Quarta-feira, 29 de março de 2017

ISSN 1983-392X

2006

Guaratinguetá, já vila, quando foi criada a comarca de São Paulo, em 1700, ficou pertencendo a esta; cabeça do termo de Guaratinguetá, Lorena e Cunha, da 1ª comarca (Taubaté), pelo Ato do Presidente da Província, em Conselho, de 23 de fevereiro de 1883; termo de Guaratinguetá, da 1ª comarca (Taubaté), pelo dec. n° 142, de 10 de maio de 1842, termo de Guaratinguetá, da Provincia do Rio de Janeiro, pelo decreto n°180, de 18 de janeiro de 1842; termo de Guaratinguetá, da 1ª comarca, pelo decreto n° 216, de 29 de agosto de 1842; termo de Guaratinguetá, comarca de Guaratinguetá, pela lei n°11, de 17 de julho de 1852 e lei n°61, de 20 de abril de 1866.

Esta Comarca foi criada com os municípios de Guaratinguetá, Bananal, Queluz, Areias, Silveiras, Lorena e Cunha.

Reorganizada pela lei n° 16, de 30 de março de 1858, ficou constituida dos municípios de Guaratinguetá, Pindamonhangaba, Taubaté, Lorena e Caçapava.

A lei n° 26, de 6 de maio de 1859, desanexou o município de Caçapava e incorporou o de Cunha.

De novo reorganizada pela lei n° 61, de 20 de abril de 1866, ficou constituida dos municípios de Guaratinguetá e Cunha.

A lei n° 29, de 16 de abril de 1875, desanexou o município de Cunha e a lei n° 2.312, de 17 de dezembro de 1928, incorporou o município de Aparecida.

A Comarca de Guaratinguetá atualmente não atende nenhum município.


Guaratingueta ficou pertencendo à Comarca:

Comarca da Capital: 1700

1ª Comarca (Taubaté): 1833

Província do Rio de Janeiro: 1842

1ª Comarca (Taubaté): 1842

Comarca de Guaratinguetá: 1852

Juízes que passaram pela comarca :

  • Dr. Agostinho Luiz da Gama – 1857 a 1857
  • Dr. Vicente de Morais Mello Junior – 1893 a 1903
  • Dr. Francisco Xavier Moretzohn – 1904 a 1906
  • Dr. Adolpho Julio da Silva Mello – 1906 a 1908
  • Dr. Álvaro Augusto de Carvalho Aranha – 1908 a 1925
  • Dr. Antônio Ribeiro Junqueira Sobrinho – 1926 a 1928
  • Dr. Antônio de Paula Souza Tibiriçá – 1928 a 1929
  • Dr. José Bernardino da Matta - 1929 a 1938
  • Dr. Silvio Marcondes de Moura – 1938 a 1940
  • Dr. Adhemar de Fiqueiredo Lyra – 1940 a 1944
  • Dr. Erix de Castro – 1945 a 1947
  • Dr. Nelson de Carvalho Pinto – 1947 a 1954
  • Dr. Manoel Eduardo Pereira - 1954 – 1960
  • Dr. Martins Francisco Ribeiro Andrade - 1960 a 1963
  • Dr. José Alberto Weiss de Andrade (1ª Vara) – 1963 a 1966
  • Dr. José Caetano Ferreira Munhóz (1ª Vara) – 1966 a 1968
  • Dr. José Mario Antônio Cardinale (2ª Vara) – 1967 a 1968
  • Dr. Carlos Osório de Andrade Cavalcanti (1ª Vara) – 1968 a 1968
  • Dr. Ermefred Giannini (2ª Vara) – 1968 a 1968
  • Dr. Ermefred Giannini (1ª Vara) – 1968 a 1969
  • Dr. Carlos Osório de Andrade Cavalcanti (2ª Vara) – 1968 a 1969
  • Dr. Domingos Franciulli Neto (1ª Vara) – 1969 a 1971
  • Dr. Renato Carlos Mascarenhas (2ª Vara) – 1969 a 1972
  • Dr. Manuel Aparecido Medeiros (1ª Vara) – 1971 a 1972
  • Dr. João Climaco de Godoy Filho (2ª Vara) – 1972 a 1979
  • Dr. Vito Modesto Boaventura Guglielmi (1ª Vara) – 1973 a 1973
  • Dr. Antônio Gonçalves de Carvalho Neto (1ª Vara) – 1973 a 1981
  • Dr. Dirceu dos Santos (2ª Vara) – 1979 a 1987
  • Dr. Wagner Marinho (1ª Vara) – 1981 a 1985
  • Dr. Messias José de Mello Souza (1ª Vara) – 1985 a 1987
  • Dr. Nelson Jorge Junior (2ª Vara) – 1988 a 2002
  • Dr. Ângelo Malanga (3ª Vara) – 1989 a 1995
  • Dr. José Luiz Barbosa (3ª Vara) – 1995 a 2002
  • Dr. Carlos Gutemberg de Santis Cunha (2ª Vara) – 27/3/2003 a 2005
  • Dr. Paulo Augusto Tessari (2ª Vara) – 2005 a 2005

Alguns advogados da década de 50 :

  • Dr. Walter Arantes Carvalho Aranha
  • Dr. Paulo de Castro Viana
  • Dr. Antônio Augusto de Carvalho Neto
  • Dr. Adolfo Bastos de Castro
  • Dr. Nelson de Carvalho Pinto
  • Dr. Mário Arantes de Morais
  • Dr. João Batista Rangel Camargo
  • Dr. Aníbal Nogueira de Melo
  • Dr. Nazem Serafim
  • Dr. Diomar Pereira da Rocha
  • Dr. André Broca Filho
  • Dr. Alcebíades Galvão César

____________


A
lgumas notas sobre a comarca de Guaratinguetá

O povoado de Guaratinguetá se desenvolveu em torno da Capela de Santo Antônio, cuja construção é dada de 13 de julho de 1630.

Esse povoado inicial foi elevado a Vila em 13 de fevereiro de 1651, com o nome de Vila de Santo Antônio de Guaratinguetá. Os serviços judiciais, entretanto, só foram instalados a 5 de julho de 1656.

Documentos pesquisados por Helvécio de Vasconcellos Coelho nos informam os nomes dos primeiros presidentes do Senado da Câmara de Guaratinguetá que, em cumprimento das Leis e Ordenanças do Reino, exerciam simutaneamente os cargos de Juiz e de Juiz de Orfãos na Vila: 1657 – Capitão Braz Esteves Leme; 1658 – Capitão Mateus Leme do Prado; 1660 – Capitão Diogo Barbosa Rego; 1663 – Nicolau Soares Louzada; 1665 – Capitão Baltazar do Rego Barbosa; 1668 – Capitão Henrique Tavares da Silva.

Por essa época não era tranquila a vida na Vila de Guaratinguetá. Situada entre o Porto de Paraty e as cobiçadas Minas Gerais, era o ponto de parada de bandeirantes, aventureiros, fugitivos e criminosos. Informa, em 1717, o “Diário da Jornada de Dom Pedro de Almeida Portugal” – Governador e Capitão General de São Paulo e Minas – que em Guaratinguetá “no ano de mil setecentos e dezeseis, se matarão dezesete pessoas e neste (1717) em menos de dozes meses três e aproximadamente e uma mulher prenhe de oito meses, por cujos agreçores fez sua Exª exatas deligencias, que terminaram com a sua sentença de morte. Foi enforcado por um negro e assisti por um Padre da Compania”.

O ano de 1800 encontra Guaratinguetá com “70 leguas de âmbito compreendendo 25 mil almas e distando de S. Paulo 40 leguas”. A informação é do Vigário Francisco da Costa Moreira, da Matriz de Santo Antônio de Guaratinguetá e Comissário da Santa Inquisição habilitado em Lisboa, que “deveria informar a Portugal do estado das consciências dentro da Comarca em que vivia”.

As primeiras décadas do século dezenove assistiram à passagem de inúmeros viajantes e cronistas estrangeiros que, em seus livros e registros iconográficos, demostram que a Vila havia evoluído social, econômica e culturalmente. Foi esse o cenário que o Princípe Dom Pedro encontrou quando, a 18 de agosto de 1822, pernoitou na vila, em sua história caminhada para a Independência do Brasil. Hospedou-se o Príncipe em casa do Capitão-mor Manuel José de Mello, senhor de engenho e segunda fortuna da Província de São Paulo, bens que o possibilitaram servir um jantar ao Príncipe em baixelas de ouro e talheres de prata.

Dois anos depois, a 24 de maio de 1824, foi criado por Carta Regia, o cargo de Juiz de Fora na Vila de Guaratinguetá. Foi nomeado para o cargo Bernardo Pereira de Vasconcellos que viria a ser, no futuro, um dos grandes estadistas do Império e que já havia tido passagens por Guaratinguetá, entre 1818 e 1822.

Posteriormente, foi nomeado em substituição ao Juiz Bernardo de Vasconcellos o Dr. Gil Alcoforado de Azevedo Pinto e a seguir o Bacharel José Gonçalves Gomes, nomeado no mesmo dia Provedor da Fazenda dos Defuntos e Ausentes, Capelas e Resíduos da Vila de Guaratinguetá. Havendo dificuldade para se conseguir uma casa para o novo Juiz e sua família na Vila, o Capitão-mor Manoel José de Mello – que já havia hospedado o Prícipe Dom Pedro – ofereceu-lhe sua residência, que foi aceita. Ficava esta casa no local onde hoje se ergue a Associação Comercial e Industrial de Guaratinguetá. A hospedagem deve ter sido igual à que foi oferecida ao Príncipe pois, ao receber sua transferência para outra cidade, o Juiz Gonçalves Gomes enviou “choroso oficio a Presidência da Província de São Paulo, lamentando profundamente ter que deixar a Vila de Guaratinguetá”.

Guaratinguetá já era cidade desde 1844, quando a Lei de número 11, datada de 17 de julho de 1852, criou a Comarca de Guaratinguetá, libertando o município de jurisdição de Taubaté, mas colocando em sua áere de jurisdição as cidades de Bananal, Queluz, Areias, Silveiras, Lorena e Cunha.

No mesmo ano de 1852, o Decreto n° 1083 criou o cargo de Promotor Público na Comarca, com ordenado de seiscentos mil réis, ordenado que, em 22/11/1854, subia para oitocentos mil réis.

Em 1866, somente o município de Cunha (o maior do Estado) continuava pertencendo a Guaratinguetá e, em 1890 (decreto n°177, de 24/01), Guaratinguetá é declarada Comarca Espoecial, com juiz de direito e um juiz substituto.

Com a organização judiciária feita sob o regime republicano, a Comarca de Guaratinguetá foi reduzida ao território do município, com dois registros de Paz – o da sede e o de Aparecida. Esta, em 1928, passou a município, continuando porém a pertencer à Comarca de Guaratinguetá até 1962, quando da instalação da Comarca de Aparecida, criada em 31/12/1958. Hoje a Comarca de Aparecida abrange também o município do Potim, emancipado de Guaratinguetá em 1991.

Quando do centenário da Comarca de Guaratinguetá, o jornal “O Eco” (07/9/1952) trouxe um artigo do pesquisador Geraldo de França Bueno, com uma relação de nomes dos primeiros tempos de nosso judiciário, até a Primeira República:

“Entre seus primeiros juízes estão registrados: em 1852 – o Dr. José Pinto da Silva Valle; 1854 – Dr. Afonso Cordeiro de Negreiros Lobato; 1857 – Dr. Agostinho Luiz da Gama; 1861- Dr. Antônio Carneiro de Campos; 1865 – Dr. Tito Augusto Pereira de Matos. Ainda nos primeiros tempos da Comarca entre Juízes de órfãos, ausentes e municípios, registramos os nomes: Dr. José Martiniano de Oliveira Borges; Dr. Manoel de Meirelles Freire (nascido em 1807, foi o primeiro guaratinguetaense a se formar em direito, sendo juiz de órfãos e promotor público em Guaratinguetá, além de político e deputado providencial); Dr. Alfredo José Vieira; Dr. José de Barros Franco, entre muitosoutros nomes, anotados pelo pesquisador Geraldo de Fança Bueno. Como promotores, passaram pela Coamrca, na época, nomes do valor de um Flamínio Lessa, Antônio do Nascimento Lessa (advogado e Deputado Providencial); Rafael Dabney de Avelar Brotero (1835-1917, Promotor, Advogado em Guaratinguetá e Deputado Provincial); Francisco de Paula Rodrigues Alves (futuro Conselheiro do Império e Presidente da República); Francisco Vilela de Oliveira Marcondes e outros. Informa ainda Geraldo de França Bueno que, entre as últimas décadas do século dezenove e início do século vinte, “tivemos como advogados vultos do porte de um Sebastião Pereira (que tem seu nome em rua de São Paulo); Antônio Casemiro de Macedo e Sampaio; Francisco de Assis Oliveira Braga – pai e filho; Frederico José de Araújo Abrantes; Alexandre Teixeira Machado; Tulio de Campos; Eduardo Augusto Nogueira de Camargo (1854 – 1915, advogado e Deputado Estadual, pai de João Baptista Rangel de Camargo, também o advogado e Deputado Estaual) e tantos outros”.

Em 21/3/1932 foi instalada, no Forum, a 19ªsub secção da Ordem dos Advogados do Brasil, estando em sua Presidência atualmente e desde 1993, o Dr. Fábio Kalil Vilela Leite.

Com o passar dos anos, foram se ampliando também as funções judiciais da Comarca: em 23/12/1963 foi instalada a 2ª Vara, e em 1989, a 3ª Vara Judicial e da Infância e Juventude. Em 1984, a lei n°7244 determinou a criação e instalação do Juizado Especial de Pequanas Causas (JEPC) instalada em 8/10/1993, com a criação do Juizado Informal de Conciliação (JIC), instalado em 19/2/1987.

Em 1995, a lei 9099 substituiu o Juizado Especial de Pequenas Causas pelo Juizado Especial Civel, e criou o Juizado Especial Criminal, que hoje funciona nas varas comuns.

De 1998 ficou a lembrança da Juíza Cláudia Grieco, a primeira mulher a ocupar o cargo na cidade, motivo de notícia à página 19, de 17/3/1998, de O Estado de São Paulo.

Juris famosos, cursos, palestras, e Pacoas festivas movimentam anualmente a vida da família forense local e atraem para a cidade advogados interessados em novos conhecimentos.

Tendo como objetivo estudos e levantamentos históricos e científicos a serem feitos por pesquisadores e universitários interessados na riqueza documental existente nos arquivos judiciários de Guaratinguetá, foi realizado em 1985 um “Convênio de Cooperação entre o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o Museu Frei Galvão e a Direção do Forum de n Guaratinguetá”. A parte inicialmente cedida do Arquivo Judiciário, entre 1720 e 1920 (hoje até 1950), vem sendo conservada, catalogada e preservada pelo Museu Feri Galvão, que atende os pesquisadores interessados, especialmente genealogistas vindos inclusive de países estrangeiros. Foi este Convênio o segundo realizado no Estado de São Paulo (o primeiro foi feito em Taubaté), sendo que “os autos e documentos a que se refere continuam como integrantes do Poder Judiciário”.

Três prédios abrigaram a história da Comarca de Guaratinguetá. Ao instalar-se, em 1852, teve como sede o Paço Municipal, que abrigava a Câmera e a Cadeia, no então Largo do Rosário, hoje a Praça Conselheiro Rodrigues Alves. Na década de 1940, este antigo prédio foi substituído por uma nova construção, no mesmo local, prédio onde hoje está instalada a Secretaria da Fazenda.

Com o desenvolvimento da cidade e a construção de edifícios maiores e padronizados, a cidade também ganhou em 1976 um novo Forum. Neste, o Salão do Juri homenageia um ilustre filho de Guaratinguetá: o Ministro Rodrigues de Alckmin (1915-1978), falecido em Brasília como Presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Situado na Avenida Ariberto Pereira da Cunha – 280, o Fórum de Guaratinguetá tem hoje amplas e modernas instalações para atender os 120.000 habitantes do município, em direção ao novo século e milênio. É neste ambiente que trabalham neste 17 de julho de 1990, data em que se comemoram os 147 anos da Comarca de Guaratinguetá, as seguintes autoridades do Poder Judiciário:

Juízes Titulares: 1ª Vara: Dr. Paulo Roberto da Silva; 2ª Vara e Diretor do Forum: Dr. Nelson Jorge Júnior; 3ª Vara e da Infância e da Juventude: Dr. José Luiz Barbosa.

Juízes Substitutos: Dr. José Cláudio Abrahão Rosa, Drª Ana Paula Ortega Marson, Dr. Renato Acácio de Azevedo Borsanelli.

Promotores de Justiça: 1° Promotor: Dr. Ricardo Reis Simili; 2° Promotor: Dr. José Benedito Moreira; 3° Promotor: Dr. João Carlos de Camargo Maia; 4° Promotor: Dr. Rui Antunes Horta.

Fontes : Arquivo Mémoria de Guaratinguetá do Museu Frei Galvão.

Denominações anteriores: Freguesia de Santo Antônio de Guaratinguetá

Fundadores: Atribui-se Jacques Félix ou Domingos Leme.

Data da fundação: Ano de 1630.

A região onde está localizada Guaratinguetá – e muitas outras cidades do vale do Paraíba - chamou-se inicialmente “Hepacaré”, nome tupi, que segundo Teodoro Sampaio quer dizer braço ou seio da lagoa torta, em virtude de um braço do rio Paraíba, ali existente nessa época. Mas, segundo Relatório da Província de São Paulo, de Azevedo Marques (1887) “Hepacaré” significa lugar das goiabeiras. Em 1560, verificada a extinção da Vila de Santo André, emigra dos Campos de Piratininga grande leva de Guaianases mansos, localizando-se para os lados da região denominada “Hepacaré”, onde se levantaram, depois Taubaté, Guaratinguetá e Lorena. Em 1636, dirige-se Jacques Felix, acompanhado de sua família para o local onde hoje se ergue Guaratinguetá, munido de carta de sesmaria e com amplos poderes para se estabelecer no local.

É de se supor que o lugar escolhido já fosse uma aldeia de índio mesclados e adventícios que possuía condições essenciais para edificação de povoado. Estabelecendo-se no local, Jacques Felix fez logo erigir uma igreja, considerada matriz, constando como seu pároco, de 1632 a 1637, o Padre Lourenço de Mendonça. Há outra hipótese da história de Guaratinguetá que diz haver sido fundada por Domingos Leme, como representante do donatário D. Diogo Faro, mais ou menos no mesmo ano que Jacques Felix.

Contudo, a data considerada oficial da fundação é a de 1651, pois versões há que consideram este último ano o da chegada de Domingos Leme. Com o correr dos anos foi se transformando em caminho e passagem obrigatório nas viagens entre São Paulo e Rio de Janeiro.

Como todo interior, possuía indústria rudimentar e caseira até a época do incremento da cultura da cana - de - açúcar e instalação de numerosos engenhos, quando começa Guaratinguetá a adquirir destaque entre as demais cidades do Vale do Paraíba pela sua grande prosperidade. O prestígio dos canaviais perdura até princípios do século XIX, quando a produção açucareira do Nordeste do Brasil sufoca totalmente a da região Sul.

Contudo um horizonte magnífico se descortina dento do desastre açucareiro, pois, vindo das terras fluminenses, o café adapta-se às terras de São Paulo, trazendo, consigo agricultores afeitos a seu cultivo.

Guaratinguetá investe na cultura do café com todas suas forças e em alguns lustros vê a cultura atingir o apogeu. A opulência e a fartura se alastram no município: é o período áureo da vida da cidade. Com a decadência do café, iniciou-se no município uma fase de policultura, em que a cana–de–açúcar e o arroz tiveram a maior importância.

Repercutiu em seu desenvolvimento, como no de outras cidades do vale do Paraíba, o grande êxodo em fins do século XIX da população rural e urbana, atraídas pelas zonas pioneiras do oeste paulista. A partir do segundo quartel do século XX, com a chegada de famílias mineiras procedentes da Mantiqueira, as velhas propriedades rurais se transformaram em fazendas de criação e a pecuária constituía em 1957 a principal atividade econômica da população do município, juntamente com a industrialização que progressivamente se vai processando das localidades situadas no vale do Paraíba, ao longo das estradas que ligam o Rio de Janeiro a São Paulo.

O topônimo “Guaratinguetá” é de origem tupi e significa muitas graças brancas (Guará = Garça; tinga = branca; etá = muitas).

Em 1651 já era vila e foi elevado à categoria de cidade pela Lei n° 2, de 23 de janeiro de 1844, passando a comarca pela Lei n° 61, de 20 de abril de 1866.

  • Origem do nome

(Do tupi, gûyrá-ting-etá) Rigorosamente, "muitas garças brancas", ou seja, o lugar onde essas aves são abundantes. Gûyrá-tinga significa “garça”, mas é também “pássaro branco”, de gûyrá – pássaro e tinga – branco. Etá é o adjetivo muito, muitos. Supõe-se que o nome, obviamente, se deva às garças que se encontram, até hoje, às margens dos cursos d’água da região; e isso desde o primeiro registro que se fez do lugar, quando a denominação aparece no Livro do Tombo, número 1, da igreja matriz de Santo Antônio, hoje catedral, erguida em pau-a-pique por volta de 1630 e ao redor da qual o atual núcleo urbano se organizou. O nome primitivo da localidade era Santo Antônio de Guaratinguetá, que se conservou até 1844, quando a já então vila, localizada, primitivamente, como freguesia, no atual município de Taubaté, recebeu foros de cidade. Diga-se, em tempo, que o diploma legal que alterou a denominação anterior para a atual, de Guaratinguetá, simplesmente, não foi localizado.

  • Personagens

Frei Antônio de Sant'Ana Galvão

Primeiro brasileiro nato declarado Beato pelo Vaticano Nascido em 1739, filho do Capitão-Mór Antônio Galvão de França (português) e de Dona Isabel Leite de Barros (de Pindamonhangaba), foi o quarto entre treze filhos. Batizado na Matriz, hoje Catedral de Santo Antônio, cresceu sob a inspiração e fé católicas. Descoberta a sua vocação religiosa, com treze anos segue para o Seminário de Belém em Cachoeira, Bahia. Aos dezoito anos ingressa no Convento Franciscano de São Boa Ventura de Macacú, Capitania do Rio de Janeiro, e acrescenta à seu nome a homenagem a Nossa Senhora: Sant’Anna. Em 1761 faz sua profissão na Ordem Franciscana e no ano seguinte ordena-se sacerdote, sendo posteriormente transferido para o convento de São Paulo. Consagra-se como "servo e escravo" de Nossa Senhora, ato que assina com o próprio sangue em 9 de março de 1766. Pregador, confessor, poeta, culto, tornou-se à convite membro da primeira Academia de Letras de São Paulo, a Academia dos Felizes. Em 1774 funda o Mosteiro da Luz, do qual é arquiteto e construtor, e onde se encontra seu túmulo. Dotado de dons, como o da bilocação, da premonição e da levitação. Frei Galvão, por seu amor e misericórdia para com os enfermos era por demais solicitado para atender enfermos. Faleceu aos 83 anos, em 23 de dezembro de 1822. Foi sepultado na Igreja que construíra. Como santo viveu, morreu e é venerado, por sua bondade e misericórdia. Certo dia, não podendo atender uma parturiente em risco de vida enviou-a uma jaculatória à Nossa Senhora, em Latim, enrolada em um papelzinho: "Pos Partum Virgo Inviolata permanamsisti; Dei Genitrix intercede pro nobis" ( Depois do parto, ó virgem, permaneceste intacta. Mãe de Deus rogai por nós). Com a salvação da enferma, bem como de outro doente atendido por intermédio desta forma de oração, crescem a fé e a fama de Frei Galvão, bem como nas pílulas que aí nasceram, as quais são objetos de fé, um sinal de sua devoção à Virgem Imaculada e a Jesus Cristo.

***

Frederico José Cardoso de Araújo Abranches

Presidente da Província do Paraná - Período Imperial - 1853 a 1889. Nascido em Guaratinguetá em 20/1/1844, faleceu em São Paulo em a 17/9/1903. Foi presidente de Província de 13/6/1873 a 2/5/1875.





***

Francisco de Paula Rodrigues Alves (Presidente da República de 15/11/1902 a 15/11/1906)

Advogado, nascido na cidade de Guaratinguetá, Estado de São Paulo, em 7 de julho de 1848. Cumpriu dois mandatos como deputado provincial pelo Partido Conservador (1872-1875 e 1878-1879). Nessa mesma legenda foi eleito deputado geral (1885-1887) e presidente da província de São Paulo (1887-1888). Foi conselheiro do Império em 1888. Tornou-se deputado geral pelo Partido Conservador (1888-1889) e deputado à Assembléia Nacional Constituinte (1890-1891). Foi ministro da Fazenda nos governos dos presidentes Floriano Peixoto (1891-1892) e Prudente de Morais (1895-1896). Tornou-se senador pelo Partido Republicano Paulista (1893-1894, 1897-1900 e 1916-1918). Por meio de eleição direta, assumiu a presidência da República em 15 de novembro de 1902. Após o período presidencial, governou o estado de São Paulo (1912-1916). Eleito, pela segunda vez, presidente da República em 1918, não tomou posse por motivo de saúde. Faleceu no Rio de Janeiro, em 16 de janeiro de 1919. Rodrigues Alves centrou suas atenções no programa de remodelação urbana e de saneamento da capital da República. O engenheiro Pereira Passos foi nomeado prefeito da cidade do Rio de Janeiro, com plenos poderes para a implementação das reformas de modernização. O porto foi ampliado, os antigos quarteirões com seus cortiços foram demolidos e os moradores transferidos para a periferia, abrindo espaço para o alargamento de ruas e a construção de novas avenidas, entre elas a avenida Central, atual avenida Rio Branco. A modernização da cidade também compreendeu a regulamentação de novas posturas públicas, como a proibição do comércio ambulante, da venda de bilhetes de loterias pelas ruas e no interior dos bondes, dos fogos de artifício, dos balões e das fogueiras. O cientista e médico Oswaldo Cruz, que até então dirigira o Instituto Manguinhos, foi nomeado diretor-geral de Saúde Pública, implementando o combate às epidemias, como a peste bubônica e a febre amarela. Em 1904, a obrigatoriedade de vacinação contra a varíola levou a população carioca ao protesto nas ruas, no dia 10 de fevereiro, movimento que ficou conhecido como a Revolta da Vacina. Rodrigues Alves enfrentou a primeira greve geral na capital da República em 15 de agosto de 1903, iniciada pelos operários da indústria têxtil que reivindicavam aumento de salários e jornada diária de oito horas para todas as categorias de trabalhadores. No seu governo foi assinado o Tratado de Petrópolis, cujas negociações foram dirigidas pelo barão do Rio Branco, definindo os limites entre o Brasil e a Bolívia, cabendo ao Brasil a posse do Acre. A Bolívia recebeu uma compensação no valor de dois milhões de libras esterlinas, além da construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré. No último ano de governo, apesar da oposição de Rodrigues Alves, foi concluído o Convênio de Taubaté, com apoio do Congresso Nacional. Assinado pelos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, o convênio instituiu a estabilização cambial e a proteção aos cafeicultores, cabendo ao governo central comprar as safras com recursos financeiros externos e estocá-las para vendê-las no momento oportuno.

***

Francisco de Assis Barbosa

Francisco de Assis Barbosa, jornalista, biógrafo, historiador e ensaísta, nasceu em Guaratinguetá, SP, em 21 de janeiro de 1914, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 8 de dezembro de 1991. Era filho de Benedito Lourenço Leme Barbosa e Adelaide Limongi Barbosa. Fez seus estudos na cidade natal, completando o secundário em Lorena. Em 1931 ingressou na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais, depois Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil. Iniciou a atividade de jornalista ainda estudante. Com Donatelo Grieco e Fernando de Castro lançou o jornal Polêmica, passando depois a redator-chefe da revista A época, órgão oficial do corpo discente da Faculdade. Marcou presença efetiva no jornalismo, integrando postos de relevo nos seguintes jornais e revistas: redator de A Noite (1934) e de O Imparcial (1935); A Noite, A Noite Ilustrada, Vamos Ler, Carioca, Diretrizes (1936 a 1942); colaborador da Revista do Globo, redator do Correio da Manhã (1944), do Diário Carioca, Folha da Manhã (de São Paulo) e Última Hora (1951 a 1956). Autor de uma obra em que se evidencia o rigor da pesquisa, da análise e da interpretação, escreveu A vida de Lima Barreto, biografia fiel e cabal do grande escritor urbano, além de ter compilado e anotado a edição das Obras completas de Lima Barreto, com a colaboração de Antonio Houaiss e M. Cavalcanti Proença. O seu livro Retratos de família é um álbum perene de recordações dos grandes vultos da nossa cultura. Entre os vários livros desse escritor voltado aos assuntos e problemas brasileiros, destaca-se a biografia Juscelino Kubitschek, Uma revisão na política brasileira e prefácios à obra de vários autores, os quais constituem verdadeiros ensaios. Foi o sétimo ocupante da Cadeira 13 da ABL, eleito em 19/11/1970, na sucessão de Augusto Meyer e recebido em 13 de maio de 1971 pelo Acadêmico Marques Rebelo. Recebeu os Acadêmicos Carlos Chagas Filho e Orígenes Lessa.

***

Carlos da Silva Lacaz

Nascido em Guaratinguetá, interior de São Paulo, Lacaz integrou a primeira turma da Faculdade de Medicina da USP, em 1934, tendo sido membro do Centro Acadêmico Oswaldo Cruz. Logo ao se formar, foi convidado a permanecer na Casa de Arnaldo - nome dado ao edifício da faculdade, que teve como fundador Arnaldo Vieira de Carvalho - na função de assistente do Departamento de Microbiologia e Imunologia; tornando-se, depois, professor e, de 1974 a 1978, diretor da FMUSP. Lacaz foi também o fundador do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo e da Sociedade Brasileira de História da Medicina. Elaborou e organizou a instalação, dentro da FMUSP, do museu que recebe seu nome - Museu Histórico Professor Carlos da Silva Lacaz. E até pouco antes de sua morte, ministrava, anualmente, o Curso de História da Medicina.

***

Lourival dos Santos

Lourival dos Santos nasceu em Guaratinguetá em 11 de agosto de 1917 e faleceu em Guarulhos, SP, em 19 de maio de 1997. Em Guaratinguetá, faz curiosas revelações: "Morando ali, quase dentro do Rio Paraíba, nunca tive qualquer inspiração. O que fez escrever Rio de Lágrimas foi uma música de Isaurinha Garcia, Marrequinha da Lagoa. Eu estava aqui em São Paulo. Aliás, sempre produzi em São Paulo. Talvez seja porque aqui a gente fica sentindo saudade do interior e aí a criação aparece. A saudade é a principal fonte de inspiração. Ele sempre viveu de suas composições. "Não deu para ficar rico, mas, relativamente, vivo bem, com minha mulher Jandira, com quem me casei em 1950, depois de seis meses de namoro. Por sinal, a história de como ele a conheceu é outra das curiosidades da vida de Lourival dos Santos. "Eu era comprador de uma casa de espetáculo e liguei para uma lavanderia para reclamar de toalhas que não haviam chegado. Mas errei o número e tocou na casa dela. Foi o engano mais certeiro do mundo". Jandira é irmã do dramaturgo Oduvaldo Vianna, que implantou as novelas no Rádio brasileiro. Assim, Lourival, que compõe desde a infância e teve sua primeira música gravada em 1938, pela Columbia, teve a oportunidade de ter suas músicas, cantadas por Lombari e Laranjinha, nos intervalos das novelas, na antiga Rádio São Paulo. Porém a sua glória como compositor viria bem mais tarde, com a dupla Jacó e Jacozinho , gravando seus primeiros pagodes e regravados por Tião Carreiro e Pardinho, e surgiu o sucesso Pagode em Brasília. Lourival dos Santos não cantava. Muitas vezes ele compunha letra e música, mas sempre entregava para Tião Carreiro "dar uma guaribada". Assim se estabeleceu a parceria. A música sertaneja não tinha segredos para Lourival dos Santos: "A gente compõe tanto cururu, quanto qualquer outro ritmo sertanejo."

***

Cândido Rangel Dinamarco

Formado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco (Turma 1960). Professor Titular de Direito Processual Civil da Faculdade de Direito do Largo São Francisco - Universidade de São Paulo. Aluno do Professor Enrico Tullio Liebman da Universidade de Milão – 1968/1970. Foi Procurador de Justiça do Estado de São Paulo, tendo integrado a Comissão de Revisão dos Códigos, do Ministério da Justiça, 1980. Foi Juiz do Primeiro Tribunal de Alçada Civil. Foi Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Membro do Instituto Ibero-Americano de Direito Processual. Conferencista sobre temas de Processo Civil. Autor de inúmeras e consagradas obras como : “Capítulos de sentença”, São Paulo, Malheiros, 2002 – “Reforma da Reforma do Código de Processo Civil”, 3ª ed., São Paulo, Malheiros – “Instituições de direito processual civil – vols. I, II e III”, 2ª ed., São Paulo, Malheiros, 2002., 2002 – “Reforma do Código de Processo Civil”, 5ª ed., SP, Malheiros, 2000 – “Execução civil”, São Paulo, Malheiros, 8 ª edição, São Paulo, Malheiros, 2002 – “Teoria geral do processo (em cooperação)”, 18ª ed., São Paulo, Malheiros, 2002 – “Litisconsórcio”, 7ª edição, São Paulo, Malheiros, 2002 – “Fundamentos do processo civil moderno” (2 volumes), 5ª ed., São Paulo, Malheiros, 2002 – “A instrumentalidade do processo”, 10ª ed., São Paulo, Malheiros, 2002 – “Direito processual civil”, São Paulo, Bushatsky, 1975 – “Manual dos juizados cíveis”, 2ª ed., São Paulo, Malheiros, 2001 – “Manual de direito processual civil de ENRICO TULLIO LIEBMAN (tradução e notas)”, Rio de Janeiro, Forense, 1987 – “A Reforma do Código de Processo Civil”, São Paulo, Malheiros, 5ª edição, 2001 – “Intervenção de terceiros”, São Paulo, Malheiros, 3a edição, 2002 – “A nova era do processo Civil”, Malheiros, 2003.

***

José Elsio Franco Freire

Natural de Guaratinguetá, onde nasceu a 28 de julho de 1920, era formado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco (Turma de 1948). Aposentado como procurador-chefe da Prefeitura do Município de SP, foi chefe do setor das desapropriações do prefeito Faria Lima. Responsável pelas desapropriações e aberturas de inúmeras avenidas da Capital, entre outras, as avenidas Faria Lima, 23 de Maio, Rubem Berta, foi assessor direto de diversos prefeitos. Criou e coordenou inúmeros serviços e dentre outros o Serviço de Legalização dos Loteamentos Clandestinos na cidade de São Paulo. Filho do sr. José Isidro Freire e de d. Durvalina de Carvalho Franco, era casado com d. Zuleika Budri Freire.v Faleceu no último dia 26 de janeiro de 2006, aos 85 anos.

***

Thereza Regina de Camargo Maia

Casada com Dr. José Carlos Ferreira Maia – Tom Maia (nascido em Guaratinguetá em 1929). Advogado, Promotor aposentado. Escritor, Artista. Filha de Dr. João Baptista Rangel de Camargo (Guaratinguetá, 1891-1981). Advogado, Deputado Estadual na época de Washington Luiz. Neta do Dr. Eduardo Augusto Nogueira de Camargo (Guaratinguetá, 1854-1915). Advogado, Juiz de Direito, Deputado na época de Hermes da Fonseca. E mãe do Dr. João Carlos de Camargo Maia (nascido em Guaratinguetá em 1970), Promotor da Infância e Juventude e Meio Ambiente em Guaratinguetá.

***

Prof. Dr. Antonio Hélio Guerra Vieira

Antonio Hélio Guerra Vieira nasceu no dia 14 de julho de 1930 na cidade de Guaratinguetá. Os avós paternos foram fazendeiros de café do Vale do Paraíba, porém, por ocasião da abolição da escravatura, acabaram por perder a propriedade na medida em que o valor remontante aos escravos suprimia o preço das terras. Seu pai, nascido em Guaratinguetá, e sua mãe, natural de Silveiras - cidades estas circunvizinhas no interior do Estado de São Paulo -, estudaram no Colégio Normal e foram professores primários. Pela tradição materna no âmbito jurídico, inclusive possuindo um antigo ascendente formado, em 1856, pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, Hélio Guerra cogitou, inicialmente, ser bacharel nessa área. Não obstante, assim que concluída a etapa de estudos no Colégio Rooosevelt, optou por engrenar-se no campo de exatas ao prestar os exames para a Escola Politécnica. A mudança no caminho profissional não descontetou a família. Em 1953, ano de sua formatura, o impulso que as indústrias automibilísticas passaram a tomar era patente. Assim, o primeiro emprego foi na fábrica de automóveis da Ford e no seu primeiro registro na carteira de trabalho carimbado o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Decorrido apenas um mês na empresa, foi convidado pelo professor Luiz de Queiroz Orsini para integrar o corpo docente da Escola Politécnica, no entanto, preferiu aprimorar ainda mais seus conhecimentos ao partir para a França com o intuito de ali realizar seu doutorado. Em Paris, durante um ano, contou com bolsa cedida pelo governo francês e posteriormente com o auxílio do CNPq, conseguido pelo mestre Luiz Cintra do Prado. Regressando da Europa retomou a docência, participando ativamente dos diversos empreendimentos da Escola. E durante o período em que estiveram à frente da direção os professores Tharcísio Damy de Souza Santos e Oswaldo Fadigas Fontes Torres, colaborou para a formação do Departamento de Engenharia Elétrica; tomou parte do grupo que elaborou o projeto do primeiro computador montado na Universidade de São Paulo - o chamado "Patinho Feio" ou Projeto G-10. Já em 1982, ampliava os horizontes de seus ofícios administrativos ao candidatar-se à reitor - era o quarto da lista. O então governador Paulo Salim Maluf acabou por elegê-lo, dentre os outros fatores, por ser politécnico. Recordando esses tempos, o professor Hélio Guerra comenta que o conhecia somente de vista, dado que, quando ainda era estudante, Reinaldo de Barros e o futuro governador aportaram à Escola com grandes e importados carros. No período em que foi reitor enfrentou fortes oposições tanto de direita quanto de esquerda, e, por conta disso, com o intuito de obter maior respaldo político, pediu ao professor Martins que assumisse novamente o cargo de diretor da Politécnica. A direita, neste caso, era representada por Antonio Britto da Cunha e o Jornal O Estado de São Paulo e a esquerda por Dalmo de Abreu Dallari - que não conseguiu eleger-se para a lista interna da própria Universidade - e por aqueles que formavam o nascente Partido dos Trabalhadores (PT). Entremeado ao período ditatorial, sob a égide do governo militar, preocupou-se com os possíveis incidentes e intervenções que o Estado acarretaria à Universidade. Logo, utilizando-se da mais profícua diplomacia fez com que o grupo de militares presente na reitoria se retirasse, ao mesmo tempo em que recontratou os docentes àquela época cassados e que quisessem retornar às atividades na instituição. Versado não somente em engenharia, a experiência como reitor lhe rendeu o desenvolvimento de habilidades também na área de humanas. As reflexões acerca do papel científico e institucional da Universidade proporcionaram uma amplitude de visão para os campos político, social, econômico e mesmo histórico.

***

Francisco Antonio Lacaz Netto

O Professor Francisco Antonio Lacaz Netto nasceu em 1911 em Guaratinguetá e em 1991 faleceu na cidade de São José dos Campos. Fez seus estudos básicos na Escola Normal de Guaratinguetá. Em 1929 graduou-se em Farmácia, em 1932 Engenheiro Geógrafo pela EPUSP e 1935 em Ciências Matemáticas na FFCL/USP. No ano de 1959 encerra seus estudos na Universidade de Roma. Foi professor em diversos colégios na cidade de São Paulo como o Bandeirantes e o Dante D'Alighieri e Universidades (PUC, Mackenzie, USP, Unesp). O ITA era sua casa, onde foi professor adjunto, Titular, Conferencista e finalmente Professor Emérito. Escreveu 25 livros e mais de uma centena de artigos e monografias. Permaneceu de 1966 a 1973 como reitor do ITA. (VIDAL, 1993.) São inúmeros os cadernos contendo estudos sobre educação, história da matemática, e cultura geral em sua biblioteca pessoal.



***

Dr. Euryclides de Jesus Zerbini

Euryclides de Jesus Zerbini nasceu no dia 7 de maio de 1912 na rua Visconde em Guaratinguetá. Completou seu estudo primário em nosso município e prosseguiu seus estudos na cidade de Campinas, onde ingressou na Faculdade de Medicina do Estado, única existente em São Paulo. Casou-se com Dra. Dirce da Costa, com quem teve três filhos. Participou da Revolução Constitucionalista de 1932, tendo servido em Taubaté e cidades vizinhas. Livre-docente aos 22 anos, o Dr. Zerbini se especializou em cirurgia torácica. Viajou para os EUA onde estudou com Christian Bernard, pioneiro em transplantes de coração. Sua primeira cirurgia cardíaca data de 1942. Em 1947 montou uma equipe de especialistas no Hospital das Clínicas. Em 1957, iniciou com sua equipe as primeiras cirurgias cardíacas com circulação extracorpórea. Nos porões do Hospital das Clínicas, em São Paulo, instalou uma oficina experimental. Iniciou-se a produção artesanal das máquinas que fazem a circulação e oxigenação do sangue para fora do corpo durante as cirurgias. Em 1968 o Dr. Zerbini surpreendeu o mundo realizando o primeiro transplante cardíaco no Brasil e nas Américas. Em 1975 viu realizado o seu grande sonho com a construção do Instituto do Coração (INCOR). Tendo atingido 70 anos, por compulsória, deixa o cargo de professor catedrático de Clínica Cirúrgica da Faculdade de Medicina, passando a operar na Beneficência Portuguesa, na cidade de São Paulo, recebendo todo o apoio do Dr. Antônio Ermírio de Moraes, seu grande e dileto amigo. No ano de 1978 foi acometido por hepatite B, adquirida provavelmente através de contaminação em ato cirúrgico, logo após ter chegado de uma viagem à China. Aos 73 anos, em 1985 conseguiu realizar o primeiro transplante cardíaco em um portador de Doença de Chagas. Em 58 anos de carreira, o Dr. Zerbini recebeu 125 títulos honoríficos e inúmeras homenagens de governos de todo o mundo. Participou de 314 congressos médicos. Realizou, pessoalmente ou através de sua equipe, mais de quarenta mil cirurgias cardíacas. Porém, aos 80 anos apresentou uma lesão tumoral (de localização bulbar) e, apesar de ter sido operado com êxito, logo chegou-se a conclusão de que a lesão extraída era de melanoma metastático (lesões cutâneas diversas foram então detectadas e retiradas). Após longo martírio, aproximadamente às 10h30 do dia 23 de outubro de 1993, este ilustre guaratinguetaense morre no Instituto do Coração.

***

Monsenhor João Filippo

Idealizador e executor de gigantescas obras social e educacional. Construiu o Colégio do Carmo, com internato para meninas. Para meninos pobres ergueu o Colégio São José, reformou e ampliou a Igreja do Rosário e a Santa Casa de Misericórdia, deu início à reforma da Matriz com alteamento de suas torres, o Asilo de Mendicidade Santa Isabel, o Albergue Noturno, construiu e inaugurou o Orfanato do Puríssimo Coração de Maria para meninas pobres (que hoje é local de romarias conhecido em todo o território nacional). Em 1928 morria em Guaratinguetá, esse sacerdote santo cujo tempo não conseguiu apagar a lembrança desse piedoso Homem de Deus. Por insondável desígnio da providência, a feliz cidade de Guaratinguetá teve a honra e a alegria de acolher esse Bom Pastor que veio da Itália. Todos dizem que foi um santo, mergulhado na oração, incansável catequista das crianças e jovens. Sua presença era exemplo, apoio, conforto e alegria. Amou os pobres, seus prediletos, com quem repartiu a riqueza de sua pobreza. Há hoje, na cidade de Guaratinguetá, um grande espírito de união visando a beatificação de monsenhor Filippo, que dedicou sua vida a socorrer os mais necessitados.

***

Dilermando dos Santos Reis

Violonista e compositor nascido em 22 de setembro de 1916 em Guaratinguetá, SP e falecido em 2 de janeiro de 1977, no Rio de Janeiro, RJ. Dilermando dos Santos Reis começou a estudar violão com o pai, o violonista Francisco Reis, ainda na infância. Em 1931, aos 15 anos de idade, Dilermando já era conhecido como o melhor violonista de Guaratinguetá.


***

Maria Helena Milliet Fonseca Rodrigues


Nasceu em Guaratinguetá, São Paulo, em 1910, e faleceu em São Paulo em 1989. A partir de 1919, dedicou-se ao estudo do desenho com Georgina Albuquerque. Em São Paulo, aprendeu cerâmica e escultura, sendo aluna de Waldemar da Costa nessa época. Em 1947, participou da Exposição dos 19. Mas foi à tapeçaria que sempre deu atenção especial, realizando belíssimos trabalhos.



***

José Geraldo Rodrigues de Alckmin

Nasceu em Guaratinguetá, em 4 de abril de 1915, filho de André Rodrigues de Alckmin e de D. Ida Rodrigues de Alckmin.Fez o curso normal na Escola Normal de Guaratinguetá (atual Instituto de Educação Conselheiro Rodrigues Alves), e o secundário no Ginásio de São Joaquim, em Lorena, e no Ginásio Nogueira da Gama, em sua cidade natal. Bacharelou-se em Direito do Largo de S. Francisco (Turma de 1937). Ingressou na magistratura do Estado de S. Paulo, em 1940, mediante concurso, sendo nomeado Juiz Substituto da Seção Judiciária com sede em Mogi-Mirim. Foi, sucessivamente, Juiz da Comarca de S. Luiz do Paraitinga, da Vara Auxiliar da Fazenda Municipal de São Paulo, da 1ª Vara Cível da Comarca de S. José do Rio Preto, da 3ª Vara Criminal e de Menores de Campinas, da 10ª Vara Cível da Capital e da Vara dos Feitos da Fazenda Nacional. Juiz Substituto de Segunda Instância, a partir de 1951, ascendeu ao Tribunal de Alçada, como Juiz, em 1958, exercendo a presidência de 1961 a 1963. Nomeado Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo em 1964, desempenhando as funções de Corregedor Geral da Justiça no biênio 1970-1971. Foi Professor de Direito Processual Civil na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo e Titular de Direito Judiciário Civil na Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie. Além de inúmeros trabalhos publicados em revistas especializadas, foi autor da obra Repertório de Jurisprudência do Código Civil - Direito das Coisas, em dois volumes (ed. Max Limonad - 1951). Possui anotações no Tratado do Direito Civil, do Professor Luiz da Cunha Gonçalves (vol. VIII, tomos I e II, e vol. XI, tomo II - Ed. Max Limonad - 1956), na obra A Destinação do Imóvel, Philadelpho Azevedo (Ed. Max Limonad - 2ª ed. - 1957). Participou da elaboração do anteprojeto que resultou na Lei de Registros Públicos. Foi Relator do "Primeiro Encontro dos Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil", realizado no Rio de Janeiro, então Estado de Guanabara, em 1969. Era sócio colaborador do Instituto dos Advogados de São Paulo e membro do Conselho Editorial da Revista dos Tribunais. Nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal por decreto de 3 de outubro de 1972, do Presidente Emílio Garrastazu Médici, para a vaga decorrente da aposentadoria do Ministro Moacyr Amaral Santos, tomou posse em 11 do mesmo mês. Indicado Juiz do Tribunal Superior Eleitoral, tomou posse, como Substituto, em 5 de abril de 1973 e, como Efetivo, em 20 de fevereiro de 1975. Eleito Vice-Presidente, assumiu as respectivas funções em 12 de novembro de 1975, exercendo-as até 7 de novembro de 1977, quando ascendeu à Presidência, onde permaneceu até a data de falecimento. Faleceu no dia 6 de novembro de 1978, quando no exercício do cargo, em Brasília, sendo sepultado em Guaratinguetá, Estado de São Paulo. O Supremo Tribunal Federal prestou-lhe homenagem póstuma em sessão de 6 do mês seguinte, quando exprimiu o sentimento da Corte o Ministro Moreira Alves, manifestando-se pela Procuradoria-Geral da República o Prof. Henrique Fonseca de Araújo e pela Ordem dos Advogados do Brasil, o Prof. Galeno Lacerda. Condecorações: Grande Oficial da Ordem do Mérito do Rio Branco; Grande Oficial do Mérito Militar; Oficial do Mérito Aeronáutico; Grã-Cruz do Mérito Judiciário Militar; Ordem do Mérito Judiciário Militar; Ordem do Mérito Judiciário. Os municípios de São Paulo, Guaratinguetá e Pindamonhangaba prestaram-lhe significativa homenagem dando seu nome a logradouros públicos. A Justiça paulista, em demonstração de apreço ao notável magistrado, denominou o Fórum da Comarca de Aparecida do Norte, a Biblioteca e uma das Salas de Sessão do Tribunal de Alçada Criminal, de Ministro Rodrigues de Alckmin.

Pai de José Eduardo Rangel de Alckmin, Bacharel em Direito, formado pela Universidade de Brasília, em 1977.

Atividades Exercidas

- Advocacia a partir de 1978

- Assessor do Ministério da Educação e Cultura (1979)

- Secretário-Geral da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (1980/81)

- Chefe dos Serviços Jurídicos do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição - ECAD (1981)

- Chefe de Gabinete do Secretário-Geral do Ministério da Previdência e Assistência Social (1982/83)

- Conselheiro do Conselho Nacional de Direito Autoral - CNDA (1982/85)

- Conselheiro da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Constribuintes do Ministério da Fazenda e Membro da Câmara Superior de Recursos Fiscais (1987/92)

- Vice-Presidente da primeira Câmara do primeiro Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda e Membro da Câmara Superior de Recursos Fiscais (1987/92)

- Ministro Suplente do Tribunal Superior Eleitoral (1991/93)

- Ministro Efetivo do Tribunal Superior Eleitoral (1996/2000).

Presta ou prestou serviços profissionais, entre outros, aos seguintes escritórios e empresas:

- Arnaldo Malheiros Filho (SP)

- Arnoldo Wald (RJ)

- Helly Lopes meirelles (SP)

- Modesto Carvalhosa (SP)

- Nilo Batista (RJ)

- José Carlos Dias (SP)

- José Alexandre Tavares Guerreiro (SP)

- Manoel Alceu Affonso Ferreira (SP)

- J.B. Viana de Moraes (SP)

- Nehring, Vidal e Menezes dos Santos (SP)

- Sérgio Bermudes (RJ)

- Grupo Veplan Residência (RJ)

- Grupo Ultra (SP)

- Grupo Real (SP)

- Grupo Comind (SP)

- SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas

- CESP - Cia. Energética de São Paulo.


***


Hélio Egydio Nogueira


Nascido em Guaratinguetá, Hélio Egydio Nogueira é reitor da Unifesp.





  • Personalidades do mundo das artes

Ernesto Quissak (1891/1991)

Fotógrafo notável, jornalista, poeta, pintor e acima de tudo, Mestre, um artista de incomparáveis recursos e seu filho, Quissak Jr (1935/2001), também professor, conferencista e extraordinário artista das telas, notabilizado no Brasil e no exterior.

Bomfiglio de Oliveira (1894/1940)

Paulista de Guaratinguetá, Bomfiglio nasceu em 27 de setembro de 1894. Seu pai era contrabaixista e foi com ele que aprendeu as primeiras notas. Do bombo ao pistom, logo se tornou responsável pela organização de algumas bandas de música, primeiro em sua cidade e depois em Piquete / SP. Descoberto por Lafaiete Silva - irmão de Patápio Silva - numa apresentação em Barra Mansa/RJ, seguiu para o Rio, tendo na época apenas 16 anos. Integrou, mais tarde, a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal e participou de inúmeras excursões nacionais e internacionais, tendo sempre como companheiros craques como, Donga, e tantos outros. Adaptou-se perfeitamente ao Rio, a ponto do cronista Edigar de Alencar descrevê-lo como rubro-negro "da pá virada", sendo uma das suas mais belas criações intitulada 'Flamengo', em homenagem ao clube da Gávea. Bomfiglio fez escola, pois a sua foi uma das primeiras composições para aquele mais tarde, por causa do futebol, seria o pavilhão mais cantado do mundo. Morreu no dia 16 de maio de 1940, no Rio, deixando prematuramente o mundo do Choro.

Brito Broca (1903/1961)

José Brito Broca foi crítico literário e historiador, nasceu em Guaratinguetá, em 6 de outubro de 1903 e morreu no Rio de Janeiro em 1961. Escreveu várias obras, destacando-se em 1956 com A Vida Literária no Brasil - 1900, pela qual recebeu 4 prêmios literários, Prêmio Paula Brito, da Secretaria da Educação do Rio de Janeiro, Prêmio Sílvio Romero, da Academia Brasileira de Letras, Prêmio Fábio Prado, da Sociedade Paulista de Escritores e Prêmio Luísa Cláudio de Sousa, do Pen Club do Brasil.

______________

  • Locais históricos

Instituto Nossa Senhora do Carmo

Construção de 1892. Primeira casa das Irmãs Salesianas no Brasil, erguido com paredes de taipa e pau-a-pique, com telhado em madeiramento de pinho de Riga. Possui artística capela, com altar mor em mármore de Carrara e bronze, pré-fabricado na Itália.

Prédio da Prefeitura Municipal

Construção de 1894. Inicialmente a construção começou para abrigar o Teatro Carlos Gomes e finalizou-se como Teatro Municipal. Em estilo neclássico, o teatro, considerado um dos melhores e mais bonitos de todo o Estado paulista, foi desativado em 1930 para sediar a Escola de Farmácia e Odontologia e na mesma década para lá mudou-se a Prefeitura Municipal.

Edifício Flamínio Lessa




Construção de 1877. Doado ao Estado sob a condição de servir à educação e ao ensino. Em seu frontispício vê-se símbolos maçônicos.






Estação Ferroviária


Construção de 1914. O edifício da Estação de Ferro da Central do Brasil é um dos mais belos exemplares da arquitetura inglesa no Vale do Paraíba. Desativada há alguns anos, é tombada como Patrimônio Histórico Estadual. Embora não seja permitida a visitação enquanto não terminarem as obras de restauração, tem telhas de ardósia e requintados detalhes arquitetônicos.

Museu Frei Galvão

Fundado em 1972, mantido pelo Centro Social de Guaratinguetá e pelos "Amigos do Museu" tem como patrono o franciscano Frei Antonio de Sant’Ana Galvão. Em seu acervo, telas imagens e móveis de Guaratinguetá de ontem e hoje. Com mais de 50.000 documentos catalogados sobre a história do município e região, divididos por assuntos.

Mercado Municipal

Construção de 1889. Produtos Artesanais: cestarias, farinhas, melado, rapadura, artesanato, gamelas, colheres de pau, pilões, doces secos, em potes, queijos. Centro de recepção e distribuição de mercadorias hortifrutigranjeiras do município e redondezas. Sua estrutura, toda em arcos, com adro interno dotado de chafariz, sofreu grandes estragos por ocasião de incêndio ocorrido em 1958.


Solar Rangel de Camargo

Construção de 1866. Residência particular, é um monumento de indiscutível valor histórico e arquitetônico, tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de São Paulo. Casarão assobradado, originariamente erguido em taipa e pau-a-pique. Durante a Revolução de 1932 foi tomado por tropas constitucionalistas e federais, servindo de posto de abastecimento e correio. Marco político local, em seus porões eram impressos, na década de 1920, o jornal "O Pharol". Foi restaurado pelos proprietários em 1982.

Mosteiro da Imaculada Conceição



Construção de 1962. Ordem das Monjas Concepcionistas (enclausuradas). Tem bonita capela com imagem da Imaculada Conceição e Santa Beatriz.




____________

Um quadro na história - "As cinco moças de Guaratinguetá"


Um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna, de 1922, em São Paulo, Di Cavalcanti é considerado o pintor modernista que melhor retratou os valores essencialmente populares de nossa cultura. Em sua obra, mulatas sensuais e pescadores robustos ocupam o primeiro plano. A paisagem predileta do artista são as gafieiras, as festas de rua dos subúrbios cariocas e as areias escaldantes da praia. Nascido a 6 de setembro de 1897, na casa do líder abolicionista José do Patrocínio (cunhado de sua mãe), no Rio de Janeiro, Emiliano de Albuquerque Mello não gostava de complicações. "Meu nome é Di Cavalcanti", simplificou, usando um sobrenome de família que não constava de sua certidão. Aprendeu a ler e a pintar precocemente. Ainda criança, estudou piano com Major Rocha, o compositor de Vem cá, mulata, assanhada marchinha de Carnaval. Entoando a Marselhesa, é provável que tenha nascido aí a paixão, depois apimentada nos carnavais do Rio, pelas figuras sensuais que tomariam de assalto seus quadros. Eis aí um deles : "As cinco moças de Guaratinguetá".

Agricultura

Proprietário agrícolas existentes - 891
Proprietário agrícola com menos de 20 alqueires - 558
Proprietário agrícola de 20 a 50 alqueires -184
Proprietário agrícola de 50 a 100 alqueires - 75
Proprietário agrícola de 100 a 200 alqueires - 45
Proprietário agrícola de 200 a 500 alqueires - 27
Proprietário agrícola de mais de 500 alqueires -5

Variedade de culturas praticadas: Cana de açúcar, arroz, milho, feijão, banana, mandioca, laranja e batatinha.

Valor global aproximado das propriedades agrícolas: Cr$ 116.500.000,00

Comércio

Número de de firmas taxadas no imposto de indústrias e profissões: 334.

Relação das consideradas grandes firmas:

Fazendas e armarinhos: Antônio Sebe & Irmão, Rosa Elias & Filhos, M. A. Félix.

Cereais: Graglia & Cia. Ltda., Alcides A. Santos, Sales & Cia., Elias Jorge Boueri.

Autos e acessório: Broca & Cia. Ltda., Guilherme Barbosa, José Meireles, Fonseca, Azevedo & Cia., J. R. Silveira Mota, A. Lucchesi & Filhos, Roque Amaral Santos.

Ferragens: Osmar Alves da Silva, Irmãos Gianico, José Alves da Silva, Oliveira & Cia., Ramos & Irmão.

Rádios e acessórios elétricos: Viviani & Cia., Lojas Savist Ltda., Magalhães & Limongi, M. J. Turner, Sociedade Comercial, Técnica e Construtora de Guaratinguetá Ltda., Cia. Construtora de Guaratinguetá Ltda., Darcí Medeiros.

Lojas de calçados: A Soberana, Casa de Calçados Caltabiana, Casa Gino, Casa Vitória, Loja Verde.

Secos e molhados: Virgílio de Paula Santos, F. VilelaSobrinho, Francisco Guimarães Vaz, Geraldo Caltabiano, Giffoni & Santos, Cavalca & Cia., Eduardo Niranda, Egedio Nogueira da Silva.

Artigos de couro : Marcondes & Cia.

Relojoarias e ourivesarias : N. A. Macedo, Rocco & Irmão, Mário Ayres da Veiga.

Guilhermina Maria




















Ou Dona Mariazinha como costuma ser chamada, é natural de Guaratinguetá, nascida em 19 de junho de 1930. Filha do comerciante italiano José Rocco cursou o Normal, mas desde 1950 trabalha na loja da família, fundada em 1892. Ela lembra da época em que os militares baseados em Lorena e Piquete faziam suas compras em Guaratinguetá, o que ocasionou grande impulso ao comércio da cidade. Casada com o comerciante e fazendeiro Luis Vilela Leite, já falecido, tem três filhos.

A Casa Rocco começou com relógio. Começou com relojoaria, artigos de presente e jóias. No tempo do meu avô, que meu avô era ourives e relojoeiro, papai era relojoeiro. Então eles consertavam relógio, e depois vendia um pouco de presente, vendia artigos para dentista. Artigos dentários e óculos. E tinha muita procura de artigos dentários, porque não tinha essas casas especializadas em Guará. Depois começaram a haver casas especializadas e o Luís acabou. Na década de 60, mais ou menos. E a gente vendia para Cruzeiro, Cachoeira, o pessoal vinha comprar. Iam lá, buscar artigo. Os dentes, por exemplo: não tinha esses dentes hoje que tem de..., então vinha tudo em papelzinho, assim, a carreira de dente. Então o dentista ia lá, escolhia a cor da carreira para fazer as dentaduras, escolhia a cor, o tipo de dente. Tinha aquele..., nós temos até hoje os armários, cheios de gavetinha, que era onde eram guardados os... Os fornecedores eram de São Paulo. O papai ia em São Paulo, o [tio] Genarino, mas vinha vendedor também. Usava muito. Usava muito vendedor. Jóia principalmente, eles vinham. Imagina se hoje poderia fazer isso? Por exemplo: tinha uma casa de jóia, chamava La Royale, em São Paulo, que nós comprávamos muitas jóias deles. Ele vinha assim, o senhor Petrônio, a gente fazia amizade com os vendedores. Ele trazia de trem aqueles baús enormes de ferro assim - vinha por trem - , cheio de jóia. Aí tinha os empregados lá da Central, traziam, levavam e a gente abria os baús e via as jóias. Imagine hoje? Despachava o baú; vinha, escolhia e voltava; daí despachava outra vez. Os artigos para presentes, a gente também tinha vendedores. Era mais com vendedor - não usava muito a gente ir muito para São Paulo - trazia uma fotografia. Até hoje, fazia o mesmo processo: uma pasta com as fotos ou com os desenhos. Eu ia a São Paulo com o Luís, também. Eu e o Luís íamos muito em São Paulo para descobrir fábricas. A vida inteira nós dois fomos. Pagava os fornecedores por duplicata. Certas coisas a vista. Certas coisas, por exemplo, em São Paulo, você ia e comprava para trazer, dava nota fiscal para a gente, mas você já pagava a vista. E a loja tinha funcionários. Nunca tive muitos funcionários. Eu tive um funcionário lá, ficou 42 anos conosco. Eu tive vários funcionários. No tempo do meu pai, tinha dois relojoeiros. Dois relojoeiros que trabalhavam lá, o Guedes e o Atílio Careli. Eu me lembro bem deles. Um deles gravava à mão, uma verdadeira maravilha. Eu me lembro... O Guedes. Era um velho assim, desarrumado feito não sei o quê. Era um verdadeiro artista. Funcionários de balcão também tinha. Tinha meu tio, tinha meu pai e então... Meus filhos também ficaram. Criaram lá dentro. O Guilherme e a Marina é que estão donos. Eu saí da loja. Bom, eu saí: eu saí no papel. Mas quem sustenta, agora sou eu. Pagava as duplicatas no banco. Tinha o banco Comercial, o mais importante com que nós lidávamos. Era bem em frente à loja. Banco Comercial do Estado de São Paulo. Conhecia o gerente, nós éramos muito amigos. Tanto que quando teve a guerra, eles seqüestraram o dinheiro dos italianos..., bloquearam o dinheiro dos italianos - não é seqüestraram, é bloquearam - . Na véspera, o gerente do banco ficou sabendo, foi lá e avisou: "Tira o seu dinheiro já, que vão bloquear, tira o que você tem". Aí papai foi lá.



















Bares e confeitarias
: Almeida Dias & Cia., Orlando Molica & Cia., Benedito Máximo, Manuel Pereira Sebastião A Petisqueira.

Móveis : Isaac Berger, Fraifeld & Vanistein, A. Goldsmid.

Roupas Feitas : A. Schiffembauer, Isaac Berger.

Indústrias

Número de indústrias taxadas no Imposto de Indústrias e profissões : 190

Número de operários trabalhando nas indústrias : 2.045

Capital investido na indústria no município : Cr$ 45.963.56,00

Relações das consideradas grandes indústrias :

Tecido e cobertores: Cia. Fiação e Tecidos Guaratinguetá, Cia. Fiação e tecidos Lanifício Plástico, P. Cápio & Cia.

Explosivos: Broca & Meireles

Entretelas: Adelina Machado.

Construções: Cia. Construtora de Guaratinguetá, Sociedade Comercial, Técnica e construtora de Guaratinguetá Ltda.

Imagens: A. Lucchesi & Cia.

Resfriamento de Leite: Cooperativa de laticínios de Guaratinguetá Ltda., Industrial e Comercial de laticínios S. A., Sociedade Produtora de Laticínio de Guaratinguetá Ltda.

Bebidas: União Fabril “Irmãos Galvão” Ltda., Cavalca & Andrade Ltda.

Massas Alimentícias: Sociedade de Produtos Alimentícios “Moema Ltda”

Máquinas de beneficiamento: Benedito Maia Braga, Irmãos Almeida, J. Marcondes.

Costume: Jorge Reis

Aparelhamentos de madeiras: Castro Coelho & Cia., Agenor Bandeira.

Sabão comum: B. Nogueira Nunes, Fábrica de Sabão São José.

Bancos

Banco com matriz no município: Caixa Rural de Guaratinguetá (cooperativa caixa do sistema Raiffeisen).

Agência ou filiais de bancos no município: Banco do Estado de São Paulo S.A., Banco Itajubá S.A., Banco Vale do Paraíba S.A., Banco Comercial do Estado de São Paulo S.A., Banco Moreira Sales.

Caixa Econômica Federal

Números de depositados: 6.055
Montante dos depositados: Cr$ 15.971.453,60.

Coletoria Estadual

Arrecadação em 1948: Cr$ 5.709.276,00

Coletoria Federal

Total de arrecadação do Imposto de renda: Cr$ 2.040.40,80
Idem de Selo de Educação e Saúde: Cr$ 128.826,00

Correios e Telégrafos

Classe da agência: 1ª
Montante da ultima arrecadação: Cr$ 304.040,10
Serviço de reembolso Postal: Tem.
Montante de arrecadação de taxas de Reembolso Postal: Cr$ 15.957,80

Estrada de Ferro

Estrada de ferro que servem o município: Estrada de ferro Central do Brasil.
Distância entre o município e a Capital: 206 quilômetros.
Tempo médio de viagem: trens de alta velocidade, 5 horas; Trens de pequena velocidade, 6 horas e 38 minutos.
Custo de passagens entre a capital e o município: Em trens de “alta velocidade”, Cr$88,00. Em trens de “pequena velocidade”, Cr$ 44,00.
Número de trens diários entre o município e a capital: 6

Estrada de Rodagem

Estradas estaduais que cortam o município: São Paulo ao Distrito Federal E Guaratinguetá a Cunha.
Distância entre o município e a capital: 209 quilômetros.
Tempo médio de viagem: 6 horas.
Estradas municipais que cortam o município: Perto de 20, num total de 250 quilômetros sendo algumas pedregulhadas.

Transportes rodoviários

Empresas de ônibus existentes: 2
Empresa de ônibus Pássaro Morron, servindo as linhas Guaratinguetá - Distrito Federal.
Empresa de ônibus Santa Teresinha, servindo a linha Guaratinguetá – Cunha.
Empresas de transporte de cargas existentes: 4
Expresso Patrício, Expresso Rio-Guará Ltda., Expresso Borlenghi e Expresso Vitória Ltda.

Aviação

Localização do campo de pouso: Situação no bairro do Pedregulho, dentro do perímetro suburbano da sede Municipal. Possui hangar, biruta, etc.
Números de pistas: 2
Capacidade das pistas e tipo: Uma com 700 metros e a outra com 1.400 metros. Tipo das pistas: ambas de terra “batida”.
A
ero clube: tem
Números de aviões de treinamento: 1 Piper coupe, 4 Paulistinhas e 1 HL-1.
Alunos inscritos: 16.
Pilotos já brevetados: 32

Orçamento Municipal

Orçamento municipal para 1949: Cr$ 4.800.000,00
Arrecadação em 1948: Cr$ 3.194.825,90
Despesa em 1948: Cr$ 387.194,60

Informações político – administrativas

Prefeito no ano de 1957 : Dr. André Broca Filho

Vereadores municipais: Paulo de Castro Viana, Francisco de Castro e Silva, Agenor Pires da Fonseca, Antônio Soares, Diomar Pereira da Rocha, Geraldo Cavalca, Benedito Alves de Oliveira, Paulo Monteiro, Paulo Geraldo Pinto, Antenor de Vasconcelos Cardoso, Justino Barbetta, João Galvão de França Rangel, Antônio Augusto de Carvalho Neto, Guilherme de Castro Barbosa, Andrelino da Silva Leite, Rogério Lacaz Filho e Ângelo Marcondes de Castro.

Realizações administrativas: Amplo trabalho de conservação e execução de calçamento, intensivos serviços de reconstrução das estradas municipais, com trabalhos de pedregulhamento, construção de pontes, completa reforma do Matadouro, instalando-se moderna balança de pesagem do gado, trabalhando de consolidação, reformas e melhorias da rede de água e esgoto, ajardinamento de novas praças e instalação do Horto Florestal Municipal, além de trabalhos de reflorestamento, reforço nos serviço e iluminação pública, perfeito serviço de limpeza pública, com uso de moderno caminhão de irrigação, ampliação e construção de nova pista no campo de pouso local, com a extensão de 1.400 metros, trabalhos relacionados com as comemorações do Centenário do Conselheiro Rodrigues Alves, manutenção e desenvolvimento das Escolas Municipais, contribuições para a Educação e a Cultura, etc.

Números de eleitores qualificados: 10.010.
Zona eleitoral: 48ª.
Seções eleitorais: 27.
Número de eleitores que compareceram ao último pleito: 8.483

Educação

Escolas secundárias: Colégio Estadual E Escola Normal Cons. Rod. Alves, Ginásio Nogueiras da Gama, Escola Técnica de Comércio Antônio Rodrigues Alves e Ginásio Nossa Senhora do Carmo. Matrícula geral nesses estabelecimentos: 1.066.

Escolas primárias: grupos escolares: 7; particulares: 6; números de alunos matriculados: 2.717.

Escolas urbanas: 9.

Escolas isoladas: estaduais: 19; municipais: 10; total de matriculados: 1.192.

Números de crianças em idade escolar afastadas das escolas: 291.

Alfabetização de adultos: números de curso: 10 matriculados: 247.

Associações culturais: Clube Filatélico de Guaratinguetá, Núcleo Municipal de A.B.D.E., casa de Cultura de Guaratinguetá, Associação dos ex-alunos da escola Normal, Clube de Sociologia Alberto Torres, Clube Lítero Social Rui Barbosa, Centro Estudantino de Guaratinguetá e Rotary Clube de Guaratinguetá.
Associações esportivas: Associação Esportiva de Guaratinguetá, Clube de Regatas Guaratinguetá e Tecy-Guará Futebol Clube.

Associações recreativas: Clube Literário e Recreativo Guaratinguetá e Centro Social de Guaratinguetá.

Associações profissionais: Associação Agro - Pecuária de Guaratinguetá, Sindicados dos Trabalhadores da Indústria de Fiação e Tecelagem de Guaratinguetá e Associação Comercial de Guaratinguetá.

Saúde

Hospitais existentes no município: 3; mantidos por instituições beneficentes.

Subvenções que recebem: municipal: Cr$26.000,00; Estadual Cr$ 16.500,00; federal Cr$ 115.995,60.

Berçários: Instituto de proteção à 1ª Infância e casa da criança de Guaratinguetá.

Serviço de Saúde: centro de Saúde e Dispensário de tuberculose.

Montante da arrecadação do selo de educação e saúde no último exercício: Cr$ 128.826,00

Verbas federais aplicadas nesse setor no último exercício: Cr$ 151.205,60.

Informações Urbanas

Números de prédios existentes: 3.479.

Edifícios públicos: Fórum, Escola Normal e COLÉGIO estadual, Edifício Urânio, Matriz de Santo Antônio, Prefeitura Municipal, instituto de Proteção à 1ª Infância, Santa Casa de Misericórdia, Hospital - Maternidade Frei Galvão, Maternidade e casa da Criança de Guaratinguetá, Igreja Nossa Senhora das Graças, Clube Literário Guaratinguetáense, Mercado Municipal, Associação agro – pecuária, Grupo escolar Dr. Flaminio Lessa, Centro de Saúde, Delegacia Regional do Ensino, dispensário de Tuberculose, Escola Prática de agricultura, Ginásio Nogueira da Gama, Ginásio Nossa Senhora do Carmo, Orfanato Puríssimo Coração de Maria Grupo escolar Embaixador Rodrigues Alves, Matriz do Puríssimo Coração de Maria.

Número de ruas: 95.

Números de praças: 15.

Atrações turísticas: Escola Prática de Agricultura, Matriz de Santo Antônio, Igreja de Nossa Senhora das Graças, propriedade rural denominada Fazendinha, onde nasceu o Conselheiro Francisco de Paula Rodrigues Alves.

Hotéis: Guará, Grande Hotel Royal, Central.

Imprensa: “Correio Paulista” fundado em 1914. Diretor: Carlos A. de Castro Viana. “O Eco”, fundado em 1927. “O Município”, fundado em 1948. Diretor: José M. G. Romeiro. “Infância”, fundado em 1948, sendo órgão dos alunos do grupo escolar Dr. Flamingo Lessa.

Rádio: Sociedade Rádio Clube de Guaratinguetá. Potência alimentadora da estação 750 watts; na antena, 3,4 watts.

Veículos licenciados: a motor: 398; tração animal: 691.

Serviços de bondes: Linha de bonde entre Guaratinguetá e Aparecida, numa extensão de 6 quilômetros.

Monumentos: Estátua do Conselheiro Rodrigues Alves, busto do Dr. Homero Ottoni, busto do Dr. Benedito Meireles, busto do Monsenhor João Filippo, busto do Comendador Rodrigues Alves, busto do Dr. Paulo de Lima Correia, marco de pedra no lugar onde nasceu o Conselheiro Rodrigues Alves.

Serviços públicos

Abastecimento de água: Serviço da Prefeitura Municipal, abastecendo 2.772 prédios.

Rede de esgoto: Serviço da Municipalidade, sendo de 2.514 o número de prédios esgotados pela rede.

Iluminação: Fornecida pela Cia. Luz e Força de Guaratinguetá, com 3.021 ligações.

Energia elétrica: Fornecida pela mesma companhia, obedecendo o preço do quilowatt a tabela especial.

Telefones: Serviço e cia. Telefônica Brasileira, ligado a 199 prédios.

Calçamento: possuiu a cidade acima de 99.000 metros quadrados de calçamento, em paralelepípedos e pedras irregulares.

Matadouro municipal: Reses abatidas em 1948: bovinos 4.182; suínos: 3.044.

Cemitérios: Cemitérios dos Passos e Cemitério Municipal, além de 4 outros localizados no meio rural.

Bibliotecas: Pública Municipal Pedro de Toledo, Colégio Estadual e Escola Normal Cons. Rodrigues Alves, Escola Prática de Agricultura, Ginásio N.S. do Carmo, Clube Literário e Recreativo Guaratinguetaense, Rio Branco, Infantil José Bonifácio, Grupo Escolar Flaminio Lessa, Grupo Escolar Embaixador Rodrigues Alves, Ordem Terceira de São Francisco, Delegacia Regional de Ensino, Centro Social de Guaratinguetá.

Informações religiosas

Organização da Igreja: Paróquias do Santo Antônio e do Puríssimo Coração de Maria.

Obras assistenciais mantidas pela Igreja Católica: Sociedade São Vicente de Paula, Orfanato Monsenhor João Filippo, orfanato Puríssimo Coração de Maria, Asilo de Mendicidade Santa Isabel, Vila São Vicente de Paula, Hospital Maternidade Frei Galvão, Instituto de Proteção à 1ª Infância.

Organização da Igreja Protestante: Igreja Evangélica Assembléia de Deus.

Organização dos Centros Espíritas: Centro Espírita Amor e Luz.

Obras assistenciais mantidas pelo Espiritismo: Maternidade e casa da criança de Guaratinguetá, Albergue Noturno do centro Espírita Amor e Luz, Ambulatório Homeopático.

Informações diversas

Médicos: Drs. Cirilo Dinamarco, Eurico Joppert de Freitas, Egidio Mollica, Raul Rodrigues Sette, Armando Alves Cavalheiro, Otávio Lima de Carvalho, Fernando do Amaral e Silva, Wilson Galvão de França, José Serafim, Pedro Paulo de França Bueno, Paulo Rangel de Araújo, Carlos Rebello Júnior, Clovis Hardman Cavalcanti de Albuquerque, José Nicolau Mileo, Luís Álvaro de Menezes, César Cortes Sigaud, Paulo Faro.

Engenheiros: Drs. Pedro Emílio Germano Sigaud, Luciano Feio de Magalhães Gomes, Ariberto Pereira Cunha, Adhemar Machado César, Valdemar Estêves de Magalhães, Celso Machado Brandão e José Teófilo de Avelar Marques.

Dentistas: Drs. Cornélio da Costa Neves, Geraldo Figueiredo, Maria da Glória Costa, José Carapina Junqueira, Ladislau Capistrano de Paiva, Rogério Lacaz Filho, Roque de Andrade Almada, Antonieta Máximo de Carvalho, Antônio R. Cunha, João Costa e Silva, Antônio Tolosa, Santina Gianico, Carmen Caltabiano, Laerte Cotrim, Benedicto de Castro, Urias Marcondes Neves, Alcebíades Freires, Ana Rosa Fernandes Marcondes, Hélio Pereira Cunha, Olívio Teixeira Carvalho, Rafael Improta.

Farmácias: N.S. Aparecida, Imaculada, Conceição, Popular, Normal, Coração de Jesus, São João, N.S. Auxiliadora, São José e da Santa Casa de Misericórdia.

Laboratórios e Análises: Dr. José Nicolau Miléo, Dispensário De tuberculose, Santa Casa de Misericórdia, Centro de Saúde.

Instalações de Raio X: Santa Casa de Misericórdia.

Cinemas: Cine Urânio, com capacidade para 1.797 pessoas. Cine teatro Central, comportando 1.112 pessoas. A Escola Prática de Agricultura também possui o seu cinema, para uso exclusivo do educandário.

Corporações musicais: Banda Beneficente e União dos Artistas.

Conjuntos Orquestrais: Jazz 7 Bemóis e O.K.

Grupo de amadores teatrais: Diversos.