Sexta-feira, 24 de março de 2017

ISSN 1983-392X

2006

Elevada a distrito de paz em 1893 no município de Ribeirão Preto ficou pertencendo à comarca de Ribeirão Preto.

Elevado a município em 1897, continuou a pertencer, pela lei n. 511, de 2 de julho do mesmo ano, à comarca de Ribeirão Preto.

Cravinhos se tornou comarca em 19 de outubro de 1963, às 18 horas.

A comarca de Cravinhos atende o seguinte município:

Serra Azul

Juízes que passaram pela comarca:

  • Dr. Nelson Fonseca
  • Dr. Milton Theodoro Sampaio
  • Dr. Clineu Ferreira
  • Dr. Ruy Pereira Camilo
  • Dr. Antônio Carlos Ferreira dos Reis
  • Dr. Gilberto de Carvalho Diniz Junqueira
  • Dr. Francisco de Paula Sena Rebouças
  • Dr. Luiz Alexandre Szikora
  • Dr. Sergio Sá Carvalho de Figueiredo
  • Dr. Hélio Rubens Pereira Navarro
  • Dr. Clóvis Pacheco da Silveira Filho
  • Dr. José Roberto Lino Machado
  • Dr. José Carlos Sobral
  • Dra. Clarice de Carvalho Rosa
  • Dr. Paulo César Gentile
  • Dr. Vinícius Rodrigues Vieira

Alguns advogados da década de 50 :

  • Dr. Vicente Lo Turco

Data da Fundação: Ano de 1876.

Município: O município foi criado pela mesma lei e na mesma data.

A fundação de Cravinhos deve-se a alguns membros da família Pereira Barreto que, atraídos pela fertilidade do solo, a esta região chegaram com o propósito de formar plantações de café. Fato este ocorrido em princípios de 1876.

O doutor Luiz Pereira Barreto foi o primeiro membro de uma família de cafeicultores a procurar outros locais para a aplicação de seus conhecimentos na lavoura. Depois de algumas pesquisas, deixou o estado do Rio de Janeiro e veio para São Paulo para residir em Jacareí. Os demais membros tentaram por algum tempo ainda a permanecer na então mais rica região cafeicultora do Brasil, onde possuíam ricas e grandes propriedades no munícipio de Rezende, sua terra natal.

Com as infrutíferas tentativas de reanimar os cafezais e aumentar a sua decadente produção, a exemplo de Luiz, os demais membros dessa tradicional família começaram a pensar em outro local para as suas atividades agrícolas. Ouviram então dizer que no oeste do estado de São Paulo, havia terras de melhor qualidade que aquelas com que sempre trabalharam. Despertaram para os fatos, e para compravar as informações, prepararam uma caravana para chegar ao chamado sertão paulista, para depois, possívelmente, transferirem-se para a região.

A iniciativa foi do irmão mais velho do Dr. Luiz, o Coronel José Pereira Barreto, que com seus irmãos, filhos e sobrinhos, seguiram inicialmente por via férrea, através da D.Pedro II, indo até o seu final, na cidade de Cachoeira, já no estado de São Paulo. Desse ponto, com escravos-pagens e pesados cargueiros, seguiram por estradas de rodagem até Jacareí, para em companhia do Dr. Luiz Pereira Barreto, seguirem para o oeste de São Paulo, para reconhecerem de perto a já famosa terra roxa, especial para o cultivo do café.

A caravana deixou Jacareí em uma caminhada pelo Verde Vale do Paraíba, entrou no estado de Minas Gerais, escalando as ramificações da Serra da Mantiqueira, chegando em Camanducaia, para na etapa seguinte aportar em Espírito Santo do Pinhal, já novamente em território paulista. Então seguiram pela velha estrada real de Campinas e, os meados de fevereiro do mesmo ano, chegaram a Casa Branca, local que serviria de ponto de observação.

Em casa Branca conheceram propriedades que contando apenas 60.000 (sessenta mil) pés de café, davam 18.000 (dezoito mil) arrobas da rubiácea. Fato que na época, e, principalmente para os Pereira Barreto, era extraordinário, pois nem em terras férteis do Rio de Janeiro, no auge de sua produtividade, produziam tanto assim.

Souberam, então, os Pereira Barreto sobre a região de Ribeirão Preto, ainda em matas virgens, onde já despontavam pequenos cafezais que faziam verdadeiros milagres, produzindo por mil pés, de quatrocentas à quinhentas arrobas. Isto há algumas léguas do sertão adentro.

Deixaram, então, Casa Branca, seguiram até a cidade de São Simão, onde já surgiam as exuberantes plantações de café, iniciadas em 1872. Seguiram pela antiga estrada que serpenteava até a cidade de Ribeirão Preto, passaram pela fazenda Cravinhos, com uma extensão de 800 (oitocentos) alqueires de terras roxas de primeira ordem. Inegavelmente, eram as melhores terras por eles já percorridas. Essa propriedade foi adquirida pela Família Pereira Barreto por R$ 600$000 (seiscentos mil réis). A concretização do negócio foi efetuada na cidade de Franca, onde passou-se o talão de sisa, pois, Ribeirão Preto, na época, apesar de ser sede de município, ainda não possuía coletoria, fato que, por força da lei o deixava apenas como distrito de Paz.

Mais tarde, com o trabalho de 60 (sessenta) escravos, foram erguidos os primeiros prédios e abertas as primeiras estradas, começando aí a grande peregrinação para as terras roxas do já afamado Cravinhos.

Assim nascia Cravinhos, cujo o ano de fundação foi estipulado como 1876, pela lei 27/25, de 09 de outubro de 1975.

Em 1880, com a abertura das estradas de rodagem, ligando as Fazendas Boa Esperança a Chumborazo (na década de 50, São Francisco e Santo André, respectivamente), grande foi a influência de pessoas que chegaram àquelas paragens, para o plantio do café.

Como só ia acontecer com a maioria das cidades brasileiras, a chegada dos trilhos da estrada de ferro é fator decisivo de progresso. Tal aconteceu com a região de Cravinhos.

Em 1883, três anos após a chegada de Santos Lopes, engenheiro da Cia. Mogiana de Estrada de Ferro, os habitantes locais viram chegar a primeira locomotiva. Estava, pois, Cravinhos diretamente ligada à Capital do Estado. Nesta ocasião chega ao pequeno povoado Francisco Rodrigues dos Santos Bomfim. Cuidou logo da construção de várias casas, chegando mesmo a formar uma rua inteira, que até a década de 50 conservava o seu nome, Bonfim.

Em 1887 foi iniciada a construção de uma Igreja, sob a égide de São José do Bonfim (na década de 50, São Benedito), por iniciativa de Santos Bonfim.

Além dos Pereira Barreto, João Evangelista Nogueira e José Alves Guimarães Júnior muito contribuíram para o desenvolvimento e progresso de Cravinhos.

Pela Lei 125, de 27 de abril de 1893, Cravinhos foi elevada a Distrito de Paz. Pela Lei 551 de 22 de julho de 1897 passou à categoria de Município.

A Câmara Municipal de Cravinhos surgiu em 30 de Janeiro de 1898 às quatro horas da tarde em sessão, sob a presidência do cidadão José Ferraz de Carvalho, vereador mais velho entre os demais.

O prédio da Câmara Municipal se localizava na esquina da rua Tiradentes com a rua Cerqueira César , é o mesmo onde funcionava o Grupo Escolar João Nogueira. Edifício amplo, com jardim em sua entrada e sala de espera com cadeiras e mesas para escrever, sala de sessão e um corredor que ligava ao gabinete do prefeito, prestando assim um bom atendimento a todos.

A Câmara hoje está localiza na rua Tirandentes, 263 no centro da cidade, com estrutura mais moderna e informatizada.

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  • Origem do Nome

CRAVINHOS = Pequenos cravos.

Era antigamente, hábito dos primeiros moradores de paragens brasileiras, notadamente dos mineiros, dar ao local em que aportavam, o nome de mudas de flores ou árvores, especialmente frutíferas, que nelas existissem abundantemente.

Quando os Pereira Barreto chegaram em Cravinhos e adquiriram suas primeiras glebas de terra, não cogitaram de indagar o motivo porque o local era denominado "Cravinhos".

Passados anos, porém, sendo interpelados a esses respeito não hesitaram em responder que a origem do nome Cravinhos lembrava, a grande quantidade de "cravinhas" (cravos pequenos), como chamavam, existentes nas imediações das moradas dos que aqui residiam.

Contestados por afirmativas de que esse nome deveria ser oriundo da corruptela escravinhos, que diziam existir nas referidas terras; os mesmos Pereira Barreto limitavam-se a dizer que não haviam escravos nas terras por eles compradas, derrubando assim tal hipótese quando levantada.

Alegam, porém, alguns historiadores, que antes dos Pereira Barreto já aqui existiam pequenas lavouras cuidadas por escravos. Daí o fato de chamar-se Cravinhos o município. Entretanto não há provas concretas da existência desses escravos; atribui-se, então, a origem do nome às pequenas flores que existiam naturalmente enfeitando as frentes das casas de seus primeiros habitantes e que eram chamadas cravinhas.

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  • Personagens

Doutor Luiz Pereira Barreto

Fluminense recentemente formado em medicina na Bélgica, foi o primeiro membro de uma família de cafeicultores a procurar outros locais para a aplicação de seus conhecimentos na lavoura. Depois de algumas pesquisas, deixou o estado do Rio de Janeiro e veio para São Paulo para residir em Jacareí.



Francisco Rodrigues dos Santos Bomfim

Nasceu na cidade do Porto em Portugal, em 8 de maio de 1849, filho de Manoel Rodrigues dos Santos e de Rita Margarida da Silva. No Brasil, estabeleceu residência a princípio na cidade de Resende – RJ, onde desenvolveu atividades como pequeno comerciante. Posteriormente transferiu-se para São Simão e por volta de 1886 para Cravinhos (região de Ribeirão Preto), onde tornou-se rico proprietário de terras e comerciante. Foi proprietário das seguintes fazendas: Limoeiro (São Simão), Bonfim (Cravinhos), Sapecado, Jardim, Santa Luzia, Boa Esperança, Santa Silvéria, Brasil e Fazendinha Bonfim. Considerado o fundador de Bonfim Paulista, doou a Paróquia 10.000 metros quadrados para a construção da Capela do Senhor Bom Jesus do Bonfim, fundada em 1894, 1 alqueire para construção do cemitério e ½ alqueire para a construção da Estação Ferroviária (depoimento de sua neta Isabel Felix Bonfim Alagão). Em 1894, doou para a Companhia Mogiana de Estrada de Ferro um lote de terra para a construção de um viaduto para a passagem de trem. Em 2 de junho de 1898, faleceu na cidade de Cravinhos, vítima de um atentado. Deixou os seguintes filhos: Simeão, Urbano, Ubalda e Domingas, todavia seus descendentes se reportam a existência de um total de 11 filhos, entre os quais Gregória Bonfim (filha de Jacinta Tereza de Jesus). Domingas se casou em Ribeirão Preto com Julio Pedro Pontes, que também trouxe melhorias para Cravinhos.






José Ferraz de Carvalho


Vereador que presidiu a sessão em que surgiu a Câmara Municipal de Cravinhos, em 30 de Janeiro de 1898.




 

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  • Locais históricos










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  • Curiosidade

A TERRA ROXA*

Transcrição dos artigos publicados no jornal "A Província de São Paulo", nos dias: 2,3,5,6,7,8 e 10 de dezembro de 1876,pelo ilustre resendense,Dr.Luiz Pereira Barretto, que antecedeu de alguns anos a derrocada plena dos cafezais fluminenses e apregoava que um novo ciclo cafeeiro estava nascendo nas terras roxas encaracoladas do "Oeste" paulista. Com a precisão de um sismógrafo,pressentiu e anunciou em uma série de ar-tigos publicados sob o título de "A Terra Roxa", que vislumbrava a calamidade iminente da lavoura cafeeira fluminense, em estado potencial e apontava S.Paulo como a tábua da salvação pública."

A Província do Rio de Janeiro - dizia ele - todos o sabem, manifestou um rápido desenvolvimento material e mental,e tornou-se em pouco tempo a primeira dentre as principais províncias do império.Entretanto, não se precisa ser profeta para se avançar sem receio de errar,que os seus dias estão contados e que o mais sombrio prospecto de futuro já a ameaça e a domina efetivamente."Grande,como natural,era o prestígio do culto e bondoso cidadão junto à sua originária "grei",quando pela imprensa dava ele conta das suas impressões sobre as "terras roxas" que visitara, sobre a rara fertilidade delas ,sobretudo para a cultura do café, ali então apenas embrionária, foi o começo do êxodo por parte dos cafeicultores daquele recanto a sudeste da Mantiqueira, onde ,como aliás algures, ecoava forte a voz do ilustre patrício. Despovoavam-se, Resende,Barra Mansa, Queluz, S.José do Barreiro, Silveiras,Bananal e terras adjacentes. Resende sobretudo. As lavouras de café e de cana de açucar, produziram a riqueza, mas haviam decaído definitivamente.

Os grandes capitais acumulados, não se renovavam mais nas lavouras e a geração contemporânea e a seguinte estavam condenadas a viver das economias dos seus predecessores. E sobre a ubérrima terra roxa do "Oeste"paulista, dizia ele - "É na constituição física e na espessa camada do terreno roxo que reside o segredo da sua uberdade e toda a garantia da província de São Paulo. E explica:é ela que determina o estado granuloso, pulverulento, encaracolado, do terreno roxo, e que o faz mole, logo permeável e perfeitamente esponjóide.É este estado esponjoso e não a suavidade dos lançantes dos chapadões, que explica o alto poder higrométrico da terra roxa, a sua fácil embebição pelas águas pluviais e a absorção completa e imediata das águas de chuva, que nos dá a razão do fato de não haver aí essas pavorosas enxurradas que em outros lugares, destituem em breve tempo a terra de suas funções fitogênicas.

"Contudo, meu intuito é resgatar a memória deste que foi uma das mais ilustres e inteligentes personalidades da nossa intelectualidade científica. Seus artigos nos jornais: "A Província de São Paulo" e "O Estado de São Paulo", durante 36 anos, marcaram época e iluminam em muitas ocasiões, os caminhos e rumos de nossa sociedade, até então dominada pelos literatos e publicitas, em detrimento de nosso desenvolvimento científico e tecnológico.

*A Terra Roxa - "A Província de São Paulo"- 2/12/1876

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Hino

Letra de Francisco Gomes

Música de Euclides Ferreira

(Piano: Maurício Funcia de Bonis)

Minha terra tão formosa,

Cheia de tantos encantos,

Onde a infância descuidosa

Vivi sem dores nem prantos!

Cravinhos, linda terra

De pujantes cafezais,

Quase se perdem no horizonte

Como imensos matagais!

As manhãs de minha terra,

Farta de luz, de perfume,

Como nenhuma outra encerra,

Bem podem cantar os numes!

E as noites enluaradas,

De um céu coalhado de estrelas

Tais como contos de fadas,

Nunca mais hei de esquecê-las!

Oh! Meu Cravinhos querido!

Tão meigo, belo torrão!

Oh! Recanto estremecido

Que guardo em meu coração!...


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Agricultura

Proprietário agrícola existente - 174

Proprietário agrícola com menos de 20 alqueires - 106

Proprietário agrícola de 20 a 50 alqueires - 14

Proprietário agrícola de 50 a 100 alqueires - 14

Proprietário agrícola de 100 a 200 alqueires - 19

Proprietário agrícola de 200 a 500 alqueires - 15

Proprietário agrícola de mais de 500 alqueires - 6

Variedade de culturas praticadas: café, arroz, milho, feijão, algodão, batatinha, tomate, cana de açúcar.

Valor global aproximado das propriedades agrícolas: Cr$ 64.704.000,00.

Comércio

Número de firmas taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 188.

Relação das consideradas grandes firmas:

Secos e Molhados: Casa Pagano, Casa Castilho, Casa Stoco, Casa Berbel, Casa Scalabrini, Casa Pelge, Casa Novo Mundo, Casa Pratalli, Casa Mirarchi, Cooperativa Mista de Cravinhos, João Mattei, Antônio Thomazini, Casa Tagliani, Lopes & Rodrigues, Satoro Takekawa, Alfredo Mattei.

Louças e Ferragens: Casa Pagano, Casa Castilho, Casa Stocco, Casa Berbel, Casa Scalabrini, Casa Pelge, Casa Novo Mundo, Casa Pratalli, Casa Mirarchi, Cooperativa Mista de Cravinhos.

Padarias: Brasileira, Modelo, Santa Terezinha, Central, Popular.

Fazendas e Armarinhos: Casa Libanesa, Casa Namen, Casa Floresta, Casa Issa, Ao Rei do Armarinho, João Lauze, Maurício Cury, Jorge Jacob, Casa Violeta, João de Jacob, Jorge Abdulmassik, Pedro Afif e Amim Issa, Jaime e Bovo Duchini.

Bares e Confeitarias: Bar do Éden, Bar Central, Café Primo, Bar São Paulo, Bar do Ponto, Eduardo Taro Cato, Francisco Martins Spinosa, João Martins Spinosa, Alcides Mirarchi Alexandre, Atílio Pelogia, Armando Borgui, Vitório Cotez, Emílio Vicente.

Bares e Sorveterias: Virgílio Morando, Antônio Lopes, Maria B. de Castro, Maria Bersi Veltrano.

Material Elétrico: Casa Pagano, Casa Stocco.

Rádios: Casa Pagano.

Alfaiatarias: Francisco Del Bianco, Irmãos Perroni, Alberto Campioni, Vitório Campioni, Joaquim Viali Júnior.

Calçados: José Vessi, José Manella.

Artigos de Couros: Jaime Duchini & Irmão, Joaquim Vessi.

Atacadista de Cereais: Irmãos De Gasperi, Damião Ananello & Cia., L. Pagano & Cia., Casa Castilho.

Indústria

Números de indústrias taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 57.
Número de operários trabalhando nas indústrias: 48.

Capital invertido na indústria no município: Cr$ 2.631.404,00.

Valor da produção na indústria no município: Cr$ 564.460,00.

Relação das consideradas grandes indústrias:

Fábrica de Tapetes e Bacheiros: Damião & Cia. Ltda.

Fábrica de Colchinis, Rédeas e Bacheiros: Selaria São João, Joaquim Vessi.

Fábrica de Móveis e Camas: Felipe Rahme & Filhos Ltda.

Fábrica de Calçados: José Manella & Filhos, Fábrica de Calçados Brasil, Indústria de Calçados Sílvio.

Fábrica de Tamancos: Fábrica de Cestas: Guilherme Favatti.

Fábrica de Carroças: José Bernardo, Irmãos Calura, Joaquim Rodrigues Júnior.

Fábrica de Macarrão: Irmãos Scalabrini, Antônio Felice Ferrari.

Fábrica de Bebidas: Santi Pieri & Filhos.

Engenhos de Pinga: Fazenda Lageado, Fazenda Recreio, Fazenda Água Branca, Pedro da Silveira Coelho.

Fábrica de Vassouras: João Damião e Filhos.

Tecelagens de Seda e Algodão: Sociedade Indústiria de Cravinhos Ltda.

Fábrica de Vassouras Bandeirantes: João Damião.

Artefatos de couro: Selaria São João, Casa Vessi.

Bancos

Bancos com matriz no município: Casa Bancaria L. Pagano.
Agências ou filiais de bancos do município: Banco Arthur Scatena S/A.

Caixa Econômica Estadual

Número de depositantes: 1503.

Montante dos depósitos: Cr$ 3.145.397,00.

Coletoria Estadual

Arrecadação em 1948: Cr$ 2.521.523,30.

Coletoria Federal

Arrecadação em 1948: Cr$ 2.053.535,10.

Total de arrecadação do Imposto de Renda: Cr$ 809.562,80.

Idem do Selo de Educação e Saúde: Cr$ 24.800,00.

Correios e Telégrafos

Classe de agência: 2ª.

Montante da última arrecadação: Cr$ 51.515,70.

Serviço de Reembolso Postal: Tem.

Montante de arrecadação de taxas de Reembolso Postal: Cr$ 149,70.

Outras agências postais existentes no município: Agência Postal da Fazenda Buenópolis.

Estradas de Ferro

Estradas de ferro que servem o município: Estrada de Ferro Mogiana.
Distância entre o município e a capital: 392 quilômetros.
Tempo médio de viagem: 10 horas e 10 minutos.

Custo de passagens entre a capital e o município: 1.ª classe, ida: Cr$ 114,50; ida e volta: Cr$ 231,20. 2.ª classe, ida: Cr$ 75,70; ida e volta: Cr$ 121,00.

Números de trens diários entre o município e a capital: 6.

Estradas de rodagem

Estradas estaduais que cortam o município: 1.

Distância entre o município e a capital: 330 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 6 horas.

Estradas municipais que cortam o município: 9, com uma extensão de 109 quilômetros.

Transportes rodoviários: Linhas de ônibus existentes: 3. Ligando o município à capital: 1. Preço da passagem: Cr$ 85,00. Número de viagens diárias nesse percurso: 1. As duas restantes empresas ligam o município a Ribeirão Preto 11 vezes, a São Simão 3 vezes e Santa Rosa do Viterbo 2 vezes.

Orçamento Municipal

Orçamento Municipal para 1949: Cr$ 655.000,00.

Arrecadação em 1948: Cr$ 654.059,20.

Despesa em 1948: Cr$ 613.711,90.

Informações Político-Administrativas

Atual prefeito municipal: Dr. Manuel Ferraz do Valle.

Vereadores municipais: Renato Pagano, Robélio Rodrigues, Ormindo Salomão, Ernani Guimarães Nogueira, Camillo Jácumo Marcozzi, Oscar Bombanatti, João Biguetti, Francisco Silvério Jaquinta, Luís Antônio da Silva Filho, Osvaldo Arantes Nogueira, João Antônio Daia, João Anzanello e David Pieri.

Realizações da atual administração: Arborização da Avenida 13 de Maio, conservação das estradas municipais, construção de uma ponte em cimento armado, na estrada que liga o município ao de Serrana, aquisição de uma Moto-Niveladora, doação de um terreno para construção de uma escola mista rural. Projetos de Realização: Construção de um jardim na atual Praça da Bandeira, calçar a paralelepípedos alguns quarteirões de uma ponte de cimento armado na rua Cerqueira César, sobre o córrego Ribeirão Preto.

Número de eleitores qualificados: 1657.

Zona eleitoral: 99ª.

Seções eleitorais: 5.

Número de eleitores que compareceram ao último pleito: 1544.

Educação

Escolas secundárias: Ginásio Municipal.

Escolas primárias: grupos escolares: 1, instalado em próprio; número de alunos matriculados: 567.

Escolas isoladas: Mantidas pelo Estado: 16. Número de matriculados: 568.

Pelo município: 2. Número de alunos matriculados: 61.

Número de crianças em idade escolar afastadas das escolas: 425.

Alfabetização de adultos: número de cursos: 2, com 166 alunos matriculados.

Associações culturais: “Couto Fernandes”, Esperanta Klubo.

Associações Esportivas: Club Atlético de Cravinhos.

Associações Recreativas: Clube Recreativo e Literário de Cravinhos.

Saúde

Hospitais existente no município: Sociedade Beneficente Santa Casa de Misericórdia de Cravinhos.

Subvenções que recebem: Federal: Cr$ 18.000,00. Estadual: Cr$ 15.000,00. Municipal: Cr$ 6.000,00; fundo de assistência hospitalar: Cr$ 59.028,00.

Serviços de Saúde: Posto de Assistência Médico-Sanitária e Dispensário do Tracoma.

Montante da arrecadação de selo de educação e saúde no último exercício: Cr$ 24.800,00.

Informações Urbanas

Números de prédios existentes: 810.

Edifícios públicos: Prefeitura Municipal, Ginásio Municipal, Grupo Escolar “João Nogueira”, Cadeia Pública, Mercado, Hospital de Isolamento, Igreja Matrizz, Santa Casa de Misericórdia, e Igreja de São Benedito.

Número de ruas: 28.

Número de praças: 5.

Número de jardins: 2.

Hotéis: Central.

Veículos licenciados: a motor: 118; tração animal: 500.

Monumentos: Herma da Independência, altar da Pátria, com placa relacionando o nome de todas as Pracinhas Barretenses.

Serviços Públicos

Abastecimento de água: Serviço da Prefeitura Municipal, ligado a 627 residências.

Rede de esgotos: Serviço da Prefeitura Municipal, servindo a 546 prédios.

Iluminação: A cargo da Cia. Paulista de Força e Luz, que cobra Cr$ 13,80 mensais com direito a 20 quilowats. Excersso: Cr$ 0,829 por quilowat.

Energia Elétrica: A cargo da mesma companhia, que cobra Cr$ 13,80 mensais por C. V. ligado ou fração, incluindo 80 KWH. Cr$ 0,138 por KWH, por energia adicional ou excesso.

Telefones: Serviço da Cia. Telefônica Brasileira, com 185 aparelhos ligados.

Calçamento: 6.300 metros quadrados de calçamento a paralelepípedos e 19.600 metros quadrados de mecamade.

Matadouro Municipal: Reses abatidas em 1948: bois: 130; vacas: 513; vitelas: 133; porcos: 2070.

Cemitérios: Cemitério Municipal.

Bibliotecas: Clube Literário e Recreativo de Cravinhos (Particular).

Guarda noturna: Mantida pela população com uma subvenção de Cr$ 2.000,00 feita pela Prefeitura Municipal.

Informações Religiosas

Organização da Igreja Católica: Paróquia de São José.

Obras assistenciais mantidas pela Igreja Católica: Conferência de São José, da Sociedade de São Vicente de Paulo, com uma vila em construção para pobres.

Informações Diversas

Médicos: Drs. José Vieira Palma, Manuel Ferraz do Valle, Renato Pagano, Hélio de Azevedo Figueiredo e Dante B. Cabella.

Engenheiros: Dr. João Cardano (projetista-construtor licenciado).

Dentistas: Drs. Elias Rahme, Camillo Marcozzi, Fernando Ferraz Machado, Paulo Fracon, Nello Pieri e o licenciado Gustavo Conti.

Farmácias: Santa Luzia, Santa Rita, Lopes, Reis.

Laboratório de Análises: Centro de Assistência Médico-Sanitária.

Instalações de Raios X: Tem.

Cinemas: Cine Éden Teatro, com capacidade para 490 pessoas.

Corporações musicais: Corporação Musical Municipal, subvencionada pela Prefeitura.

Conjuntos orquestrais: 2 Jazz-Band.

Grupo de amadores teatrais: Grêmio Castro Alves.