Sexta-feira, 23 de junho de 2017

ISSN 1983-392X

2006

Distrito criado com a denominação de Ourinhos, por Lei Estadual nº 1.484, de 13 de dezembro de 1915, no Município de Salto Grande.

Elevado à categoria de município com a denominação de Ourinhos, por Lei 1.618, de 13 de dezembro de 1918, desmembrado de Salto Grande. Constituído do Distrito Sede.

Sua instalação verificou-se no dia 20 de março de 1919.

Em divisão referente ao ano de 1933, o Município de Ourinhos figura com o Distrito Sede.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, bem como no quadro anexo ao Decreto-lei Estadual nº 9.073, de 31-III-1938, o Município de Ourinhos pertence ao termo judiciário de Salto Grande, da comarca de Salto Grande e figura com o Distrito Sede.

No quadro fixado, pelo Decreto Estadual nº 9.775, de 30-XI-1938, para 1939-43, o Município de Ourinhos é composto de 1 único Distrito, Ourinhos, comarca de Ourinhos.

Em virtude do Decreto-lei Estadual nº 14.334, de 30-XI-1944, que fixou o quadro territorial para vigorar em 1945-1948, o Município de Ourinhos ficou composto do Distrito Sede e constitui o único termo judiciário da comarca de Ourinhos.

Permanece composto apenas de 1 Distrito, Ourinhos, comarca de Ourinhos, nos quadros territoriais fixados pelas Leis Estaduais nos 233, de 24-XII-1948 e 2456, de 30-XII-1953 para vigorar, respectivamente, nos períodos 1949-1953 e 1954-1958.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do Distrito Sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15-VII-1999.

Ourinhos ficou pertencendo à comarca de:

Santa Cruz do Rio Pardo - 1915

Salto Grande - 1922

Ourinhos - 1939

A comarca de Ourinhos consta atualmente do seguinte município:

Salto Grande

Advogados de destaque na década de 50:

  • Dr. Júlio dos Santos
  • Dr. João Bento Vieira da Silva
  • Dr. Salem Abujamra
  • Dr. João Batista de Medeiros
  • Dr. Otávio Pinto Ferraz
  • Dr. Francisco Mendes

Juízes titulares que passaram pela comarca :

  • Dr. Sylvio Cardoso Rolim – 1939 a 1942

Pertenceu ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Faleceu em 10 de agosto de 1982.

  • Dr. Brenno Caramuru Teixeira – 1942 a 1945

Foi do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

  • Dr. Antonio da Rocha Paes – 1945 a 1953
  • Dr. José Cardoso Filho – 1953 a 1953
  • Dr. José Duílio Nogueira de Sá – 1954 a 1954
  • Dr. Sylvio da Costa Lima – 1954 a 1955
  • Dr. Windor Antonio Rosa dos Santos – 1955 a 1962
  • Dr. Cláudio César Machado de Araújo – 1963 a 1964
  • Dr. Joaquim Macedo Bittencourt Netto - 1966 a 1967

Nascido em 1935; bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo em 1958; admitido inicialmente na Ordem dos Advogados do Brasil em 1959 quando permaneceu inscrito até seu ingresso na Magistratura, reinscrevendo-se, ao se desligar da Judicatura, em 1986; membro da Associação dos Advogados de São Paulo e do Instituto dos Advogados de São Paulo; membro do Tribunal Arbitral do Comércio do Estado de São Paulo e do INAR - Instituto Nacional de Arbitragem; foi Juiz de Direito de Primeira Instância durante doze anos, Juiz do Primeiro Tribunal de Alçada Civil durante oito anos e Desembargador do Tribunal de Justiça por cinco anos; professor titular de direito civil da Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie, em São Paulo, de 1974 a 1986. Filho do ilustre desembargador Edgard de Moura Bittencourt. Integrante do escritório Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra Advogados.

  • Dr. Rafael Domingos Granato – 1967 a 1967
  • Dr. Sérgio Rubens Penteado Manente – 1967 a 1968
  • Dr. Rui Geraldo Camargo Viana – 1968 a 1969

Nasceu em Campinas, no dia 8 de outubro de 1938. Advogado inscrito na OAB/SP sob nº 14.932. Professor Titular de Direito Civil da Faculdade de Direito de São Paulo - Largo de São Francisco, regente dos Cursos de Doutorado e Mestrado-Especialização (em nível de pós-graduação) e professor do curso de Bacharelado da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco - USP. Professor Regente da Cadeira de Direito Civil na Faculdade Paulista de Direito da PUC/SP. Professor da Cadeira de Direito Romano na UNESP. Foi Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, aposentando-se, como Juiz de carreira, na Presidência da Egrégia Nona Câmara Cível daquela Corte, tendo exercido a magistratura desde 30 de setembro de 1964. Professor visitante da Ecole Nationale de la Magistrature, Paris - França, no 1º semestre de 1984. Professor titular nos Cursos de pós-graduação da Fundação Universidade Estadual de Londrina - PR, Fundação Toledo de Ensino, PUC de Campinas e Universidade Católica de Santos, tendo instalado os Cursos de Direito Civil em nível de pós-graduação nas referidas universidades. Consultor das Prefeituras de Santos, Caraguatatuba, Santa Bárbara D'Oeste, Mogi das Cruzes, Campina do Monte Alegre, Tietê, Cabreúva e Câmara Municipal de Campinas.

  • Dr. Hélio de Freitas – 1969 a 1972
  • Dr. Maurício da Costa Vidigal – 1973 a 1973
  • Dr. Miguel Cucinelli – 1973 a 1977

1ª Vara

  • Dr. Miguel Cucinelli – 1978 a 1983
  • Dr. José Almeida Prado – 1984 a 1984
  • Dr. Pedro de Alcântara Lustosa Goulart – 1984 a 1987
  • Dr. Luiz Eurico da Silva – 1987 a

2a Vara

  • Dr. Mário Álvares Lobo – 1978 a 1978
  • Dr. Mariano de Siqueira Neto – 1978 a 1979
  • Dr. Fernando Rodrigues Horta – 1979 a 1979
  • Dr. Fábio de Oliveira Quadros – 1979 a 1982
  • Dr. José Carlos Hernandes Holgado – 1982 a 1983

3a Vara

  • Dr. Miguel Cucinelli – 1983 a 1990
  • Dr. José Aparício Coelho Prado Neto – 1990 a

Denominações Anteriores: Jacarezinho.

Fundadores: Heráclito Sandano, Francisco Lourenço, Manuel Soutelo, Abuássali Abujamra, Benedito Ferreira, Asgeli Chistoni, José Felipe Amaral, Isordino Cunha, Benício José do Espírito Santo, Odilon Chaves, Jacinto Ferreira de Sá, Francisco Príncipe, João Neder, Domingos Garcia, Bento Pereira, Joaquim Gil de Carvalho.

Data da Fundação: Ano de 1906.

Em fins do século XIX as monoculturas de café e algodão atingiram os sertões junto ao Rio Paranapanema. Nessa época teve início a imigração Italiana que rapidamente povoou a região. Isso levou Jacinto Ferreira de Sá a adquirir de Escolástica Michert da Fonseca, grande propriedade de terras, tendo loteado a parte central e doado terras para construção de um grupo escolar, sede de administração e um templo metodista.

Em 1906 teve início o povoamento com pequeno número de casas. Os primeiros moradores da cidade foram os srs: Heráclito Sândano, Francisco Lourenço, Manoel Soutello, Abuassali Abujamra, Benedito Ferreira, Ângelo Christoni, José Felipe do Amaral, Isordino Cunha, José Fernandes Grillo e Odilon Chaves.

Dois anos depois, o progresso foi acentuado quando a Estrada de Ferro Sorocabana inaugurou uma parada, depois transformada em estação. Nessa época, a parada servia de baldeação aos passageiros com destino ao patrimônio vizinho de Ourinhos (atual Jacarezinho-PR). Dessa forma ao embarcarem em outros centros para o povoado Paulista, diziam que iam para “Ourinhos”, muito embora fosse parada intermediária. Por haver apresentado maior progresso que o patrimônio Paranaense, o nome Ourinhos foi dado ao povoado Paulista.

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  • Origem do nome

Um velho mapa de 1908 mostra a cidade de Ourinho (no singular), no Paraná, no lugar da atual Jacarezinho. Não é obra anônima ou de amador. Editado pela seção cartográfica do Estabelecimento Graphico Weiszflog Irmãos, de São Paulo, foi incluído como o Mappa da Viação Férrea de São Paulo mostrando a zona tributária da Sorocabana Railway Company no relatório da ferrovia. O mapa ainda não registra a existência de Ourinhos. Existe apenas o pontilhado vermelho indicando o trecho da estrada de ferro em construção entre Ipauçu e Salto Grande. O começo do nosso começo.

Apesar do trabalho detalhado dos irmãos Weszflog, há um falso mistério e algumas polêmicas entre historiadores municipais em torno desses nomes. Na realidade, a Ourinho paranaense foi também Nova Alcântara por escolha do seu fundador, o mineiro Antonio Alcântara da Fonseca, que se fixou naquelas terras em 1888. Jacarezinho era um distrito policial do município de Tomazina. Todas elas, pequenas e perdidas povoações. Jacarezinho é, originalmente, o nome de um rio e Ourinho, o de um riacho que vai dar o ribeirão Fartura, afluente do Paranapanema. Movia então a roda d'água da serraria de João Frutuoso de Melo Coelho, por volta de 1896. Em 1926 foi represado para servir de piscina pública. Hoje está canalizado na parte central da cidade.

Entre tantas denominações, o patrimônio de Nova Alcântara, ou Ourinho correu o risco de se chamar Costina, em homenagem ao fazendeiro e político Antonio José da Costa Junior, que recusou a discutível honraria. Sua fazenda, aliás, chamava-se Ourinhos e, atravessando o Paranapanema, chegava até o lugar conhecido como Água do Jacu, atual bairro rural ourinhense. Nunca se estudou o fato, mas há a possibilidade de a fazenda ter ajudado a determinar o nome da cidade de Ourinhos.

Finalmente, a lei estadual 352, de 2 de abril de 1900, estabeleceu que Nova Alcântara (ou Ourinho) e o distrito policial de Jacarezinho fossem levados a termo (criação do judiciário) de Jacarezinho, nomeado juiz e adjunto de promotor. A Lei 525, de 9 de março de 1904, criou a comarca de Jacarezinho. Deixava de existir a Ourinho paranaense, ainda que os mapas seguissem por algum tempo a antiga denominação. Os trilhos da Sorocabana oficializaram por sua vez a Ourinhos paulista, que herdou o nome por tradição oral. Estava no caminho daquela outra, a do Paraná, e da fazenda de Costa Junior. É a hipótese mais viável.

Extraído do livro: "Ourinhos, memórias de uma cidade paulista" - Jefferson Del Rios

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  • Personagens

Desembargador Vasco Conceição

Dá nome ao Fórum da cidade de Ourinhos. Vasco Conceição nasceu em Limeira, interior de São Paulo, em 9 de abril de 1904. Bacharelou-se em Direito pela USP em 1927. Foi juiz de direito, vice-presidente do Tribunal de Alçada do Estado de São Paulo e desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Foi ainda comissário de polícia em Campinas, Botucatu e Itapetininga; delegado de polícia em Bananal, Salto Grande e Socorro e, membro da comissão encarregada de elaborar o regimento interno do Tribunal de Alçada. Faleceu em 13 de setembro de 1980.

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  • Locais históricos

Estação de Ourinhos

A estação de Ourinhos foi inaugurada no final de 1908. Já em 1926, foi construído um novo edifício, devido ao aumento do tráfego na região. A partir de 1925, daqui passou a sair a estrada de ferro para o Norte do Paraná, primeiramente da E. F. São Paulo-Paraná e depois encampada pela RVPSC, no início chegando até Cambará e hoje atingindo Cianorte, e que acabou por ser a responsável pela origem de inúmeras cidades, como Londrina, em 1934, e Maringá, em 1948. Em 1969, foi entregue o novo prédio da estação, o atual. (nota: a data de 1969 aparece nos relatórios da EFS, enquanto em outras fontes se encontra a data de 1/3/1963, que pode ter sido a data do início de sua construção). Em 1981, passou por ali o último trem que seguia para Maringá. Esses trens vinham direto da Júlio Prestes com carros da Sorocabana e não da RFFSA, embora entrassem pelo ramal de Cianorte. Mais ou menos na mesma época, provavelmente um pouco antes, pararam também os trens que ligavam Ourinhos a Curitiba, em carros de madeira até o final. Em 1997, reativou-se a locomotiva a vapor a partir dessa estação, com fins turísticos, num trecho curto de linha, operação logo desativada. Em 16 de janeiro de 1999, deixou de receber trens de passageiros. Hoje é uma das pouquíssimas estações que permanecem ativas no trecho entre Rubião Júnior e Presidente Epitácio, devido ao fato de ser ponto de chegada e partida dos ramais da ALL que seguem para o Paraná.

Histórico da Linha: A E. F. Sorocabana foi fundada em 1872, e o primeiro trecho da linha foi aberto em 1875, até Sorocaba. A linha-tronco se expandiu até 1922, quando atingiu Presidente Epitácio, nas margens do rio Paraná. Antes, porém, a EFS construiu vários ramais, e passou por trocas de donos e fusões: em 1892, foi fundida pelo Governo com a Ytuana, na época à beira da falência. Em 1903, o Governo Federal assumiu a ferrovia, vendida para o Governo paulista em 1905. Este a arrendou em 1907 para o grupo de Percival Farquhar, desaparecendo a Ytuana de vez, com suas linhas incorporadas pela EFS. Em 1919, o Governo paulista voltou a ser o dono, por causa da situação precária do grupo detentor. Assim foi até 1971, quando a EFS foi uma das ferrovias que formaram a estatal FEPASA. O seu trecho inicial, primeiro até Mairinque, depois somente até Amador Bueno, desde os anos 20 passaram a atender principalmente os trens de subúrbio. Com o surgimento da CPTM, em 1994, esse trecho passou a ser administrado por ela. Trens de passageiros de longo percurso trafegaram pela linha-tronco até 16/1/1999, quando foram suprimidos pela concessionária Ferroban, sucessora da Fepasa. A linha está ativa até hoje, para trens de carga.

Diocese de Ourinhos

A Diocese de Ourinhos foi criada em 30/12/1998 pela Bula "Ad Aptius Consulendum" do Papa João Paulo II, desmembrada da Arquidiocese de Botucatu e das Dioceses de Assis e Itapeva.








Parque Olavo Ferreira de Sá

O parque Olavo Ferreira de Sá também oferece um formidável potencial para o turismo clássico e, ainda, para o turismo de negócios. O local conta com infra-estrutura completa para a realização de feiras temáticas e similares.


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  • Curiosidades

Hino

Canto a nossa terra
Berço que encerra um povo varonil.
Canto o pioneiro que a semente um dia fez florir.
Brado toda essa lida
Que a mão sofrida aos poucos esculpiu.
Ourinhos, tu és fruto de trabalho e amor.

Solo de terra tão roxa
De campos verdes cercados de água e céu.
Foste um dia café,
Hoje os horizontes são teus canaviais.
Pardos Panemas e Turvos,
Leitos que banham todos os dias teus.
Ourinhos, tu és majestoso esplendor.

No sudoeste paulista és a força que avança
E persegue a meta de ser sempre bem melhor.
Neste limite de estado és a guardiã,
És a ponte primeira da integração.
Sabes qual é teu caminho,
Não sais dos teus trilhos.
Constrói um ideal.
Ourinhos, o futuro é a estação final.

Autor: Fernando Henrique Mella Ribeiro

Agricultura

Propr. agríc. existentes - 394
Propr. agríc. com menos de 20 alqueires - 322
Propr. agríc. de 20 a 50 alqueires - 39
Propr. agríc. de 50 a 100 alqueires - 14
Propr. agríc. de 100 a 200 alqueires - 12
Propr. agríc. de 200 a 500 alqueires - 6
Propr. agríc. de mais de 500 alqueires - 1

Variedade de culturas praticadas: Café, alfafa, algodão, arroz e milho.

Valor global aproximado das propriedades agrícolas: Cr$ 18.066.000,00.

Comércio

Número de firmas taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 398.

Relação das consideradas grandes firmas:

Secos e Molhados: Casa Zanotto, F. Mateus & Cia, Antônio J. Ferreira & Cia Ltda., Tone & Cia., Tertuliano Vieira e Filhos, Carlos Amaral, Irmãos Mori.

Venda de automóveis, acessórios e artigos elétricos: Miguel Cury e Cia., Sociedade de Automóvies Irmãos Silva Ltda. Cereais: Comercial e Exportadora Platzeck, Máquina Santa Mariana S/A, Cargill Agrícola e Comercial S/A.

Fazendas e Armarinhos: Feibe Firer, Fausto Matachana.

Calçados: Fausto Matachana.

Café: Cia. Ourinhense de Armazéns Gerais.

Depósito de Geladeira: E. Bacelli & Cia.

Agência Internacional: Oliveira & Perino.

Indústria

Números de indústrias taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 160.

Número de operários trabalhando nas indústrias: 986.

Capital invertido na indústria no município: Cr$ 41.915.270,00.

Relação das consideradas grandes indústrias:

Benefício de algodão: Anderson Clayton & Cia. Ltda., S/A Moinho Santista, Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro, Máquina Santa Mariana S/A, Cia. Prado Chaves Exportadora.

Serraria: Indústria Migliari Ltda., Comércio & Indústria L. Faysano, Indústria Nacional de Madeiras Ltda., Moreira Lima & Cia., Irmãos Mori, Miguel Baracat & Cia. Ltda.

Oficina Mecânica e Fundição: Indústria Migliari Ltda.

Carpintaria: Indústria Migliari Ltda., Comércio & Indústria L. Faysano.

Ferraria: Indústria Migliari Ltda.

Serralheria: Metal Artes Ltda.

Beneficiamento de Arroz: Médici & Nicolosi.

Fábrica de Bebidas: Irmãos Ferrari.

Fábrica de Farinha de Milho: Manuel Teixeira.

Artefatos de Metal: Miguel Vita.

Torrefação e moagem de Café: Manuel Teixeira.

Vendas e reparos de Carros Chevrolet: Miguel Cury e Filhos.

Vendas e raparos de carros Ford: Irmãos Silva Ltda.

Fábrica de Balas: Indústria Brandimarte.

Frigorífico: Irmãos Brandimarte.

Bancos

Agências ou filiais de bancos do município: Banco do Estado de São Paulo S/A, Banco Comercial do Estado de São Paulo S/A, Banco América do Sul, Banco Mercantil de São Paulo, Banco Brasileiro para a América do Sul S/A, Banco Brasileiro de Descontos S/A. Correspondestes: Banco do Brasil S/A.

Caixa Econômica Estadual

Número de depositantes: 3.562
Montante dos depósitos: Cr$ 3.974.694,90.

Caixa Econômica Federal

Número de depositantes: 450.
Montante dos depósitos: Cr$ 950.000,00

Coletoria Estadual

Arrecadação em 1948: Cr$ 5.739.839,40.

Coletoria Federal

Arrecadação e, 1948: Cr$ 4.017.166,10.
Total da arrecadação do Imposto de Renda: 1.556.678,90.
Idem do Selo de Educação e Saúde: Cr$ 154.496,80.

Correios e Telégrafos

Classe de agência: 2ª.

Montante da última arrecadação: Cr$ 555.332,10.

Serviço de Reembolso Postal: Tem.

Montante de arrecadação de taxas de Reembolso Postal: Cr$ 356.475,60.

Estradas De Ferro

Estradas de ferro que servem o município: E.F. Sorocabana e Rede Viação Paraná-Sta. Catarina.

Distância entre o município e a capital: 500 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 12 horas.

Custo de passagens entre a capital e o município: Ida, 1ª classe: Cr$ 109,00; 2ª classe: Cr$ 56,00.

Número de trens diários entre o município e a capital: 3.

Estradas de Rodagem

Estaduais que cortam o município: Estrada Oficial do Estado.

Distância entre o município e a capital: 421 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 8 a 10 horas.

Estradas municipais que cortam o município: ao Estado de Paraná, a Chavantes, a Sta. Cruz do Rio Pardo e diversas fazendas.

Transportes Rodoviários: Empresas de ônibus existentes: 8. Empresa de Marchi, servindo a linha Ourinhos-Garça. Empresa de ônibus Santo Antônio Ltda., servindo a linha Ourinhos-Marília. Empresa de Auto Aviação Pássaro Azul, servindo a linha Ourinhos-Santa Cruz do Rio Pardo, via Ipauçu. Empresa de ônibus Pássaro Amarelo, servindo a linha Ourinhos-Santa Cruz do Rio Pardo, direto. Empresa França, Silva & Cia Ltda., servindo a linha Ourinhos-Santo Antônio da Platina, via Jacarezinho. Empresa Irmãos Ximenes & Cia. Ltda., servindo a linha Ourinhos-Cornélio Procópio, via Londrina. Empresa de ônibus Santo Antônio Ltda., servindo a linha Ourinhos-Cabeceira Bonita (Município S. Pedro Turvo). Empresa de ônibus Lourenço, servindo a linha Ourinhos-Assis. Linhas de expressos e auto-lotações existentes: 2. Expresso São José, servindo a linha Ourinhos-Assis. Expresso Pássaro Azul, servindo a linha Ourinhos-Piraju.

Aviação

Localização do campo de pouso: Fazenda Paraíso.

Número de pistas: 2, sendo 1 com 260 X 80 ms. E outra com 150 X 300 ms.

Capacidade das pistas e tipo: Compressão 18 toneladas. Arenoso.

Aero Clube: Tem.

Número de aviões de treinamento: 3.

Alunos Inscritos: 10.

Pilotos já brevetados: 22.

Linhas aéreas que incluem o município em suas rotas: Vasp.

Orçamento Municipal

Orçamento Municipal para 1949: Cr$ 3.581.700,00.

Arrecadação em 1948: 2.801.717,90.

Despesa em 1948: Cr$ 2.605.493,50.

Informações Político-Administrativas

Atual prefeito municipal: Prof. Cândido Barbosa Filho.

Vereadores municipais: Moacir de Melo Sá, Francisco Cristoni, Benedito Monteiro, Telésforo Tupiuná, Albérico Albano, Alberto Braz, Altamiro Pinheiro, Joaquim Lino de Camargo Júnior, Álvaro Franco de Camargo Aranha, Domingos Carmelingo Calo, Horácio Soares, Alfredo Monteiro, João Bento Vieira da Silva Neto.

Realizações da atual administração: Calçamento de vias públicas locais num total de 60.000 metros quadrados, pavimentação das ruas mais importantes da cidade, prosseguimento aos serviços de água e esgotos, ampliação da rede existente, inclusive a canalização de águas pluviais, criação do Ginásio do Estado e do Grupo Escolar da Vila Odilon.

Número de eleitores qualificados: 3.335.

Zona Eleitoral: 82ª.

Seções Eleitorais: 10.

Número de Eleitores que compareceram ao último pleito: 2.285.

Educação

Escolas secundárias: Instituto Educacional de Ourinhos, compreendendo Escola Normal Livre, Ginásio, Escola Técnica de Comércio e Curso Primário, Ginásio Estadual de Ourinhos.

Escolas primárias: Grupos Escolares: Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá, Grupo Escolar Virgínia Ramalho, Grupo Escolar de Vila Odilon; Particulares: Educandário Santo Antônio e Externato Rui Barbosa; número de alunos matriculados: 2.022.

Escolas urbanas: 1, com 45 alunos.

Escolas isoladas: Estaduais: 4, com 168 alunos. Municipais: 5, com 139 alunos.

Número de crianças em idade escolar afastadas das escolas: 220.

Alfabetização de adultos: Número de cursos: 8, sendo 4 na zona rural; matriculados: 234.

Associações Culturais: Grêmio Cívico Literário Duque de Caxias, do Instituto Educacional de Ourinhos.

Associações esportivas: Esporte Clube Olímpico e Clube Atlético Ourinhense.

Associações recreativas: Grêmio Recreativo de Ourinhos e Clube Atlético Ourinhense.

Saúde

Hospitais existentes no município: Santa Casa de Ourinhos, duas clínicas particulares para otorrinolaringologia, 3 casa de saúde particulares.

Subvenções que recebem: municipal: Cr$ 76.000,00.

Serviços de Saúde: Posto de Saúde do Estado.

Montante da arrecadação do selo de educação e saúde no último exercício: Cr$ 154.496,80.

Verbas federais aplicadas nesse setor no último exercício: 11.000,00

Informações Urbanas

Número de prédios existentes: 3.240.

Edifícios Públicos: Prefeitura Municipal, Fórum, Cadeia Pública, Centro de Saúde, Grupo Escolar Jacinto Ferreira Sá, Grupo Escolar Virgínia Ramalho, Grupo Escolar da Vila Odilon.

Número de ruas: 64.

Número de praças: 2.

Número de jardins: 2.

Atrações Turísticas: Rio Paranapanema.

Hotéis: Comercial Líder, Internacional e inúmeras pensões.

Imprensa: “A Voz do Povo”, fundado em 1927. Diretor: Orlando de Azevedo.

Rádio: ZYS 7, Rádio Clube de Ourinhos, com 1560 Kilociclos. PSE 5 da Rede Viação Paraná-Sta. Catarina. PSW 6 da E.F.Sorocabana.

Veículos licenciados: a motor: 305; tração animal: 759.

Monumentos: Obelisco construído pelo Rotary Clube, servindo como marco “0” da cidade.

Serviços Públicos

Abastecimento de água: Serviço da Prefeitura Municipal, ligado a 2.000 prédios.

Rede de Esgoto: Serviço mantido pela Prefeitura, ligado a 500 créditos.

Iluminação e Energia Elétrica: Serviço da Cia. Luz e Força Sta. Cruz.

Telefones: A cargo s Cia. Telefônica Brasileira, com 300 aparelhos ligados.

Calçamento: A cidade possui 60.000 metros quadrados de calçamento a paralelepípedos.

Matadouro municipal: 1.

Cemitérios: Cemitério Municipal da sede.

Bibliotecas: Grupo Escolar Jacinto Ferreira Sá, Instituto Educacional de Ourinhos, Esporte Clube Olímpico.

Guarda noturna: Dirigida pela Delegacia de Polícia e mantida pelo povo com subvenção da Prefeitura.

Informações Religiosas

Organização da Igreja Católica: Paróquia do Senhor Bom Jesus e 3 capelas.

Obras assistenciais mantidas pela Igreja Católica: As Associações de São Vicente de Paula mantêm 3 seções da mesma associação, sob direção da Igreja.

Organização da Igreja Protestante: 5.

Obras assistenciais mantidas pela Igreja Protestante: A Igreja Protestante Metodista contribui para manutenção (maior parte) do Asilo Samaritano.

Organização dos Centros Espíritas: 2.

Informações Diversas

Médicos: Drs. Alfredo Almeida Bessa, Francisco Carvalho Monteiro, José Peixoto Lobo, Alcebíades Ferreira de Morais, Francisco Tavares de Freitas, Luís Monzillo, Hermelino Agnes de Leão, Augusto Pena, Luís de Camargo Pires, Ovídio Portugal de Sousa, Diógenes Gonela Ribeiro, Durval da Gama Filho, Américo Bacchi, Fariz S. Freua e Aldemar Martins.

Engenheiros: Drs. Ernesto Pedroso (agrônomo), João Ney Contim Francisco Cruz, Osiar Leonel (eng. Civis).

Dentistas: Drs. Antônio Gomes Filho, Antônio Luiz da Costa, José Francisco Amaral, José G. Oliveira, Carmelindo Gomes Luz, Ubirajara Cintra, Ítalo Américo Vitório Curti Miguel de Oliveira e Olímpio Costa Pais.

Farmácias: Drogasil Ltda., N. S. Aparecida, N. S. Teresinha, S. Geraldo, S. José, e Ourinhense.

Laboratórios de análises: Dr. Alcebíades Ferreira de Morais, José Medeiros, dr. Luís Monzillo.

Instalações de Raios X: Santa Casa de Ourinhos, Dr. Luís Monzillo e Dr. Augusto Pena.

Cinemas: Cine Ourinhos, capacidade para 1045 pessoas.

Conjuntos Orquestrais: Diversos.