Sábado, 25 de março de 2017

ISSN 1983-392X

2006

Distrito criado com a denominação de Nossa Senhora das Dores do Sapé, por Lei Provincial nº 30, de 7 de maio de 1877, no Município de Jaú.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Bariri, por Decreto-lei nº 60-A, de 16 de junho de 1890, desmembrado de Jaú. Constituído do Distrito Sede. Sua instalação verificou-se no dia 12 de julho de 1891.

A comarca de Bariri foi instalada a 15 de outubro de 1892.

Cidade, por Lei Estadual nº 1038, de 19 de dezembro de 1906.

Na divisão administrativa do Brasil, referente ao ano de 1911, o Município de Bariri figura com um só Distrito Sede, Bariri.

Segundo a divisão administrativa referente ao ano de 1943, bem como as territoriais datadas de 31- XII-1936 e 31-XII-1937 e, ainda, o quadro anexo ao Decreto-lei Estadual nº 9073, de 31 de março de 1938, o Município de Bariri se compõe dos Distritos de Bariri e Itaju, sendo mantida essa situação pelo Decreto Estadual nº. 9775, de 30 de novembro de 1938, que fixou o quadro territorial em vigor no qüinqüênio 1939-1943.

Pelo Decreto-lei Estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944, que fixou o quadro da divisão territorial administrativo-judiciária do Estado de São Paulo, para vigorar em 1945-1948, Bariri perdeu parte do território do Distrito da Sede para o de Bocaina, do município deste nome, permanecendo, porém, Constituído pelos Distritos de Bariri e Itaju.

Lei Estadual nº 2456, de 30 de dezembro de 1953, desmembra do Município de Bariri o Distrito de Itaju.

Em divisão territorial datada de 01-VII-1960, o município é constituído do Distrito Sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15-VII-1999.

Bariri ficou pertencendo à comarca de :

Jaú – 1877

Bariri - 1892

A comarca de Bariri consta atualmente do seguinte município:

Itaju

Advogados de destaque na década de 50:

  • Dr. José Vital dos Santos

A Junta de Recursos Eleitorais do Estado de São Paulo desarticulou um sórdido "trabalhinho do Vitalismo" em Bariri. Nada menos do que 24 defuntos votaram nas últimas eleições de Bariri, nos idos de 1928, com suas assinaturas falsificadas! Esse serviço foi feito pelos cabos eleitorais do senhor José Vital dos Santos, chefe político, que costumava comparecer nas casas dos falecidos e pedia à família para guardar como lembrança o "seu título de eleitor". E assim é que em cada eleição que havia em Bariri, os seus cabos eleitorais falsificaram nada menos do que 24 assinaturas de eleitores falecidos, e que assim mesmo continuavam votando! (Esta nota foi extraída do Jornal "Correio de Notícias", do dia 29 de janeiro de 1928).

  • Dr. Armando Galízia
  • Dr. Nelson Salvador Leone
  • Dr. Heli de Quadros
  • Dr. Péricles de Toledo Piza
  • Dr. Lafaiete Navarro

Juízes titulares que passaram pela comarca :

  • Dr. Miguel de Godoy Moreira e Costa Sobrinho
  • Dr. Osório Dias de Aguiar e Sousa
  • Dr. Francisco de Paula e Silva
  • Dr. Júlio César de Silveira
  • Dr. José Pereira Machado Sobrinho
  • Dr. Herotides da Silva Lima

O desembargador Herotides da Silva Lima nasceu na cidade Barra do Piraí, em 25 de junho de 1900. Era inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil. Ocupou os cargos de desembargador do Tribunal de Justiça do Estado, professor de Humanidades, Delegado de Polícia, Promotor Público, Juiz preparador de menores e do civil, Diretor Geral da Secretaria de Segurança Pública, Secretário da Interventoria Federal do Estado, vice-presidente da Associação Internacional de Juristas do Estado e outros cargos importantes. Faleceu em São Paulo em 30 de abril de 1957.

  • Dr. Manoel Ferraz de Camargo Junior
  • Dr. Antônio Meira Neto
  • Dr. Edgar de Moura Bittencourt

Edgar de Moura Bittencourt nasceu em Ribeirão Preto, em 2 de outubro de 1908. Em 1926 ingressou na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, onde bacharelou-se em 1930. Iniciou a carreira como juiz substituto em Itapeva e Jundiaí. Como efetivo, foi juiz das comarcas de Bariri e Taubaté. Em São Paulo foi titular da 16ª Cível, depois de ter trabalhado como juiz substituto por 2 anos. Em 1948 passou a substituto no Tribunal de Justiça, tendo sido nomeado substituto efetivo em 1951. Foi nomeado para o Tribunal de Alçada, em 1954 e, um ano depois desembargador. Produziu extensa obra no campo de Direito, teve destacada atuação em Congressos nacionais e internacionais, notabilizando-se em todos os eventos. Publicou os seguintes livros: A instituição do Júri, O Concubinato no Direito, Família, Vítima, Crime, Alimentos, Concubinato, Guarda de Filhos, e outros. Por estas edições foi-lhe prestada pela Sociedade Internacional de Profilaxia Criminal, dela participando o professor Lavasseur e os juristas Claude Souchet e M. Tollman, integrantes, como o Dr. Edgard, da referida sociedade, uma homenagem póstuma, realizada em Paris. Faleceu em 26 de novembro de 1983, em São Paulo.

  • Dr. Manoel Augusto Vieira Neto
  • Dr. Heli de Quadros
  • Dr. Alcindo Ferraz Pahim
  • Dr. Edgardo Severo de Albuquerque Maranhão
  • Dr. Antônio Flávio de Rezende
  • Dr. José Celso de Camargo Sampaio

OAB, SP, 1959. Faculdade de Direito de Bauru (1958); ex-membro do Ministério Público do Estado (SP); Magistrado de Carreira (1962), aposentado como Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (1985); Professor Titular de Direito Civil da Faculdade de Direito de Sorocaba (1967-1987) e Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie (1982). Membro: Associação Paulista de Magistrados (APAMAGIS) e Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) (ex-Diretor). "Mérito Judiciário" outorgado pelo Egrégio Tribunal de Justiça de São Paulo (1983). Autor de vários artigos publicados em revistas especializadas: "A Inseminação Artificial e o Direito de Família" (R.T.); "Da Prescrição e a Revisão Criminal" (R.T.); "Da Sucessão dos Filhos Adotivos" (R.T.); autor de conferências e palestras: "Da Responsabilidade Civil"; "Simplificação do Processo Penal", e outros temas de Direito Privado. Advogado do escritório Demarest e Almeida Advogados.

  • Dr. Luis Roberto de Almeida
  • Dr. Antônio Carlos de Almeida Ribeiro
  • Dr. Walter Vieira
  • Dr. Celso Cardoso Filho
  • Dr. Ari Alves Arantes
  • Dr. Antônio Luis de Carvalho Viana
  • Dr. Achiles Vicentini Junior
  • Dr. Ivan Ricardo Sartori
  • Dr. Fernando Sérgio Prado Pereira
  • Dr. Reinaldo de Oliveira Caldas
  • Dr. Luiz Flávio Pinheiro
  • Dra. Maria de Lourdes Rachid Vaz de Almeida
  • Dr. José Fernandes Freitas Neto
  • Dr. Denise Feriozzi
  • Dr. Denise Andréa Martins Retamero
  • Dr. Marcelo Semer
  • Dr. Marcos Cosme Porto
  • Dra. Elaine Cristina Storino
  • Dra. Ana Carla Crescioni dos Santos Almeida Salles
  • Dr. Ezaú Messias dos Santos
  • Dr. Mário Sérgio Menezes
  • Dra. Renata Vaitkevicius Santo André Vitagliano
  • Dr. Sérgio Augusto de Freitas Jorge

Denominações Anteriores: Vila do Sapé, Vila de Bariri.

Fundadores: José Antônio de Lima, Álbum Correa Arno, João Lemos da Rosa, João Alves Figueiredo, Manuel Pires do Prado, João Ramalho, Manuel Francisco de Ávila, Manuel Augusto Correa, Antônio José de Carvalho.

Data da Fundação: Ano de 1830.

A fértil região onde se localiza o município de Bariri foi, até a pouco mais de um século, habitada pelos índios Coroados ou Caigangs, da vasta nação Guaianás, embora já em 1718, época das descobertas das minas de ouro, nos sertões de Cuiabá, essa região tenha sido perlustrada pelos Bandeirantes que demandavam, através do Rio Tietê, às minas de Caxipó.

Em 1833, José Antônio de Lima, mineiro de nascença, juntamente com seu cunhado, Álvaro Corrêa Arnau, fixaram residência nestas terras, que faziam parte da vasta região denominada “Campos de Araraquara”. José Antônio de Lima assenhoreou-se das terras compreendidas entre o Ribeirão Sapé, Córrego Palmital e outros, até a barranca do rio Tietê, tendo Álvaro Corrêa Arnau se localizado nas barrancas do rio Jacará Pipira Mirim, para os lados dos bairros Barra Mansa e Santo Antônio.

Cabe, portanto, a honra de fundador da cidade de Bariri, ao mineiro José Antônio de Lima, que após ter organizado sua propriedade, denominada “Sítio do Tietê”, foi sendo coadjuvado por seus parentes e conhecidos, formando-se, então, um pequeno núcleo humano, conhecido pelo nome de Bairro do Tietê.

Em 1885, outro povoador se transferiu para o bairro do Tietê: João Leme da Rosa, que nesse mesmo ano doou de suas terras a área de 30 alqueires a Nossa Senhora das Dores, para a construção de uma igreja, com a inovação daquela santa.

Após a doação, João Leme da Rosa passou a vender lotes de sua propriedade e com isso, o pequeno povoado ia num crescente aumento demográfico, em virtude do aparecimento de novos proprietários. Aos poucos desapareceu o costume de se denominar “bairro do Tietê” a essas terras, que passaram a ser denominadas “Povoação de Nossa Senhora das Dores do Sapé” e mais tarde “Sapé do Jaú”.

A 7 de setembro de 1868, o Sapé elegeu, para seu representante na Câmara de Jaú, o Sr. Antônio José de Carvalho, do partido Conservador. Com o advento da República, Joaquim Lourenço Corrêa foi escolhido para dirigir a política local, não encontrando de começo, nenhuma oposição. Seu objetivo principal era a emancipação do Sapé, o que foi alcançado em 12 de julho de 1891 com a instalação do novo município já então com o nome de Bariri.

Outro vulto ilustre que se destacou na história do município foi Teotônio Negrão, chefe da política baririense durante 11 anos de grandes atividades.

Em 1898 com a nova doação de 4 alqueires da Fazenda Boa Vista dos Bueno, distante 12 quilômetros da sede municipal, erigiu-se numa capela em louvor a São Sebastião que seria o núcleo inicial do futuro distrito de Itaju.

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  • Origem do nome

BARIRI = Torrente de água suja e BARIRI= Fruto de flor preta e sementes vermelhas.

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  • Personagens

Joaquim Fernando Paes de Barros Neto

Dá nome ao Fórum da cidade de Bariri. Dr. Joaquim Fernando Paes de Barros Neto foi antigo advogado da cidade de Jaú, vereador, deputado Estadual e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Era filho de Joaquim Fernando Paes de Barros Jr. e de Ana Blandina de Almeida Prado. Foi casado com Clara Ferraz de Magalhães e Paes de Barros. Faleceu na cidade de Jaú no dia 30 de setembro de 1979, aos 68 anos de idade.

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  • Locais históricos

Paróquia Nossa Senhora das Dores de Bariri

O século XIX foi marcado por sucessivas frentes pioneiras que vão ocupando o território paulista. Assim aconteceu com a região onde constituiu-se a Paróquia Nossa Senhora das Dores de Bariri. Por volta de 1833, José Antônio de Lima estabeleceu-se nesta região. Conforme a região era povoada, a religiosidade manifestava-se entre eles. Torna-se difícil estabelecer a data em que a primeira missa foi celebrada no patrimônio. Sabe-se, contudo, que o povoado ainda não tinha capela. A missa celebrada foi em louvor a Nossa Senhora das Dores e o local escolhido foi a casa onde residiu um dos primeiros posseiros, o falecido José Antônio de Lima. Com o falecimento de Lima, suas terras foram compradas por João Leme da Rosa, que, desejoso de ver desenvolver a nova povoação, doou uma faixa de terras para construção de uma capela, que passaria a ser, no futuro, o centro da cidade. No dia 5 de julho de 1858, João Leme da Rosa e sua esposa, D. Maria Luiza de Jesus, efetivaram, por escritura pública, a doação de 30 alqueires de terras, parte de sua fazenda do “Sapé”, desde que se construísse no local uma Igreja sob a invocação de “Nossa Senhora das Dores do Sapé”. Os trabalhos para a construção da capela logo se iniciaram. Seis anos após a doação, ou seja, em 1864, a Igreja já estava pronta. A imagem da padroeira foi doada por Francisco Gonçalves Pereira que veio de Piracicaba, através do rio Tietê, e o celebrante da primeira missa foi o padre Jeremias José Nogueira.

Atendendo aos anseios dos moradores do Distrito, em 16 de dezembro de 1885, o Bispo da Diocese de São Paulo, Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho criou a Paróquia Nossa Senhora das Dores do Sapé, desmembrada da Paróquia do Jaú. A criação da Paróquia deu nova vida ao povoado. Criada em dezembro de 1885, já em 1886 era nomeado seu primeiro vigário na pessoa do Padre Gabriel Lentini. Como a cidade de Bariri progredia e a capela já não satisfazia mais aos desejos da população, em 25 de julho de 1906 foi nomeada uma comissão para construção da Nova Igreja Matriz, presidida pelo vigário, Padre Affonso Moschella. No dia 11 de outubro do mesmo ano, foi lançada a primeira pedra dessa construção. Em menos de um ano foi erguido o novo Templo. Durante meio século, o Templo serviu aos fiéis de forma satisfatória. Mas com o passar dos anos, começaram a soar novos clamores para a construção de uma Nova Igreja. Diante dos apelos feitos, movimentou-se a comunidade e constituiu-se uma comissão para essa finalidade, isso no ano de 1961, cuja comissão sofreu algumas alterações em 1962. No dia 21 de julho de 1963, com uma missa celebrada na escadaria da Igreja pelo Bispo Diocesano Dom Ruy Serra, era abençoada e lançada a pedra fundamental do novo Templo.

Estação de Bariri

A estação de Bariri foi inaugurada pela E. F. do Dourado em 1911, como estação terminal do ramal de Bariri. Há fontes que dão a data de inauguração em 30/10/1910. E há fontes que dão mais de um mês antes disso:

"Tendo sido desapropriada pela Câmara Municipal, em 1901, uma faixa de terreno medindo 13,30 metros de largura por 350 metros de comprimento, do Sr. Antônio de Oliveira Forão, para abertura da estrada ligando a Vila de Bariri ao futuro "Porto do Sapé" no rio Tietê, essa faixa terminou sendo o seguimento natural da atual Avenida XV de Novembro a partir da margem esquerda do ribeirão "Sapé" até o ponto onde se estabeleceu a primeira estação de ferro, daí desse ponto e em terrenos cedidos por José Messias de Almeida (o Juca Messias) na sua invernada, foi estabelecida a Estação de Ferro da "Douradense", com seus armazéns de carga e descarga e o "Viradouro" das locomotivas, por ser ponta de linha. Tudo pronto e organizado, de acordo com a direção da Companhia Estrada de Ferro do Dourado. Afinal deu-se a inauguração com grandes festejos, com a presença do nosso povo e dos municípios vizinhos, e autoridades civis e militares convidados para assistir a chegada do primeiro trem de lastro da ferrovia a Bariri, cujo fato deu-se no dia 24 de setembro de 1910. O trajeto até Bariri foi feito sob a direção do engenheiro, Dr. Musa, em cujo comboio vieram as autoridades de Bocaina e de Jaú para se reunirem às autoridades do município e outras já aqui presentes. Na gare da estação, duas Bandas de Música, a "Lyra Baririense"e a "Lyra da Roça" e uma volumosa carga de rojões, que na chegada do primeiro trem à estação foram enviados para o ar ao som das bandas de música e aos "vivas" de toda a população presente. Discursos e mais discursos enaltecendo a nossa vitória contra o Jaú que sempre foi contra a vinda da estrada de ferro a Bariri." (João Baptista de Mello, Bariri e Sua História).

Em 1949, passou a ser administrada pela Cia. Paulista. Foi desativada com o ramal em 1966. Foi demolida há anos, sobrando ainda alguns prédios da antiga vila ferroviária.

"Por ocasião das chuvas, quando nossas estradas de terra se tornavam intransitáveis, por mais boa vontade que tivessem os senhores prefeitos para evitá-lo, a velha Douradense quebrava o galho e não ficávamos isolados do mundo. Nos dias heróicos de 1932, era por ela que seguiam os nossos voluntários, com todo o povo da cidade, a corporação musical, acompanhando-os até a estação entre vivas e rojões. No tempo da Associação Atlética Baririense, quando havia jogos em Dourado, na Bocaina, às vezes se contratava um trem especial e a torcida entusiasticamente acompanhava os nossos jogadores. (...) De repente, porém, o Estado, qual Leviatã destruidor, encampou a Paulista. E num tempo em que em todos os países mais civilizados progressistas procurem aperfeiçoar as estradas de ferro (...) o nosso trem, a querida Maria Fumaça, que fez sua última viagem a 15 de setembro de 1967, ficou vivendo apenas na saudade de, ao menos, duas gerações de baririenses". (Eugênio Gatto Netto, Histórias de Bariri, 1993)

Histórico da Linha: O ramal de Bariri foi construído em 1910 pela E.F.Dourado, já em bitola métrica, saindo de Trabiju e atingindo a cidade de Bariri, com 8 estações e mais de 62 quilômetros. Em 1949, passou a integrar a rede da Cia. Paulista, que comprou a Douradense. O ramal foi suprimido em 16/12/1966, e os trilhos arrancados quase em seguida.

Santa Casa de Misericórdia

A idéia de se organizar uma irmandade e construir um prédio para acolher os doentes necessitados do município e vizinhanças surgiu quando a Sra. Dona Constança dos Santos Carvalho ofereceu e doou uma parcela de terreno para tal finalidade. Acontece que para concretizar essa doação por escritura pública, seria necessário que se instituísse tal comunidade. Em 18 de agosto de 1922, reuniram-se no Forum local, sob a presidência do MM. Dr. Juiz de Direito, José Pereira Machado sobrinho e um grupo de cidadãos idealistas e fundaram a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Bariri. Nessa reunião, foram designados os futuros irmão, Dr. Sylvio Teixeira Leitão (que serviu como secretário), o Coronel Godofredo Silveira Martins e Domingos Oréfice, Serventuário do 2. Tabelião de Notas da Comarca, para elaborarem os Estatutos da futura instituição de caridade. Em 1923, foi aprovado o Estatuto e eleita a primeira diretotia e a mesa administrativa, que foi assim constituída: Provedor, farmacêutico Antônio Augusto Pacheco; Mordomo, professor José Von Atzingen; Tesoureiro, Ângelo Megliorini; Secretário, Domingos Oréfice; Procurador, Pedro Honório Pereira. Mesário: Dr. Alberto Coelho, Dr. Aníbal da Costa Coelho, Padre José Loielo Bianchi, Demétrio João, José Gutierrez, Accácio Gomes de Barros, Elias Sabbag, Dr. Geraldo Ciríaco de Andrade, Sadi Fernandes da Silva e Paulo Maciel de Barros. Foram 12 anos de luta, transpondo obstáculos financeiros, arrebanhando irmãos beneméritos e associados, com a cooperação de todas as autoridades a começar pelos MM. Juízes de Direito da Comarca, Drs. José Pereira de Machado Sobrinho e Meira Neto, até sua conclusão. O edifício foi inaugurado no dia 10 de maio de 1934, com grandes festejos, nos quais foi incluída uma homenagem ao MM. Dr. Meira Neto.

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  • Curiosidades

Hino

No Planalto Paulista se alteia
qual um sonho, soberba visão
é Bariri e teu nome campeia
nos quadrantes de toda Nação
Muitos séculos dormiste no bojo
dos anais da Nação que te fez
foste pérola guardada num estojo
hoje surge mostrando tua voz

Bariri! Bariri!
tu ostentas a esperança mais viril
és bandeira do progresso
Parabéns, Paulistinha do Brasil

Foste fada por um povo sonhada
o Estado calou, te esqueceu
João Leme na meta traçada
levantou-te, em teus braços te ergueu
vês agora um povo tão vibrante
que rendendo homenagens a ti
pela glória e força punjante
Parabéns! Parabéns, Bariri!

Agricultura

Propr. agríc. existentes - 1100
Propr. agríc. com menos de 20 alqueires - 452
Propr. agríc. de 20 a 50 alqueires - 355
Propr. agríc. de 50 a 100 alqueires - 200
Propr. agríc. de 100 a 200 alqueires - 75
Propr. agríc. de 200 a 500 alqueires - 15
Propr. agríc. de mais de 500 alqueires - 3

Variedade de culturas praticadas: Café, mamona, milho, arroz, feijão, algodão, amendoim, mandioca, batata doce, melancia, melão, laranja, abacaxi, banana, maçã, pêra, mexerica e outras.

Valor global aproximado das propriedades agrícolas: Cr$ 56.845.160,00.

Comércio

Número de firmas taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 461.

Relação das consideradas grandes firmas:

Ferragens: Silvio Queiroz, Ferrari & Ticianelli.

Padaria e Confeitaria: José Emílio Penachi & Filhos, Romão Cruz, Rafael Pacheco, Ricardo Mantovani, José Bombini, Santos Morales e Celidôneo Cantero.

Fazendas e Armarinhos: Abdala Chaim, Anis Farah , Aristeu Gati, Artur Lundgren & Cia. Ltda, H. Silvia Mansur, João Sabbag, Jorge Mussa, Kemil S. Farah & Irmão, Elias Jorge, Francisco Leone, Jorge Resegue, Caliln Atui, Miguel Curi.

Artigos de Couro: Silvio Mozzarelli, João Andriolo & Filhos, Vitório Prearo, Agostinho Pereira de Noronha.

Rádios: Casa Cuocco, Casa Barbieri.

Calçados: Casa Antônio Alem, Armando Bolsoni, Elias Andriolo, João Andriollo & Filhos.

Secos e Molhados: Domingos Antônio Fortunato, Jamil Calil Sabbag, Aziz Chidid.

Livraria e Papelaria: Carlos Barbieri e Silvia de Morais Barbosa.

Indústria

Números de indústrias taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 120.

Número de operários trabalhando nas indústrias: 200.

Capital invertido na indústria no município: Cr$ 1.000.000,00.

Relação das consideradas grandes indústrias:

Fabricação de óleo de Mamona: Indústria Resegue de Óleos Vegetais Ltda.

Fábrica de Guaraná: Martinelli & Gomes.

Fábrica de Lacticínios: Ovídio Correa de Freitas, Bagnato & Fayaro.

Sabão: Brocco & Cia.

Vinhos e Bebidas: Brocco & Cia.

Fábrica de Fogos: Manuel de Sousa Ribeiro.

Bancos

Agências ou filiais de bancos no município: Banco do Brasil S.A., Banco Mercantil de São Paulo S.A., Banco do Estado de São Paulo.

Caixa Econômica Estadual

Número de depositantes: 3.706.
Montante dos depósitos: Cr$ 18.879.168,70.

Coletoria Estadual

Arrecadação em 1948: Cr$ 2.914.457,40.

Coletoria Federal

Total de arrecadação do Imposto de Renda: Cr$ 325.644,60.
Idem do Selo de Educação e Saúde: Cr$ 28.980,80.

Correios e Telégrafos

Classe de agência: 2.ª

Montante da última arrecadação: Cr$ 137.937,20.

Serviço de Reembolso Postal: Tem.

Montante de arrecadação de taxas de Reembolso Postal: Cr$ 177.771,810.

Outras agências postais existentes no município: Agência de Vila de Itaju, 4ª Classe.

Estradas de Ferro

Estradas de ferro que servem o município: Cia. Paulista de Estrada de Ferro.

Distância entre o município e a capital: 390 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 9 horas.

Estradas de Rodagem

Distância entre o município e a capital: 400 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 8 horas.

Estradas municipais que cortam o município: Bariri a Arealva e Bariri a Jaú.

Transportes rodoviários: Linhas de ônibus existentes: 5. Servindo a linha Município-Capital: 1, de André Garcia, com transporte de carga. Servindo a linha Bariri-Jaú:1. Preço da passagem: Cr$ 8,00. Servindo a linha Ibitinga-Bariri: 2, uma de Jorge Nunes Pinheiro e outra de André Marconi. Servindo a linha Iacanga-Bariri: 1, de Pavão & Cia.

Aviação

Localização do campo de pouso: A 1 quilômetro do centro da cidade, direção Sul.

Número de pistas: 1, com 840 metros.

Capacidade das pistas e tipo: Pista para aviões Teco-teco. Terra Melhorada.

Orçamento Municipal

Orçamento Municipal para 1949: Cr$ 1.090.700.00.

Arrecadação em 1948: 943.168,50.

Despesa em 1948: Cr$ 771.763,90.

Informações Político-Administrativas

Atual prefeito municipal: Dr. Antônio Galizia.

Vereadores municipais: João Pedro Minzon, Sílvio Queiroz, Orlando Belluzzo, Renato Dal Poz, João Bolini, Primo Poltrini, Argemiro Ticianelli, Domingos Felício Oréfice, Irnério Marcelino dos Santos, Guido Chirotti, Farid Resegue, Silvino Machado, Gabriel Laguerra, Antônio Salvador Romero e Arcênio Ticianelli.

Realizações da atual administração: Estão sendo realizadas e concluídas as seguintes obras: nova rede de águas e esgotos, mobiliar e inaugurar o Asilo São Vicente de Paula. Em estudo o calçamento das principais ruas da cidade após o término da rede de águas, conservação das estradas do município e outros melhoramentos.

Número de eleitores qualificados: 3.487.

Zona Eleitoral: 19ª.

Seções Eleitorais: 9.

Número de Eleitores que compareceram ao último pleito: 2.975.

Educação

Escolas secundárias: Ginásio Estadual de Bariri; Número de alunos matriculados: 150.

Escolas primárias: Grupos Escolares: Grupo Escolar de Bariri e Grupo Escolar de Itaju. Instalados em prédio próprio. Número de alunos matriculados: 960. Particulares: 1;

Número de alunos matriculados: 26.

Escolas urbanas: 3.

Escolas isoladas ou rurais: Mantidas pelo Estado: 21. Pelo Município: 8. Número de alunos matriculados: 1.160.

Número de crianças em idade escolar afastadas das escolas: 800 (estimativa).

Alfabetização de adultos: Número de cursos: 1; matriculados: 27.

Associações esportivas: União Esporte Clube de Bariri e Clube Esportivo Baririense de Natação e Atletismo.

Associações recreativas: Grêmio Dramático João Lemo, Grêmio Dramático Baririense.

Saúde

Hospitais existentes no município: Santa Casa de Misericórdia e Casa de Saúde São Jorge; mantidos por instituições beneficentes: 1.

Subvenções que recebem: municipal: Cr$ 6.000,00; estadual: Cr$ 45.598,00; federal: Cr$ 33.757,10.

Serviços de Saúde: Centro de Saúde.

Montante da arrecadação do selo de educação e saúde no último exercício: Cr$ 28.980,80.

Informações Urbanas

Número de prédios existentes: 1.100.

Edifícios Públicos: Prefeitura Municipal, Matriz da Cidade, Matriz da Vila de Itaju, Asilo São Vicente de Paulo, Grupo Escolar de Bariri, Grupo Escolar de Itaju, Caixa Econômica Estadual, Mercado Municipal, Santa Casa de Misericórdia de Bariri, Cadeia Pública de Bariri.

Número de ruas: 40.

Número de praças: 4.

Número de jardins: 1.

Hotéis: Internacional.

Imprensa: “A cidade de Bariri”, fundado em 1916. Diretor: José de Freitas.

Veículos licenciados: a motor: 147; tração animal: 795.

Monumentos: Herma da República no Jardim Municipal e Herma da República na Vila de Itaju.

Serviços Públicos

Abastecimento de água: Serviço da Prefeitura Municipal, ligado a 758 residências.

Iluminação: A cargo da Cia. Paulista de Força e Luz, que cobra Cr$ 1,116 por W.H.

Energia Elétrica: Fornecida pela mesma Cia., cobrando taxas que variam de acordo com o consumo. Preço base: Cr$ 0,50 por W.H.

Telefones: Serviço de Cia. Telefônica Paulista, com 149 aparelhos ligados.

Matadouro municipal: Reses abatidas em 1948: Bovinos: 1536 e Suínos: 475.

Cemitérios: Cemitério Municipal.

Guarda noturna: Mantida pela Prefeitura Municipal.

Informações Religiosas

Organização da Igreja Católica: Paróquia de Nossa Senhora das Dores.

Obras assistenciais mantidas pela Igreja Católica: Conferência de São Vicente de Paula, Conferência Nossa Senhora das Dores, Asilo Vicentino.

Organização da Igreja Protestante: 2 igrejas, com 111 associados.

Obras assistenciais mantidas pela Igreja Protestante: Cultura dos associados.

Organização dos Centros Espíritas: Centro espírita, com mais ou menos 30 membros componentes.

Informações diversas

Médicos: Drs. Carlos Baltazar da Silva Azevedo, Semi Jorge Resegue, Constantino Galízia, Antonio Galizia, Arnaldo Teixeira Lima, Amélio Tanganelli Alberto Coelho, Manfredo Mutti.

Engenheiros: Dr. Sadi Fernandes da Silva.

Dentistas: Drs. Adib Mansur, Frederico de Sá Brandão, Hugo Ferrari, Ismael Couto Caiuby, Orlando Tanganelli, Paulino Nunes da Silva, José Dias de Freitas, Armando Bolsetto.

Farmácias: Sta. Terezinha, Central, Brasil, Popular, São Sebastião, N. S. Aparecida, e Queixada.

Instalações de Raios X: Casa de Saúde São Jorge e Instalações de Fisioterapia, na Sta. Casa de Misericórdia de Bariri.

Cinemas: Cine Teatro Carlos Gomes, com capacidade para 600 pessoas.

Corporações Musicais: 1, mantida pela Prefeitura Municipal.

Grupos amadores teatrais: Grêmio Dramático João Lemo e Grêmio Dramático Baririense.