Terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

ISSN 1983-392X

2006

Em 1914 foi criado o distrito policial.

No dia 3 de abril de 1920, foi instalado o distrito de paz, criado pela Lei 1667, de 27 de novembro de 1919.

Pela Lei 2007 de 23 de dezembro de 1924 foi elevado a município, com os seguintes distritos: Bálsamo, Barra Dourada, Ubarana, Miralua, Colombo e Jacutinga. Continuou pertencendo à comarca de Rio Preto.

Mirassol foi elevada à comarca com o Município de Iboti, pelo Decreto-lei 14.334, de 30 de novembro de 1944.

Criação de Varas:

2ª Vara: Lei Estadual n° 3.396, art. 4° de 16.06.1982

Instalação: 28/4/1984

3ª Vara: Lei n° 6.166, art 7°, X, de 29.06.1988

Instalação: 22/2/1991

Foro Distrital De Neves Paulista: Lei Complementar n° 762, art. 22, de 30/9/1994

Entrância: 1ª Lei Complementar n° 762, art 1°, de 30/9/1994

Nome do Fórum: “Dr. Jayme Garcia Pereira” Lei n° 7.666, de 9/1/1963, art. 1°. Denominação homologada, conforme Assento Regimental n° 224, art. 1°, de 21/8/1991

A comarca de Mirassol atende os seguintes municípios:

Mirassolândia, Bálsamo, Jaci, Neves Paulista (Distrital)
Juízes que passaram pela comarca :

  • Dr. José Manuel Arruda - 1945 a 1946

Por ocasião da instalação da comarca, a 13 de junho de 1945, foi que Mirassol iniciou o processo de conhecimento, em relação ao seu primeiro juiz de direito, dr. José Manoel Arruda.

Já quarentão, de elevada estatura, porte majestático, semblante sereno e discretamente jovial, inspirou a todos, desde logo, indiminuível respeito, a par de envolvente simpatia que, mercê de seu cavalheirismo e de sua elegância, no falar e no tratar as pessoas, entrou a usufruir, na cidade, simpatia que perdura, através dos trinta anos, que passaram, nas ligeiras asas do tempo.

Havendo iniciado sua carreira, como titular, em José Bonifácio, judiciou em Mirassol até 14 de março de 1946, quando saiu, promovido para Pinhal. Posteriormente, passou a ser juiz, em Olímpia e depois em Santos, onde foi diretor do fórum.

Em 1963, alcançou o Tribunal de Alçada. Se não atingiu ele, naquela oportunidade, o cume de sua carreira, veio a atingi-la, algum tempo depois, em verdade, quando elevado à categoria de desembargador, passou a ter assento na mais alta corte do Estado de São Paulo, que é o Tribunal de Justiça.

Nessas funções aposentou-se, em 1974, aos setenta anos de idade, em plena higidez, e a denotar fecunda produtividade mental, pois no último ano em que freqüentou o Tribunal, foi o desembargador que maior número de votos subscreveu (cerca de 900), conforme revelação de seu ilustre colega, dr. Lafayete Sales Júnior, que o saudou, em afetuosa oração, por ocasião da sessão especial, realizada pelo Tribunal de Justiça, na sua despedida.

  • Dr. José de Souza Rebouças - 1946 a 1946
  • Dr. Joaquim Carvalho Neves - 1946 a 1954

Em lugar do segundo juiz de Mirassol, em ordem cronológica, dr. José de Souza Rebouças, que permaneceu na comarca durante dois meses, apenas, assumiu a jurisdição o dr. Joaquim Carvalho Neves, exatamente a 24 de junho de 1946. Era então solteiro, mas tinha ele ares de casado. Usava chapéu e, habitualmente, roupas escuras. A comarca de Mirassol, à data, pode-se dizer que iniciava quase suas atividades, pois mal contava um ano de funcionamento. O ambiente ainda era de acomodação burocrática, no fórum, quando além de seus limites, com o povo ainda pouco familiarizado com a presença física do juiz, representando o Poder Jurisdicional, eu começava a exercer “in loco” suas atribuições – com a justiça em casa – e com reflexos e injunções, no próprio comportamento social dos indivíduos e das instituições públicas e outras.

Organizado, meticuloso e organizador, rigorosamente exato, tanto no proporcionar serviços, quanto no pedir serviços, pontualmente, muito exigiu dos serventuários e servidores, no desempenho dos encargos de cada qual, naquele período inicial da comarca, em ambiente da mais absoluta austeridade, que soube manter, sem nunca haver deslizado da urbanidade, que lhe era peculiar.

A partir do primeiro despacho, até a sentença final, tornava-se absoluto senhor dos processos, a que presidia, e fiscalizava, com a maior acuidade, desde as mais simples questões aos casos mais complicados, que dependiam de sua decisão. Nada escapava ao crivo do seu exame.

Não será difícil dizer que fazia irradiar ao seu redor, aquele profundo e religioso respeito, que devotava às regras jurídicas, particularidade que nos faz recordar a unção religiosa que os antigos romanos nutriam pela Justiça, que souberam aplicar com inestimável sabedoria, numa época em que se casavam o direito com a religião, e o colégio dos pontífices tinham o monopólio do conhecimento prático do direito, cujos textos se achavam guardados nos templos sagrados. Tem o dr. Carvalho Neves assento no 2° Tribunal de Alçada Civil, de S. Paulo.

São juízes de seu feito, e das suas dimensões, que levam os povos, como queria o imoral Couture, a ter mais fé no Direito, como melhor instrumento para a convivência humana; na Justiça, como normal destino do Direito; na Paz, como generoso substitutivo da Justiça e, especialmente, na Liberdade, sem a qual não há Direito, nem Justiça, nem Paz...

  • Dr. Antonio Macedo de Campos - 1954 a 1955

Exerceu ele a magistratura, em Mirassol, entre julho de 1954 e agosto de 1955, sucedendo, no cargo, ao dr. Joaquim Carvalho Neves.

Espírito aberto, de fácil relacionamento, revelando certa queda para coisas saudáveis da existência, amante da música, das letras e das artes, fanatizado pelo futebol, otimista, chispando lampejos de romântico idealismo, nas atitudes e nas idéias.

Mirassol conserva dos seus juízes, que por lá passaram, grata recordação. Hoje, a comarca de Mirassol tem razões de aprazer-se ao consignar que, dentre seus antigos magistrados, dr. Antonio Macedo de Campos ganhou relevo na magistratura, no magistério superior e nas letras jurídicas, como membro do 2° Tribunal de Alçada Civil, de São Paulo, professor universitário e autor de várias obras de direito.

  • Dr. Jayme Garcia Pereira - 1955 a 1961

O quinto juiz, em ordem cronológica, a exercer o Poder Jurisdicional, em Mirassol, foi o dr. Jayme Garcia Pereira. Assumiu a comarca em 09.09.55 e deixou o cargo, e com ele a vida, vitimado pela inominável tragédia, que o abateu, na noite de 20 de novembro de 1961, inapelavelmente.

Viveu e trabalhou em Mirassol durante seis anos, muito identificando-se com a cidade, que ele aprendeu a querer e que muito lhe queria, sem distinção de camadas sociais, mercê da imensa bondade, que de si era capaz de irradiar, sem esforço, que estendia ele a mão a todos, de maneira cordial, em atitudes muito próprias de quem somente sabia ver, no semelhante, um irmão de Cristo.

Por volta de 1960, comarca de Mirassol havia sido promovida a Comarca de segunda entrância e, ao mesmo tempo, ele também promovido, no entanto, optou pela permanência em Mirassol.

Há cinco anos, presido os destinos judiciários desta comarca. Longe de mim a vã presunção de ter agido, durante todo esse tempo, melhor do que aqueles que Cristo admitiu como paradigma para ingressar no reino Dele.

Mas, quero, humildemente, debaixo daquele juramento que fiz perante a mais alta autoridade judiciária do Estado, confessar que, se erros cometi, mais se deveram à minha inteligência do que à minha vontade.


O entendimento expresso na sentença pode ser falho, mas corrigível por outra interpretação. Mas a vontade, insuscetível de reexame, porque é a própria consciência do juiz, sempre esteve fiel para corrigir os meus erros, servindo à justiça e cultuando o direito” (Correio de Mirassol, 11/1/1962).

  • Dr. Oswaldo da Silva Ferreira - 1962 a 1964

Durante os dois anos em que exerceu a magistratura, em Mirassol, o dr. Oswaldo da Silva Ferreira não foi apenas juiz, foi um amigo e colaborador das instituições mirassolenses. Assumiu o cargo, em substituição ao inditoso magistrado, dr. Jayme Garcia Pereira, tombado, sem misericórdia, no cumprimento do dever.

Como tivesse a comarca estado algum tempo sem titular, os serviços em geral ficaram acumulados e a pauta congestionada. Nos cartórios os processos cresceram, amontoados, à espera de despachos, uma vez que os juízes da região, que, no interregno, responderam pelo expediente local, não tinham condições de dar escoamento a todos os volumosos serviços, aqui, sem prejuízo do normal expediente de suas próprias comarcas.

O novo titular que chegava, todavia, arregaçou as mangas e enfrentou o trabalho, com a disposição de um mouro e indiminuível responsabilidade e, enquanto durou sua judicatura, em Mirassol, manteve a pauta curta, cumprindo-a com rigor e pontualidade.

  • Dr. Ney de Mello Almada - 1964 a 1966

    Filho do sr. Fraterno de melo Almada e dona Francisca Alves Almada, nasceu dr. Ney de Melo Almada, no dia 18 de setembro de 1931, na cidade de Itapetininga, onde o pai exerceu, até aposentar-se, a escrivania do Cartório de Registro Imobiliário, cargo que o dignificou, sobremodo. Em conseqüência, o filho viveu, menino e jovem, em ambiente de cartório. Passou de cartório, uma vez feito bacharel, para a banca de advogado. Trocou, em seguida, a beca pela toga. Escorreito no escrever e no falar, orador de muitos recursos, como advogado não teria sido menor do que o juiz ilustre, que se tornou, ao longo do tempo.

    Trabalhou como titular da comarca de Mirassol durante pouco mais de dois anos (18.06.1954 a 23.09.1966). O apuro na construção da frase, a paixão da pureza idiomática, certo preciosismo mesmo, do qual às vezes não conseguia fugir, caracterizavam particularidades, nas sentenças que prolatava, que muito o diferenciava dos demais juízes que o antecedem, em Mirassol, ou que vieram nos próximos 30 anos de comarca.

    Durante o tempo em que exerceu a magistratura em Mirassol, tempo, não obstante curto, deixou marcada impressão de que, sem esforço, galgaria, em sua importante carreira, posições de maior relevo.
  • Dr. Silvio Irineu Bednarski - 1966 a 1967

    Diplomado pela Faculdade do Largo de São Francisco, ingressou na magistratura em maio de 1963 e serviu como juiz substituto em Marília, Pacaembu, Flórida Paulista, Tupi Paulista e Assis.

    Em 1964, ainda como substituto, respondeu algum tempo pelo expediente da comarca de Mirassol. Quando, dois anos depois, promovido de Junqueirópolis, sua primeira comarca, onde trabalhou de dezembro de 1964 a junho de 1966, assumiu o cargo, em Mirassol, como juiz titular, foi recebido em ambiente já familiar e acolhedor. E durante os onze meses em que exerceu a magistratura em Mirassol, pois em maio de 1967 era promovido para Santo Anastácio, de onde, um mês depois, me muito rápido acesso, passou-se a S.J. Rio Preto, o dr. Sílvio soube conquistar a estima definitiva dos mirrassolenses, dentro e fora d Palácio da Justiça.
  • Dr. Rui Geraldo Camargo Viana - 1967 a 1968

    Juiz dos mais jovens, que passou pela comarca de Mirassol, foi o dr, Ruy Geraldo Camargo Viana. Quando lá chegou, por volta de 1967, veio promovido de Nhandeara, onde permanecera durante dois anos. Formou-se em 1962 e, durante pouco tempo, exerceu a advocacia. Ao ingressar na magistratura, em 1964, com 26 anos de idade, servira como substituto, na jurisdição de Santos, a grande comarca paulista, eu lhe deu, desde logo, ampla oportunidade de ampliar conhecimentos jurídicos colhidos na faculdade e na banca.

    Absolutamente descontraído, como homem e como juiz, impenitente conversador, concordando e discordando, sempre de maneira jovial, excessivamente loquaz e bem informado dos assuntos que tratava, falando e sorrindo, interrogando e julgando, indeferindo e provendo, no cível, ou absolvendo e condenando, no crime, procedia, tranqüilamente, com a firmeza do juiz que tem inarredável consciência de estar agindo com justiça.
  • Dr. Ayuch Amar - 1968 a 1969

    Quando o dr. Ayuch Amar assumiu a judicatura, em Mirassol, contava com 28 anos de idade. Ingressara, em seu importante ofício, com apenas 25, cerca de após dois anos, pouco mais, haver-se formado em ciências jurídicas e sociais, pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Juiz titular de Presidente Epitácio, em 1967, naquele mesmo ano removeu-se para Mirandópolis, onde, em 1965/66, ao ingressar na magistratura, havia feito seu noviciado.

    Antes de tornar-se juiz, advogara durante três anos, na capital de S. Paulo, seu berço natal. Promovido para Mirassol, em 1968, já no ano seguinte alcançava a terceira entrância, em São Paulo, onde fora juiz de entrância especial, o titular da 21ª Vara criminal.
  • Dr. Pércio Martins Mancebo - 1969 a 1972

Nascido no dia 24 de fevereiro de 1939, filho do sr. José Martins Mancebo e dona Benedita Martins, formou-se pela Faculdade de Direito de S. Francisco, em 1965, e dois anos depois (12.07.1967), já ingressava na magistratura. Antes de assumir, como titular a comarca de Cerqueira César, em julho de 1968, havia judicado, na qualidade de substituto, em Tupã, S. José dos Campos, Paraibuna, Caraguatatuba, Ubatuba e S. Sebastião. Em dezembro de 1969, obtida sua primeira promoção, veio ade Cerqueira César para Mirassol, onde permaneceu, durante dois anos e meio.

O juiz, que já se revelara servidor bem talhado para a profissão que escolhera, especialmente naquele setor da vida judiciária local, mostrou elogiável bom senso na apreciação dos casos “sub judice”. Deve-se levar ao crédito do inteligente magistrado os ótimos resultados advindos do seu amadurecimento e do seu equilíbrio, da sua habilidade, em suma, no relacionamento pacificador, na época, mantido junto às partes interessadas.

Quando partiu, em julho de 1972, para ter assento numa das varas cíveis da capital de São Paulo, onde ficou durante pouco tempo. Depois removido, por permuta, para Araraquara, onde foi titular da 1ª vara e diretor do fórum. Dotado de inegável capacidade de trabalho, com sua queda para servir à comunidade, através da profissão, encontrava tempo de colaborar no magistério de 3° grau, lecionando Direito Agrário na Escola Superior de Agrimensura, Direito de Construir na Faculdade de Engenharia e Direito Civil na Faculdade de Direito, todas localizadas na cidade de Araraquara.

  • Dr. Carlos Alceu de Carvalho Junqueira - 1972 a 1973

    Quando o dr. Carlos Alceu Carvalho Junqueira assumiu a comarca de Mirassol, sucedendo ao dr. Pércio Martins Mancebo, procedia de Duartina, onde exercera sua primeira judicatura – como titular. Diplomado pela Faculdade de Direito da Universidade de S. Paulo, em 1952, ao ingressar em sua carreira (15.01.69) como substituto, serviu na jurisdição de Santo André.

    Vinha de uma jornada de quase dezenove anos, pelos caminhos da advocacia, na região de Graça. Em Garça, manteve sua banca, enquanto advogou. Nenhum outro juiz que em Mirassol chegou, trazia, como ele trouxe, maior vivência no setor dos negócios jurídicos.

    Nem sempre capaz de refrear algum natural impulso de seu temperamento. Nunca, porém, deixou de ser sincero em suas manifestações, como juiz ou cidadão. E, tendo aprendido, como advogado, a ser juiz, como juiz aprendeu, desde cedo, a reverenciar, com nobreza de gestos, a figura originária do homem de beca.
  • Dr. Justino Magno Araújo - 1973 a 1975

    Promovido da comarca de primeira entrância, de General Salgado, assumiu sua judicatura em Mirassol em 19.10.1973, onde permaneceu até 17.12.1975, quando desligou-se, em virtude de sua promoção para a cidade de Taubaté.

    Confirmado seu tropismo pela pesquisa e dedicação ao Direito, extravasando atividades de mera rotina, já se iniciou nas lides dando ao público duas monografias intituladas “O Poder Judiciário Brasileiro a partir da Independência” (separata da revista “Justitia”, v. 81) e “Da Jurisprudência como Fonte do Direito Tributário” (separata da Revista de Jurisprudência do Tribunal de Justiça de S. Paulo, 25/13-33). Essas publicações oferecem bons prognósticos, que se lhe abrem à frente, no vasto campo da literatura jurídica.
  • Dr. Valdir Augusto de Carvalho - 1976 a 1981
  • Dr. Antonio Bastos Rubio - 1981 a 1983

1ª Vara

  • Dr. Tito Marcondes Júnior - 1983 a 1983
  • Dr. Márcio Goulart da Silva - 1983 a 1985
  • Dr. Merchides Toniolo - 1985 a 1988
  • Dr. João Batista Machado - 1988 a 1990
  • Dr. Geraldo Celso de Oliveira Braga Júnior - 1990 a 1996
  • Dr. Jorge Luiz Abdalla Buassi - 1997

2ª Vara

  • Dr. Luiz Flávio Gomes - 1984 a 1985
  • Dr. Luiz Eduardo Cicote - 1985 a 1989
  • Dr. Lavínio Donizetti Paschoalão - 1990 a 1992
  • Dr. Antonio Roberto Andolfato de Souza - 1992 a 1999

3ª Vara

  • Dr. Jair Caldeira - 1990

Alguns advogados da década de 50 :

  • Dr. Joaquim Carvalho Neves
  • Dr. Walter Simardi
  • Dr. Antônio Cândido Moreira
  • Dr. Mariano de Sirqueira Filho
  • Dr. Virgilio Gaudie Fleury
  • Dr. Valdermar Alves da Costa

Denominações anteriores: São Pedro da Mata Una

Fundadores: Joaquim da Costa Penha, mais conhecido nesta região por Capitão Neves.

Dada da fundação: 8 de setembro de 1910.

Município: Mirassol passou a município em 23 de dezembro de 1924.





















Quando São José do Rio Preto tornou – se comarca, desligando-se de Jaboticabal, em 1904, para aí convergiram homens afeiçoados ao trabalho e em busca de novas possibilidades. Muito contribuíram para o desbravamento dessa região os agricultores Frederico Meyer, Portugal Freixo e Francisco Crespo, que pela localização exata das áreas, identificaram as legítimas propriedades. Por volta de 1908, as primeiras glebas das fazendas Sertão dos Inácios, Bálsamo, Tatu, Campos e Barra Grande, foram adquiridas pelos novos povoadores e entre estes, Joaquim da Costa Penha e Vitor Cândido de Souza. Estes dois sertanistas, quando rapazes, haviam se encontrado em Motuca – MG, (posteriormente Vila Eloy), terra onde nasceu Joaquim da Costa Penha. Voltaram a se encontrar em Bebedouro e Monte Azul e, por fim vizinhos nas fazendas Campo e Sertão dos Inácios.

Na junção de suas propriedades, ergueram no dia 8 de setembro de 1910, o cruzeiro, marco perpétuo da fundação de São Pedro da Mata Una, (atual Mirassol).

Joaquim Neves, então, residente em Monte Azul, relata o seguinte no seu diário: “hoje, às doze horas, sigo de viagem para São José do Rio Preto e daquela cidade, com destino ao meu sítio, que é além duas léguas e três quartas mais ou menos; aí vou com pretensões de fundar a florescente e futurosa povoação da Mata Una, sita nos espigões das fazendas Três Barras, campo, Piedade e Sertão dos Inácios. Hoje, às 8 horas assistiu missa na matriz desta vila, mandada celebrar ao Bom Jesus pela Sra. Joaquim Nabuco (em 23-8-1910)”.

No dia 5 de setembro de 1910, após vivas a São Pedro e a Nossa Senhora Aparecida, deu-se início à roçada da densa mata. Em 1912, por proposta do Capitão Neves, Mata Una passou a chamar-se Mirassol, pois com as derrubadas das matas divisava-se melhorar o sol e também, segundo dizem por ter sido encontrada nessa região ocasião uma moita de girassol. Como havia espanhóis na região, começaram a substituir “gira” por “mira”, originando daí, o nome Mirassol. Nesse mesmo ano foi rezada a primeira missa, na capelinha erguida em terras doadas pelos senhoras Modesto José Moreira, Vitor Candido de Souza e Joaquim da Costa Penha.

Em 1914 foi criado o distrito policial.

No dia 3 de abril de 1920, foi instalado o distrito de paz, criado pela Lei n° 1667, de 27 de novembro de 1919.

No dia 24 de dezembro de 1922 foi instalada a paróquia de Mirassol.

Pela Lei n° 2007, de 23 de dezembro de 1924 foi elevada a Município, com os seguintes distritos: Bálsamo, Barra Dourada, Ubarana, Miralua, Colombo e Jacutinga. Continuou pertencendo à comarca de Rio Perto.

Em 1926, foram desmembrados os distritos de Cerradão e Ubarana, que constituíram o Município de José Bonifácio.

Mirassol foi elevado à comarca com o Município de Iboti pelo Decreto – lei n° 14.224, de 30 de novembro de 1944.

Em 1945 foram desmembrados os distritos de Nevese, Barra Dourada, que constituíram o Município de Iboti.



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  • Origem do nome

Durante dois anos a cidade manteve o nome de MATTA UNA, até que nas ruas da vizinha Rio Preto, a cidade começou a ser chamada de "MATA UM”.

Aborrecido com o apelido que os Riopretenses passaram a dar a cidade, o fundador resolveu então mudar o nome da cidade, mas ainda não tinha em mente o novo nome.

Até que um dia, o fundador passeava a cavalo, pelo largo da capelinha, onde se cultivavam roças de arroz, quando um dos enxadeiros chamou-lhe a atenção para a existência no local, de grandes flores redondas de cor amarelo-ouro, então ele disse:

- É Girassol!

O Roceiro retrucou...

- Não e não, seu capitão, o nome dessa flor é Mirassol!

(O nome da flor pode ser Girassol ou Mirassol)

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  • Personagem

Anísio José Moreira

A preocupação com o futuro do ensino público de Mirassol fez com que um morador da cidade tomasse uma decisão incomum. Anísio José Moreira, homem que abdicou da carreira de médico para investir na política na primeira metade do século 20, deixou em seu testamento 250 ações da extinta Companhia Paulista de Estradas de Ferro (Fepasa) em nome da escola estadual de Mirassol que leva o seu nome. O documento foi elaborado em 1957, um ano antes de sua morte. Anísio Moreira, que havia sido deputado estadual e federal e prefeito de Mirassol, morreu vítima de um acidente aéreo em 23 de outubro de 1958. O político se foi, mas as ações ficaram e se transformaram em R$ 81,5mil.

Madalena Moreira

Acusada de mandar matar o magistrado Jaime Garcia Pereira, titular da comarca de Mirassol e pai de três filhos, a tiros, em emboscada, pelo pistoleiro Augusto Severino da Silva, vulgo Juquinha, no dia 20 de novembro de 1961, naquela cidade.

Foi condenada a pesada pena após três julgamentos. Madela foi casada com Anisio Moreira, que morreu em 1959, em desastre de avião.

Mulher enérgica e voluntariosa, passou a administrar o vasto patrimônio deixado pelo marido. Não tardou a se indispor com o juiz Jaime Garcia, que presidia um processo no qual o Banco do Brasil executava uma dívida de 23 milhões de cruzeiros.

O juiz determinou a penhora das fazendas da milionária, assinando com isso a própria sentença de morte. Madalena viajou para Mato Grosso, onde contratou Juquinha, que executou o juiz quando ele conversava com a família, na varanda de sua residência.

Roída pelo remorso, Madalena confessou seu crime ao vigário de Mirassol. O padre respeitou o segredo do confessonário, mas a convenceu a se entregar à polícia.

Madalena foi condenada ainda - fato na época inédito na Justiça brasileira - a pagar 350 mil cruzeiros à família da vítima, face a uma ação de indenização proposta pelo advogado Edevaldo Alves da Silva.

Joaquim da Costa Penha

Sertanista, mais conhecido como Capitão Neves, junto com o Coronel Victor Cândido de Souza, fundou Mirassol sob a denominação de São Pedro da Mata Una.

Cândido Brasil Estrela

Sr. Cândido Brasil Estrela possuía em 1924 uma fazenda em Mirassol e pretendia formar uma quantidade grande de cafeeiros, objetivando atingir 1.000.000 pés de café, e no início iria plantar 100.000 pés. Nesta época só existia na região, Mirassol, Monte Aprazível, Tanabi e Cosmorama. Votuporanga, Fernandópolis e Cardoso ainda estavam sendo formadas. Com o objetivo de vir para o que viria a ser Mira Estrela, o Sr. Cândido contratou 200 peões, pois na época era muito difícil conseguir trabalhador na região. Esses peões vieram abrindo estradas para possibilitar a chegada até a atual área adquirida. O Sr. Cândido Brasil Estrela, fixou residência na sede do Córrego de Ouro Verde, ali construiu uma colônia, fez também a derrubada dos matos e iniciou o plantio da lavoura de café, quando o inesperado aconteceu, sem que ninguém pudesse fazer nada. Em 1929, o mundo inteiro entrou na maior crise econômica que já se conheceu na história do capitalismo. Vendo que não podia continuar com a cafeicultura parou tudo que estava fazendo, pois o café nada mais valia. E assim se o Sr. Cândido continuasse, perderia muito dinheiro e iria se quebrar, como grande parcela de fazendeiros do café quebraram. Era impossível reverter as conseqüências da crise, pois a depressão econômica era total. Optou por retornar a Mirassol, sua terra natal, e aguardar o desenrolar da crise. Deixou o Capitão Delfino tomando conta de sua fazenda, bem como de seus pertences. Em 1938 o Sr. Cândido B. Estrela retorna para Mira Estrela e espera a recuperação da grande crise econômica de 1929. O Sr. Cândido tinha uma propriedade em Mirassol, lá morava a família Castrequini, família de grande valor pessoal, de origem italiana, eles formavam um grande eucaliptal para o Sr. Cândido, eram muito trabalhadores. O chefe dos irmãos era o Sr. Benedito Castrequini, depois Paschoal Castrequini, Vicente, Paulo, Salvador e ainda outros irmãos, mas esse era o grupo maior. Convidados em 1941 a virem para cá (Mira Estrela), reiniciaram a abertura da fazenda que era de mais ou menos 4.000 alqueires de terras. O Sr. Cândido vendeu para os Castrequini 400 alqueires, que foram subdivididos entre os membros da família. A cidade de Mira Estrela foi fundada no dia 21 de fevereiro de 1941, no mesmo local onde está hoje, na época abrangeu uma das terras vendida aos Castrequini, e uma parte da fazenda do Sr. Cândido.

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  • Locais históricos

Museu Municipal

Instalado em prédio próprio, construído em parceria pela Prefeitura Municipal e Sociedade Cultural Mirassolense. Foi fundado em 22 de agosto de 1945 e só oficializado como museu a 8 de setembro de 1953. O fundador foi Jezualdo D’Oliveira.

Seu acervo já é considerável, não somente contando a história de Mirassol, Alcança várias outras áreas de Conhecimento e Cultura, seu acervo de fotografias está estimado em cerca de 20.000 fotografias. Encontra também material trazido pelos pracinhas que lutaram na 2ª Guerra Mundial e da Revolução Constitucionalista de 1932.

Infelizmente este museu, anda meio esquecido pelos governantes, talvez por falta de verba, talvez por descaso, o fato é que o mesmo já foi assaltado por mais de uma vez, levado uma antiga metralhadora e moedas de ouro.

Há ainda várias infiltrações que estariam danificando peças preciosas da história.

Casa de Cultura de Mirassol

Uma das obras arquitetônicas mais bonitas do Município. Está em projeto para ser tombada como patrimônio histórico e Cultural devido a sua bela arquitetura e sua história.

Funciona basicamente como cinema e serve também para apresentações de teatro e exposições de fotos.

Biblioteca Municipal

Mirassol conta também com uma boa biblioteca funcionando no segundo andar da Casa de Cultura de Mirassol.

Encontra vários livros, inclusive escritos em outras línguas, além de livros sobre a cidade de Mirassol e enciclopédias diversas.

Estação



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Agricultura

Proprietário agrícola existentes – 1.000

Proprietário agrícola com menos de 20 alqueires - 673

Proprietário agrícola de 20 a 50 alqueires - 212

Proprietário agrícola de 50 a 100 alqueires - 66

Proprietário agrícola de 100 a 200 alqueires - 32

Proprietário agrícola de 200 a 500 alqueires - 13

Proprietário agrícola de mais de 500 alqueires – 4

Variedade de culturas praticadas: café, algodão, milho, arroz, feijão, batatinha, amendoim.

Valor global aproximado das propriedades agrícolas: Cr$ 160.000.000,00

Comércio

Número de firmas taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 211

Relação das consideradas grandes firmas:

Fazenda e armarinhos: Casas Pernambucanas, Artur Ludgren & Cia., Bazar Santo Antônio, Bazar São Nicolau, Casa Guarani, Casa Grega, Casa Mascote, casa Verde, casa de Retalhos Artur.

Secos e molhados: Casa Mardegan & Cia., Irmãos Zanin,Iirmãos Bradimarte & Cia., José Caria Navarrete, Deabis Mubarak, Nagil Abinagem & Sobrinho, Orestes Carali Filho, Antônio Navarrete Guilhern, Paulo Secches & Cia., Empório do Centro, Casa F. Dias & Cia. Ltda., Casa Munhoz e Saura, Casa J. J Mendes Pequito, Casa Joaquim Marques de Matos, Damião Veloni Felício, Dante Felício Perin.

Acessórios para automóvel: Posto José Mardegan Neto, Posto Oscar Agide Arati e Posto Shell de Irmãos Pretoni.

Rádios e acessórios: Rádio Elétrica falange, Casa Rozerati, “ A iluminadora e Casa Rádio de José Mardegan Neto.

Alfaiataria: Alfaiataria Peroco, Alfaiataria Lofrano, Alfaiataria Brienza.

Casa de presentes: Casa Sérgio e Relojoaria Vita.

Indústria

Números de indústrias taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 148

Número de operários trabalhando nas indústrias: 250

Capital invertido na indústria no município: Aplicado Cr$ 12.228.554,00; Realizado Cr$ 11.453.300,00

Relação das consideradas grandes indústrias:

Fábrica de Calçados: Indústrias Galhardo, Fábrica de calçados Simbol, Fábrica de calçado Trevizan, Fábrica de calçados Zecchin, Fábrica de calçados Fernandes.

Fábrica de Móveis: Indústrias Galhardo, Fábrica de Móveis Baitelo, Fábrica de Móveis Santo Antônio, Fábrica de Móveis Rodrigues.

Fábrica de Colchões: Indústrias Galhardo, Fábrica de colchão Pioneira de Hugo Bortoluci e Fabrica de Colchões Brasil.

Fábrica de Bebidas: Destilaria Mirassol, Destilaria Treme.

Fábrica de artigos de montaria: Selaria Pioneira e Selaria Vencedora.

Fábrica de artefatos de ferro: Oficina Curti, Oficina de Serralheiro e Caldeireiro Domarco.

Fábrica de carrinhos e carroças e carrocerias de auto-ônibus: oficina Cristante, Oficina Franco, Oficina Calíster, Oficina de Carroceria de Ônibus Genari.

Fábrica de produtos alimentícios: Pastifício São Paulo, Mercantil Industrial Brandimarte e Fábrica de Doces Covísio.

Laticínio: Fábrica de Laticínio Eureka.

Fábrica de máquinas de benefício: Máquina Bacan.

Fábrica de sabão: Mercantil Industrial Brandimarte.

Fábrica de fogos: Fábrica de fogos Eduardo Lemes Mures.

Serraria: Serraria São José.

Fábrica de vassouras: Fábrica de vassouras Santo Ari e Fábrica de vassouras São Luiz

Fábrica de laços: Fábrica de laços Brasil.

Bancos

Agências ou filiais de bancos do município: Banco do Brasil S/A, Banco do Estado de São Paulo e Banco de São Paulo.

Caixa Econômica Estadual

Número de depositantes: 3.086
Montante dos depósitos: Cr$ 8.796.311,10

Coletoria Estadual

Arrecadação em 1948: Cr$ 6.300.930,90

Coletoria Federal

Total de arrecadação do Imposto de Renda: Cr$ 592.890,60

Idem do Selo de Educação e Saúde: Cr$ 61.752,00.

Correios e Telégrafos

Classe de agência: 3ª

Montante da última arrecadação: Cr$ 301.957,50

Montante de arrecadação de taxas de Reembolso Postal: Cr$ 183.506,70

Outras agências postais existentes no município: Agência Postal do distrito de Bálsamos e Agência do distrito de jaci.

Estradas de Ferro

Estradas de ferro que servem o município: Estradas de Ferro Araraquara.

Distância entre o município e a capital: 564,700 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 13 horas e meia.

Custo de passagens entre a capital e o município: 1.ª classe, ida somente: Cr$ 161,20; 2.ª classe, Cr$ 75,00. Ida e volta: Cr$ 120,00.

Números de trens diários entre o município e a capital: 3, com baldeação em Araraquara.

Estradas de Rodagem

Estradas estaduais que cortam o município: Estrada Estadual de São José do rio Preto a Pereira Barreto.

Distância entre o município e a capital: 637,100 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 12 horas. (automóvel)

Estradas municipais que cortam o município: As que ligam o município aos distritos e municípios circunvizinhos.

Transportes rodoviários: Linhas que atravessam o município, ligando-o a todos os distritos e cidades vizinhas, mas com sede fora do município: 8. com sede no município: 4

Aviação

Localização do campo de pouso: 3 quilômetros.
Número de pistas: 2, nas direções EW e NS.

Capacidade das pistas e tipo: 600 X 80 cada pista, recebendo aparelho com peso inferior a 5.000 quilos. Tipo: terra.

Aero Clube: Tem.

Número de aviões de treinamento: 3 sendo Piper Crize: 1,Piper Tryner: 1, Ayronca: 1

Alunos inscritos: 9

Pilotos já brevetados: 63

Orçamento Municipal

Orçamento Municipal para 1949: Cr$ 2.200.000,00

Arrecadação em 1948: Cr$ 1.433.469,50

Despesa em 1948: Cr$ 1.600.724,40

Informações Político-Administrativas

Atual prefeito municipal: Antônio Novais Romeu

Vereadores municipais: Antônio C. Moreira, Antônio Petroni Sobrinho, Ângelo Caseli, Emílio Abdo José, Ernesto Trevisan, Florindo Brandimarte, J. M. Campos Maia, José Sicard, Juvenal Sousa Antônio Góis, Leonídio Oliveira, Luís Neves, Marino V. Tezini, orlando Maraldi, Rafael Lofrano, Tufic Madi.


Realizações da atual administração: estão em obras: completar a rede de águas e esgotos, com as respectivas estações de tratamento; completar a iluminação pública; ampliar e melhorar as estradas municipais; arborização públicos; abertura de novas avenidas; plano de urbanização com previsão para o futuro desenvolvimento das zonas urbanas e suburbanas; formação de mais uma praça com jardim; melhoramento das ruas, abaulando-as com pedregulhos.


Número de eleitores qualificados: 4.779

Zona eleitoral: 72.ª.

Seções eleitorais: 22.

Número de eleitores que compareceram ao último pleito: 3.462

Educação

Escolas secundárias: Ginásio Estadual, Escola Normal Estadual e Escola Técnica de Comércio São Paulo, esta última particular.

Escolas primárias: grupos escolares: 4; número de alunos matriculados: 1.580. Particulares: um jardim de infância, com 38 crianças.

Escolas urbanas: Mantidas pelo estado: 3. Números de alunos matriculados: 114.

Escolas isoladas rurais: Mantidas pelo Estado: 16. Pelo Município: 5. Número de alunos matriculados: 779.

Número de crianças em idade escolar afastadas das escolas: 1.500

Alfabetização de adultos: número de cursos: 3; matriculados: 241.

Associações culturais: Casa Machado de Assis, Rotary Clube de Mirassol, Loja Maçônica “Amizade e Justiça” e Loja Maçônica São João de Escócia e Grêmio Literário Rui Barbosa.

Associações Esportivas: Mirassol Futebol Clube, Bálsamo Futebol Clube, Tupã Clube, Sociedade Esportiva Palmeiras, Grêmio Esportivo Rui Barbosa.

Associações Recreativas: Associação dos Empregados no Comercio, Industrial e Agrícola de Mirassol.

Saúde

Hospitais existentes no município: 2. Mantidos por instituições beneficentes: Santa Casa de Misericórdia.

Subvenções que recebem: Municipal: Cr$ 32.947,00; Estadual: Cr$ 26.865,00; Federal: Cr$ 9.500,00.

Serviços de Saúde: Centro de Saúde de Mirassol, mantido pelo Estado.

Montante da arrecadação de selo de educação e saúde no último exercício: Cr$ 61.752,00

Verbas federais aplicadas nesse setor no último exercício: Cr$ 9.500,00

Informações Urbanas

Números de prédios existentes: 1.400

Edifícios públicos: Prefeitura Municipal, Fórum, Matriz da cidade, Capela Nossa Senhora da Aparecida, Ginásio e Escola Normal Estaduais, Grupo Escolar, Mercado Municipal, grupo Escolar, Mercado Municipal, Santa Casa de Misericórdia, Delegacia de Polícia, Centro de saúde. Cine Teatro São Pedro, Coletorias estadual e federal, caixa Econômica Estadual, Agência do Correio.


Número de ruas: 33

Número de praças: 3.

Número de jardins: 2.

Atrações turísticas: Gruta de Mirassol, sítio próximo à cidade e agradavelmente arborizado, com fontes de límpidas águas.

Hotéis: Comercial, Central, São Paulo e Mineiro.

Imprensa: Semanários “Correio de Mirassol”, diretor Mauro Cavalieri; “Gazeta de Mirassol”, diretor Miguel Cione. Mensários: “A escola” e “Grêmio Estudantil de Imprensa” dirigidos ambos pelos estudantes das escolas secundárias.

Veículos licenciados: a motor: 320; tração animal: 362.

Monumentos: Monumentos artístico: A imagem de Cristo em tamanho natural, e Símbolo do prolongamento da estrada de ferro Araraquara, consistente em duas rodas e uma braçagem de locomotiva, esculpidas em pedra. Monumento histórico: cruz da Fundação de Mirassol (simplesmente um calvário de madeira)

Serviços Públicos

Iluminação: Cia. Paulista de Força e Luz, que cobra Cr$ 1,146 o quilowatt-hora.

Energia Elétrica: Fornecida pela mesma Companhia a Cr$ 0.444.

Telefones: Empresa Telefônica do rio Preto, 264 aparelhos ligados.

Matadouro Municipal: Números de reses abatidas em 1948. Na sede: bovinos: 1.990, suínos: 1.200. Nos Distritos: bovinos: 7000; suínos: 300.

Cemitérios: Cemitério Municipal, na sede e cemitério Municipal também nos distritos de Bálsamo, Jaci, Mirassolândia, Ruilândia e no povoado de Macaúbas.

Bibliotecas: Biblioteca pública Municipal, Biblioteca da Loja Maçônica São João da escócia, Biblioteca Pedagógica Circulante Prof. João Prado de Carvalho, e Biblioteca escolar do Ginásio e Escola Normal Estadual.

Guarda noturna: Mantida pela população.

Informações Religiosas

Organização da Igreja Católica: 3 Paróquia, sendo uma na sede com o nome Paróquia de São Pedro, uma no distrito de Bálsamo com a denominação de Paróquia Nossa Senhora da Paz e outra no distrito de Jaci com no nome de São Benedito. Estas paróquias são subordinas à dioceses de São José do Rio Preto.

Obras assistenciais mantidas pela Igreja Católica: Conferência Vicentina Nossa Senhora Aparecida. Oficina de costura Santa Rita de Cássia.

Organização da Igreja Protestante: Igreja Cristã Presbiteriana, filiada à Igreja Cristã Presbiteriana do Brasil.

Organização dos Centros Espíritas: Centro Espírita Vicente de Paula, filiado à federação Espírita do Rio de Janeiro.

Obras assistenciais mantidas pelo Espiritismo: Caixa de auxílio aos necessitados. Albergue Noturno com distribuição de sopa.

Profissões liberais

Médicos: Drs. José Silcard, José Cândido Moreira, Anísio José Moreira, Ernani da Gama Corrêa, Denir Zamoriolli, Juscelino Manso Vieira, Valdomiro Tomé, Abdias Nogueira e A. Feloni de Matos.

Engenheiros: Drs. Modesto José Moreira Júnior, Henrique Ernesto Bianco agrônomo dr. Rubens F. Pinto da Silva.

Dentistas: Drs. Ademar Pardi, Antônio Lúcio Santana Clemente de Oliveira, Consíglia Tedeschi, Marco Antônio P. Sales, Armando Verri, Adinael Alves da Costa, Fermiano Bueno Pacheco, José Emídio de Faria, João Vaz Pinto, Salvador Brailer, Luís Garcia de Figueiredo, Pedro Coelho.

Farmácias: São Pedro, Nossa Senhora Aparecida, São José, São Bento, Flora, Santa Rita, Oliveira, Nossa Senhora da paz, Santo Antônio, São João.

Cinemas: Cine Teatro São Pedro, com capacidade para 634 pessoas.

Corporações musicais: Corporação Carlos Gomes.