Terça-feira, 17 de outubro de 2017

ISSN 1983-392X

2006

A Fazenda de Pederneiras, e depois Povoação de Pederneiras, desligando-se de Botucatu, passou a pertencer ao município de Lençóis, criado por Lei nº 90, de 24/4/1865.

Por Decreto nº22, de 28 de fevereiro de 1889, assinado pelo Presidente de Província, foi a povoação de Pederneiras elevada à categoria de freguesia com o nome de Freguesia de S. Sebastião da Alegria, subordinada ao município de Lençóis.

Elevado à categoria vila com a denominação de São Sebastião da Alegria, por Decreto-lei Estadual nº 174, de 22 de maio de 1891, desmembrado de Lençóis. Constituído do Distrito Sede. Sua instalação verificou-se no dia 1 de julho de 1891.

Tomou a denominação de Pederneiras, por Lei Estadual nº 316, de 25 de maio de 1895.

Cidade por Lei Estadual nº 1038, de 19 de dezembro de 1906.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o Município de Pederneiras é constituído de 3 Distritos: Pederneiras, Iacanga e Soturna.

Lei nº 2026, de 27 de dezembro de 1924, desmembra do Município de Pederneiras os Distritos de Iacanga, Soturna e Batalha.

Lei nº 1890, de 13 de dezembro de 1922, cria o Distrito de Reginópolis (Ex-Batalha) e incorpora ao Município de Pederneiras.

Por Lei nº 2.222, de 13 de dezembro de 1927, foi criada a comarca de Pederneiras, a qual foi instalada em 26 de abril de 1928.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o Município de Pederneiras se compõe do Distrito Sede.

Decreto nº 6459, de 25 de maio de 1934, cria o Distrito de Floresta e incorpora ao Município de Pederneiras.

Decreto-Lei Estadual nº 6716, de 1 de outubro de 1934, cria o Distrito de Guaianás e incorpora ao Município de Pederneiras.

Em divisões territoriais datada de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, bem como no quadro anexo ao Decreto-lei Estadual nº 9073, de 31 de março de 1938, o Município de Pederneiras compreende o único termo judiciário da comarca de Pederneiras e se divide em 3 Distritos: Pederneiras, Floresta e Guaianás.

Pelo Decreto-lei Estadual nº 9775, de 30 de novembro de 1938, o Município de Pederneiras perdeu para o Município de Itapuí o Distrito de Floresta, desfalcado de parte do território; em 1939-1943, o Município de Pederneiras é composto de 3 Distritos: Pederneiras Água Limpa e Guaianás - e é termo da comarca de Pederneiras, formada de 1 único termo, Pederneiras, termo este formado por 3 Municípios: Pederneiras, Bocaiúva e Iacanga.

Em virtude do Decreto-lei Estadual nº 14.334, de 30 de novembro de 1944, que fixou o quadro territorial para vigorar em 1945-1948, o Município de Pederneiras ficou composto dos Distritos de Guaianás e Santelmo, e constitui o único termo judiciário da comarca de Pederneiras, a qual é formada pelos Municípios de Pederneiras, Iacanga e Macatuba.

Aparece nos quadros fixados pelas Leis números 233, de 24-XII-1948 e 2456, de 30-XII-1953 para vigorar, respectivamente, nos períodos 1949-1953 e 1954-1958, composto dos Distritos de Pederneiras, Guaianás, Vanglória e Santelmo (Ex-Águas Limpas).


Em divisão territorial datada de 01-VII-1960, o município é constituído de 4 Distritos: Pederneiras, Guaianás, Santelmo e Vanglória.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15-VII-1999.

Pederneiras ficou pertencendo à comarca de:

Lençóis – 1889

Jaú – 1895

Pederneiras – 1928

A comarca de Pederneiras consta atualmente do seguinte município:

Macatuba

Advogados de destaque na década de 50:

  • Dr. Durval Pereira
  • Dr. Foad Razuk
  • Dr. Raul David Pimentel
  • Dr. Ulisses Figueira
  • Dr. Augusto Galvão de Vaz Cerquinho
  • Dr. Francisco de Assis Foster Sampaio
  • Dr. Raul Alberto Dolival

Alguns juízes que passaram pela comarca :

  • Dr. José Augusto de Lima – 1º Juiz da Comarca de Pederneiras
  • Dr. Manoel de Oliveira Andrade Filho
  • Dr. José Teixeira Pombo
  • Dr. Augusto Galvão Vaz Cerquinho
  • Dr. Marzagão Barbuto
  • Dr. Pedro Paes Filho
  • Dr. Paulo Martins de Carvalho Filho
  • Dr. Otávio Helene Junior
  • Dr. Sydnei Celso de Oliveira
  • Dr. Alípio Roberto Figueiredo Cara
  • Dr. José Roberto Spoldari

Alguns promotores que passaram pela comarca:

  • Dr. Carlos Castilho Cabral

Primeiro Promotor Público da cidade de Pederneiras, Dr. Carlos nasceu em Novo Horizonte, SP, em 9 de dezembro de 1907. Bacharelou-se em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco em 1929, na turma do centenário dos cursos jurídicos. Foi promotor público por pouco tempo, dedicou-se depois à advocacia e à atividade política, sua grande vocação. Foi deputado suplente da Assembléia Nacional Constituinte de 1933; participou do Congresso de Direito Social reunido em São Paulo em 1941; do Congresso de Ministério Público, onde foi membro da Comissão de Direito Penal, em 1942 em São Paulo, e participou da III Reunião de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores das Repúblicas Americana, como observador do Instituto de Advogados Brasileiros. Foi membro do Conselho Superior do Instituto de Advogados Brasileiros desde 1940, sucessivamente reeleito. Representou o Brasil nas Conferências Interamericanas de Washington, em 1942 no Rio de Janeiro, 1943, e no México em 1944, participou das Comissões de Problemas de Após-Guerra, Direito Administrativo e Propriedade de Intelectual. Foi vice-presidente da Federação Interamericana de Advogados - Inter American Bar Association, membro da Sociedade Brasileira de Direito Internacional e da American Society of International Law e membro do Conselho da Ordem Seção da Guanabara, homenagem especial que lhe foi conferida, pois não tinha inscrição principal.

Foi eleito deputado federal por São Paulo em 1950. Presidiu a Comissão de Constituição de Diplomacia e Tratados. Em dado momento foi classificado pelos repórteres e comentaristas políticos como um dos dez melhores deputados da legislatura então em curso, tal a dedicação e eficiência demonstrada na atividade parlamentar. O Congresso Nacional em quatro vezes se fez representar por Castilho Cabral em Conferências Interparlamentares Mundiais. Em duas como membro da delegação Istambul 1951, e Berna em 1952. Nas outras duas foi o chefe da delegação brasileira em Londres em 1957, e no Rio de Janeiro em 1958. Foi secretário do Trabalho Indústria e Comércio de São Paulo em 1955, e em 1961 exerceu a presidência da Caixa Econômica. Agricultor, foi membro da Diretoria da Federação das Associações Rurais do Estado de São Paulo, no triênio 1958 a 1961. Na campanha Presidencial de 1959-60 chefiou o MPJQ. Como escritor, publicou um livro de interesse histórico sobre a Revolução de 1964, da qual participou como capitão dos Batalhões Patrióticos Ataliba Leonel. Como jurista, publicou, entre outros, "Terras Devolutas e Prescrição". Finalmente, "Tempos de Janio e Outros Tempos", história da política em São Paulo e no Brasil, abrangeu longo período de sua vida. Participou em 1970 da IV Conferência Nacional na OAB. Faleceu em 19 de outubro de 1971.

  • Dr. José Duarte Leite
  • Dr. Raul Alberto Dolival
  • Dr. Otávio de Oliveira Rocha

Denominações Anteriores: Fazenda Pederneiras e São Sebastião da Alegria.

Fundadores: Manuel dos Santos Simões e seus filhos Manuel Leonel dos Santos e João Leonel dos Santos.

Data da Fundação: No ano de 1848.

Até 1840, o território hoje ocupado pelo município de Pederneiras estava inteiramente em poder dos índios. A revolução de São Paulo e Minas, tendo como líder Diogo Antônio Feijó, em 1841 e 1842, fez com que inúmeros habitantes dos centros populosos destes dois Estados se embrenhassem pelos sertões, fugindo ao recrutamento. Desceram esses retirantes acompanhando o curso do Rio Tietê, via de acesso às selvas bandeirantes. Por essas mesmas águas históricas vieram também, como os refugiados de 1842, os fundadores de povoados e plantadores dessas grandes cidades marginais do lendário “Y-ETÊ” de Piratininga.

Antes da Constituição Republicana de 1891, que fez a separação entre a Igreja e o Estado, os primeiros emissários da Civilização que atingia as regiões inexploradas podiam tomar posse dos terrenos que pretendessem colonizar. A legalização dessa posse resultava de uma simples formalidade: o Registro do Vigário, para provar o domínio e garantir a posse dos pequenos sítios ou de vastos latifúndios.

Para esta região tal registro era feito na sede paroquial de Botucatu (Freguesia de Santana). Ali compareceram em 1848, os sertanistas Manuel dos Santos Simões e seus filhos Manuel Leonel dos Santos e João Leonel dos Santos, que foram os primeiros posseiros das terras em que localiza esta cidade, e denominaram-na “Fazenda Pederneiras”, em virtude da grande quantidade de pedra-de-fogo encontrada no local.

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  • Origem do nome

Originário da “Pedra dura que produz lume” que são abundantes neste município.

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  • Personagens

Antonio Ruiz Filho

Antonio Ruiz Filho, 43 anos, é formado pela PUC-SP em 1984, sempre dedicou-se à Advocacia criminal. Integra a Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB-SP desde 1985, da qual tornou-se Coordenador Consultivo. Foi examinador, em matéria penal, no exame oral de ingresso à OAB-SP, por cerca de cinco anos, até a sua extinção. No Instituto dos Advogados de São Paulo foi responsável pelo “Informativo” e pela “Revista do IASP”, bem como diretor-responsável pela Comissão dos Novos Advogados. Foi eleito e ingressou no Conselho Diretor da AASP em 1998, onde ocupou os cargos de 2° tesoureiro, 1° tesoureiro e 1° secretário duas vezes. É casado há 12 anos com Maria Helena Beukers Ruiz, com quem tem duas filhas, Juliana (10 anos) e Natália (8 anos). É o atual presidente da AASP - Associação dos Advogados de São Paulo.

Casa Bancária Antônio Ruiz & Filhos e Banco Nacional Paulista S/A – A Casa Bancária funcionou durante vários anos em Pederneiras e foi transformada em Banco Nacional Paulista S/A. Foram seus fundadores os Srs. Antônio Ruiz Romero e seus filhos, Francisco, Antônio e Vicente Ruiz. Antônio Ruiz Romero faleceu e Vicente Ruiz retirou-se da sociedade. Francisco Ruiz e Antônio Ruiz Filho que se tornaram os maiores acionistas do Banco, cederam o controle acionário a Moizés Lupion e seu grupo.

VALE A PENA

Convidado pelo amigo Milton Rondas a escrever nesta coluna, revisitei, de memória, alguns lugares realmente incríveis. No Velho Mundo, recordei-me da Amsterdam da pequenina Anne Frank e de Rembrandt, que se vê no Rijksmuseum; de Bruxelas, o seu instigante museu da música e a histórica Grand Place — também vale citar, na Bélgica, a simpaticíssima Bruges, que num átimo transporta o visitante ao tempo medieval; Londres do belíssimo Hyde Park e dos grandes musicais que depois percorrem o mundo; da encantadora Madri do museu de Velásquez; Paris e seus tradicionais Bar du Théâtre e La Coupole. No continente americano, a gélida Montreal, dividida pelo idioma, e a Quebéc do belíssimo Château Frontenac; as interessantes Boston e Chicago; a requintada Palm Beach e o fantástico The Breakers Hotel. Mais próxima, a Buenos Aires do impecável Hotel Four Seasons, e seu concorrido brunch dominical, ou do tradicional Alvear, e também das noites de tango no El Carandi às quinquilharias da feira de San Telmo. Tanto mais valeria ser lembrado...

Contudo, preferi voltar-me à origem e dizer de um quase anônimo quinhão de terra extremamente fértil, centro-oeste do interior paulista, rodeada pelas progressistas Bauru e Jaú. Presto um tributo a Pederneiras. Sendo paulistano e nunca tendo morado noutro canto, de minhas viagens a Pederneiras, acompanhando meus pais lá nascidos, guardo grandes recordações da minha infância e juventude.

Com 40 mil habitantes, hoje cultiva a cana-de-açúcar em lugar do café do passado. O rio Tietê, que lá possui águas tão surpreendentemente límpidas que até permitem o lazer aquático, sendo navegável, deu lugar a importante porto intermodal, formado pela ligação da hidrovia com a ferrovia e rodovia. Um castelo de verdade, em que mora uma prima da família, construído em 1911, é um de seus principais atrativos turísticos.

Para mim sempre valeu a pena estar naquele clima quente, empoeirado pela característica terra roxa, ladeado daquela gente simples e boa.

Texto publicado no jornal Tribuna do Direito em janeiro de 2005

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  • Locais históricos

Castelo Furlani

A história de Pederneiras reserva grandes atrações para quem se dispuser a estudá-la. Entre os destaques da história do município figura Fausto Furlani. Nascido na província de Trento, Áustria, em 1876 - hoje pertence a Itália, Fausto Furlani se aventurou a se mudar para uma terra distante, sobre a qual pouco, ou quase nada conhecia. Acabou desembarcando em Pederneiras. Em 1908, surgiu a idéia de construir um castelo numa terra cercada de índios, quando uma pequena casa habitada apenas por ele e sua mulher recebeu uma parte das famílias Furlani e Colati, incluindo o pai de Fausto, Amadeu Furlani. Construir mais uma ou duas casas ou mesmo ampliar a já existente não pareceu uma idéia atraente para famílias acostumadas a viver entre os castelos da região de Trento. O caminho mais "simples" foi construir um castelo. O local era propício. A pequena casa, que viu crescer ao seu lado um castelo, ficava próxima da água. O terreno, em declive acentuado, completava a paisagem. A área total para a construção era de pouco mais que um hectare. O castelo começou a ser construído em 1911, com cimento importado da Alemanha e telhas de Marselha, França. Fausto Furlani, que era engenheiro, quase não participou da construção do castelo. Ele foi o responsável pelo desenho da planta, mas passava a maior parte do tempo a procura de materiais para a construção.

O pai, Amadeu Furlani, mestre de obras, e os irmãos, trabalhavam na construção efetiva do prédio. Aos poucos, à medida que as paredes iam subindo, a região já começava a se transformar. Até mesmo a paisagem foi modificada. As árvores nativas foram substituídas por plátanos e araucárias, plantas que até então só eram encontradas, no Brasil, na região Sul. Na época, ainda como um dos últimos locais "civilizados" antes do sertão para o oeste, Pederneiras sofria com a constante presença de bandidos. O castelo foi construido dentro de alto padrão de segurança. Uma porta de madeira muito resistente e uma ponte elevadiça no acesso ao 1º andar garantiam a segurança dos moradores. A iluminação, cuja previsão inicial era para ser a gás, com gerador a carbureto e água, foi substituída por uma usina de eletricidade movida através do aumento da retirada de água do córrego, tocada por uma turbina Pelton. Era a modernidade e a tradição européia atingindo os olhos, de espanto e admiração, das pessoas que passavam pelo local.

Lago dos Paturis

Localizado à margem esquerda do Rio Tietê, encontram-se o loteamento Lago dos Paturís, que ocupa uma vasta área urbanizada e ornamentada com modernas residências, vários ranchos e chácaras destinados ao lazer e descanso de grupos de amigos e famílias nos fins de semana. É um recanto aprazível que apresenta aos visitantes magnífica e atraente visão panorâmica.

Parque Ecológico

O Parque Ecológico é um local para descanso e encontro com a natureza. Possui um bosque com várias espécies de árvores, playground, quiósques, palco para shows, lagoa e pesqueiro. Oferece toda infra-estrutura com água encanada e churrasqueira, lanchonetes e aluguel de acessórios para uma boa pescaria.

Estação Ferroviária de Pederneiras

A estação de Pederneiras foi aberta em 1903, como ponta de linha do ramal de Agudos. Em 1905, o ramal foi estendido até Piratininga, e, a partir de 1910, passou a ser a estação de saída para o novo ramal de Bauru, que seguia para essa cidade e se encontrava com a Noroeste. Com a retificação das linhas da Paulista em 1941, Pederneiras passou a fazer parte do tronco oeste, com a linha agora vindo de Jaú, e o novo, e mais curto, ramal de Agudos passou a sair dessa estação, para terminar em Piratininga. Em 1966, esse ramal foi extinto. A Ferroban construiu um ramal para da estação atingir o rio Tietê e receber mercadorias vindas de Goiás pela hidrovia. A estação foi ocupada por alguns anos pela Ferroban depois da privatização da Fepasa em 1998, mas atualmente está abandonada, tendo sido depredada e saqueada.

Histórico da Linha: O chamado tronco oeste da Paulista, um enorme ramal que parte de Itirapina até o rio Paraná, foi constituído em 1941 a partir da retificação das linhas de três ramais já existentes: os ramais de Jaú (originalmente construído pela Cia. Rio-clarense e depois por pouco tempo de propriedade da Rio Claro Railway, comprada pela Paulista em 1892), de Agudos e de Bauru. A partir desse ano, a linha, que chegava somente até Tupã, foi prolongada progressivamente até Panorama, na beira do rio Paraná, onde chegou em 1962. A substituição da bitola métrica pela larga também foi feita progressivamente, bem como a eletrificação da linha, que alcançou seu ponto máximo em 1952, em Cabrália Paulista. Em 1976, já com a linha sob administração da FEPASA, o trecho entre Bauru e Garça que passava pelo sul da serra das Esmeraldas, foi retificado, suprimindo-se uma série de estações e deixando-se a eletrificação até Bauru somente. Trens de passageiros, a partir de novembro de 1998 operados pela Ferroban, seguiram trafegando pela linha precariamente até 15 de março de 2001, quando foram suprimidos.

Igreja Matriz de São Sebastião

Sob a liderança do Monsenhor José Montezuma, Pároco da Igreja Matriz de São Sebastião, juntamente com uma comissão, foi providenciada a demolição do edifício da antiga Igreja Matriz da Praça Dr. Joaquim de Sales, dando lugar à construção do novo edifício da Igreja Matriz do Padroeiro São Sebastião. O projeto do novo edifício foi elaborado pelo engenheiro Dr. Benedito Calixto de Jesus Neto, de São Paulo. A execução da obra foi confiada ao construtor pederneirense Jacinto Ghiraldeli. A comissão executiva recebeu todo o apoio e colaboração do Revdmo. Dom Henrique de Goulart Trindade, Arcebispo da Diocese de Botucatu, que recomendou ao Monsenhor José Montezuma que todos os recursos disponíveis da Paróquia fossem empregados na obra de construção. As obras tiveram início em outubro de 1949 e foram concluídas na década de cinqüenta, por volta de 1955.

Escola Eliazar Braga

O Governo do Estado, prestando homenagem ao antigo morador e político de Pederneiras, deu a denominação de Grupo Escolar “Eliazar Braga” ao estabelecimento de ensino localizado na rua Eliazar Braga, nesta cidade.

Mauri do Brasil

A fábrica localizada em Pederneiras é reconhecida mundialmente pela modernização e automatização. Construída entre 1994 e 1995 e inaugurada no início de 1996, é considerada um modelo entre fábricas de fermento. A empresa foi fundada em 1878, na Austrália, pelos irmãos portugueses José e Joaquim Mauri, com o nome de Mauri Brothers. Os empreendedores haviam deixado a Europa alguns anos antes com destino à América, onde adquiriram experiência para, mais tarde, iniciarem a produção de fermento biológico na próspera terra dos cangurus.

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  • Curiosidades

Hino

Pedra de fogo, Água cristalina,
Tietê hoje e Hidrovia,
Uma história que vem de Minas:
Três sertanistas, Na terra roxa,
Sementes da paz, Que aqui germina.

Fomos forjados De amores Brasileiros,
Um universo de cores E timbres estrangeiros

São bem bonitas Nossas Bandeiras,
Dizem bem alto De Pederneiras.

Somos irmão, partes da mesma flor,
Destino do sangue que o azul irrigou.

São muitas raças, encontros de amor,
O mundo inteiro no meu interior.

OBS. 2ª vez - (4ª linha): A História retorna a Minas

Rio Tietê, canto com você uma vida inteira;
Há muitas estórias vivas na memória de Pederneiras.

Letra e Música

Prof. Roberto Gonçalves Juliano
Maestro Vidal França

Arranjos para Orquestra

Matestro Branco

Versão Popular

Maestro Vidal França

Agricultura

Propr. agríc. existentes - 842
Propr. agríc. com menos de 20 alqueires - 469
Propr. agríc. de 20 a 50 alqueires – 125
Propr. agríc. de 50 a 100 alqueires – 88
Propr. agríc. de 100 a 200 alqueires – 75
Propr. agríc. de 200 a 500 alqueires – 37
Propr. agríc. de mais de 500 alqueires - 44

Variedade de culturas praticadas: Arroz, milho, café, feijão, algodão, laranja, abacaxi, mamona.

Valor global aproximado das propriedades agrícolas: Cr$ 81.337.402,00.

Comércio

Número de firmas taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 292.

Relação das consideradas grandes firmas:

Fazendas, Armarinhos e Bebidas: Adib Razuk & Irmão.

Tecidos: Arthur Lundgren & Cia.

Jóias e relógios: Antônio Facíolo.

Material de construções: Casa Ruiz Distribuidora Ltda.

Secos e Molhados: José Uso, Miguel Mansano Blanco.

Mercadores de Café e Cereais: Pedro Mady & Irmão, Cia. Mercantil e Comissária São Paulo.

Peças e acessórios para automóveis: Ruiz Fernandes & Cia.

Indústria

Números de indústrias taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 116.

Número de operários trabalhando nas indústrias: 2.436.

Capital invertido na indústria no município: Capital realizado: Cr$ 10.308.276,80; Capital aplicado: Cr$ 11.796.385,10.

Relação das consideradas grandes indústrias:

Cerâmica: Cia. Mercantil e Comissária de S. Paulo, Manuel Uso & Serotini, Irmãos Marafiotti, Caetana Reghni & Frascarelli, Pedro Copedê, Castor Real & Filhos.

Máquina de Benefício: A. Beltramini & Filhos, A. T. Razuk & Irmão, Cia. Mercantil e Comissária de S. Paulo, Ângelo Swigero.

Cortume: Ernesto Rozante, Antônio Campese.

Fábrica de Salames: Antônio Campese.

Fábrica de Bebidas: A. Saranholi e Cia., Joaquim Rodrigues de Lima.

Extração e Britação de pedras: Casemiro Onofrillo e Fausto Furlani.

Fábrica de Calçados: Antônio Paini, Pederneiras Alpargatas Industrial Ltda.

Bancos

Bancos com matriz no município: Banco Nacional Paulista S/A.

Agências ou filiais de bancos no município: Banco do Brasil S/A, Banco Brasileiro de Descontos S/A, Banco do Estado de S. Paulo S/A.

Caixa Econômica Estadual

Número de depositantes: 3.195.
Montante dos depósitos: Cr$ 3.485.150,20.
Montante dos empréstimos feitos no município: Cr$ 4.452.806,20.

Coletoria Estadual

Arrecadação em 1948: Cr$ 2.190.533,30.

Coletoria Federal

Total de arrecadação do Imposto de Renda: Cr$ 586.112,20.
Idem do Selo de Educação e Saúde: Cr$ 35.200,00.

Correios E Telégrafos

Classe de agência: 2ª

Montante da última arrecadação: Cr$ 245.308,70.

Montante da arrecadação de taxas de Reembolso Postal: Cr$ 56.994,00.

Estradas de Ferro

Estradas de ferro que servem o município: Cia. Paulista de Estradas de Ferro.

Distância entre o município e a capital: 378.530 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 8 horas.

Custo de passagens entre a capital e o município: 1.ª classe: Cr$ 107,20; ida e volta: Cr$ 171,60. 2.ª classe: Cr$ 50,80; ida e volta: Cr$ 81,40.

Números de trens diários entre o município e a capital: 3.

Estradas de Rodagem

Distância entre o município e a capital: 357,200 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 10 horas.

Estradas municipais que cortam o município: Pederneiras a: Agudos; Bariri; Bauru; Bocaiúva; Iacanga; Itapuí; Jaú e Lençóis.

Transportes rodoviários: Linhas de ônibus: 2, servindo entre sedes municipais; 1, servindo entre sedes distritais; Empresa de Transportes: 1. Auto-Lotação: 1, de Pederneiras a Bauru.

Aviação

Localização do campo de pouso: Situado no campo de demonstração agrícola a 2 quilômetros da cidade, direção N. O.

Número de pistas: 1.

Capacidade das pistas e tipo: 900 x 78 metros. Terra batida.

Aero Clube: Tem.

Número de aviões de treinamento: 2 aviões tipo “Paulistinha”.

Alunos inscritos: 4.

Pilotos já brevetados: 36.

Orçamento Municipal

Orçamento Municipal para 1949: Cr$ 1.630.000,00.

Arrecadação em 1948: Cr$ 1.339.783,10.

Despesa em 1948: Cr$ 1.339.518,60.

Informações Político-Administrativas

Atual prefeito municipal: Dr. Antônio de Conti.

Vereadores municipais: Afonso Luís Romero, Alcides Rosin, Egídio Marafioti, Luís Pinheiro, José Gonçalves de Aguiar, Diaulas Freitas Loureiro de Almeida, Valério De Conti, Sahid Maluf, Mário Alves Alegre, João Pedro Tesser, Francisco Ruiz e Durval Pereira.

Realizações da atual administração: Calçamento da cidade, abertura de novas estradas municipais, reforma e ampliação da rede de esgotos e água, construção de pontes sobre o Tietê, conservação das estradas de rodagem que cortam o município e aquisição de material motorizado para este serviço, melhoramentos no Matadouro Municipal e construção de um novo distrito de Guaianás, criação de novas escolas nos distritos.

Número de eleitores qualificados: 8.175.

Zona eleitoral: 86a

Seções eleitorais: 13.

Número de eleitores que compareceram ao último pleito: 2.996.

Educação

Escolas secundárias: Ginásio e Escola Técnica de Comércio Anchieta.

Escolas primárias: grupos escolares: 29; particulares: 3; número de alunos matriculados: 1.348.

Escolas urbanas: 7.

Escolas isoladas: 25.

Número de crianças em idade escolar afastadas das escolas: 221.

Alfabetização de adultos: números de cursos: 3; matriculados: 116; já alfabetizados: 68.

Associações culturais: Banda de Música de Pederneiras, Sociedade Civil de Educação de Pederneiras.

Associações esportivas: Cruzeiro Cestobol Clube, Pederneiras Tênis Clube, Associação Atlética de Pederneiras, Esporte Clube Comercial.

Associações recreativas: Clube Recreativo Comercial.

Associações profissionais: Sindicato dos Empregados da Cia. Paulista de Estradas de Ferro.

Saúde

Hospitais existentes no município: Santa Casa de Misericórdia de Pederneiras, mantida por instituições beneficentes.

Subvenções que recebe: Municipal: Cr$ 10.000,00; estadual: Cr$ 25.000,00.

Serviços de Saúde: Posto de Saúde, tracoma e higiene visual, mantido pelo governo estadual.

Montante da arrecadação de selo de educação e saúde no último exercício: Cr$ 35.200,00.

Informações Urbanas

Números de prédios existentes: 1.096.

Edifícios públicos: Prefeitura Municipal, Banco do Estado de S. Paulo, Fórum, Delegacia de Polícia, Matriz da Cidade, Ginásio.

Número de ruas: 10.

Número de praças e largos: 3.

Número de jardins: 1.

Atrações turísticas: Castelo Furlani, construído em 1941.

Hotéis: dos Viajantes, Brasil, Santos Dumont.

Imprensa: “Folha de Pederneiras”, fundado em 1943. Diretor: Dr. Sahid Maluf.

Monumentos: Obelisco em homenagem aos integrantes da F. E. B. Placa sobre Pederneiras em comemoração a data da revolução Constitucionalista de 9 de julho de 1932.

Serviços Públicos

Abastecimento de água: Prefeitura Municipal, com 938 ligações.

Rede de esgotos: Prefeitura Municipal, com 735 ligações.

Iluminação: A cargo da Empresa Luz e Força de Pederneiras Ltda, com 24 logradouros iluminados.

Energia Elétrica: Fornecida pela mesma empresa, com 883 ligações domiciliares, cobrando Cr$ 0,55 o quilowatt.

Telefones: Serviço da Cia. Telefônica Brasileira, com 131 telefones ligados.

Calçamento: A cidade possui 39.460 metros quadrados de calçamento e paralelepípedos.

Matadouro Municipal: Reses abatidas em 1948: bois: 1.257; vacas: 327; porcos: 876.

Cemitérios: Cemitério Municipal de Pederneiras, Cemitério Municipal de Guaianás, Cemitério Municipal de Santelmo.

Bibliotecas: Clube Recreativo Comercial, Grêmio Estudantil Anchieta, Grupo Escolar Eliazar Braga.

Informações Religiosas

Organização da Igreja Católica: Paróquia de S. Sebastião, Paróquia de Sta. Isabel, Paróquia de S. Luís Gonzaga, Capela de S. José, Capela da Sta. Casa de Misericórdia.

Obras assistenciais mantidas pela Igreja Católica: Conferência de S. Vicente de Paula e Asilo dos Pobres.

Organização da Igreja Protestante: 3 Igrejas presbiterianas e 1 batista.

Informações diversas

Profissões liberais – Médicos: Drs. Antônio De Conti, Odilon Barco, Abraão Massad, Joaquim Francisco Cortegoso, José Benedito Paschoal.

Engenheiros: Drs. Fausto Furlani, Leocádio Alves Seixas, Nelson José da Silva.

Dentistas: Drs. Américo Arantes Pereira, Fioravante Fabri, Manuel Cunha Carvalho, Pedro Paulo de Oliveira Dias, Sahid Maluf Salvador Ladaga Pisani.

Farmácias: Azevedo, Sta. Maria, Italiana, S. José, Miranda e Bomfim.

Instalações de Raios X: Dr. Américo Arantes Pereira e Dr. Fioravante Fabri: radiografia dentária. Dr. Massad: radiografia e radioterapia.

Cinemas: Cine Central, com capacidade para 700 pessoas.

Corporações musicais: Banda de Música Pederneiras.

Conjuntos orquestrais: 2.