelos aperfeiçoamentos da pecuária, pela irrigação no Nordeste e pela implantação em larga escala de ferrovias e rodovias. Como seu nome tinha larga projeção dentro e fora do país, foi designado para a representação brasileira na Sociedade das Nações e na Conferência Internacional do Trabalho. Publicou dezenas de livros, de imensa substância nutritiva, escreveu um crítico, destacando-se: "Magnos problemas econômicos de São Paulo", "Intensificação Econômica do Brasil" e "O Brasil de Ontem, de Hoje e de Amanhã". Faleceu no Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1953.

Carta de Dr. Cincinato César da Silva Braga à Dona Maria Cecília Botelho Procópio Ferraz, para elucidar mais uma vez sobre o real fundador da cidade de São Carlos do Pinhal

"Rio de Janeiro, 9 de setembro de 1952

Prezada D. Maria Cecília Botelho Procópio Ferrraz,

Atenciosas saudações.

Em boa hora, há quase sessenta anos, escrevi a História de São Carlos do Pinhal. Este meu trabalho eu o fiz com todo o coração. Nessa abençoada Terra, passei a minha mocidade e aí, convivendo com os fundadores da Vila de São Carlos do Pinhal, pude dos mesmos e dos que assistiram ao memorável feito, ouvir detalhes da fundação da que é hoje uma das cidades orgulho de São Paulo. Posso, portanto, afirmar sem receio de contestação, que São Carlos do Pinhal foi fundada pelo então Tenente-Coronel Antonio Carlos de Arruda Botelho, mais tarde Conde do Pinhal, e seus irmãos. Ao escrever o meu trabalho ainda eram vivas as testemunhas da fundação, e todas elas, sem discrepância, concordaram e nem podia ser de outra forma, que meu relato era a expressão da verdade. Naturalmente o Conde do Pinhal e seus irmãos tiveram colaboradores entre os quais Jesuíno Soares de Arruda ( sobrenome este, Arruda, adotado de sua esposa), mas deles foi a iniciativa de converter em realidade a fundação da Vila. Isso, em 1894 eu disse e agora posso repetir, pois faço apenas justiça. Devo acentuar, para mostrar minha isenção de animo, que meu saudoso pai era membro do Partido Conservador e, portanto, adversário político do Tenente-Coronel Antonio Carlos de Arruda Botelho, Chefe do Partido Liberal. Mais tarde eu mesmo era do Partido Republicano Paulista, e o Conde do Pinhal conservou-se Monarquista até o seu falecimento. Si julgar útil, autorizo-a a fazer desta o uso que melhor julgar conveniente e, bem assim, a publicar em separata a História de São Carlos do Pinhal que escrevi em 1894. Fico ao seu dispor para outros esclarecimentos que desejar e, com toda consideração e estima, subscrevo-me seu patrício e admirador.

Cincinato César da Silva Braga

(Firma reconhecida no 10º Tabelionato de Notas - Aladino Neves a 9 de setembro de 1952, Rio de Janeiro)"

Sud Mennucci

Sud Mennucci nasceu em Piracicaba no dia 20 de Janeiro de 1892. Fez os estudos primários no Grupo Escolar Morais de Barros, ingressando na antiga Escola Complementar da cidade. Diplomou-se em 1908, aos 16 anos, professor primário. Dois anos depois, iniciou o magistério, como professor público nas cidades paulistas de Cravinhos, Piracicaba e Dourado. Entre 1913 e 1914, participou da Missão Paulista, que reorganizou a Escola de Aprendizes Marinheiros de Belém/PA. Fundou o Ginásio Paulistano de São Paulo (Capital). Entre outras atividades, chefiou o recenseamento escolar do Estado de São Paulo (1920); ocupou o cargo de Delegado Regional de Ensino em Campinas (SP), em 1920 e 1921; organizou e realizou o recenseamento escolar do antigo Distrito Federal (1927); foi nomeado diretor da Imprensa Oficial do Estado (1931). Depois de 1930, ocupou duas vezes o cargo de diretor do Departamento de Educação de São Paulo. Colaborou em jornais e revistas de São Paulo. Foi redator e crítico literário de O Estado de S. Paulo, de 1925 a 1931. Fundou o Jornal do Estado e a revista Arlequim. Dirigiu a Revista do Professor, órgão do Centro do Professorado Paulista. Fez parte da redação do Correio Paulistano, de 1941 a 1945. Colaborou nas revistas Fon-Fon e Careta, do Rio de Janeiro, e Vida Moderna e A Cigarra, de São Paulo. Foi membro da Academia Paulista de Letras, na cadeira nº 15. Em 1940, chefiou em São Paulo o recenseamento geral da República. Participou de vários congressos de Educação no País. Menucci faleceu no dia 23 de julho de 1948, na Capital.

José Ferraz de Almeida Júnior

Nasceu na comarca de Itu, a 8 de maio de 1850. Aos dezenove anos ingressou na Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Jules Le Chevrel, Victor Meirelles e Pedro Américo. Em 1876 recebeu bolsa de estudo do Imperador D. Pedro II e seguiu para a capital artística da Europa. Em Paris aprimorou-se no atelier de Alexandre Cabanel. Após dois anos de preparação matriculou-se na Ecole Nationale et Speciale des Beaux-Arts, onde foi aluno do próprio Cabanel e de Lequien Fils. Na Ecole estudou por três anos, aperfeiçoou-se tecnicamente e obteve prêmios nos concursos de anatomia e de desenho de ornamentos. Participou da mais valorizada exposição oficial de arte do período, o Salon Officiel des Artis-tes Français, durante quatro anos consecutivos (de 1879 a 1882), fato significativo levando-se em conta que era estrangeiro. Retornando ao Brasil, em 1882, recebeu sua primeira aprovação pública. A Academia Imperial adquiriu três das seis obras enviadas à Exposição Artística daquele ano, iniciando um período de grande prestígio e premiações. No ano seguinte instalou seu ateliê em São Paulo, na Rua da Glória, onde residiu até 13 de novembro de 1899, data em que foi vítima de crime passional. Morreu apunhalado defronte ao Hotel Central, em Piracicaba. Almeida Júnior legou à cultura brasileira cerca de trezentas obras, sendo sua maior contribuição à pintura regionalista (série de caipiras) que o singularizou face à época.

  • Locais históricos

Estação de Barão de Rezende

A estação foi inaugurada em novembro de 1913, dando origem ao bairro de Vila Resende. "Autorizada pelo Sr. Secretário da Agricultura do Estado de S. Paulo, a Sorocabana vai abrir ao tráfego público a estação 'Barão de Rezende', situada na Seção Ituana, kilometro 246, a contar de São Paulo, via Mayrink. Foram também aprovadas as tabelas de distância e de preços de passagens correspondentes à mesma estação" (*Revista Brazil Ferro-Carril, 30/11/1913). A sua construção foi anunciada em maio de 1912, juntamente com a construção do Matadouro Modelo de Piracicaba. Pela estação passava um ramal de bitola métrica, pertencente ao Engenho Central, para o transporte de cana e derivados, e que se estendia desde a sede do Engenho Central, a oeste da ponte ferroviária e na margem direita do rio Piracicaba, margeando a linha da Sorocabana a leste desta, passando pela estação e continuando paralela à linha principal até a estação de Chave (Montana), onde fazia uma curva para a direita, para terminar mais à frente em terras ainda do Engenho Central.


Houve duas grandes reformas no prédio: uma em 1938, a outra em 1952. A estação de Barão de Resende foi finalmente desativada em 1966, com o fim das operações do trecho Piracicaba - São Pedro. Infelizmente foi demolida e hoje não existem nem resquícios, nem fotos, do que um dia foi a estação.

Ela ficava exatamente na avenida Conceição, em frente à rua Conde do Pinhal. Depois de demolida, a Dedini, que havia adquirido o que foi um dia a Sucrerie, passou a utilizar o terreno da estação para operações.

Catedral de Santo Antônio



A atual Catedral de Santo Antonio é a quinta igreja a ocupar o mesmo terreno na Praça José Bonifácio. Em 17 de janeiro de 1939, a quarta Igreja Matriz construída no local e primeira Catedral, se incendiou por causa de um monte de palhas secas amontoadas numa tribuna. As paredes resistiram, mas o interior foi destruído. A Diocese de Piracicaba foi criada em 1944, com a igreja em ruínas.

Dois anos após, em 1946, as ruínas foram totalmente demolidas em empreitada por Paulo Pecorari, para a construção de uma igreja maior, que pudesse sediar a nova Diocese. Pecorari instalou a cúpula da torre na Capela de Santa Clara anexa ao Lar Franciscano de Menores e o relógio foi transferido para a torre da Igreja São Benedito. A nova Catedral foi projetada no estilo neo-românico pelo arquiteto Benedito Calixto de Jesus Neto. O início de suas obras ocorreu em 1946 com o engenheiro Antonio Habechian e como construtor responsável Antonio Borja Medina, auxiliado por Eugênio Nardin.

Em setembro de 1947, numa tentativa de fazer os fiéis acompanharem as obras e verem nela o fruto de suas doações, a Catedral passou a ser aberta para visitação aos domingos. A planta elaborada por Calixto era maior em 13 metros de largura que a antiga construção, causando problemas com respeito à aprovação das obras na Prefeitura, o que paralisou momentaneamente as obras. Depois da intervenção do Dr. Samuel de Castro Neves e do advogado João Batista Viziolli, o prefeito Bento Luiz Gonzaga Franco autorizou a aprovação da planta, em favor da Catedral. Em 28 de dezembro de 1950, ainda inacabada, a Catedral foi oficialmente inaugurada pelo Governador Ademar de Barros, nas comemorações do jubileu sacerdotal do Monsenhor Rosa.

Dada a importância que a obra adquirira para a cidade, oito anos após em 14 de março de 1958, o governador Jânio Quadros e o presidente Juscelino Kubitschek assistiram a bênção das torres, no entanto a obra somente foi concluída no final de 1961.


Colégio Sud Mennucci


O Colégio "Sud Mennucci" foi, antes, a Escola normal de Piracicaba. A planta arquitetônica do local foi assinada por Arthur Castagnoli. Em 1900, deu-se a formatura da primeira turma da Escola Complementar, que viria a ser a centenária "Sud Mennucci". A primeira turma de professores formou-se no dia 30 de novembro de 1900. Entre eles, Olívia Bianco, Carolina de Souza Costa, Anna Joaquim Bueno, Antonia de Azevedo, Eugênia da Silva, Ana Cândido Coutoi Domitila de Menezes, Avelina Ferreira da Cunha, Cândida Borges da Cunha, Maria Isabel da Silva, Joaquim da Silva Nunes, Joaquim Diniz, José Henrique de Menezes, José Martins de Toledo, e Querubim Sampaio. Houve ainda outros que cursaram até o último ano, mas que se formaram em São Paulo: Filinto de Brito, Dario Brasil, Dario Castanho, Adolfo Carvalho e Sebastião Fischer.




Museu Prudente de Moraes


Antiga residência que pertenceu ao Presidente Prudente José de Moraes Barros, onde atualmente funciona o Museu Histórico e Pedagógico, do qual é patrono. Em 9 de novembro de 1869, o Dr. Prudente, a adquiriu e nela viveu por 32 anos, de 1870 a 1902, até falecer. Neste período, além de ter sido a casa do primeiro presidente civil brasileiro, serviu para encontros políticos do período histórico da Proclamação da República. A sede do Museu Histórico e Pedagógico 'Prudente de Moraes' é uma construção típica das casas térreas urbanas da segunda metade do século XIX no Brasil. Anexo ao imóvel há um chalet onde o Dr. Prudente advogava. Anteriormente ao museu, a casa foi sede da antiga Faculdade de Odontologia 'Washington Luiz', em 1919, mudando de nome, em 1932, para 'Prudente de Moraes', e encerrando suas atividades em 1935. Em 1940, o imóvel passou à Prefeitura de Piracicaba. Fundado em 1956, o Museu Histórico e Pedagógico 'Prudente de Moraes' é um dos mais antigos do tipo em São Paulo, e reúne peças que pertenceram ao ex-presidente, retratando a época da formação da República, além de muitas outras peças de acervo que fornecem subsídios para compreensão da história de Piracicaba e do Brasil.


Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"


É a mais antiga Escola de Agronomia do País. Foi idealizada por Luiz Vicente de Souza Queiroz que, em 1895, doou ao Estado a fazenda São João da Montanha, para que ali a escola fosse construída. Em 1901, seu sonho foi realizado. O Parque Esalq foi projetado pelo paisagista belga Arsenio Putterman, ocupa uma área de 56 hectares e data de 1907. A ESALQ, estruturada inicialmente como estabelecimento de ensino médio, passou a ser escola de ensino superior em 1925. Com a fundação da Universidade de São Paulo em 1934 a ESALQ foi integrada à USP. Em 1945, o Edifício Central passou por uma grande reforma. O Parque da ESALQ continua, por quase 100 anos, sendo verdadeiro exemplo de projeto paisagístico.


Igreja de São Pedro de Monte Alegre



O alto índice de imigrantes italianos trabalhando na Usina Monte Alegre criou a necessidade da construção de uma igreja Católica para atender aos colonos. O Comendador Pedro Morganti, proprietário da usina, contratou o engenheiro italiano Antonio Ambrote, que residia em São Paulo, para construir o que seria a Capela de São Pedro de Monte Alegre. Morganti o mandou à Itália (provavelmente Siena, de onde veio para o Brasil) a fim de 'copiar' a igreja Matriz de lá.

Ambrote chegou a acompanhar as obras, mas faleceu em São Paulo, durante a construção. Luiz Bochetti foi o encarregado da obra, João Foter como chefe dos pedreiros, João Batista Zinsly Sobrinho como chefe dos carpinteiros e Renê Zangatti, responsável pelo acabamento externo e José Couto, responsável pela construção da escada. Os interiores foram pintados por Alfredo Volpi, a convite do Comendador Morganti e contou com a colaboração de pintores da Usina, Vergílio Silva e João de Campos (Ventura).

Rua do Porto


Era habitada por pescadores. Alguns ainda residem nas pequenas casas construídas próximas ao rio, contando histórias, relembrando o tempo das piracemas. Em algumas casas são vendidas iscas (minhocas) e varas para que os visitantes possam pescar no Piracicaba.





Casa do Povoador


Símbolo da cidade de Piracicaba, a chamada 'Casa do Povoador' foi construída em taipa de mão (pau a pique), e se configura como uma das últimas remanescentes da técnica, no perímetro do município, tendo resistido ao tempo graças às sólidas bases de pedra e estruturas de madeira.

Não existem registros que comprovem a data exata de sua construção, nem a propriedade do Capitão Antonio Corrêa Barbosa, visto que o mesmo morava na margem esquerda do Rio Piracicaba, onde fundou a Povoação de Piracicaba. Em 1945, a Prefeitura Municipal adquiriu o imóvel, considerado pelo Prefeito Pacheco e Chaves, como bem de utilidade Pública. Em 1967, nas comemorações dos 200 anos de Piracicaba, a 'Casa do Povoador' passou a ser reconhecida como símbolo da cidade. Finalmente, em 1969, foi tombada pelo CONDEPHAAT, como Monumento Histórico do Estado de São Paulo.




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O hino de Piracicaba, segundo depoimentos de contemporâneos de Newton de Mello e segundo ele próprio, foi composto em cinco minutos. Quem fez a primeira harmonização foi o maestro Carlos Brasiliense, a lápis, para completá-la depois. Mas Brasiliense morreu logo em seguida. Então, o maestro Danuzio Benencase fez os retoques que se tornaram definitivos. O hino “Piracicaba” foi criado em 9 de setembro de 1931. A primeira gravação foi feita por Ângelo Cobra, o Cobrinha, em LP, pela gravadora Columbia.

Hino de Piracicaba

Numa saudade que punge e mata

Que sorte ingrata! – longe daqui,

Em um suspiro triste e sem termo,

Vivo no ermo, dês que parti.

Piracicaba que eu adoro tanto,

Cheia de flores,

Cheia de encanto...

Ninguém compreende a grande dor que sente

O filho ausente a suspirar por ti!

Em outras plagas, que vale a sorte?

Prefiro a morte junto de ti.

Amo teus prados, os horizontes,

O céu e os montes que vejo aqui.

Piracicaba que eu adoro tanto,

Cheia de flores,

Cheia de encanto...

Ninguém compreende a grande dor que sente

O filho ausente a suspirar por ti!

Só vejo estranhos, meu berço amado,

Tendo a teu lado o que perdi...

Pouco se importam com teu encanto,

Que eu amo tanto, dês que nasci...

Piracicaba que eu adoro tanto,

Cheia de flores,

Cheia de encanto...

Ninguém compreende a grande dor que sente

O filho ausente a suspirar por ti!

Agricultura

Propr. Agric. Existentes - 2.656
Propr. Agric. com menos de 20 alqueires - 2.118
Propr. Agric. de 20 a 50 alqueires - 329
Propr. Agric. de 50 a 100 alqueires - 103
Propr. Agric. de 100 a 200 alqueires - 55
Propr. Agric. de 200 a 500 alqueires - 39
Propr. Agric. de mais de 500 alqueires – 12

Variedade de culturas praticadas: Cana, algodão, arroz, milho, café, eucalipto, fumo, feijão, mandioca, cebola, batatinha, banana, melancia e fibras de sisal.

Valor global aproximado das propriedades agrícolas: Cr$ 334.924.000,00.

Comércio

Número de firmas taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 953.

Relação das consideradas grandes firmas:

Artigos para esportes: Armintos Raya.

Bares e Restaurantes: A Brasseire.

Calçados: Casa Romano, Casa Lopes, Casa Marabá, Casa Nelly, casa Silveira.

Chapéus: Viúva Wolghemuth e Casa Hoeppner.

Ferragens: Constâncio C. Camargo, J. C. Camargo, Krahenbulh Ferraz & Cia. Ltda. Livrarias: Brasil e do Jornal.

Fazendas e Armarinhos: A Porta Larga, Casas Pernanbucanas, casa São Paulo, casa Nemi, casa São Carlos, casa Coury, Casa Metrópole.

Louças e Artigos para Presentes: Casa Guidoti. Móveis: Iman Ltda., Irmãos Simoni & Cia. Ltda.

Padarias e Confeitarias: Vosso Pão, J. B. Cardinali, José Monteiro, Juvenal Di Diácomo.

Rádios: Andrade, Sampaio & Cia. Ltda., Luís Guidoti, S. R. Pinto & Cia. Ltda.

Relojoarias: Gati, Caruso, Galina.

Secos e Molhados: Alfredo M. Maluf, Antônio Pedro José & Irmão, Santos Bueloni, Irmãos Falanghe, Irmãos Munhoz, J. Barbosa Matos & Cia. Ltda., Jorge Maluf, Lineu Siqueira, Primo Falzoni, Valentim Valer & Cia., José Antônio Gimenez, José Ferez.

Indústria

Número de indústrias tachadas no imposto de indústrias e profissões: 632.

Número de operários trabalhando nas indústrias: 9000.

Capital invertido na indústria no município: Cr$ 200.610.346,50.

Relação das consideradas grandes indústrias :

Açúcar e Álcool (Usinas): Irmãos Menghel, Refinadora Paulista S/A., Société de Sucreries Bresliennos, Usina Costa Pinto Ltda., Usina Modelo S/A, Açúcar e Álcool e Usina São Francisco do Quilombo Ltda.

Aguardente: F. Bruneli & Irmãos, Irmãos Bruneli, Irmãos Zanim, Henrique C. Mathiessen, Armando Bruneli & Cia., José Basso, Albino Schiavon e João Gava & Irmãos.

Álcool e Gás Carbônico: T. Svendsen & Mathiessen.

Algodão: J. Cassab & Cia. Ltda.

Arroz: Valentim Valer & Cia., Irmãos Munhoz e Irmãos Filet Ltda.

Balas (Fab. de): Nechar & Cia., José Petrim & Filhos, Heraldo Vargas, Farah & Cia. E Doces e Balas “A Piracicabana” Ltda.

Barcos (fab. de): Emílio adamoli & Filhos.

Bebidas: Société de Sucreries Bresliennos, Del Nero & Cia., Irmãos Andrade, Irmãos Carmignani, Paschoal D’Abronzo, Produtos de Bebidas Paulista Ltda., Usina Açucareira de Ciclo S/A. e V. Orlando e Filhos.

Café (Torrefação e Moagem de): Dorival Cruz Lima & Irmã e Lélio Ferrari.

Caixões fúnebres: Irmãos Sbrissa. Carpintarias: Ângelo Perecim e Augusto Perecim.

Cerâmica: Ruston & Pinto Ltda.

Codas (fab. de): Agave Industrial Ltda.

Cortume: Antônio Maniero e Carlos Cossa & Filhos.

Destilarias e Aparelhagem Completas para Usinas: Caldeiraria Morlet Ltda., Construtora de Destilarias Dedini Ltda., M. Dedini & Cia. E “Mausa” Metalúrgica de Acessórios para Usinas S/A.

Máquinas Agrícolas (Fáb. de): Mecânica Irval ltda. Mecânica de fundição: Bruzantin & Danelon e H. Santim & Cia. Ltda.

Móveis (Fáb. de): Iman Ltda., Irmãos Simosi & Cia. Ltda., Luís Nardim e Nardim & Monfrinato Ltda.

Massas Alimentícias (Fáb. de): Antônio Monteiro & Filhos, Irmãos Maygton & Cia. Ltda., e Juvenal Di Diácomo.

Papelão (Fáb. de): Pedro Habechian.

Pasteurização: Lacticínios Piracicaba Ltda. Sedas (Fiação de): Rivabem & Rivabem.

Serrarias: Comércio e Industria de Madeiras Maluf Ltda.; Gobeth,Pelerino & Cia. Ltda., Pedro Cobra e Romeu Gerdes.

Tanoarias: Júlio Romano.

Tecidos de Algodão e de Seda (Fáb. De): Cia. Industrial e Agrícola “Boyes” e Sulseda Ltda.

Telhas (Fáb. de): Alvarez, Otero & Cia. Ltda.

Vassouras (Fáb. de): Aleoni & Cia., Benedito Gianeti & irmão, Gozeto & Galvano e Irmãos Ferrazo Ltda.

Bancos

Agências ou filiais de bancos no município: Banco do Brasil S/A, Banco do Estado de São Paulo S/A, Banco Comercial do Estado de São Paulo S/A, Banco Moreira Sales S/A, Banco Nacional da Cidade de São Paulo S/A, Banco Sul Americano do Brasil S/A e Banco do Comércio e Indústria de São Paulo S/A.

Caixa Econômica Estadual

Numero de Depositantes: 19.597.
Montante dos Depósitos: Cr$ 99.580.879,00.

Coletoria Estadual

Arrecadação em 1948: Cr$ 16.090,181,90.

Coletoria Federal

Total da arrecadação do Imposto de Renda: Cr$ 5.674.391,00.
Idem do Selo de Educação e Saúde: Cr$ 251.212,80.

Correios e Telégrafos

Classe de Agencia: 1ª

Montante da ultima arrecadação (1949): Cr$ 433.139,50.

Serviço de Reembolso Postal: Tem

Outras Agências postais existentes no município: Agência Postal de Vila Rezende, de Charqueada, de Ártemis, de Saltinho, de Tupi e de Recreio.

Estradas de Ferro

Estradas de ferro que servem o município: Cia. Paulista de Estradas de Ferro e Estrada de Ferro Sorocabana.

Distância entre o município e a capital: 184 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 4 horas pela C. P..

Custo de passagens entre a capital e o município: Preços da C. P. de 1.ª classe, ida: Cr$ 65,90. Ida e volta: Cr$ 105,50. De 2.ª classe, ida Cr$ 34,60. Ida e volta: Cr$ 55,30. Excursão, ida e volta de 1.ª classe: Cr$ 87,90 e de 2.ª classe: Cr$ 46,20

Numero de trens diários entre o município e a capital (Só da C. P.): 3.

Estradas de Rodagem

Estradas estaduais que cortam o município: Piracicaba-Tietê, Ártemis-Águas de São Pedro, Piracicaba-Limeira, Piracicaba-Santa Bárbara do Oeste, Piracicaba-São Pedro, Piracicaba-Botucatu e Charqueada Rio Claro.

Distancia entre o município e a capital: 180 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 3 horas.

Transportes Rodoviários: Linhas de Auto-ônibus: Piracicaba a Capivari, Piracicaba a Monte Alegre, Charqueada a Piracicaba, Piracicaba a São Pedro, Piracicaba a Rio Claro (Linha servida por peruas), Piracicaba a Tietê, Conchas a Piracicaba, Piracicaba a Botucatu, Tamanrupá a Piracicaba, Piracicaba a Ibitiruna, Piracicaba a Laranjal Paulista, Piracicaba a Limeira, Piracicaba a Godinhos. Linhas de peruas: Piracicaba a São Paulo, Piracicaba a Godinhos.

Aviação

Localização do campo de pouso: Dista. 3 quilômetros do centro da cidade.

Número de pistas: 1.

Capacidade de pistas e tipo dimensão: 1.000 x 150 m. Compressão: 15 toneladas. Piso: Terra.

Aero Clube: Tem.

Numero de aviações de treinamento: 6.

Aviões de treinamento avançado: 2.

Alunos Inscritos: 16.

Pilotos já brevetados: 134.

Orçamento Municipal

Orçamento municipal para 1949: Cr$ 8.210.500,00.
Arrecadação em 1948: Cr$ 7.261.913,10.
Despesas em 1948: Cr$ 7.476.667,10.

Informações Político - Administrativas

Atual prefeito municipal: Luís Dias Gonzaga.

Vereadores municipais: Alcides Lordelo Perhes, Aldo Furian, Aldrovandro Fleury Pires Corrêa, Américo Freitas e Silva, Antônio Ageio, Antônio Fidelis, Antônio Lázaro Coelho Mendes, Antônio M. Belmudes de Toledo, Aristides Giusti, Artur Paulo Furlan, Benedito Glicério Teixeira, Domingos José Aldrovandi, Emílio Sebe, Érico Rocha Nobre, Franscisco Antônio Cesta Neto, Godofredo Bulhões Ferreira de Carvalho, Guerino Oriani, Guilherme Vitti, Haldmont Campos Ferraz, João Batista Vizioli, João Silveira Lara, José Colombo Garbogini, Josué Blumer, Militão Prates Ferreira, Milton Rontani, Morel Rodrigues dos Santos, Pedro Krahenbuhl, Romeu Italo Rípoli, Samuel de Castro Neves, Valdomiro Perissinoto e Romeu Buldrini de Barros:

Realizações da atual administração: 30.000 metros dois de calçamento na cidade; 160 km de apedregulhamento nas estradas que cortam o município; criação de novos logradouros públicos tais como “praça Imaculada Conceição” e “Avenida dos Operários”, além de outros e, embelezamento dos já existentes; pintura de todos os prédios pertencentes à Prefeitura; Construção do abrigo para passageiros de bonde e ônibus; canalização do Itapeva; Auxílios à Catedral e ao Campo do Esporte Clube XV de novembro, tornando-o um dos mais belos e confortáveis do interior Paulista; Isenção de Impostos Municipais para todos os prédios construídos na cidade e zonas urbanas das sedes distritais, o que deu origem à construção de 1500 prédios aproximadamente em 2 anos; concessão de novas linhas de ônibus que, já circulando, vieram facilitar sobremodo a locomoção dos habitantes das vilas ao centro da cidade; energia elétrica do bairro de Sant’Ana; prêmios em dinheiro, aos pequenos lavradores que promovem serviço de conservação de solo, para incentivo da Agricultura; Remodelação da Praça José Bonifácio, sem descuidar de um bom sistema de serviços de água, esgotos e iluminação.

Número de eleitores qualificados: 20.348.

Zona eleitoral: 93.ª.

Seções eleitorais: 50.

Número de eleitores que compareceram ao último pleito: 14.124.

Educação

Escolas superiores: Escola Superior de Agricultura Luís de Queiroz.

Escola secundárias: Escola Normal Sud Mennucci e Colégio Estadual Anexo, Escola Normal Livre N. S. Assunção, Colégio Piracicabano, Ginásio Salesiano Dom Bosco, Recentemente fundado e Escola Técnica de Comércio Cristóvão Colombo.

Escolas primárias: Grupos Escolares: 30, sendo 9 na cidade; particulares: 12; número de alunos matriculados: 10.791.

Escolas isoladas: 49.

Número de crianças em idade escolar afastadas das escolas: 1.695.

Alfabetização em adultos: Número de cursos: 42; matriculados: 2.130.

Associações culturais: Rotary Clube de Piracicaba, Centro de Folclore de Piracicaba, Sociedade de Medicina e Cirurgia da Santa Casa de Misericórdia, Federação Estudantina Piracicabana, Centro Acadêmico Luís de Queiroz, Clube de Ciências, Casa da Cultura, Cultura Artística, Centro de Cooperação Escolar.

Associações esportivas: E. C. XV de Novembro, A.A. Esportiva do Colégio Piracicabano, A. A. Vila Boyes, C. A. Piracicabano, Grêmio Normalista, E.C. Paulista, União Monte Alegre F.C.

Associações recreativas: Centro Cultural e Recreativo Cristóvão Colombo, Clube Coronel Barbosa, Grêmio Cultural e Recreativo dos Empregados da Usina Piracicaba, Clube dos Bancários de Piracicaba, Clube de Xadrez de Piracicaba, Clube Columbófilo de Piracicaba, Clube de Regatas Piracicaba, Grêmio Recreativo Flor de Maio, S.R. Palmeiras de Piracicaba, Sociedade Beneficente 13 de Maio.

Associações profissionais: Associação dos fornecedores de cana de Piracicaba, Associação Profissional dos Trabalhadores do Açúcar, Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Piracicaba, Associação Rural da Zona de Piracicaba, Sindicato do Comércio Varejista de Piracicaba, Sindicato dos trabalhadores na Metalúrgica, Mecânica e Material Elétrico, Sindicato dos Trabalhadores nas Industrias da Construção e Mobiliário de piracicaba, Associação Profissional dos Trabalhadores na Industria de Fiação e Tecelagem.

Saúde

Hospitais existentes no município: 2; mantidos por instituições beneficentes: 1.

Subvenções que recebem: municipal: Cr$ 72.300,00; federal: Cr$ 112.477,20.

Creches: Anita Costa e mais as seguintes instituições assistenciais da criança pobre com internamento: Dispensário dos Pobres, Asilo de Órfãs “Coração de Maria Nossa Mãe” e “Lar Franciscano de menores”.

Serviços de Saúde: Posto de Puericultura de Piracicaba, Centro de Saúde, Dispensário de Tuberculose, Serviço de Profilaxia da Malária e Serviço de Profilaxia da Lepra.

Montante de arrecadação do selo de educação e saúde no último exercício: Cr$ 251.218,80.

Verbas federais aplicadas nesse setor no último exercício: Cr$ 112.427,20.

Informações Urbanas

Numero de prédios existentes: 8.044.

Edifícios públicos: Prefeitura Municipal, Mercado Municipal, Teatro Santo Estevão, Caixa Econômica Estadual com Fórum e Coletoria Estadual anexos, Catedral Provisória, Matriz do Senhor Bom Jesus, Matriz do sagrado Coração de Jesus, Cines São José e Broadway, Santa Casa de Misericórdia, Edifícios da Escola Superior de Agricultura Luís de Queiroz

Número de ruas: 145.

Número de praças: 19.

Número de jardins: 2.

Atrações turísticas: Escola Superior de Agricultura Luís de Queiroz, Salto de Piracicaba, Engenho Central, usina Monte Alegre, Fábrica Areturzina e Oficinas Dedini.

Hotéis: Central, Grande Hotel, dos Viajantes, Jardineira, Regina, Lago e Paulista.

Imprensa: “Jornal de Piracicaba”, fundado em 4/8/1900. Diretor: Losso Netto. “Diário de Piracicaba”, fundado em 6/1/1935. Diretor-Gerente: Fernando Aloisi: “Uma”, fundado em 23/5/1939. “O Arado”, fundado em 6/10/1938. “O Piracicabano”, fundado em 10/3/1933. “O Estudante”, fundado em 1948. “O Mariano”, fundado em 21/6/1936. Revistas: “O Solo”, fundado em 1909. “Revista de Agricultura”, fundada em 1926. “São Paulo Açucareiro’, fundada em 1949.

Rádio: Rádio Difusora de Piracicaba S/A – P. R. D. 6 – 650 watts.

Veículos licenciados: a motor: 1.016 – tração animal: 2.824.

Serviços de bondes: 3 linhas de bonde a saber: Escola Agrícola, Paulista e Vila Rezende, num total de 7.744 metros de extensão, além de várias linhas de ônibus que servem esses mesmos bairros e mais os seguintes: Vila Boyes, Paulicéia e Santa Casa-Cemitério.

Monumentos: Do Soldado Piracicabano, Herma à Luís de Queiroz, Herma à Prudente de Morais, Herma ao Senador Morais Barros, Obelisco do Colégio Piracicabano, Imagem de Cristo Redentor sobre a torre da Igreja Bom Jesus, Marco comemorativo da Independência, Monumento e Pedro Morganti.

Serviços Públicos

Abastecimento de água: Empresa de Melhoramentos Urbanos de Piracicaba S/A abastecendo 564 prédios.

Rede de esgoto: Serviço da Prefeitura Municipal, ligada a 4.660 habitações.

Iluminação: A cargo da The Southern Brazil Eletric. Co. Lt., com 6.630 ligações domiciliares.

Energia elétrica: A cargo da The Southern Brazil Eletric. Co. Lt.

Telefones: Serviço da Telefônica Brasileira, com 975 aparelhos ligados.

Calçamento: A cidade possui 230.203 m2 de calçamento a paralelepípedos.

Matadouro Municipal: Gado abatido em 1948: bovinos: 11.213; suínos: 4.513.

Cemitérios: Municipal e dos Distritos de Charqueada, Saltinho e Ibitiruna.

Bibliotecas: Fulvio Morganti, Infantil e Didática do Asilo de Órfãs “Coração de Maria Nossa mãe”, da Escola Superior de Agricultura Luís de Queiroz, do Centro de Folclore de Piracicaba, da Escola Normal Sud Mennucci, da Escola Normal Livre Nossa senhora Assunção, do Colégio Piracicabano, do Centro de Cooperação Escolar, do Centro Acadêmico Luís de Queiroz, Pública Municipal e de Geografia da Escola Normal Sud Mennucci e Colégio Estadual de Piracicaba.

Museus: da Escola Superior de Agricultura Luís de Queiroz e do Clube de Ciências.

Guarda noturna: Srviço de Vigilantes, mantido por corpo social e subvenções da Prefeitura Municipal.

Informações Religiosas

Organização da Igreja Católica: É sede de Bispado e possui 6 paróquias: Catedral Provisória, Bom Jesus do Monte, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora do Rosário, sagrado Coração de Jesus.

Obras assistenciais mantidas pela Igreja Católica: Sociedade São Vicente de Paula, associação Santa Rita de Cássia, Dispensário dos Pobres, santa Casa de Misericórdia, Asilo da Velhice e Mendicidade, Asilo de Órfãos “Coração de Maria, Nossa Mãe”.

Organização da Igreja Protestante: Igreja Metodista do Brasil, Salão Presbiteriano Independente, Casa da Oração, Congregação Cristã do Brasil (Filial).

Obras assistenciais mantidas pela Igreja Protestante: Pregação e Escola Bíblica.

Organização dos Centros Espíritas: Templo Espírita “Fora da Caridade Não Há Salvação”, “Redentor”. Centros: “Bento do Amaral”, “Urubatão” e “Jesus Nazareno”.

Obras assistenciais mantidas pelo Espiritismo: Departamento Feminino de Assistência Social, Cozinha dos Pobres, Escola Diminical.

Informações Diversas

Médicos: Drs. Alarico Coury, Alcides Aldrovandi, Alfredo José de Castro Neves, Aninoel Dias Pacheco, Anísio Ribeiro de Lima, Antônio Cera Sobrinho, Arthur Campanha Affonso, Bem Hur Carvalhes de Paiva, Bernardo Dias de Aguiar, Caio Conceição da Silva Leitão, Caio Ferreira Carneiro, Cândido Faria Alvim, Eurico Jaime Jaime Guerra, Fortunato Losso Neto, Francisco Álvares, Godofredo Bulhões Ferreira de Carvalho, Irineu Bacchi, João José Correia, José da Cunha e Oliveira Júnior, José canuto Marmo, José Colombo Garbogini, José Pessoa de Aguiar, José Rodrigues de Almeida, Luís Gonzaga de Campos Toledo, Manuel Viana, Nelson Meireles, Odair Peixoto Lobo, Omir Dias de Morais, Paulo Pereira Fonseca, Plínio Alves de Morais, Raul Machado Filho, Romeu Mazari, Rosário Sporto, Salvador Gonzaga Morbach, Sammuel de Castro Neves, Tito Gomes de Morais, Wahibo João Saliba, Wanderley Fonseca e Zeferino Bacchi.

Engenheiros: Drs. Armando Crestana, Domingos Orlando, Eduardo Kihel, Fausto Fonseca Filho, Francisco Salgot Castillon, George Lemanis, Josef Feige, Otávio do Amaral Gurgel, Pedro Habechian, Robert de Verinay e Stanislaw Krzynowski.

Dentistas: Drs. André Meneghel, Antônio Batista de Aguiar, Antônio Pacheco, Antônio Ribeiro, Antônio Zogbi, Aquilino Arnoldo Velho, Astor de Morais Sales, Arthur Camargo Pacheco, Antônio Martins Belmudes de Toledo, Algenon G. Martins, Benedito Rodrigues de Andrade. Braz Jordão Grizolia, Bruno Ferraioli, Elias Cecílio, Enéas Lemaire de Morais, Etelvina Mendes Ribeiro, Eustáquio de Lima Pezza, Francisco Brasil da Silva, Francisco Feliciano de Morais, Francisco José Grisolia, Heber Rocha Barros Martins, Jeconias Ferraz de Camargo, João Alves do Amaral, João Batista de Aguiar, Joaquim Rocha Campos, José Alves de Sousa, José Cassiano de Toledo, José Raphael de Almeida Prado, Júlio Soares Dihel, Lourival T. R. Campos, Maria Leonor Saraiva, Mário Lázaro dos Santos, Mário Marins Nogueira, Moacyr Diniz, Mozart Rolim Dutra, Nella Cortelazi, Nelson Chiarini, Nivaldo Rodrigues Piza, Olavo Dias de Sousa, Paulo Ferraz Pacheco, Sebastião Camargo Teixeira, José Rolim e Luís Antônio Ruhnuke.

Farmácias: N. S. Aparecida, Central, São Paulo, Confiança, Silveira,, Luz, Popilar, Bento, São José, Nova, Paulista, Coração de Maria, Piracicabana, Santa Filomena, Bom Jesus, Matos, Vitória, Neves, Normal, São João, São Bento, São Luís, Raia, Santa Cruz, N. S. das Graças, São Lázaro, Coração de Jesus, Santo Antônio e 8 Ambulatórios Farmacêuticos.

Drogarias: Drogal S/A.

Laboratório de análise: 10.

Instalações de Raios X: 15, incluindo-se Radiologia e Fisioterapia.

Teatros: Teatro Santo Estevão, com capacidade para 655 pessoas.

Cinemas: Cine São José, com capacidade para 1.637 pessoas. Broadway, com capacidade para 930 pessoas.

Corporações musicais: 4.

Conjuntos orquestrais: 7.

Grupos de amadores teatrais: 5.

Filhos ilustres do município: Dr. Adhemar Pereira deBarros, Prof. Sud Mennucci, Senador Morais Barros, Francisco José Conceição .