Sexta-feira, 20 de outubro de 2017

ISSN 1983-392X

2006

Em 2 de abril de 1909 é criado o Curato de Penápolis desmembrando-se da paróquia de Bauru. A 17 de novembro, pela Lei Estadual nº 1177, é criado o distrito de paz de Penápolis, nesta data recebendo o povoado o novo nome. Ficou pertencendo à comarca de Rio Preto. Em 16 de dezembro de 1911 é decretada a criação da Comarca de Bauru, submetendo-se a ela toda a zona noroeste.

No dia 22 de dezembro de 1913, pela Lei Estadual nº 1397, Penápolis é elevada à categoria de município. Continua a pertencer à comarca de Bauru. Finalmente, em 10 de outubro de 1917, foi o município de Penápolis elevado a termo de Comarca, pela lei nº 1.557 e em 27 de julho de 1918 é instalada, sendo seu primeiro Juiz de Direito o Dr. Cândido da Cunha Cintra.

Penápolis ficou pertencendo à comarca de:

Comarca de Rio Preto – 1909

Comarca de Bauru – 1910

Comarca de Penápolis – 1917


Foram incorporados à mesma os seguintes municípios:

Araçatuba, pela lei nº 1.812, de 8 de dezembro de 1921;

Birigui, pela lei nº 1.811, de 8 de dezembro de 1921;

Promissão, pela lei nº 1.934, de 23 de novembro de 1923;

Avanhandava, pela lei nº 2.102, de 29 de dezembro de 1925;

Glicério, pela lei nº 2.114, de 30 de dezembro de 1925;

Coroados, pela lei nº 2.339, de 28 de dezembro de 1928.

Foram desanexados:

Araçatuba, pela lei nº 1.887, de 8 de dezembro de 1922;

Promissão, pelo decreto 7.104, de 10 de abril de 1935;

Birigui e Coroados, pelo decreto 6.447, de 19 de maio de 1934.

A comarca de Penápolis consta atualmente dos seguintes municípios:

Penápolis, Alto Alegre, Glicério, Avanhandava, Braúna, Barbosa,Luiziânia

Advogados de destaque na década de 50 :

  • Dr. Felipe Freitas
  • Dr. Edgar Sampaio
  • Dr. Heraldo Barreto
  • Dr. Braulio Samarco
  • Dr. Nelo Salen
  • Dr. Ênio Soliani
  • Dr. Bolívar Roxo Nobre

Juízes que passaram pela comarca :

  • Dr. Cândido da Cunha Cintra – 1918 a 1930

O desembargador Cândido da Cunha Cintra nasceu em Piracaia, São Paulo, em 1882. Cursou o Colégio São Luis em Itú, e, se formou pela Faculdade de Direito em São Paulo. Foi delegado de Polícia de Atibaia e das seguintes cidades: Piracaia, Pirassununga, Palmeira, São Carlos e Piracicaba. Mais tarde, como Juiz de Direito de Apiaí, foi removido para Caconde, Penápolis, Amparo, Baurú e finalmente para São Paulo, para a 3ª Vara Cível. Depois foi nomeado Desembagador do Tribunal de Apelação. Faleceu em São Paulo, em 1970.

  • Dr. Oswaldo Pinto do Amaral – 1930 a 1931
  • Dr. José Augusto de Lima – 1931 a 1931
  • Dr. Francisco Motta Júnior – 1931 a 1936
  • Dr. Osório Calheiros Gatto – 1937 a 1938
  • Dr. Benedicto de Oliveira Noronha – 1938 a 1940
  • Dr. Raphael de Barros Monteiro – 1940 a 1940

O ministro Rafael de Barros Monteiro nasceu em 26 de outubro de 1908, em Areias, Estado de São Paulo. Formou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, onde recebeu a láurea Rodrigues Alves. O ministro Barros Monteiro advogou no fórum de São Paulo. Prestou concurso para ingresso na magistratura do Estado, classificou-se em primeiro lugar e nomeado juiz substituto de Penápolis, de onde foi removido para Jaboticabal. A seguir foi juiz de Direito titular das comarcas de Santo Anastácio, Penápolis e Olímpia, de onde foi removido para o cargo de juiz adjunto da Capital Paulista. Foi juiz de Direito da Décima-Quinta Vara Criminal da Capital, ascendeu, então, ao cargo de desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, em novembro de 1949. Nessa condição ocupou todos os cargos diretivos da Justiça Eleitoral do Estado de São Paulo. Em 1964 foi eleito primeiro vice-presidente do Tribunal de Justiça. Dessa posição, em julho de 1967, foi alçado ao cargo de ministro do Supremo Trinbunal Federal. Foi ainda presidente da Associação Paulista dos Magistrados e professor de Direito Processual Civil da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP. Faleceu em 03 de maio de 1974.

  • Dr. Alberto da Silva Campos – 1940 a 1944
  • Dr. Pedro Augusto do Amaral – 1944 a 1946

Foi do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Faleceu em 4 de novembro de 1975.

  • Dr. João Guzzo Filho – 1946 a 1954
  • Dr. Darcy de Arruda Miranda – 1954 a 1955

Advogado graduado na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (1938), juiz de Direito aposentado (1947-1966). Foi professor de Direito Civil na Faculdade de Direito Mackenzie de 1957 a 1970, lecionando também Teoria Geral do Estado. Trabalhou de 1970 a 1975 como diretor da Faculdade de Ciências Econômicas Dom Pedro II. Desde a fundação da Faculdade de Direito de Sorocaba até março 1995, foi titular da cadeira de Direito Civil, recebendo os títulos de Cidadão Sorocabano da Câmara Municipal e de Professor Emérito da Faculdade de Direito. Autor dos seguintes livros: Repertório da Jurisprudência do Código de Processo Penal, Ed. Max Limonad, São Paulo, 1953; Dos abusos da Liberdade de Imprensa, Ed. Revista dos Tribunais, São Paulo, 1959; Comentários à Lei do Divórcio, Ed. Saraiva, São Paulo, 1978; Comentários à Lei de Imprensa, Edit. Revista dos Tribunais, São Paulo, 1995; Anotações ao Código Civil, Ed. Saraiva, São Paulo, 1995; Em colaboração: Código de Processo Civil nos Tribunais e Código Civil nos Tribunais, atualizados até 1994; Crimes Contra a Honra, Ed. Jurídica Brasileira, São Paulo, 1995.

  • Dr. José Miranda Leite – 1955 a 1961
  • Dr. Sebastião Cabotto Carreta – 1961 a 1966
  • Dr. Carlos Moretzsohn de Castro Negreiros – 1966 a 1967
  • Dr. Francisco César Pinheiros Rodrigues – 1967 a 1968
  • Dr. Luiz Roberto de Almeida – 1968 a 1969
  • Dr. Remo Cardoso Pasqualini – 1969 a 1972
  • Dr. Boris Padron Kauffman – 1972 a 1972
  • Dr. Jorge Cocicov – 1973 a 1975
  • Dr. Edisson Mesquita de Paula – 1975 a 1976

1a Vara

  • Dr. Edisson Mesquita de Paula – 1976 a 1981
  • Dr. Anísio Ferreira Barbosa – 1982 a 1985
  • Dr. Nelson Judice Muniz – 1985 a 1987
  • Dr. Edson Luiz Ribeiro – 1987 a 1990
  • Dr. Benedito Antonio Okumo – 1990 a 1994
  • Dr. Ricardo Pereira Junior – 1995 a 1996
  • Dra. Ivana Márcia de Paula e Silva - 1997

2a Vara

  • Dr. Paulo Sergio Fernandes de Oliveira – 1976 a 1978
  • Dr. Antonio Freitas – 1978 a 1983
  • Dr. Jasp Pedroso – 1983 a 1984
  • Dr. Wellington Maia da Rocha – 1984 a 1985
  • Dr. Manoel Ricardo Rebello Pinto – 1985 a 1985
  • Dr. Marco Antonio Pinheiro Machado Cogan – 1986 a 1987
  • Dr. Miguel Marques e Silva – 1987 a 1989
  • Dr. Claudio Luiz Bueno de Godoy – 1989 a 1991
  • Dra. Soraya da Rocha Melo – 1991 a 1993
  • Dr. Fernando Augusto Fontes Rodrigues Júnior – 1993 a 1996
  • Dr. João Thomaz Diaz Parra – 1996 a 1998

3a Vara

  • Dr. Luiz Pinheiro Sampaio – 1991 a 1993
  • Dra. Eliana Molina Arnal Dias - 1993

Denominações Anteriores: Maria Chica e Santa Cruz do Avanhandava.

Fundadores: Dr. Manuel Bento da Cruz e Eduardo de Castilho.

Data da Fundação: 25 de outubro de 1908.

Penapólis, como todas as cidades da região noroestina, tem suas páginas históricas cheias de lutas sangrentas, quer na colonização quer na construção da estrada de ferro. Os primeiros habitantes desta região tiveram sérios obstáculos oferecidos pelos índios Coroados que tinham seu habitat nesta região, ocupando os campos do Avanhandava até às margens do Rio Feio. Os ataques feitos contra as fazendas, quase sempre culminados pelas horrendas chacinas, ou contra as turmas da estrada de ferro e dos engenheiros que loteavam as terras, foram os maiores entraves, perdendo a vida nessas lutas homens verdadeiramente pioneiros, pois apesar dos constantes ataques do silvícolas, teimavam em prosseguir os trabalhos que propuseram executar.

Assim, foi toda a região que hoje é uma daquelas que mais significação tem para o Estado, pela sua riqueza, em todos os setores da atividade humana.

Em 1900 o padre Monsenhor Claro Monteiro Homem de Melo, catequista, acompanhado de alguns homens, embrenhou-se nas matas alcançando o Rio Feio, onde pretendia entrar em contato com os índios e catequiza-los. A pequena expedição não logrou êxito, apesar da sua alta e nobre finalidade. O padre Claro e alguns companheiros foram barbaramente esbordoados pelos gentios.

No ano de 1904, 11 de agosto, Cornélio Schimidt, engenheiro a serviço do Estado, segundo a descrição em seu diário de impressões, penetra nas matas doze léguas, indo parar nos campos da fazenda Água Limpa, no atual município de Glicério, onde encontrou a antiga residência, de dezoito anos antes, de João Antônio de Castilho, pai de João de Castilho, único testemunho das andanças do homem branco naquela região, abandonada em virtude dos ataques contínuos dos índios hostis a colonização.

No dia 18 de agosto aporta no Salto Avanhandava, acompanhado de sua família e viajando em barcaças pelo rio Tietê, Fernando Ribeiro de Barros, morador de Jaú, onde era cafeicultor. Homem que viajou pela Europa e Estados Unidos perdendo a fortuna, vindo tentá-la novamente neste sertão. Conhece João de Castilho, já aí residente, com quem combina erguer o patrimônio do Lajeado, doado por José Pinto Caldeira e sua mulher, em 1863, a Nosso Senhor dos Passos, estabelecendo uma criação de gado no campo nativo, iniciando assim a colonização, atraindo os aventureiros e inspirando confiança àqueles que demandavam o sertão.

A formação de algumas cidades noroestinas está estreitamente ligada ao nome de um homem, Manoel Bento da Cruz, advogado provisionado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, exercendo suas atividades na cidade de São José do Rio Preto, de onde vinha a fim de ajustar inventário e adquirir terras. Naquela época, com notícia da vinda da estrada de ferro, afluíram para esta região muitas famílias.

No ano de 1907, Manoel Bento da Cruz prepara o loteamento das terras, atraindo com isso engenheiros e compradores, e faz uma oferta aos frades capuchinhos de São Paulo de uma gleba de cem alqueires de terras a fim de se estabelecerem. A 2 de dezembro é lavrada a escritura de doação em São José do Rio Preto, a qual é assinada por Eduardo de Castilho e sua mulher, doadores, visando a se edificar nela uma cidade.

Em março os trilhos da estrada de ferro atingem o quilômetro 202. Nesse mesmo ano Fernando Ribeiro de Barros transfere sua residência para a fazenda em São José de Urutágua, quilômetro 216 da estrada de ferro. A família Rodrigues Novo se estabelece com sítio nas proximidades da futura cidade.

Em 25 de outubro de 1908, Frei Bernardino de Lavalle toma posse do patrimônio de Santa Cruz do Avanhandava, posteriormente Penapólis.

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  • Origem do nome

Em homenagem ao ex-presidente da República Dr. Afonso Pena.

Afonso Augusto Moreira Pena (1847-1909). Mineiro de Santa Bárbara, estudou Humanidades no Colégio do Caraça e diplomou-se em Direito em São Paulo (1870). Membro do Partido Liberal, foi Deputado provincial e geral, Ministro da Guerra, da Agricultura e da Justiça. Sob o regime republicano, governou Minas Gerais, ocasião em que foi decidida a construção da nova capital estadual. A eleição de Afonso Pena para a Presidência da República resultou das decisões do Convênio de Taubaté. Auxiliado por políticos novos - seu ministério ficaria conhecido como Jardim de infância --, o governo de Afonso Pena (15/11/1906 - 15/06/1909) caracterizou-se pelos esforços de colonização e saneamento do interior do país, tendo à frente o Marechal Rondon, pela expansão da malha ferroviária e pela pesquisa e exploração de recursos minerais. Afonso Pena morreu em 1909, sem completar seu mandato.

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  • Personagens




Manuel Bento da Cruz

Advogado originário da Ilha da Madeira, em Portugal, que se tornou prefeito de Penápolis, depois de Bauru no início do Séc. XX.




Frei Bernardino de Lavalle

Frei Bernardino (João Molling) nasceu em Lavalle (Wengen), no Tirol Austríaco, aos 30 de outubro de 1843. Seus pais eram piedosos e robustos agricultores de Badia, um dos tantos vales do antigo Tirol. Fez os estudos ginasiais na episcopal cidade de Bressanone e, sentindo o chamado à vida religiosa, decidiu-se a abraçar a Ordem franciscana dos Capuchinhos, atraído pelo espírito de simplicidade e de pobreza que sempre foi a característica dos filhos de São Francisco. Obtida a graça, vestiu o hábito aos 28 de outubro de 1862 e professou solenemente aos 30 de outubro de 1866. Ordenado sacerdote a 2 de fevereiro de 1867, foi distinguido pelos superiores com diversos cargos de responsabilidade e confiança. Como Provincial de Trento (1889-1892), enviou os primeiros missionários Frei Félix de Lavalle, Frei Luís de São Tiago, Frei Caetano de Pietramurata e Frei Virgílio de Trento, para nossa Missão de São Paulo. Concluído seu mandato provincial, ele mesmo quis unir-se a seus irmãos e partiu para o Brasil no dia 9 de outubro de 1894 e chegando a Piracicaba a 7 de novembro. Aqui assumiu o cargo de Superior Regular desempenhando-o por 13 anos (1894-1907). Foi ainda Guardião de Taubaté, de 1909 a 1911; de São Paulo, de 1911 a 1913. Conselheiro da Missão, de 1907 a 1911 e de 1916 a 1924. Em 10 de dezembro de 1907, acompanhado de Frei José de Cassana, visitou a região quase totalmente deserta da Noroeste, a procura de um local para fundar casa religiosa próxima aos índios e que se tornaria a atual Penápolis. Nesse mesmo ano celebrou Missa no antigo Lageado, futura fazenda Ríllo. Aos 25 de outubro celebra primeira Missa para a fundação de Santa Cruz do Avanhandava, Penápolis, ali deixando os missionários Frei Boaventura de Aldeno, Frei Sigismundo de Canazzei e Frei José de Cassana. Frei Bernardino faleceu no dia 15 para 16 de abril de 1930.

Cornélio Schimidt

Cornélio Schmidt nasceu no Rio de Janeiro em 1º de julho de 1886. Estudou engenharia na Escola de Ouro Preto, Minas Gerais. Foi major da Guarda Nacional e tomou parte ativa na defesa da legalidade, durante a revolta de 1893, desempenhando missão de confiança do presidente do Estado, Dr. Bernardino de Campos. Auxiliou nos trabalhos de construção e prolongamento, além do Rio Claro, da Companhia Paulista de Estrada de Ferro e Vias Fluviais, então Rio Claro Raiway. Em 1901 levantou todo o curso do rio Jacaré Pepira e do rio Tietê. A Carta Itinerária do Dourado ao Avanhandava que executou e reproduziu, onde o Tietê se revela desde a barra de Piracicaba até o importante salto paulista, foi o primeiro que fizera até então em detalhe. Nas cabeceiras de Juquiá e do Assunguí prospectou filões auríferos, e desde Itapetininga e São Miguel Arcanjo traçou o perfil geográfico da região e lançou em mapa os acidentes e detalhes topográficos. Profundo conhecedor do sertão paulista, participou da Comissão Geográfica e Geológica. Em 1922 foi nomeado chefe do Serviço de Exploração do subsolo para pesquisa do petróleo. Faleceu em Rio Claro em 14 de agosto de 1938.

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  • Locais históricos

Museu Municipal do Folclore

O Museu do Folclore surgiu como um dos objetivos do Centro de Folclore da Fundação Educacional de Penápolis–FUNEPE – entidade criada pelas primeiras turmas de Educação Artística, da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Penápolis – FAFIPE - em 1974, com estatuto redigido em 1975 e aprovado em 1977. As peças que deram início ao seu acervo foram coletadas através de Pesquisas de Campo, realizadas por equipes de alunos da FAFIPE, da Faculdade Auxilium de Lins – FAL – e por pessoas da sociedade penapolense interessadas em folclore. Hoje, além das peças coletadas pela diretora do Museu, com apoio da Prefeitura, ainda o Museu recebe muitas doações feitas por visitantes. O acervo privilegia a cultura espontânea da cidade, da região e do país. Conta com mais de 12.000 peças, entre objetos, livros, revistas, apostilas, boletins, relatórios de pesquisa de campo, álbuns de recortes, quadros, fitas gravadas, discos, fotos, slides, filmes e selos. Há peças assinadas por artesãos folclóricos famosos no Brasil e no exterior. Esses objetos estão alguns em Exposição Permanente, distribuídos por tema.


Museu Histórico e Pedagógico - "Fernão Dias Paes"

Criado pelo decreto 33.980, de 19 de novembro de 1958, denominou-se Museu Histórico e Pedagógico "Fernão Dias Paes", para complementar a rede de museus de mesma natureza no interior do Estado de São Paulo, através do Instituto Histórico e Geográfico. O Museu conta com um acervo formado ao longo de seus 40 anos, no qual ocuparam a direção profª. Maria de Lourdes Freire de Souza Machado, profª. Maria Antonieta Dias de Aguiar Prouvot, profª. Anésia Vince Ferreira, profª. Elizabeth Bergner Dias de Aguiar e profª. Ana Maria Pereira Franco. É rico em significação histórica, em informação e em possibilidades de linguagens bastante variadas, criando condições de montagens de exposições temáticas, conforme a oportunidade.



Museu do Sol

Em 16 de março de 1972, na rua Diogo de Faria, 539 – V. Clementino, SP, a pintora Iracema Arditi reuniu os mais expressivos representantes da Arte Ingênua Brasileira e inaugurou o Museu do Sol. O objetivo desse Museu era permitir que a coleção da pintora ficasse mais próxima do público interessado, que frequentemente interrompia seu trabalho curioso em Arte Naif – Arte Ingênua. Iracema Arditi desejou e criou um espaço para prestigiar a obra desses artistas. Mas por que Museu do Sol? "Nossa terra é toda luz, calor, cores e a pintura ingênua também é isso tudo. É uma pintura de amor, cheia de detalhes" – explica Iracema. Outro sentido do nome Sol: "Tirar esses artistas da penumbra em que se encontram, quase desconhecidos do público". Inaugurado em 11 de outubro de 1980, a direção do Museu do Sol definiu as prioridades para a ação cultural da Instituição, centrando sua atuação na promoção da obra dos artistas primitivos, através da realização periódica de exposições.


Museu de São Francisco

Trata-se de uma homenagem profana que a cidade presta ao seu padroeiro São Francisco de Assis, cujo nome foi também atribuído ao Santuário de Penápolis, um dos raros no Brasil com o nome do Santo de Assis. A idéia de se criar o Museu de São Francisco surgiu em 1980, quando da realização do IV Salão de Artes Plásticas da Noroeste, após consultas aos artistas visitantes. Na ocasião, o então pároco frei Cirilo Bergamasco, em palestra mantida com o presidente da FUNARPE – Fundação das Artes de Penápolis – sugeriu a idéia, que foi aceita e proposta. No ano de 1982, quando se iniciaram, na cidade, as comemorações litúrgicos-religiosas pelo 8º Centenário de São Francisco de Assis, a idéia cresceu e tomou vulto, passando a ser executada. Diversos artistas brasileiros, convidados, elaboraram seus trabalhos – pintura, escultura, desenho, gravura e artesanato – e os doaram à FUNARPE para compor o acervo do Museu. Conforme proposto e aceito, o Museu é composto de um acervo que tem como tema um objetivo único, a vida e obra de São Francisco de Assis.


1ª Casa - Monumento Histórico

A "primeira casa" de Penápolis foi construída pelo pioneiro José Magalhães Matos..."Por intermedio do Senhor Barbosa Fontes, empreiteiro da construção da via férrea Noroeste, as tábuas nela utilizadas foram aparelhadas na única serraria existente em Bauru, da firma Irmãos Martha. Os mourôes foram tirados das matas da "Fazenda Santa Leonor" de propriedade de Bento da Cruz, que forneceu, também, telhas de sua olaria"...

Na administração Nagib Sabino, em 10 de agosto de 1961, sob o nº 311, foi Decretada a autorização para receber, em doação, o terreno e a construção de madeira para..."incorporar à Fazenda Municipal como elemento do Patrimônio Histórico desse Município..."

Sob a administração Edison João Geraissate, em 18 de fevereiro de 1966, no Cartório de Registro de Imóveis e Anexos desta Comarca, registrada no livro nº 147, folha 74, pelo preço simbólico de Cr$50 mil, lavrou-se a escritura de compra e venda do imóvel situado no lote 7, quadra B do Jardim Primavera, até então propriedade de Zenro Arakaki e sua mulher Ushi Arakaki. Desde então a cuidados da Prefeitura Municipal, a "Primeira Casa" não teve função específica, nem utilização adequada. No governo de Alidino Valter Bonini, arquitetos e funcionários da Prefeitura Municipal reestruturam-na, completaram os elementos de fechamento e a "Primeira Casa" foi inaugurada em 5 de novembro de 1995. Ao visitante é mostrado o registro arquitetônico das construções urbanas praticadas pelos pioneiros da 1ª década do século XX.


Estação Ferroviária de Penápolis

Autorizada em 1890 a construção da ferrovia Uberaba - Coxim. Alterada em 1904 para Bauru - Cuiabá, que, durante o processo de instalação, passa a Bauru - Corumbá. Adentra os sertões da noroeste paulista, buscando a produção e trazendo os estrangeiros para trabalhar. As cidades vão se formando. As matas foram violentamente desbravadas. Os índios, que sobreviveram, afastaram-se a medida que a estrada avançava. Os trens cortavam as fazendas, recolhendo a produção para comercializar nos grandes centros urbanos. Esse meio de transporte serviu à região oeste de S. Paulo e ao sul do estado do Mato Grosso. A primeira era formada por 27 municípios numa área de 26.500 km quadrados. No Mato Grosso (hoje do Sul), a região envolvia 13 municípios numa área de 239.000 Km quadrados. A Estação de Penápolis foi inaugurada em 1908, depois das estações de Bauru, Cafelândia, Lins, Promissão e Avanhandava.


Primeira sede da Câmara Municipal




Paço Municipal

 

Agricultura

Propr. agríc. existentes - 1353

Propr. agríc. com menos de 20 alqueires - 872

Propr. agríc. de 20 a 50 alqueires - 304

Propr. agríc. de 50 a 100 alqueires - 83

Propr. agríc. de 100 a 200 alqueires - 62

Propr. agríc. de 200 a 500 alqueires - 28

Propr. agríc. de mais de 500 alqueires – 4

Variedade de culturas praticadas: algodão, café, milho, arroz, feijão, amendoim, mamona.

Valor global aproximado das propriedades agrícolas: Cr$ 120.320.330,00

Comércio

Número de firmas taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 513

Relação das consideradas grandes firmas:

Secos e Molhados: Loja do Sol, Casa Michel, Casa União, Casa São João.

Ferragens: Loja do Sol, Casa Michel, Casa União, Casa São João.

Tecidos e armarinhos: Loja do Sol, Casa Michel, Casa União, Casa São João, Casa A Disposição, Casa Paulista, Casa Armênia, Casa das Américas, Casa Camargo, Casa Penapolense.

Calçados: Casa Paulista, Casa Armênia, Casa das Américas, Casa Camargo, Casa Penapolense, Loja Imperatriz.

Alfaiatarias: Alfaiataria Parra, Alfaiataria Sabino, Alfaiataria Zuza.

Material Elétrico: Casa Fonseca, Saieg & Cia.

Livrarias e Papelarias: Livraria Penapolense e Livraria Comercial.

Padaria e Confeitaria: Padaria Expressa, Padaria Vitória, Padaria Paulista, Padaria 9 de julho, Padaria Belém.

Móveis: Ao Progresso de Penápolis.

Indústria

Números de indústrias taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 155.

Número de operários trabalhando nas indústrias: 624

Capital invertido na indústria no município: Cr$ 21.216.845,00

Relação das consideradas grandes indústrias:

Máquinas de Benefício de Café, Arroz, Algodão: Máquina de Lavoura, Algodoeira Noroeste S/A, Fazenda Cafeeira, Usina Bandeirante, Damião Martins, Máquina São João, Máquina Santo Antônio, Garcia Soares & Cia., Máquina Aguiar, Máquina Ypiranga, Irmãos Beber, Máquina Brasil, Máquina Santa Terezinha, Máquina São Paulo, Máquina Sta. Luzia.

Serrarias e Mercearias: Serraria Industrial, Serraria Floresta, Marcenaria Penápolis Progride, Mercenária São José, Serraria da Estação, Marcenaria Oficina Mecânica Industrial, Marcenaria V. Anselmo & Andaló.

Cerâmica e Tijolos: Cerâmica Bela Vista, H. de Aguiar & Cia.

Pastifício: Santa Rosa.

Curtume: Canta Galo.

Torrefação de Café: Torrefação Progresso.

Fábrica de Bebidas: Fábrica de Bebidas “Colares”, Fábrica de Bebidas Penapolense.

Fecularia: Fecularia Penapolense.

Fábrica de Ladrilhos: Fábrica de Ladrilhos Santa Luzia.

Usinas de Açúcar: Usina Campestre, Usina Santa Maria, Usina São José.

Bancos

Agências ou filiais de bancos do município: Banco Noroeste do Estado de São Paulo, Banco Comercial do Estado de São Paulo, Banco Brasileiro de Descontos S/A, Banco Bandeirante do Comércio S/A e Banco do Estado de São Paulo.

Caixa Econômica Estadual

Número de depositantes: 1365.

Montante dos depósitos: Cr$ 3.703.518,30.

Coletoria Estadual

Arrecadação em 1948: Cr$ 4.018.781,40.

Coletoria Federal

Arrecadação em 1948: Cr$ 2.218.040,90.

Total de arrecadação do Imposto de Renda: Cr$ 840.309,90.

Idem do Selo de Educação e Saúde: Cr$ 84.320,80

Correios e Telégrafos

Classe de agência: 2.ª

Montante da última arrecadação: Cr$ 463.966,70

Serviço de Reembolso Postal: Tem

Montante de arrecadação de taxas de Reembolso Postal: Cr$ 314.334,20

Outras agências postais existentes no município: Agência Postal de 4ª Classe no Distrito de Alto Alegre.

Estradas de Ferro

Estradas de ferro que servem o município: Estrada de Ferro Noroeste do Brasil.

Distância entre o município e a capital: 622 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 13,30 horas.

Custo de passagens entre a capital e o município: 1.ª classe, singela: Cr$ 187,00; ida e volta: Cr$ 300,20. 2.ª classe, singela: Cr$ 80,20; ida e volta: Cr$ 148,80.

Números de trens diários entre o município e a capital: 2.

Estradas de Rodagem

Estradas estaduais que cortam o município: Bauru a Jupiá e Rio Preto a Presidente Prudente.

Distância entre o município e a capital: 440 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 9 horas.

Estradas municipais que cortam o município: Penápolis a Avanhandava, a Glicério, a Salto do Avanhandava, a Alto Alegre, a Paraguai, a Lusitana, a Rio Feio, a Rio Tietê, a Campo Grande e a Matão.

Transportes rodoviários: Empresas de ônibus existentes com sede no município: 5. Empresa Martins, servindo a linha Ribeirão Grande-Penápolis. Empresa Garcia, servindo a linha Matão-Penápolis. Empresa Álvares, servindo as linhas Bairro Watanabe-Penápolis e Nakamura-Penápolis. Empresa Pinheiro, servindo a linha Penápolis-Águas. Empresa Tonello, servindo as linhas Penápolis-Brauna, Brauna Penápolis, Penápolis-Araçatuba, Araçatuba Penápolis. Com sede em outros municípios: 5. Empresa Bandeirante, com sede em Catanduva, servindo as linhas Rio Preto-Penápolis, Catanduva-Penápolis e Penápolis-Tupã. Empresa Vanuque, com sede em Guararapes, servindo Guararapes-Penápolis. Empresa Romero, com sede em Tupã, servindo as linas Tupã-Penápolis e Penápolis-Rio Preto. Empresa Romeiro, com sede em Glicério, servindo a linha Lusiânia-Penápolis. Empresa Reunida Paulista Ltda., servindo a linha Araçatuva-Bauru. Auto-lotações existentes: Auto Expresso Mercúrio, servindo a linha Penápolis-Bauru.

Aviação

Localização do campo de pouso: A 1 quilômetro do centro da cidade.

Número de pistas: 4, sendo 1 de 1.920 metros; 1 de 1.290 metros, 1 de 1.100 metros e 1 de 960 metros.

Capacidade das pistas e tipo: Para aviões comerciaia, sendo as pistas de terra e grama.

Aero Clube: Tem.

Número de aviões de treinamento: 1 HL6 e 2 piper.

Aviões de treinamento avançado: 1 HL6

Pilotos já brevetados: 54.

Orçamento Municipal

Orçamento Municipal para 1949: Cr$ 2.150.000,00.

Arrecadação em 1948: Cr$ 1.988.785,30.

Despesa em 1948: Cr$ 2.097.203,10.

Informações Político-Administrativas

Atual prefeito municipal: Dr. Ênio Soliani

Vereadores municipais: Antônio Pagnoca, Luís Rodrigues Mansano, Valdomiro Jorge de Mendonça, Gualter Monteiro, André Soler Torres, Sílvio Macedo, José da Silva Pereira Filho, Ernesto Cagliari, Cornélio Brinholi, Alípio do V. Pires, José Paro, Fernando Arruda Campos, Augusto Pereira de Morais, José Xavier de Oliveira, Vitório Filipin, Chauki Rahal, Nagib Sabino, Mário Waldemarin e José Santaela Olivença.

Realizações da atual administração: Instalação da rede de esgoto em toda a cidade, criação de uma Agência de Banco do Estado S/A, aquisição de três caminhões, inclusive um caminhão irrigador e uma possante moto-niveladora Kater-Pila, calçamento do pátio da Estação, ajardinamento da Praça do Fórum, criação de mais de 10 escolas municipais, rurais, captação de água para irrigação das ruas, serviço permanente de colocação de guias e sargetas nas vias públicas, remodelação completa das estradas municipais e apedregulhamento, construção de inúmeras pontes e mata-burros, construção de um ossário e reforma do Cemitério, prosseguimento das obras do Estádio Municipal, serviço permanente de extinção aos formigueiros, início da pavimentação das vias públicas e obras no novo matadouro municipal.

Número de eleitores qualificados: 9.558

Zona eleitoral: 87
a

Seções eleitorais: 19

Número de eleitores que compareceram ao último pleito: 3.694

Educação

Escolas secundárias: Colégio Estadual de Penápolis, Educandário Coração de Maria e Escola Técnica de Comércio São Francisco.

Escolas primárias: grupos escolares: 5, sendo 2 na sede; particulares: 1; número de alunos matriculados: 1.513

Escolas urbanas: 5

Escolas isoladas: 48, sendo 15 municipais e 33 estaduais.

Número de crianças em idade escolar afastadas das escolas: 380.

Alfabetização de adultos: número de cursos: 18, sendo 5 na sede e 13 na zona rural; matriculados: 372.

Associações Esportivas: Esporte Club Corintians, Clube Atlético Penapolense, Sociedade Esportiva de Pesca Salto do Avanhandava.

Associações Recreativas: Esporte Club Corintians e Clube Atlético Penapolense, Club Penapolense.

Associações Profissionais: Sindicato dos Empregados do Comércio Varegista de Penápolis.

Saúde

Hospitais existentes no município: Santa Casa de Misericórdia, mantida por instituições beneficentes.

Subvenções que recebem: Federal: Cr$ 46.468,20. Estadual: Cr$ 10.000,00. Municipal: Cr$ 16.000,00.

Serviços de Saúde: Mantidos pelo Estado: Posto de Assistência Médico-Sanitária e Sub-Posto de Profilaxia da Malária.

Montante da arrecadação de selo de educação e saúde no último exercício: Cr$ 84.320,80.

Verbas federais aplicadas nesse setor no último exercício: Cr$ 46.468,20.

Informações Urbanas

Números de prédios existentes: 1.926

Edifícios públicos: Fórum, Prefeitura Municipal, Coletoria Federal, Igreja Matriz, Agência Municipal de Estatística, Cine São Benedito, Centro de Puericultura, Santa Casa de Misericórdia, Posto de Assistência Médico-Sanitária, Sub-Posto de Profilaxia da Malária, Agência Postal de Penápolis, Delegacia de Polícia, Grupos Escolares, Colégio Estadual de Penápolis.

Número de ruas: 26.

Número de jardins: 2.

Atrações turísticas: Salto do Avanhandava, no município de Avanhandava.

Hotéis: Grande Hotel Soares, São Francisco, da Estação, Noroeste, dos Viajantes, Brasil, São Paulo, Avenida, Líder, Pensão Santo Antônio, Pensão Bandeirantes.

Imprensa: “A Comarca de Penápolis”, semanário fundado em 7 de setembro de 1937. Diretor: Raul Cosasco. “O Mercúrio”, fundado em 7 de setembro de 1947. Diretor: Antônio Sanches.

Veículos licenciados: a motor: 310; tração animal: 403.

Monumentos: Herma Dr. Carlos Sampaio Filho.

Serviços Públicos

Abastecimento de água: Serviço da Prefeitura Municipal, ligado a 1.129 residências.

Rede de esgotos: Pertence a Prefeitura Municipal, ligado a 242 residências.

Iluminação: A cargo da Cia. Paulista de Força e Luz.

Energia Elétrica: Fornecida pela mesma Companhia, ao preço de Cr$ 0.72 o quilowatt.

Telefones: Serviço da Cia. Telefônica Brasileira, com 269 telefones ligados.

Matadouro Municipal: Reses abatidas em 1948: bois: 198; vacas: 2.226; porcos: 854.

Cemitérios: Cemitério Municipal da sede.

Bibliotecas: Colégio Estadual de Penápolis, Coração de Maria, Infantil, Dona Eugênia Roxo, Esporte Clube Corintians.

Guarda noturna: Mantida pela população e sob a orientação da polícia local.

Informações Religiosas

Organização da Igreja Católica: Paróquia de São Francisco de Assis, com 1 Igreja Matriz, 16 capelas na sede e 5 capelas no Distrito de Alto Alegre.

Obras assistenciais mantidas pela Igreja Católica: Asilo São Vicente de Paula.

Organização da Igreja Protestante: Igreja Metodista do Brasil, Igreja Evangélica Batista de Alto Alegre.

Organização dos Centros Espíritas: Centro Espírita Mariano Dias e Centro Espírita Discípulos de Jesus.

Informações diversas

Médicos: Drs. Fausto Di Giacomo, René Adolfo Fink, Waldemar Adas, Delfo de Cunto, Alcir Alves Leite.

Engenheiros: Drs. Péricles J. Dinis, Osvaldo da Silva Miranda. Contrutores: Américo Anselmo e José Fernandes.

Dentistas: Drs. Anacir Espindola Faria, Gualter Monteiro, Jacinto Sampaio, João Batista A. de Almeida, José Carlos Pereira, Sebastião Dias Correia, Raimundo R. Origuela.

Farmácias: Líder, São Bento, Paraguai, Esperança, Santa Maria, Penápolis, Ferraz, São José, Santo Antônio, Monteiro, Spínola.

Laboratório de Análises: Tem.

Instalações de Raios X: Tem.

Cinemas: Cine São Benedito, com capacidade para 500 pessoas.

Conjuntos orquestrais: Jazz Sabino e Jazz Corintians.

Grupo de amadores teatrais: Grupo Paulo Setubal.