Quarta-feira, 24 de maio de 2017

ISSN 1983-392X

2006

Distrito criado com a denominação de Espírito Santo da Fortaleza, por lei estadual nº 209, de 30/8/1893, subordinado ao município de Lençóis.

Espírito Santo da Fortaleza foi elevado a distrito de paz, em 1880, no município de Lençóis, que pertencia à comarca do mesmo nome, instalada a 20 de outubro de 1876. Elevado a município em 1887, continuou a pertencer à comarca de Lençóis. Tendo sido criado em 1893, no município de Espírito Santo da Fortaleza, o distrito de paz de Bauru, a lei nº 428, de 1º de agosto de 1896, determinou que o município de Espírito Santo da Fortaleza passasse a denominar-se Bauru, mudando-se sua sede para esta povoação.

Espírito Santo da Fortaleza tornou-se assim distrito de paz no município de Bauru, que continuou a pertencer à comarca de Lençóis. A comarca de Lençóis, depois de ter tido a sua sede transferida da vila desse nome para a de S. Paulo dos Agudos, em virtude da lei nº 635, de 22 de julho de 1899, passou a denominar-se simplesmente Agudos, pela lei nº 785, de 15 de julho de 1901.

O distrito de paz de Espírito Santo da Fortaleza, mais tarde, tomou o nome de Piatã pela lei nº 1.375, de 31 de dezembro de 1912. Incorporado ao município e comarca de Agudos pela lei nº 1.375, de 31 de dezembro de 1912, foi extinto pela lei nº 1.590, de 17 de dezembro de 1917.

A lei nº 1.225, de 16 de dezembro de 1910, criou a comarca de Bauru.

Esta comarca foi criada com o município de Bauru, composta de todos os seus distritos de paz, menos o de Piratininga que foi anexado ao município de Agudos e mais os que foram desanexados do município de Rio Preto, Miguel Calmon e Penápolis.

Foram incorporados os seguintes municípios: Penápolis, pela lei nº 1.397, de 22 de dezembro de 1913; Pirajuí, pela lei nº 1.428, de 3 de dezembro de 1914; Avaí (Jacutinga), pela lei nº 1.672, de 2 de dezembro de 1919; Presidente Alves, pela lei nº 2.216, de 2 de dezembro de 1917.

Foram desanexados os municípios de: Penápolis, pela lei nº 1.557, de 10 de outubro de 1917; Pirajuí, pela lei nº 1.690, de 19 de dezembro de 1919; Presidente Alves pelo Decreto nº 6.204, de 11 de dezembro de 1933.

Em divisão administrativa do Brasil, referente ao ano de 1911, o município de Bauru é constituído de 5 distritos: Bauru, Piatã, Pirajuí, Penápolis e Jacutinga.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município de Bauru é constituído de 3 distritos: Bauru, Nogueira e Presidente Tibiriçá.

Em divisões territoriais datadas de 1936 e 1937, o município de Bauru figura com 4 distritos: Bauru, Nogueira e Presidente Tibiriçá e Vila Falcão.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 2 distritos: Bauru e Tibiriçá.

Em divisão territorial datada de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Bauru e Tibiriçá.

Espírito Santo da Fortaleza ficou pertencendo à comarca de:

Lençóis – 1880

Agudos – 1901

Extinto - 1917

Bauru (anteriormente Espírito Santo da Fortaleza) ficou pertencendo à Comarca:

Lençóis – 1893

Agudos – 1901

Bauru - 1910

A comarca de Bauru consta atualmente dos seguintes municípios:

Bauru, Piratininga, Pirajuí, Agudos e Lençóis Paulista

Advogados de destaque na década de 50:

  • Dr. Eugênio Teixeira de Andrade
  • Dr. Francisco Faria Bastos
  • Dr. Décio Brandão
  • Dr. Ítalo Ferrigno
  • Dr. Artur de Melo Godói
  • Dr. Vítor Curvello Júnior
  • Dr. Luís de Oliveira Lima
  • Dr. Sebastião Martins Vieira Lins
  • Dr. José Cardoso Margarido
  • Dr. João Maringoni
  • Dr. Antonio Xavier de Mendonça
  • Dr. Orlando Ranieri
  • Dr. Joaquim Alfredo Rolim Rosa
  • Dr. Napoleão Gonçalves Serra
  • Dr. Osni Fleury Silveira
  • Dr. Paulo Vale
  • Dr. Emílio Viegas

Denominações Anteriores: Espírito Santo da Fortaleza.

Fundadores: Felicíssimo Antonio de Sousa e Antonio Teixeira do Espírito Santo.

Data da Fundação: 1º de agosto de 1896.

A vasta região onde hoje se localiza Bauru era, há pouco menos de um século, assinalada nos mapas da época simplesmente como “sertões desconhecidos-índios caingangs”. Os selvagens dessa tribo dominavam completamente aquela parte do oeste paulista e repeliam com violência os brancos que tentavam invadir seus domínios. A hostilidade dos nativos, todavia, não conseguiu arrefecer a atração que aquelas terras férteis exerciam no espírito dos pioneiros. Contam-se entre os desbravadores da região: Pedro Nardes Ribeiro (em 1834), proprietário das matas, José Gomes Pinheiro Veloso (em 1849), posseiro no “sertão de Bauru” e Pedro Francisco Pinto (1852), trucidado às margens do rio Batalha.

O mineiro Azarias Ferreira Leite, autêntico bandeirante, deixou seu Estado natal e, juntamente com a esposa e o sogro, ambos fluminenses, quebrou a impenetrabilidade dos sertões. Radicou-se ali em 1889, cabendo-lhe, assim, a honra de fundador de Bauru. Após organizar sua fazenda e iniciar a cultura do café, começou a dedicar-se ao nascente povoado, para onde afluíram, então, outros pioneiros.

Começaram a aparecer novos moradores, em sua maioria amigos e parentes de Azarias Ferreira Leite e seu parente João Batista de Araújo Leite. Este último foi o fundador da fazenda Val de Palmas, que chegou a contar com uma lavoura de café calculada em meio milhão de pés. Em 1905, já iniciada a construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, chegaram os trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana e em 1910 os da Cia. Paulista de Estradas de Ferro.

A evolução histórica de Bauru pode ser dividida em três partes distintas: desde o desbravamento das terras e lutas políticas até sua formação de comunidade voluntariosa e conseqüente mudança da sede do município, com ratificação do Governo do Estado, constitui sua primeira fase; a segunda compreende o período de crescimento vegetativo, como que a amadurecer e a guardar energias para o futuro e vai até o primeiro quartel deste século; o terceiro período começa junto com o segundo quartel deste século e se caracteriza por progresso e crescimento sem limites. Desbravada a terra, descansou para tomar fôlego e conhecer-se, agora acelera seu desenvolvimento como cidade prodigiosa do interior paulista.

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  • Origem do nome

YUM BAY YURU.

Bauru= Fio d'água dependurado escorrendo por gargantas estreitas.

Explica Teodoro Sampaio: o topônimo Bauru resulta da corruptela de Ybá = urú - termo tupi, que significa “cesto de frutas”.

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  • Personagens

Luiz Elias Tâmbara

Luiz Elias Tâmbara nasceu na cidade de Bauru. Graduou-se bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Bauru. Em 1966 foi nomeado para a 28º Circunscrição Judiciária com sede em Ribeirão Preto. Em 1967 foi promovido a Juiz de Direito de 1ª Entrância para a Comarca de Nhandeara. Em 1968 é nomeado Juiz de Direito de 2º Entrância para a Comarca de Guaíra. Depois de várias promoções, Tâmbara foi a desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo por critério de merecimento. No ano de 2001 foi eleito 4º vice-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Tomou posse em 2002 como Corregedor Geral da Justiça. Em 3 de dezembro de 2003foi eleito em sessão plenária Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, para o biênio 2004/2005.

Mauro Rasi

Mauro Rasi nasceu no dia 27 de fevereiro de 1949, em Bauru. Aos 13 anos iniciou sua aventura pelo mundo do teatro, participando de um concurso com sua primeira peça, escrita e dirigida por ele: "Duelo do Caos Morto", assistida por Antônio Abujamra, que na época o incentivou a escrever. O dramaturgo foi altamente influenciado pelas mulheres em sua obra teatral. A arte e a cultura entraram na sua vida pela mão das mulheres de sua família. Com poucos anos, ele era levado ao cinema pela avó. Depois, as tias é que o levavam e brigavam com o porteiro para ele entrar em filmes proibidos. Era uma situação tipo Amarcord. O primeiro livro, "A Vida de Mozart", ganhou de uma tia. Cinema, música, literatura, tudo lhe foi passado por mulheres. Três delas foram professoras. De francês, de literatura e de piano. Entre suas peças de maior sucesso estão: "A Cerimônia do Adeus", "A Estrela do Lar", "Viagem a Forli", "Ladies na Madrugada", "O Baile de Máscaras", "O Crime do Doutor Alvarenga", "Pérola", "A Dama do Cerrado" e "Alta Sociedade". Muitos dos textos fazem referências a situações familiares, em que os personagens femininos, como suas tias e sua mãe, sempre tiveram papel de destaque. O autor se inspirava em Bauru para escrever alguns de seus textos.

Na TV, escreveu para programas como "Armação Ilimitada", "TV Pirata", participou do programa "Fantástico" apresentando o quadro "A Hora do Alçapão", e foi colunista do jornal "O Globo" de 1996 a 2003. Rasi era um dramaturgo popular e também fazia sucesso com a crítica: foram ao todo 11 prêmios no teatro. "Pérola" foi um de seus maiores sucessos. Desde cedo, o dramaturgo sempre se dividiu entre a música e o teatro. Se formou em música pelo Conservatório Musical Pio XII em Bauru, mas o teatro falou mais alto. Rasi faleceu no dia 22/4/2003, no RJ.

Marcos Pontes

Marcos Pontes conseguiu realizar o sonho da maioria das crianças do mundo todo: ser astronauta. A realização do sonho é uma conquista não só pessoal para o tenente-coronel aviador da Força Aérea Brasileira (FAB), mas também nacional: ele é o primeiro astronauta do Brasil, e de todo o Hemisfério Sul – um verdadeiro marco para a história dos países abaixo da Linha do Equador. Marcos nasceu em Bauru, no interior de São Paulo, e suas maiores lembranças de infância são as visitas ao Aeroclube de Bauru para ver a Esquadrilha da Fumaça, e à Academia da Força Aérea (AFA) onde seu tio servia como membro da equipe de manutenção de aeronaves.

Foi aí que começou a dar asas a seus sonhos. Porém, o início de sua carreira foi bem difícil: começou a trabalhar como eletricista com apenas 14 anos de idade para pagar seus estudos no colégio técnico de eletrônica e teve que estudar muito até entrar para a Força Aérea. A partir daí, Marcos não parou mais: formou-se piloto militar, foi instrutor da aviação de caça, líder de esquadrilha, e voou em praticamente todos os aviões da FAB. Marcos nunca parou de estudar: cursou Engenharia Aeronáutica no ITA e fez mestrado em Engenharia de Sistemas em Moterey, na Califórnia, onde também faz doutorado. Foi essa combinação de teoria e prática, engenharia e vôo que o tornou o candidato ideal a representar o país quando o Brasil abriu uma seleção de astronautas em 1998.

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  • Locais históricos

Anfiteatro Vitória Régia

Um dos mais destacados cartões-postais da cidade, o anfiteatro com concha acústica, palco e capacidade para 2 mil pessoas, está instalado num parque de 50 mil m2, com lago formado por nascente próxima, esculturas, equipamentos de lazer e muita área verde.

Igreja Tenrikyo

Fundada em 1951, foi construída seguindo o padrão da arquitetura de sua Sede, na cidade de Tenri no Japão.




Matriz do Divino Espírito Santo

A Diocese de Bauru foi criada em 1964, no contexto histórico do Concílio Vaticano II, que deu novos rumos à Igreja Católica, e do regime militar que oprimiu o país. Sua instalação definitiva se deu no dia 17 de maio de 1964, quando tomou posse seu primeiro bispo, D. Vicente Ângelo José Marchetti Zione. Naquele momento, a Diocese possuía 5.845 km², 12 municípios e 18 paróquias. Sua população somava 251.065 habitantes. A Arquidiocese de Botucatu cedeu as cidades de Agudos, Bauru, Boracéia, Cabrália Paulista, Duartina, Gália, Lucianópolis, Pederneiras e Piratininga, enquanto a Diocese de Lins cedeu Arealva, Avaí e Iacanga para a formação da nova Igreja Particular, como também é chamada cada diocese católica. O segundo bispo diocesano, D. Cândido Padim governou de 2 de agosto de 1970 a 4 de setembro de 90.

Seu sucessor, D. Aloysio José Leal Penna, iniciou seus trabalhos em 4 de setembro de 1990. Em junho do ano 2000, D. Aloysio deixa a Diocese de Bauru para assumir o governo da Arquidiocese de Botucatu. A partir de 29 de agosto de 2000, a administração da Diocese ficou sob a responsabilidade de Mosenhor Enedir Gonçalves Moreira, pároco da Paróquia Universitária do Sagrado Coração de Jesus, designado para a função de administrador diocesano, a partir da eleição realizada pelo Conselho de Presbíteros da Diocese. Apenas em 24 de outubro de 2001, o Papa João Paulo II anunciou a nomeação de D. Luiz Antonio Guedes como novo bispo da Diocese de Bauru. Sua posse foi celebrada no dia 23 de dezembro de 2001. D. Luiz era bispo auxiliar da Arquidiocese de Campinas e bispo de Martuba. Mosenhor Enedir Moreira passou a ser também Vigário Geral da Diocese. Atualmente, fazem parte da Diocese de Bauru 14 municípios: Agudos, Arealva, Avaí, Bauru, Boracéia, Cabrália Paulista, Duartina, Fernão, Gália, Iacanga, Lucianópolis, Paulistânia, Pederneiras e Piratininga. Hoje, são 38 paróquias e uma quase paróquia. Sua população é de aproximadamente 450 mil pessoas.

Museu Ferroviário Regional

Instalado na Estação Ferroviária, no centro da cidade, o Museu Ferroviário oferece ao visitante uma volta ao passado glorioso das ferrovias brasileiras, com exposição de fotografias, documentos, peças originais, maquetes e recriação de ambientes que remetem aos tempos da construção da NOB, até o final dos anos 30. Além de um passeio histórico através de curiosidades e peças de grande valor artístico, o Museu proporciona uma aula completa sobre a importância das ferrovias para o desenvolvimento econômico de Bauru e de todo o interior do Brasil.

Museu Histórico Municipal

Dividido em salas temáticas, o Museu Histórico Municipal de Bauru reúne fotos, textos, peças de mobiliário e equipamentos relacionados à história de Bauru desde os tempos de sua fundação.

Além da galeria com fotos de todos os prefeitos, o museu traz uma visão de como eram as escolas de antigamente, equipamentos industriais do início do século, implementos agrícolas empregados pelos colonizadores nas fazendas de café, o primeiro rádio e peças e documentos relacionados ao desenvolvimento das comunicações e de outros setores de Bauru.

Praça Rui Barbosa

Marco central da cidade de Bauru, mantem antigo coreto com arquitetura do início do século. A praça abriga também a igreja matriz de Bauru.






Biblioteca Municipal "Rodrigues de Abreu"

Inaugurada em 30/01/73, em homenagem ao poeta bauruense "Rodrigues de Abreu". Possui cerca de 15.233 obras diversas. Câmara Municipal – 1º Andar.

Benedito Rodrigues de Abreu nasceu em 27 de setembro de 1897. Poeta paulista, nascido em Capivari, dotado de grande inspiração e de notável senso artístico, faleceu no dia 24 de novembro de 1927, em Bauru. Era filho do Sr. Narciso Rodrigues de Abreu e de D. Leonor Ribeiro da Silva. Publicou as seguintes obras: A Sala dos Passos Perdidos, Casa Destelhada, Noturnos.

Estação Bauru-Noroeste

A foi inaugurada em 1906, com muitas festas. A Sorocabana já tinha sua estação, a poucos metros, desde 1905, e a Paulista chegaria a Bauru em 1910. Em 1939, com a conclusão da nova e enorme estação da Noroeste, que englobava também os escritórios da empresa, todos os embarques e desembarques das três ferrovias foram centralizados nessa estação, e os prédios da Sorocabana e da Noroeste foram desativados. Enquanto houve trens de passageiros naquele que era chamado de maior entroncamento ferroviário do Brasil, a estação teve enorme movimento. No final de 1995, os trens de passageiros da Noroeste foram extintos. Nos anos 90, ele minguou e, desde que a concessionária Novoeste assumiu a ferrovia, em 1996, ele definhou rapidamente. Em 1999, os escritórios da ferrovia se mudaram dali e a estação caiu no abandono. Os trens de passageiros para Bauru, na antiga linha da Cia. Paulista, chegaram à estação pela última vez em 15 de março de 2001, sendo então suprimidos. A estação, então, somente servia como plataforma de embarque e desembarque. Depois desse dia, nem para isso.

Histórico da Linha: A Estrada de Ferro Noroeste do Brasil foi aberta em 1906, seguindo a partir de Bauru, onde a Sorocabana havia chegado em 1905, até Presidente Alves, em setembro de 1906. Em janeiro de 1907 atingia Lauro Müller, em 1908 Aracátuba e em 1910 atingia as margens do rio Paraná, em Jupiá, de onde atravessaria o rio, de início com balsas, para chegar a Corumbá, na divisa com o Paraguai, anos depois. O trecho entre Araçatuba e Jupiá, que até 1937 costeava o rio Tietê em região infestada de malária, foi substituído nesse ano por uma variante que passou a ser parte do tronco principal, enquanto a linha velha se tornava o ramal de Lussanvira. Em 1957, a Noroeste passou a fazer parte da Refesa. Transportou passageiros até cerca de 1995, quando esse transporte foi suprimido. Em 1996, a Refesa deu a concessão da linha para a Novoeste, que transporta cargas até hoje.

Estação Bauru - Paulista

A estação foi aberta em 1910, como ponta do ramal de Bauru. O álbum dos 50 anos da Cia. Paulista cita a estação como sendo "provisória", mas, aparentemente, é o mesmo prédio que sibrevive até hoje; talvez a idéia de se centralizar tudo na estação da Noroeste, o que se deu nos anos 1930, tenha feito a Paulista não construir a "definitiva". Uma suposição que pode ser válida ou não. Como já existiam as estações Bauru-Sorocabana e Bauru-Noroeste, o nome da estação passou a ser Bauru-Paulista. Em 1937, a linha foi esticada até Piratininga, encontrando o ramal de Agudos, e, em 1941, passou a fazer parte do tronco oeste, ainda com bitola estreita. O trecho entre Pederneiras e Bauru com a bitola alargada foi entregue somente em 15/06/1947. A estação de Bauru-Paulista deixou de ser estação de embarque e desembarque já há muito tempo. Aparentemente, já antes da inauguração da estação da Noroeste atual, em 1/9/1939, e que passou a centralizar essas funções, situada um pouco mais à frente da estação da Paulista, esta não tinha mais a função de embarque e desembarque, pois há fotos da estação original da Noroeste com venda de bilhetes para a Paulista e a Sorocabana num guichê exclusivo. Em 1976, houve a desativação da linha de Piratininga; como o trem usava a estação da Noroeste para pegar e deixar os passageiros, ele passaria a voltar de ré, para seguir para Garça, pois a linha nova de 1976 (variante Bauru-Garça) passou a sair logo depois da estação da Paulista, e antes da da Noroeste. A eletrificação, que ia até Cabrália, a partir de agora, terminava em Bauru, com a supressão da linha sul. Nos últimos anos, Bauru-Paulista foi sede de uma das regionais da Fepasa. Em janeiro de 1999, os trens de passageiros deixaram de circular. Foi usada pela Ferroban, sucessora da Fepasa, mas somente algumas de suas salas, como escritório. É muito comprida, e a parte em que os passageiros antigamente embarcavam era a que fica mais para o fundo, nas fotografias, que foram tomadas todas do lado da plataforma. Ao seu lado, ainda funcionava o CTC de Bauru, no dia em que lá estive e tirei as fotos, com a anuência do auxiliar que trabalhava na estação. No final de 2000, dezoito meses depois, testemunhas deram conta de que tudo estava já abandonado.

Histórico da Linha: O chamado tronco oeste da Paulista, um enorme ramal que parte de Itirapina até o rio Paraná, foi constituído em 1941 a partir da retificação das linhas de três ramais já existentes: os ramais de Jaú (originalmente construído pela Cia. Rio-clarense e depois por pouco tempo de propriedade da Rio Claro Railway, comprada pela Paulista em 1892), de Agudos e de Bauru. A partir desse ano, a linha, que chegava somente até Tupã, foi prolongada progressivamente até Panorama, na beira do rio Paraná, onde chegou em 1962. A substituição da bitola métrica pela larga também foi feita progressivamente, bem como a eletrificação da linha, que alcançou seu ponto máximo em 1952, em Cabrália Paulista. Em 1976, já com a linha sob administração da FEPASA, o trecho entre Bauru e Garça que passava pelo sul da serra das Esmeraldas, foi retificado, suprimindo-se uma série de estações e deixando-se a eletrificação até Bauru somente. Trens de passageiros, a partir de novembro de 1998 operados pela Ferroban, seguiram trafegando pela linha precariamente até 15 de março de 2001, quando foram suprimidos.

Estação Bauru- EFS

A Sorocabana foi a primeira das três ferrovias a atingir Bauru, em 1905, com muita festa. No relatório da Sorocabana de 1905, em sua página 10, está escrito: "Durante o ano de 1905 foi augmentada a extensão da linha em trafego de Kilometros 11,087, extensão do trecho comprehendido entre a estação de Conceição e a de Baurú na linha Tronco, entregue ao trafego provisorio em 22 de Abril, e ao definitivo em 1o. de Julho de 1905. Neste ponto teve inicio a E. F. Noroeste do Brasil, de concessão Federal, a qual tem por directriz o Tieté, enquanto em territorio de São Paulo, e por objectivo final Cuyabá, capital do Estado de Matto-Grosso". Como curiosidade, o movimento da estação nesse primeiro ano de atividade foi de 71.727$210, seis vezes menos que a estação de Igualdade, nessa época a de maior movimentação no ramal, mas a de Bauru funcionou pouco mais de meio ano... No primeiro dístico da estação lia-se: Bahuru. Em 1939, com a construção da estação da Noroeste atual, os embarques da Sorocabana e da Paulista passaram a ser feitos nessa grande estação, e a velha estação zinha foi desativada. Hoje, mais de noventa anos depois, a estação hoje está localizada dentro do pátio da Noroeste, a cerca de cem metros à frente da plataforma de embarque, e é "bem Sorocabana". Serve de armazém para uma empresa que fica ao lado, e cujo prédio, novo, encosta na estaçãozinha. Ela está ali, meio perdida, cercada de trilhos pouco usados e cobertos de mato.

Histórico da Linha: O ramal de Bauru teve origem na linha da Cia. Ituana (ramal de São Manuel) que saía de Porto Martins, no rio Tietê, que recebia os barcos da navegação fluvial da ferrovia, e chegava até São Manuel, em 1888. Quando a Ituana foi fundida com a Sorocabana para formar a CUSY, esta alterou radicalmente o ramal de São Manuel, usando parte dela para fazer uma linha que ligava a estação de Capão Bonito (mais tarde Rubião Júnior), logo após Botucatu, visando chegar à nascente e próspera cidade de Bauru. Outra parte se tornou o curto ramal de Porto Martins-Araquá. A linha chegou a Bauru em 1905. O agora ramal de Bauru sobreviveu até hoje, com algumas retificações feitas nos anos 60, unindo as linhas da Paulista, da Noroeste e a linha-tronco da Sorocabana. Em 1976, o trem de passageiros foi suprimido na linha, mas os trens de carga mantém-na ativa até hoje.

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  • Curiosidade

Bauru, um dos mais famosos lanches do Brasil, foi criado pelo bauruense Casimiro Pinto Neto, em 1934, no Bar Ponto Chic, em São Paulo, capital. Sua receita original consta de pão francês sem miolo, fatias de rosbife, queijo derretido, rodelas de tomate e pepino.



A história

Casimiro Pinto nasceu em Bauru-SP, em 5 de abril de 1914. em 1931, ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Orgulhoso de sua cidade natal, sempre foi conhecido como "Bauru". Juntamente com outros estudantes, artistas e intelectuais, frequentava o restaurante Ponto Chic, no largo do Paissandu.

Numa noite, em 1934, procurou o cozinheiro do restaurante e "ditou" a receita de um sanduíche: pão francês, aberto e sem miolo, uma porção de queijo derretido em banho-maria, fatias de rosbife, rodelas de tomate cru e pepino (picles). Segundo Casimiro, essa receita incluía os elementos básicos de um lanche equilibrado em albumina, proteína e vitamina, conforme ele havia lido em uma cartilha sobre alimentação. Na mesma noite, outros freqüentadores pediram o novo sanduíche, dizendo que queriam um "igual ao do Bauru". Nascia um dos mais famosos lanches do Brasil e também conhecido em outros países.

A receita

Pão francês aberto, sem miolo
Uma porção de queijo mussarela, derretido em banho-maria
Fatias de rosbife
Rodelas de tomate
Rodelas de pepino (picles)
Sal e orégano a gosto

Hino

I

É Bauru, terra branca ditosa
É a esperança e o desejo febril

Amparada na árvore frondosa
Cidade Franca do nosso Brasil

- É a luz do céu resplandecente

Desta terra abençoada

Bauru, és o sol nascente

que surge na madrugada
Vives na paz bem altaneira
Tens gloriosa tradição
Saudamos-te como a primeira
Da brasileira Nação!

II

De São Paulo és cidade querida
Bauru, berço da região
Sempre bela e engrandecida
no progresso da grande extensão

Vida própria da Noroeste

de riqueza e amplidão

É a esperança que nos resta

É de grande satisfação
Oh. Que terra tão querida
De todo o meu coração
- Saudamos-te por tua vida

na brasileira Nação!

Hino de Bauru - Letra e música de Manoel Domingos de Oliveira


Agricultura

Propr. agríc. existentes - 858
Propr. agríc. até 10 hectares – 196

Propr. agríc. de 10 a 20 hectares – 116

Propr. agríc. de 20 a 50 hectares – 309

Propr. agríc. de 50 a 100 hectares – 112

Propr. agríc. de 100 a 200 hectares - 125

Variedade de culturas praticadas: Café, algodão, amendoim, arroz, feijão, milho, etc.

Valor global aproximado das propriedades agrícolas: Cr$ 38.336.605,20.

Comércio

Número de firmas taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 1.031

Relação das consideradas grandes firmas:

Padaria e Confeitaria: Abelhas & Filhos Ltda., Confeitaria Cidinha, Confeitaria Seleta, José Cortez Fernandes, Padaria e Confeitaria Lalai Ltda., Padaria Nosso Lar, Padaria União do Brasil, Indústrias Luso-Brasileiras.

Ferragens: M. Pupo, H. Ribeiro e Cia. Ltda, A. Simão Razi & Filhos Ltda., Alcides Jorge Pieroni.

Fazendas e Armarinhos: Casa Lusitana Ltda., Casa Roial, Casa São Paulo, Casa Três Irmãos, A Paulistana, A Favorita, Loja Síria, Casa Gebara, Casa Chic, A Tropical, Casas Pernambucanas.

Artigos de couro: Casa das Solas, Caetano Sampieri & Filhos Ltda., Dario & Tedesco.

Rádios: Monteiro & Neto, Nunes & Cia. Ltda., Casa Cristoph, Escritórios Reunidos Labor.

Calçados: Casa Nicola, Casa Santinho, Casa Pagani, Feira dos Calçados, Casa Yara, Casa Carvalho.

Móveis: Ao Bauru Progride, Leão Bichuski & Filho, Reformadora Cruzeiro, Casa Tic-Tac, Adolfo Zatz, Mobiliadora Max.

Secos e Molhados: Casa Lusitana Ltda., J. F. Sampaio & Cia. Ltda., S. A. Comercial Júlio Meca, João Esteves, Sato & Saito, Takeda, Irmãos & Cia. Ltda., C. G. Vissoto, J. Samogim, Casa Pelegrina, Cooperativa de Consumo dos Ferroviários da N. º B., Serviço Social da Indústria, Casa Eduardo, Casa Telli.

Material elétrico: Gioso, Rabello & Cia. Ltda.

Marmoraria: Mário Turini, Maurício Andrés.

Alfaiataria: Alfaiataria Romado, Sala, Perazzim Pavão, A Bauruense, Gasparine.

Livros e Revistas: Agência Noroeste.

Roupas feitas: Oscar Costa, A Parisiense, Bonomo & Sclauser.

Modista: Antônio Nunes de Almeida, Ao Mundo Elegante.

Frios: S. A. Frigorífico Anglo, Osvaldo Busco.

Indústria

Números de indústrias taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 395.

Número de operários trabalhando nas indústrias: 3.141.

Capital invertido na indústria no município: Capital realizado: Cr$ 79.825.798,50. Capital aplicado: Cr$ 67.537.577,50.

Relação das consideradas grandes indústrias:

Tecidos: S/A Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo.

Cerâmica: Cerâmica Ribeirão Grande Ltda., Cerâmica São Lourenço Ltda., Cerâmica Bauruense Ltda.

Fábrica de Móveis: Hernandes & Fidalgo, Dino Casalechi, Daniel Roa, Mário Fratini & Irmão, Haroldo Orsatti & Irmão, Domingos Biancardi, Filhos & Cia. Ltda., João Vecchi.

Sabão: Hermínio Santinho & Cia., Américo Tragante, Otávio Tragante.

Vinhos e Bebidas: Cia. Antártica Paulista, Refrigerantes Bauru S. A (Coca-Cola), Sedazo Kasai, Sampaio, Silva & Cia. Ltda., Lourenço & Cia, Masuzo Takarachi.

Fábrica de Calçados: Hermínio Santinho & Cia., M. L. F. Santinho & Cia., Artur Zuim, Cação e Simões.

Artefatos de Madeira: Arfefatos de Madeira Pieroni Ltda.

Fábrica de Brinquedos: P. C. Marques

Fábrica de Colchões e Travesseiros: Max Gochberg, Orlando Mucheroni, Hirofumi Fussamae, Colchoaria Avenida.

Cortume: Alfredo Santini & Cia, Francisco Vidrich.

Fundição: Oficina Colombo.

Laticínios: Sociedade Bauruense de Laticínios Ltda.

Serrarias: São Sebastião.

Bancos

Agências ou filiais de bancos do município: Banco do Brasil S/A, Banco do Estado de São Paulo S/A, Banco Comercial do Estado de São Paulo S/A, Banco Brasileira para a América do Sul S/A, Banco Paulista do Comércio S/A, Banco do Comércio e Indústria de São Paulo S/A, Banco Brasileiro de Descontos S/A.

Caixa Econômica Estadual

Número de depositantes: 12.271
Montante dos depósitos: Cr$ 24.050.920,80

Coletoria Estadual

Arrecadação em 1948: Cr$ 15.448.428,20.

Coletoria Federal

Arrecadação em 1948: 1a - Cr$ 5.437. 107,80. 2a - Cr$ 1.276.154,50.
Total de arrecadação do Imposto de Renda: 1a - Cr$ 2.897.296,20. 2a - Cr$ 738.645,80.
Idem do Selo de Educação e Saúde: 1a - Cr$ 97.243,20. 2a - Cr$ 281.189,60.
Adicional: 1a - Cr$ 29.083,90.
Lucros extraordinários: 2a- Cr$ 256.319,10.

Correios e Telégrafos

Classe de agência: Diretoria Regional.
Montante da última arrecadação: Cr$ 140.456,70.

Estradas de Ferro

Estradas de ferro que servem o município: Cia. Paulista de Estradas de Ferro, Estrada de Ferro Noroeste do Brasil e Estrada de Ferro Sorocabana.
Distância entre o município e a capital: E. F. S. 245 quilômetros, e pela C. P. E. F. 416 quilômetros.
Tempo médio de viagem: 6 horas e 15 minutos.
Custo de passagens entre a capital e o município: C. P. E. F. 1.ª classe, ida: Cr$ 114,70; ida e volta: Cr$ 183,70. 2.ª classe, ida: Cr$ 54,90; ida e volta: Cr$ 87,90. E. F. S. 1.ª classe, ida: Cr$ 100,70; ida e volta: Cr$ 160,70. 2.ª classe, ida: Cr$ 49,80; ida e volta: Cr$ 80,30.
Números de trens diários entre o município e a capital: 8.

Estradas de Rodagem

Estradas estaduais que cortam o município: São Paulo a Mato Grosso, Bauru a São Paulo e Bauru a Iacanga.
Distância entre o município e a capital: 370 quilômetros.
Tempo médio de viagem: 8 horas.
Transportes rodoviários: Empresas de ônibus existentes: 4 : Empresa Ângelo Franciscato, servindo a linha Bauru-Botucatu. Empresa Luís Mortari, servindo as linhas Bauru-Ibitinga, Bauru-Reginópolis. Empresa Almeida & Santos servindo as linhas Bauru-Duartina e Barreiro-Bauru. Empresa Alexandre Quaggio, servindo as zonas urbana e suburbana da cidade.

Aviação

Localização do campo de pouso: A 3 quilômetros da cidade.
Número de pistas: 3.
Capacidade das pistas e tipo: 18.000 kg.
Aero Clube: Tem.
Número de aviões de treinamento: 10 (PP-GFG, PP-GFI, PP-RGD, PP-TGA, PP-HBN, PP-RJM, PP-RJR, PP-JGD, PP-TXG E PP-)
Alunos inscritos: 20.
Pilotos já brevetados: 110.
Linhas aéreas que incluem o município em suas rotas: Panair do Brasil e Viação Aérea São Paulo.

Orçamento Municipal

Orçamento Municipal para 1949: Cr$ 9.400.000,00.

Informações Político-Administrativas

Atual prefeito municipal: Dr. Otávio Pinheiro Brisolla.

Vereadores municipais: Vítor Curvelo Júnior, Osíris Domingues, Militino de Toledo Martins, Plínio de Camargo, Alcy Vasconcelos, Luiz Zuiani, José Benedito de Oliveira, José de Barros Castro, João Virgínio de Sousa, Alfredo Fontão, Raul Gomes Duarte, Osvaldo Rasi, José Carlos Teles Nenes, Mário Aleixo da Silva, Jerônimo Hernandes, Antônio Campos Fraga, Alchimedes Climério Mozer, Luís Scalise, Antônio Ferreira de Menezes, Guilherme Telli, Odair Cham Horácio Cunha, José Ranieri, Euclides Paixão, Irineu Bastos, Mário de Oliveira Matosinho, Júlio Lascasas de Brito, Alberto Quércio, Elzeário Barbosa.

Realizações da atual administração: Estão previstas e em vias de realização as seguintes obras: conclusão da rede de águas e esgotos com as respectivas estações de tratamento, calçamento de todos os bairros, conclusão da iluminação pública da cidade e vilas, ampliação e melhoramento das estradas municipais, canalização dos rios que atravessam a cidade, plano de urbanização com previsão para o futuro desenvolvimento da cidade, solução aos problemas apresentados por várias passagens de nível que dificultam o tráfego, construção do Paço Municipal, Matadouro Municipal, Estação Rodoviária.

Zona eleitoral: 23a

Seções eleitorais: 47.

Número de eleitores que compareceram ao último pleito: 10.461

Educação

Escolas secundárias: Colégio Estadual e Escola Normal, Liceu Noroeste, Sociedade Civil de Educação Guedes de Azevedo, Escola Normal Livre e Colégio São José.

Escolas primárias: grupos escolares: 10, instalados em prédio próprio; número de alunos matriculados: 6.680.

Escolas urbanas: Mantidas pelo Estado: 1. Pelo Município: 23.

Alfabetização de adultos: números de cursos: 13; matriculados: 818.

Associações culturais: Aero Clube e Bauru Agremiação de Debates Políticos-Filosóficos, Associação Bauruense de Professores, Associação Feminina de Esportes, Automóvel Clube de Bauru, Bauru English Speaking Club, Brazila Junular Organizo, Centro Cívico e Literário D. Pedro II, Centro Cívico e Literário Rodrigues de Abreu, Centro Cultural de Bauru, Clube Literário Urupês, Comissão Central de Esportes, Federação Bauruense Estudantina, Grêmio Estudantino Agrícola, Grupo Esperantista de Bauru, Liga Bauruense de Esportes, Loja Arquitetos de Ormuzo, Sociedade Amigos de Bauru, Tattwa Prentice Mulford, União Bauruense de Artes Plásticas.

Associações Esportivas: Associação Atlética Antártica, Bandeirantes F.C., Bauru Atlético Clube, Canto do Rio F.C., Clube Atlético Bancários de Bauru, Clube Recreativo Ordem e Progresso, Esporte Clube Noroeste, Esporte Clube Brasil, Esporte Clube Coríntians, Esporte Clube Rui Barbosa, Guarani F.C., Ipiranga F.C., Liceu Noroeste F.C., SAMS F.C., e União A.C.

Associações Recreativas: Bauru Tênis Clube, Esporte Clube Paulista, Piscina Recreio, Grêmio Recreativo José do Patrocínio e Sociedade Recreativa Grêmio Bauruense.

Saúde

Hospitais existentes no município: Santa Casa de Misericórdia de Bauru e Sociedade Beneficente Portuguesa de Bauru.

Creches: Assistência Social Rodrigues de Abreu e Educandário Anita Costa.

Serviços de Saúde: Centro de Saúde de Bauru, Dispensário de Tracoma, Dispensário de Tuberculose, Inspetoria Regional do Departamento de Profilaxia da Lepra e Serviço de Profilaxia da Malária.

Montante da arrecadação de selo de educação e saúde no último exercício: Cr$ 378.432,80.

Informações Urbanas

Números de prédios existentes: 9.765.

Edifícios públicos: Prefeitura Municipal, Fórum, Matriz da Cidade, Teatro São Paulo, Quartel do 4º Batalhão de Caçadores do Estado, Quartel da 6a Circunscrição de Recrutamento, Grupo Escolares, Caixa Econômica Estadual, Caixa Econômica Federal, Centro de Saúde, Mercado Municipal, Centro Cultural de Bauru, Santa Casa de Misericórdia de Bauru, Sociedade Beneficente Portuguesa de Bauru, Casa da Lavoura.

Número de ruas: 238.

Número de praças: 8.

Número de jardins: 2.

Hotéis: Avenida, Cariani, Central, Doca, etc.

Imprensa: “Diário de Bauru”, “Correio da Noroeste”, “Folha do Povo”.

Rádio: Prefixo: P.R.G. 8. Propriedade de Bauru Rádio Clube S/A.

Veículos licenciados: a motor: 654; tração animal: 311.

Monumentos: Herma do Dr. Machado de Melo, monumento aos heróis da Revolução de 1932, obelisco em homenagem ao cinqüentenário da fundação da cidade, marco inaugural da Praça D. Pedro II, marco inaugural das obras do prolongamento da Avenida Rodrigues Alves.

Serviços Públicos

Abastecimento de água: Serviço da Prefeitura Municipal, ligado a 5.440 prédios.

Rede de esgotos: Serviço da Prefeitura Municipal, ligado a 3.797 prédios.

Telefones: Serviço da Cia. Telefônica Brasileira, com 1.680 aparelhos ligados.

Calçamento: 202.940 metros quadrados.

Matadouro Municipal: Reses abatidas em 1948: bois: 7.740; vacas: 7.127; vitelos: 46; porcos: 4.172; leitões: 97.

Bibliotecas: Caixa Beneficente do Asilo Colônia Aimorés, Centro Cultural de Bauru, Colégio Estadual e Escola Normal de Bauru, D. Pedro II, Gustavo Capanema, Escola Prática de Agricultura Gustavo Capanema, Pública Joaquim Rodrigues Fraga (no distrito de Tibiriçá), Liceu Noroeste, Infantil Lourenço Filho, Mariano Lutz, Padre Antônio Vieira, Zino Azul, Grupo Escolar Rodrigues de Abreu.

Guarda civil: Sub-divisão da Guarda Civil de Bauru.

Informações Religiosas

Organização da Igreja Católica: Paróquias do Divino Espírito Santo e de São Benedito.

Obras assistenciais mantidas pela Igreja Católica: Sociedade São Vicente de Paula.

Organização da Igreja Protestante: 1a Igreja Batista, 2a Igreja Batista, Cristão Presbiteriana de Bauru, Presbiteriana Independente e Metodista do Brasil.

Organização dos Centros Espíritas: Centro Espírita São Vicente de Paula e Centro Espírita Amor e Caridade.

Informações diversas

Médicos: Drs. José Arantes de Almeida, Luís Carlos, Luís Carlos de Almeida, Manuel Célio Moreira de Almeida, Odilon Pinto do Amaral, Francisco Lourenço de Andrade, Nuno de Assis, José Barros Azevedo, Antônio Cândido de Melo Azevedo, Fidélis Berriel, Armando Cardieri, José Correia de Souza Carvalho, Luís de Castilho, Osvaldo Cavalheiro, Carlos de Morais Costa, José Maria Rodrigues Costa, Sílvio de Godói Cremer, Arnaldo Prado Curvello, Osíris Domingues, Mário Pinto de Avelar Fernandes, João Bráulio Freire Ferraz, Daniel Figueredo, J.C. Oliveira Guimarães Filho, Deusdedet Maravalhas Gomes, Ciro de Oliveira Guimarães, Jerônimo de Cunto Júnior, José Lisboa Júnior, Herbet Krebs, Hélio Lemes Lopes, Mário de Oliveira Matosinho, Arnaldo Miráglia, Orestes Miráglia, Tolentino Nicolau Miráglia, Jair de Morais Miranda, Murilo Augusto de Oliveira, Ângelo Pagotto, Ansberto Rodrigues Passo, Luís do Val Penteado, Altair de Lacerda Pinheiro, Malaliel Marinho Rêgo, Felisberto Rodrigues, Antônio Von Rydygier de Rydygier, Alpheu de Vasconcellos Sampaio, Dolírio Sandin, Alípio de Gonçalves dos Santos, Sebastião Semi, Abílio Nogueira Soares, José Marques de Sousa, Demétrio Vasco de Toledo, Antônio Soares Valente, Alcy Vasconcelos e Luís Zuiani.

Engenheiros: Drs. Armando Aparecido Ferreira Amâncio, Olegário Guimarães, Eduir Paes de Barros, José Pinto Pupo, Mário Romanelli, Móris Rischini, Vicente de Paula, Ari Duarte de Sousa, Aurélio Ibispina, Miguel Marques de Sousa, Antenor Borges de Barros, Luís Vilaça, Benjamim Ferreira Lima, Enid Dias Vierno, Hélio Chagas Ribeiro, José Jairo de Proença, Nilson Anselmo, Paulo Ribeiro de Oliveira, Deli de Oliveira, Antônio Lockman, Nabor Melhado Campos, Paulo Rezende Vilela, Daniel da Silva Jordão, Hélio Ramos Police, Pascoal Rafael, Frederico Kupper, Gastão Rocha Leão e Paulo Nogueira Garcez.

Dentistas: Drs. José Sobreira de Almeida, Noé Mendes de Almeida, José Simões Barroso, Valêncio Godói Bueno, José Cariani, Waldomiro Francisco Carneiro, José Nogueira Carrijo, Adauto de Carvalho, Waldomiro Euzébio de Carvalho, Sérgio da Cunha Castro, Laurentino Joaquim de Castro, Jarbas Mota Azevedo Correia, Alcides Ferraz Costa, Eurico Estevam, José Silvino Espindola, Ciro Castro Ferreira, Francisco Tangerino Ferreira, João Costa Franco, Carlos Galliters, Pascoal de Gennaro, Emílio Janson Júnior, Isaías Martins do Lago, Odorante Otávio Tavano, João Costa Machado, José Mafra, Anésio Xavier de Mendonça, Hilda Aparecida Bezerra de Menezes, Antônio Moretto Sobrinho, Alchimedes Crimério Mozer, José Garcez Novais, José Rodrigues de Oliveira, Antônio Egídio Padilha, Amilton de Toledo Piza, Carlos Arantes Ramos, Eugênio Manuel Ribeiro, José Galan Ross, Mário Bueno Sales, Luzo Santinho, Albero Bitoriano da Silva, Laurindo de Morais da Silva, Salabiel Vitoriano da Silva, Sara Vieira da Silva, Benedito Vitor e Mário Zulian.

Farmácias: Avenida, Bela Vista, Brasil, Central, Confiança, Cooperativa da C. O. B., Dom Bosco, Drogadada, Duque de Caxias, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora Auxiliadora, Nossa Senhora das Graças, Paulista, Popular, Santa Maria, Santa Teresinha, São Benedito, São Geraldo, São Francisco, São José, São João, São Jorge, São Luis, São Paulo, São Sebastião e Bauru.

Drogarias: Casa Baruel S/A e Orgafarma (Organização Farmacêutica Distribuidora Ltda.).

Laboratório de Análises: Sociedade Beneficente Portuguesa, Dispensário de Tuberculose, Santa Casa de Misericórdia de Bauru, Dr. José Barros Azevedo, Dr. Alípio Gonçalves dos Santos, Dr. Arnaldo Miráglia, Caixa de Aposentadoria e Pensões dos Ferroviários da Noroeste do Brasil, Serviço de Profilaxia da Malária, Serviço de Profilaxia da Lepra e Departamento de Profilaxia da Lepra.

Instalações de Raios X: Tem.

Teatros: 1.

Cinemas: Cine Bauru, Cine Bandeirantes e Cine São Rafael (em vila Falcão), com capacidade para 3.078 pessoas.

Conjuntos orquestrais: 5..

Grupo de amadores teatrais: Diversos.