Terça-feira, 17 de outubro de 2017

ISSN 1983-392X

2006

Em 19 de julho de 1894, São José do Rio Preto é desmembrada de Jaboticabal, transformando-se em Município, pela Lei n° 294. Era um imenso território, limitado pelos rios Paraná, Grande, Tietê e Turvo, com mais de 26 mil km² de superfície.

Em 5 de outubro de 1904 é criada, pela Lei n° 903, a Comarca de Rio Preto.

A comarca de São José do Rio Preto consta atualmente dos seguintes municípios:

Bady Bassit, Cedral, Engenheiro Chmidt, Guapiaçú, Ipiguá, Nova Aliança, Uchoa

Alguns Juízes que passaram pela comarca:

  • Dr. Juvêncio Gomes Garcia
  • Dr. Marcio Goulart da Silva
  • Dr. José de Castro Duarte
  • Dr. Luiz Fernando Cardoso Dal Poz
  • Dr. Lucio Alberto Enéas da Silva Ferreira
  • Dr. Lincoln Augusto Casconi
  • Dr. João Thomaz Dias Parra
  • Dr. Heitor Febeliano do Santos Costa
  • Dr. Guilherme Ferreira da Cruz
  • Dra. Fátima Vilas Boas Cruz
  • Dr. Egberto de Almeida Penido
  • Dra. Claudia Carneiro Galbucci Reno
  • Dr. Bruno José Berti Filho
  • Dr. Antonio Roberto Andolfato de Souza
  • Dr. Alceu Correa Junior
  • Dr. Aderito Tomazella
  • Dr. Manuel Ferreira da Ponte
  • Dr. Marcelo Ielo Amaro
  • Dr. Marco Antonio Costa Neves Buchala
  • Dr. Marco Antonio Martins Vargas
  • Dr. Maria Silvia Gomes Sterman
  • Dr. Mario Guimarães

    Mario Guimarães nasceu a 20 de março de 1889, em São Paulo, filho de Felix da Silva Guimarães e de D. Luiza de Queiroz Guimarães. Fez estudos primários no Grupo Escolar do Sul da Sé, que funcionava na rua Santa Teresa, em São Paulo. Realizou os estudos preparatórios no Colégio João de Deus, ingressando na Faculdade de Direito de São Paulo em 1904. Bacharelou-se em 1909. Foi Professor no Ginásio Hydecroft, de Jundiaí, deixando o cargo para ingressar no Ministério Público. Exerceu, interinamente, as funções de Promotor Público, nas Comarcas de Franca, Tatuí, Sarapuí, Apiaí, Araraquara e Espírito Santo do Pinhal. Em 1916 foi comissionado para servir como Oficial de Gabinete do Secretário de Educação e Saúde, Dr. Oscar Rodrigues Alves. Deixando essa comissão em 1919, foi nomeado Juiz de Direito da Comarca de Jambeiro e promovido, gradativamente, para as comarcas de Itatiba, São José do Rio Preto e 1ª Vara Cível da Comarca da Capital de São Paulo, após a revolução de 1930, substituindo o Ministro Laudo de Camargo. Em 1933, com autorização da Presidência da República, foi comissionado para exercer o cargo de Chefe de Polícia, na primeira fase da interventoria do Dr. Armando Sales de Oliveira, deixando o cargo em 1934, por ter sido nomeado Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. No mesmo ano foi designado Membro do Conselho Superior de Magistratura e, em 1936, para Juiz do Tribunal Regional Eleitoral. Dissolvido este, por força do golpe de 10 de novembro de 1937, retornou às suas funções de Desembargador, exclusivamente. Em janeiro de 1944, foi eleito Vice-Presidente, e, em maio do mesmo ano, Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Com a reorganização da Justiça Eleitoral em maio de 1945, passou a exercer, cumulativamente com as funções de Presidente do Tribunal de Justiça, as de Presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Reeleito para a Presidência do Tribunal de Justiça, permaneceu no cargo até outubro de 1950. Nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal, por decreto de 26 de maio de 1951, do Presidente Getúlio Vargas, para a vaga decorrente da aposentadoria do Ministro Laudo Ferreira de Camargo, tomou posse em 28 do mesmo mês. Foi aposentado por decreto de 10 de abril de 1956. O Supremo Tribunal prestou-lhe homenagem de despedida, em sessão de 18 seguinte, quando falou em nome da Corte o Ministro Edgard Costa; representando o Ministério Público Federal, o Dr. Plínio de Freitas Travassos; pelo Instituto dos Advogados Brasileiros, o Dr. João de Oliveira Filho e, por fim, o homenageado, agradecendo as manifestações de apreço. Além de inúmeras decisões reproduzidas na Revista dos Tribunais, Revista Forense, Arquivo Judiciário e Boletim do TRE de São Paulo, publicou as seguintes obras: Recurso de Revista (1942); Estudos de Direito Civil (1946) e O Juiz e a Função Jurisdicional (1958). Era casado com D. Laís Marcondes Guimarães. Faleceu em 25 de setembro de 1976, recebendo homenagem póstuma na sessão de 6 de outubro seguinte, quando falou em nome do Tribunal o Ministro Rodrigues Alckmin, também se manifestando o Prof. Henrique Fonseca de Araújo, Procurador-Geral da República, e o Dr. Leopoldo Cesar de Miranda Lima, pela Ordem dos Advogados do Brasil. O centenário de nascimento foi comemorado na sessão de 12 de abril de 1989, falando, pela Corte, o Ministro Carlos Madeira, pelo Ministério Público Federal, o Dr. Aristides Junqueira de Alvarenga e, pela Ordem dos Advogados do Brasil, o Dr. Célio Silva.

  • Dr. Paulo Bacarat Filho
  • Dr. Paulo Roberto Zaidan Maluf
  • Dr. Roberto Ranieri Simão
  • Dr. Rogério Danna Chaib
  • Dr. Virginia Maria Sampaio Truffri

Advogados de destaque na década de 50:

  • Dr. Alberto Andaló

    Alberto Andaló nasceu em São José do Rio Preto, em 08 de outubro de 1916. Cursou o Ginásio Municipal de Rio Preto, em seguida transferiu-se para o Ginásio Estadual de Catanduva, cidade em que se bacharelou. Em 1935 ingressou no Ateneu Paulista de Campinas e nessa cidade exerceu o cargo de professor. Formou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo. Foi estagiário no Ministério Público da II Vara de Família de São Paulo, de 1937 a 1939. Em 1940 prestou concurso para juiz de Direito, tendo sido aprovado em terceiro lugar. Exerceu o cargo de juiz até 1942. Montou banca de advogado em Monte Aprazível e posteriormente em São José do Rio Preto. Em 1940 ingressou na vida política, elegendo-se vereador e, em 1950, candidatou-se a deputado estadual. Eleito pela legenda petenista, assumiu o cargo em 1951, ocupando-o até 1954. Foi candidato a deputado federal no ano seguinte, quando ganhou a primeira suplência do PTN. Foi titular oito meses da cadeira da Câmara Federal e, em 1955, foi eleito prefeito municipal de São José do Rio Preto, cargo que empossado ocupou até o seu falecimento em 02 de novembro de 1959.

  • Dr. Alceu de Assis
  • Dr. Alex Salomão
  • Dr. Aloísio Nunes Ferreira
  • Dr. Ângelo Joaquim Correia
  • Dr. Aureliano de Mendonça
  • Dr. Cândido Garcia Bastos
  • Dr. Euclides Menezes
  • Dr. Felipe de Paula Cavalcante de Albuquerque Lacerda
  • Dr. Filadelfo Gouveia Neto
  • Dr. Francisco Gutierrez
  • Dr. Gabriel Cesário Cury
  • Dr. Geraldo Celso de Oliveira Braga
  • Dr. Geraldo Fortes
  • Dr. João Francisco Cuba dos Santos Filho
  • Dr. João de Noronha Goyos
  • Dr. José de Castro Duarte
  • Dr. José Jorge Junior
  • Dr. Lauro Demonte
  • Dr. Leônidas da Cunha Viana
  • Dr. Luiz Nunes Ferreira Filho
  • Dr. Nelson Demonte
  • Dr. Olímpio Rodrigues
  • Dr. Osvaldo de Carvalho Júnior
  • Dr. Osvaldo Reverendo Vidal
  • Dr. Paulo Birolli Netto
  • Dr. Rafael Leme Coelho de Carvalho
  • Dr. Renato Lerro
  • Dr. Renor Ferreira Braga
  • Dr. Ruy Nazareth
  • Dr. Tomas Pinheiro Guimarães
  • Dr. Vicente de Paula Barbosa
  • Dr. Waldemiro Naffah

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Rio Preto : sua extensão, riqueza e progresso*

Ministro Mario Guimarães

Rio Preto era uma comarca populosa e rica. A sua superioridade sobre as mais é que tinha três fontes de renda a lhe proporcionarem recursos em diferentes épocas do ano.

Por ocasião da colheita do café, aproveitava-se Rio Preto de excelente safra, vendida a bom preço. Em certas fazendas os cafezais começavam a produzir depois de quatro anos apenas de plantado. As terras eram exuberantes. Pau-d’alho e peroba, madeiras nativas ofereciam testemunho da uberdade do solo. Os fazendeiros sabiam o significado dessas árvores.

Em outro mês, não me lembro qual, a safra de arroz, ótimo, colhido no morro. Muitos supõem que o arroz só dá em lugares úmidos e baixos. É engano.

Participava Rio Preto também em larga escala da criação de gado, de preferência de corte. Não possuía indústria leiteira. Vendia o gado assim que estivesse gordo. Tinha magníficas pastagens.

O seu território quando lá estive era de 31.000 quilômetros quadrados. Hoje é bem menor porque cinco comarcas foram dela desmembradas. Eu dizia, brincando, como juiz que era de Rio Preto : a minha autoridade é mais extensa do que a do rei da Bélgica porque atinge a 31.000 quilômetros ao passo que a Bélgica não vai além do que 29.456 quilômetros quadrados. Um Estado, no Brasil, era menor do que Rio Preto, o Estado de Sergipe com apenas 21.000 q2.

Na cidade de Rio Preto havia várias agências bancárias; comércio forte. No foro 54 advogados ganhavam o bastante para sua manutenção e muitos para adquirir fortuna. Muitos engenheiros. Médicos, se bem me lembro, 33, discriminados por especialidades, o que era raro então nas mais cidades do Interior onde o profissional era ao mesmo tempo operador, parteiro e clínico de todas as moléstias.

Comércio com bons estabelecimentos e a Educação ministrada em escolas primárias, Grupo Escolar e Ginásios. Clubes de esporte e de reuniões sociais.

E uma coisa especialmente distinguia Rio Preto : é que, em outros lugares proliferava a luta política. Em Rio Preto havia, por certo, um partido político, que votava com o Governo, mas os habitantes não se combatiam por nugas de ordem política. Naquele tempo, havia cidades em que a separação dos partidos era tão extremada que todos somente compravam pão ou coisas de que precisassem, engraxavam os sapatos, ou freqüentavam diversões em estabelecimentos cujos donos, diretores e empregados fossem do mesmo partido político. Os adversários eram excluídos de qualquer contato. Não assim em Rio Preto.

 

Em Rio Preto ninguém se preocupava com a cor política de pessoas com as quais tratasse. O importante era servir bem e ser bem servido.

A população viera, em sua maioria, de outros lugares. De Rio Preto poderiam ser apenas as crianças de tenra idade. A cidade se desenvolvera recentemente e ficara, como na Califórnia, repleta de forasteiros desejosos de fazer fortuna. E visto que havia dinheiro, havia também um teor de vida mais elevado o que, por sua vez, favorecia o surgimento de novas profissões.

Estradas de rodagem numerosas cortavam o território da comarca, embora não fossem do tipo adiantado como as de hoje, mas que facilitavam o tráfego comercial.

O movimento forense abrangia causas de toda espécie : divisões e demarcações de terras, falências e concordatas, questões de família, cobranças, inventários e arrolamentos, etc.

Trabalhei mais em Rio Preto durante um mês do que em Itatiba durante sete anos. Os advogados gostavam de recorrer e o faziam com espírito combativo, posto que sempre respeitosos ao juiz.

Eu porfiava por não ficar muito longe no confronto com o meu antecessor, o grande juiz Dr. Antonino Vieira, que pouco depois foi promovido ao Tribunal de Justiça.

No decorrer do primeiro ano tive julgados 44 recursos de agravo e 35 apelações. Apenas uma apelação reformada em parte e 40 agravos confirmados. Satisfez-me o resultado. Eu trabalhava todos os dias das 7 às 11, sem domingos ou feriados. Às 11 horas fazia a toalete e almoçava. Saia de casa que era frente ao Fórum cinco minutos antes do meio-dia e às 12 começava o expediente, que ia até as 16 horas. Auxiliavam-me, cada qual em suas atribuições, um juiz substituto, Dr. Câmara Leal e o Promotor Público, Dr. Alvaro de Toledo Barros. Trabalhando por essa forma, conseguimos em um ano, por em dia 600 processos criminais que estavam atrasados e manter o serviço costumeiro. Às quartas-feiras não dava expediente. Fazia diligências.

Nas demarcações e divisões era indispensável a presença do juiz na fase da colocação do marco inicial. Para o serviço render eu marcava várias diligências para o mesmo dia, desde que fossem na mesma direção. Saíamos às 5 horas da manhã, iniciávamos os trabalhos às 6. A comarca era muito extensa. Voltávamos à tarde, ou, sobrevindo qualquer contratempo, durante a noite.

Naquela ocasião, davam os juízes uma audiência costumeira por semana, em sua sede, para certos atos que exigiam essa formalidade. Como havia muitos requerimentos os advogados os apresentavam durante a semana em cartório. Na audiência o escrivão, em presença das partes, lia apenas o que já fora requerido, e eu dava o despacho imediato. Por esta forma o serviço caminhava rapidamente e legalmente porque o chamamento em audiência era feito, lido e ouvido por todos. Cortando todas as formalidades não exigidas expressamente pela lei eu conseguia dar vazão ao enorme serviço. Pus em dia os processos antigos e não deixei atrasar-se processo algum entrado ao meu tempo.

Quando já estava em tudo regularizado e ano e meio de exercício na comarca, resolvi fazer uma sondagem para verificar qual seria a atitude do Tribunal a meu respeito. Já deveria estar conhecido visto como em todos os recursos aparecia forçosamente o meu nome. Inscrevi-me com esse objetivo para uma comarca cujas inscrições estavam abertas. Havia duas vagas. Mas como o meu pedido de inscrição visava apenas experimentar o terreno, bastou-me inscrever-me para uma só.

Fui indicado em 3º lugar para a lista de merecimento. O merecimento, suponho eu, estaria baseado na existência de tantos processos julgados por mim nesse período. Foi nomeado o que estava em 1º lugar. Era praxe a nomeação sempre do que estava colocado em 1º lugar. E o primeiro lugar decorrente de já ter sido indicado maior número de vezes. Quem entrava na lista de merecimento pela primeira vez, ocuparia o último lugar.

Mas o meu prazer foi grande. A promoção, nesse momento, pouco se me dava. A nomeação fora justa. O Governo nomeara de acordo com a praxe – o mais antigo da lista.

Isso ocorreu em 1929, quando ia em férias para o Rio de Janeiro.

No ano seguinte não houve movimento de remoções ou promoções na magistratura. Nas férias de Julho, deliberamos participar de uma excursão a Buenos Aires e a outros pontos do sul. Era barata. Navio do Loide brasileiro – 500 mil réis (600 cruzeiros) por pessoa. As crianças pagavam meia passagem. Éramos, portanto, para efeitos financeiros, três pessoas apenas, põe 1 conto e 800 mil réis, com passagem e estadia no navio durante a excursão. Tão baratas essas excursões que foram logo suspensas. Davam prejuízo para a companhia. Eram, porém, agradabilíssimas. As minhas finanças então não andavam mal. Tendo vendido a minha casa de Itatiba por 14 contos, gastei cerca de 4 contos em mudança e depositei no Banco 10 contos; vendi o automóvel, já em Rio Preto, que me era inútil porque não tinha tempo de passear por 4 contos (custara 6 e fração) fiquei com 14 contos, que depositei no Banco.

Era a primeira vez na vida a lidar com depósitos bancários.

A viagem me era, pois, fácil. Minha sogra seguiu conosco. Foi um grande prazer que tivemos todos nós.

Além de começar a colocar dinheiro no Banco, outra atividade financeira pude fazer. Um juiz substituto de Rio Preto, que fora transferido para juiz preparador de S. Paulo, cuidou de vender um título de dívida com garantia hipotecária. O título era de 15 contos e o imóvel valia 60 contos. Ofereceu-me o corretor o negócio e eu aceitei. D. Manuelita, minha sogra, emprestou-me 5 contos e eu completei com 10. Era negócio bom para mim e para ela. Ela tinha o dinheiro a render juros de 6% na Caixa Econômica. Passou a tê-lo a 12, com a minha garantia. – Eu recebia juros de 18%, sobre o total, juros que já constavam do empréstimo primitivo, cujos termos mantivemos em prorrogação. Assim eu ganharia 18 por cento sobre 10 contos e mais 6% pela minha responsabilidade, sobre os 5 contos de D. Manuelita.

Pagando-me 5% sobre essa quantia minha sogra se resguardava das dores de cabeça futuras, quando após a derrocada de 1929, o fazendeiro ficou impossibilitado de pagar os juros devidos. Tendo-me como garantia, ela não sofreu prejuízo algum. Aliás, mais tarde se verá como o negócio fora bom para todos.

E ainda, a beneficiar minha situação : pela última reforma Judiciária teriam direito os juízes à 4ª parte das custas que a lei atribuía ao Estado, pelas sentenças proferidas. E como, dado grande movimento da comarca, muitas eram as sentenças, isso me renderia uns 500$000 por mês a mais, pagos no fim do ano, pela Coletoria, de uma só vez.

A revolução de 1930. Em Rio Preto

 

Enquanto, porém, tudo ocorria bem na cidade de Rio Preto e eu, capitalista, me dava ao luxo de viajar por países estrangeiros, no resto do Brasil nuvens se acumulavam. Houvera eleições para a Presidência da República, disputadas por dois candidatos – Julio Prestes, cujo governo em S. Paulo se revelara brilhante e Getulio Vargas, do Rio Grande do Sul.

Julio Prestes era francamente apoiado por S. Paulo, vários Estados do Norte, contando ainda com a simpatia do presidente Washington Luis, a que iria suceder: o snr. Getulio, com o apoio das classes armadas do Estado do Rio Grande do Sul, o do de Minas Gerais, que rompia desta vez a sua velha aliança com S. Paulo.

Pelas apurações da Assembléia se dizia eleito o snr. Julio Prestes, afirmando, todavia, os adversários que as eleições haviam sido fraudulentas, o que eu não ponho em dúvida. Não ponho em dúvida igualmente que tivessem sido também as eleições de que resultou vencedor o snr. Getulio Vargas, pois que nessa época, salvo raríssimas, incorriam elas, descaradamente, nessa mácula. Foi a entrega do serviço eleitoral à Magistratura que levantou o nível dos pleitos.

E que não era a verdade eleitoral que impulsionava a luta na revolução de 30, claro se verificou quando, após a deposição do snr. Washington Luis, a preocupação dos vencedores foi, não fazer novas eleições em que o voto fosse religiosamente respeitado, mas proclamar vencedor, sem qualquer apuração aquele candidato que fora derrotado.

A moral eleitoral era a mesma em todo o país.

O que a História nos mostra é que muito embora não fosse isenta de erros a República Velha, o que acontecia em São Paulo, em matéria cívica, era muito mais revelador de civilização do que em outros Estados do Brasil, onde ainda operava o bacamarte como poder eleitoral.

A luta, pois, não era uma luta de princípios, mas de interesses regionais.

Não há, porém, cogitar agora quais os motivos da revolução de 30. O importante é saber quais os seus efeitos sobre a vida em Rio Preto, e particularmente sobre a nossa. A vida da cidade ficou quase paralisada. Pela primeira vez se notava certa cisão, de origem partidária: um grupo conservador, contrário à revolução, e outro favorável. Este talvez mais numeroso.

As notícias davam a luta como indecisas no sul e vitoriosa no norte, desde o princípio. No Rio o governo do Presidente Washington continuava a resistir. Em nossa comarca quase cessou o trabalho forense.

Mas ocorreu o seguinte: o destacamento local foi requisitado para, juntamente com outras tropas, ocupar postos de combate na fronteira mineira pela qual se temia uma invasão.

A comarca tinha então na Cadeia cerca de 70 criminosos da pior espécie. Uns cinco ou seis de crimes contra a propriedade e os mais de crimes de morte. Como podia, sozinho, o carcereiro todos os dias penetrar nas celas, cada qual com seis ou sete homens prontos para qualquer violência?

Como tais réus estavam presos sob ordem minha, cumpria-me tomar as providências para que não escapassem pela fuga, às penas a que tinham sido condenados.

Convoquei o pessoal do foro: promotor, advogados, escrivãos e escreventes para, sob a minha presidência, resolver o assunto. Mostrei o perigo que corria a população de Rio Preto se adquirissem a liberdade, numa cidade rica e sem guarda, esses setenta facínoras.

Convencemos então organizar uma guarda, que seria superintendida por mim e pelo promotor público. Assentamos, desde logo, que essa guarda seria estranha à luta, que se faria em outros setores e visava somente a vigilância dos presos. Não se falaria sobre a revolução, nem para aplaudi-la, nem para censurá-la. Foi eficiente a guarda até agradável o serviço. Advogados e funcionários em número de seis a oito de cada vez, faziam plantão, armados com as armas que possuíssem. Todos manifestavam muito boa vontade. Os que estavam no corpo da guarda, embora atentos, conversavam, contavam pilherias dentro de um ambiente de ótima camaradagem. Eu e o promotor não fazíamos guarda, mas nos revezávamos na presença ao Fórum, dia e noite, para quaisquer providências. Nenhum incidente desagradável ocorreu.

Mas um susto, não a mim, mas às Leis, viria ameaçar-nos.

A revolução terminara. O Governo estadual estava deposto. Mas não se sabia ainda, em Rio Preto, quais as novas autoridades tanto estaduais como locais. Chegadas que foram as primeiras notícias, elementos revolucionários, até então não ostensivos (os que durante a revolução se conservaram ocultos e só se manifestaram após, eram chamados melancias, porque eram verdes por fora e vermelhos por dentro), surgiram aos milhares, querendo, desde logo, como vencedores impor a sua vontade. Na cidade havia então mobilizados um grupo de oitibóias perigosos. Que eram oitibóias? Logo que rebentou a revolução tratou o Governo estadual de aumentar a Força Pública, organizando batalhões da emergência. Os soldados desses batalhões recebiam oito mil réis por dia, com direito à bóia. Ficaram conhecidos por oitibóias. Os oitibóias eram engajados sem quaisquer formalidades, dada a pressa que havia e acantonados em as principais cidades das fronteiras, para defesa contra as tropas inimigas que viessem por Minas, Mato Grosso e Paraná. Rio Preto foi uma delas. Na própria comarca, junto as fronteiras, como é do hábito se acoitavam muitos criminosos que, procuravam escapar à ação da Justiça de um Estado, transferindo-se para outro. E trataram de alistar-se formando o maior contingente dos oitibóias.

Na agitação reinante, o Governo revolucionário recomendou aos amigos do interior que tomassem conta das municipalidades e expulsassem ou aprisionassem quaisquer tropas irregulares. O diretório revolucionário de Rio Preto (logo se constituíra um diretório) entendeu-se com o Governo revolucionário estadual (ou apregoou que se entendera) e pensou em expulsar as tropas irregulares (cerca de 100 homens) que ainda estavam em fase de instrução. Responderam-lhe os oitibóias, que eram instruídos por sargento da Força Pública, que estavam prontos a se entregarem desde que lhes fossem pagos os salários prometidos. E apresentaram as contas. Mas quem iria pagar? Quem possuía poderes para, ao menos, assumir a responsabilidade da dívida? Enquanto isso, continuariam eles onde estavam, bem armados, ameaçando resistir, caso tentassem desalojá-los. Os revolucionários de S. Paulo não cuidavam, porém, de distrair forças para Rio Preto, porquanto, das que dispunham, umas nem sequer ainda haviam chegado e outras iriam diretamente ao Rio para ajudar a garantir a posse e os primeiros tempos de exercício do snr. Getulio Vargas.

Estava assim a população de Rio Preto na iminência de um choque armado perigoso: populares amotinados, armados de revólver e tropas melhor armadas, ainda que menos numerosas.

O delegado de Polícia (que tinha estado ausente nos primeiros tempos) assumiu seu posto. Em reunião em que tomamos parte eu o Delegado de Polícia e o Prefeito Municipal, Dr. Cinobelino de Barros, ficou deliberado entrar em entendimento com o sargento comandante dos oitibóias. E estabeleceu-se um acordo: o Prefeito Municipal, pelos cofres da Câmara, pagaria aos oitibóias o que lhes era devido; eles, porém, entregariam as armas com a promessa minha de que tais armas não seriam empregadas contra eles. No dia seguinte, em dada hora, o Prefeito faria o pagamento ao comandante das tropas, no edifício da Municipalidade, presentes eu, o Prefeito, o Delegado, Vereadores e outras pessoas gradas de Rio Preto, na conformidade da folha de pagamento.

O acordo não estaria em termos modelares, mas fora o bastante para ser atingido o fim colimado – a entrega das armas. Foram transportadas, por pessoas de minha confiança, para o edifício do Fórum, devidamente contadas.

Mandei colocá-las num compartimento da porta e janela de ferro (o Fórum era também Cadeia), e fiquei com a chave. Depois de tudo terminado, alguns advogados, que conheciam o manejo de armas de guerra, por terem feito o serviço militar, me ponderaram, que armas, tais como estavam, podiam ser facilmente tomadas por civis revoltosos, porque não tínhamos guarda eficiente para o impedir. Havia, porém, meio de inutilizá-las provisoriamente, tirando-lhas certa pecinha, que seria guardada em separado. Assim os fuzis ficariam inofensivos.

O argumento me pareceu forte. Quando não havia mais pessoas presentes, a não ser duas ou três que eu mandara ficar para auxiliarem e que entendiam de armas, foram retiradas as tais peças. A retirada fazia ruído, semelhante ao de arma que se engatilha. E foi ouvido de minha casa, que era vizinha ao Fórum. Assustou-se a Lais, pensando que estavam sendo engatilhadas armas para algum combate, que se daria no Fórum, onde eu estava. Afinal, pela madrugada, pronto o serviço eu me retirei para casa, enquanto pessoa de minha confiança levava no automóvel próprio, em vários pacotes, as tais peças perigosas. No Fórum ficaram os fuzis. Em casa a Lais estava apavorada. Mas tudo terminou bem. No dia seguinte, à hora marcada fez o Prefeito o pagamento prometido, com a anuência de todos os vereadores, e lacrou-se um termo com justificação explicativa do ato, e assinatura das pessoas presentes. Um mês após, mais ou menos, regularizada a situação do Governo em S. Paulo, dirigi um oficio ao comandante da Força Pública em que comunicava que armas com etiqueta da Força Publica, por tais e tais motivos, se achavam em meu poder e pedia providências para a fácil entrega.

Veio um Oficial – Major Otacílio Franco, receber as armas.

Continuava anormal a situação política, posto houvesse sido um governo em S. Paulo presidido pelo Cap. João Alberto, tendo como Secretários vários nomes, aliás respeitáveis, das paulistas, entre os quais José Maria Whitaker, Plínio Barreto e Vicente Ráo.

Dado o alto valor dos nomes, a revolução foi bem aceita. Começaram, porém, os novos administradores a empreender as reformas que julgavam necessárias. Foram demitidos todos os delegados de Polícia e substituídos por outros da confiança do novo governo. Correu o boato de que iriam ser também dispensados todos os juízes. Preparei-me para recomeçar a vida. Agora seria advogado.

Para a minha possível vaga em Rio Preto apareceu logo um candidato – era um alfaiate baiano, revolucionário antigo, que desejava ser magistrado. O caso me entristeceu, porque se o bravo alfaiate se achava com capacidade para ser juiz de Direito, eu não me sentia com competência precisa para ser alfaiate.

Mas afinal tudo não passara de boatos. Ocupava a pasta da Justiça Dr. Plínio Barreto, brilhante jornalista e advogado emérito, cuja alta personalidade era, como foi, uma garantia para todos.

Foram apenas retiradas, em todo o país, as prerrogativas de vitaliciedade e inamovibilidade dos juízes.

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*Trecho do livro "Memórias de Portas a Dentro", gentilmente enviado por Laïs Helena Teixeira de Salles Freire (neta do saudoso Ministro)

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Denominações anteriores: São José do Rio Preto.

Fundadores: Casal João Bernardino de Seixas Ribeiro.

Data da Fundação: Ano de 1850.


















Os pesquisadores da história de São José do Rio Preto ainda não conseguiram determinar a data de fundação do arraial de São José do Rio Preto, entretanto, as pesquisas procedidas evidenciaram dois fatos incontestes:

1.° - Doação do Patrimônio a São José, por Luiz Antônio da Silveira e sua mulher Thereza Francisca de Jesus, por escritura pública passada em São Bento de Araraquara, aos 19 de março de 1852, avaliado em 100$000 (cem mil réis);

2.° - A construção da primeira Casa de Sapé no Patrimônio, por João Bernardino de Seixas Ribeiro, ainda no ano de 1852, casa em que foi substituída por outra coberta de telhas fabricadas no barreiro que existe num açude às margens do Canela.

Podemos ainda afirmar, com base nas pesquisas históricas procedidas que os primeiros povoadores da região, eram provenientes de Minas Gerais, da região de Tocos.

Visconde de Taunay, em “Viagens D’Outrora”, menciona haver pousado no arraial de São José do Rio Preto, em 18 de julho de 1867, na Casa de João Bernardino de Seixas Ribeiro, “inteligente paulista que descende de boa família e goza muito conceito naquelas redondezas”. – O mesmo autor descreve o arraial: “A povoação consta meia dúzia de palhoças...Há uma igrejinha em construção”.

Em 20 de março de 1855, o Presidente da Província, em ato público, resolveu que houvesse uma subdelegacia no Distrito de Paz de São José do Rio Preto, vila de Araraquara, donde se infere que o Distrito de Paz foi criado antes dessa data, embora não haja vindo à luz do documento de criação.

Foi elevado a freguesia pela Lei n.° 4, de 21-III-1879 e em 19 de julho e 1894, foi promulgada a Lei n./ 274, criando o município de São José do Rio Preto, destacando o seu território do Município de Jaboticabal.

Era imenso o território do município, inicialmente, pois eram as seguintes as suas divisas de acordo com a lei de criação:

Rios Paraná, Grande, Tietê e Turvo, confinado com os municípios de Bauru, Barretos, Santana do Parnaíba (em Mato Grosso), Jabuticabal e Monte Alto, sendo sua superfície calculada em 75 léguas de extensão por 45 léguas de largura.

Em 24 de novembro de 1894 foi promulgada a primeira Lei Municipal que adotava para o novo município o Código de Posturas Municipais do Município de Jabuticabal. – Promulgou essa lei o primeiro intendente municipal cidadão Luiz Francisco da Silva.

O primeiro orçamento votado no novo município e promulgado em 5 de agosto de 1895, previa uma receita e igual despesa de 12:555$000.

Nas primeiras eleições realizadas no município, compareceram 127 eleitores e foi constituída a primeira Câmara Municipal com 5 vereadores, sendo seu primeiro presidente o cidadão Pedro Amaral de Campos.

Pela Lei n.° 903, de 9 de junho de 1904, foi criada a Comarca de São José do Rio Preto, e a Lei Municipal n.° 20, de 6 de outubro de 1904, elevava à categoria de cidade a Vila de São José do Rio Preto.

Em 1906, a Lei n.° 1 021 mudava o nome da cidade e comarca de São José do Rio Preto, para Rio Preto, nome esse que perdurou até 1944.

A chegada dos trilhos da Estrada de Ferro Araraquara em 1912, marca o inicio da “Era Áurea”, no desenvolvimento do então Rio Preto transformando-o num empório comercial da região, em virtude de sua situação de ponta de linha férrea. Há um surto de progresso geral não só na cidade e municípios como nas vizinhanças e muitos distritos começam a pleitear sua emancipação: Em 1917 destaca-se Vila Adolfo transformando-se o município de Catanduva. Já em 1926 Mirassol, Monte Aprazível, Uchoa, Nova Granada, Potirendaba e Tanabi constituiram-se municípios, resumido em muito a extensão territorial do Município de Rio Preto.

A crise econômica de 1929 abalou as finanças municipais havendo um hiato no seu ritmo de progresso. – Ao fim do ano de 1931, foi cassada a autonomia do município, passando os seus atos legislativos a serem controlados pelo Governo do Estado, a quem cabia também a nomeação dos Prefeitos.

Em 1934, novos desmembramentos são feitos e que constituíram os municípios de José Bonifácio, Cedral, Ibirá e Palestina. – Em 1936, no mês de abril foi restaurada a autonomia municipal, podendo o município legislar sem a tutela do Estado.

Já em 1937, foi novamente cassada essa autonomia, voltando-se ao regime discricionário da nomeação de Prefeitos pelos interventores Estaduais e de tutela do Estado nos atos legislativos, situação essa que perdurou até a instalação das câmaras Municipais em 1948.

No ano de 1944, desmembra-se Nova Aliança e finalmente em 1953, Guapiaçu. Atualmente conta com os distritos de Borboleta, Engenheiro Schimidt, Ipiguá, Talhado e 2 substritos (São José do Rio Preto e Boa Vista).

No ano de 1944 o centro Geográfico do Rio de Janeiro, sob o argumento de não era aconselhável a manutenção de nomes de cidades em duplicata, pois havia um outro Rio Preto, mais antigo em Minas Gerais, pretendeu mudar o nome do município e a cidade para Iboruna, chegando mesmo em 9 de maio daquele ano, comunicar por despacho telegrafo ao Prefeito a mudança do nome.

As autoridades, Associações de Classe, Políticos e cidadãos uniram-se num movimento de protesto fazendo sentir às autoridades responsáveis que o novo nome não agradava em absoluto à população e após uma verdadeira luta que poderia chamar-se a “Batalha de Denominação”, entrou em vigor, a 1.° de Janeiro de 1945, o Decreto do governo estadual restabelecendo o antigo nome de São José do Rio Preto. De 19 de Julho de 1804 à presente data o município evoluiu sob todos os aspectos, valando-se da posição geográfica privilegiada e do trabalho de seus habitantes, colocando-se, hoje, entre as mais prosperas cidades do interior de São Paulo.



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  • Origem do Nome

São José é o santo a quem foi dado o patrimônio principal da cidade. Rio Preto é o principal curso dágua da cidade.

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Personagens


Bispo Dom Lafayette Libanio

Com a Bula “CANDOR LUCIS AETERNAE”, de 06/12/1745, o Papa Bento XIV subdivide a vasta diocese do Rio de Janeiro, erigindo as Dioceses de São Paulo e Mariana (Minas Gerais) e as Prelazias de Cuiabá e Goiás, tornando-as sufragâneas da Arquidiocese de S. Salvador, agregando a parte meridional de Minas Gerais a São Paulo. A Diocese de São Paulo teve por território o que é hoje o Estado de São Paulo.

O Papa Pio X, pela Bula “DIOECESIUM NIMIAM AMPLITUDINEM”, de 07/06/1908, cria a Província Eclesiástica de São Paulo e desmembra o Bispado de São Paulo em 5 (cinco) novas dioceses no interior de São Paulo: BOTUCATU, CAMPINAS, RIBEIRÃO PRETO, SÃO CARLOS (DO PINHAL), E TAUBATÉ, fazendo-as sufragâneas da Arquidiocese de São Paulo e mais a Diocese de Curitiba, então existente.

Aos 25/01/1929, o Papa Pio XI, pela Bula “SOLLICITUDO OMNIUM ECCLESIARUM”, desmembrava de São Carlos as Dioceses de Jaboticabal (Jaboticabalensis), e Rio Preto (Riopretensis).

Compreendia a Diocese de Rio Preto, na época, 15 (quinze) paróquias: Rio Preto, Ibirá, Santa Adélia, Tabapuã, Mirassol, Nova Granada, Monte Aprazível, Tanabí, Ariranha, Catanduva, Potirendaba, Inácio Uchoa, Cedral, José Bonifácio e Fernando Prestes.

Foi seu primeiro Bispo Dom Lafayette Libanio, que assumiu a diocese aos 22/01/1931. Com um trabalho verdadeiramente missionário, fiel a seu lema “Oportet me evangelizare”, percorre incansavelmente sua imensa Diocese, por estradas quase intransitáveis, poeirentas no verão, encharcadas e lamacentas no período das chuvas, utilizando os meios rudimentares de condução da época, às vezes em lombo de cavalo, nas prolongadas visitas pastorais, pousando até mesmo em choupanas improvisadas e úmidas. E vai, aos poucos, incentivando e erigindo paróquias, benzendo capelas. Em seu pastoreio, até sua renuncia por idade (80 anos), aos 04/10/1966, ao longo de trinta e cinco anos de episcopado, criou 49 (quarenta e nove) paróquias que, somadas às 15 (quinze) que encontrou, perfazem o total de 64 na Diocese.

Ao tomar posse da Diocese havia as seguintes Casas Religiosas femininas: Franciscanas da Imaculada Conceição e Irmãs de Santo André. Depois da posse, obteve a vinda das Irmãs da Providência, Irmãs do Calvário, Escalabrinianas Missionárias, Irmãs de São Carlos Borromeu, Missionárias de Jesus Crucificado e Missionárias de Santo Antônio Maria Claret. Congregações Masculinas não havia: Dom Lafayette trouxe os Agostinianos Recoletos, Agostinianos Assuncionistas, Franciscanos, Capuchinhos, Doutrinários e Missionários do Sagrado Coração de Jesus. Sob seu pastoreio foi construído o Seminário Menor Nossa Senhora da Paz, o Palácio Episcopal, o Asilo São Vicente de Paulo, Lar Nossa Senhora de Fátima e Casa Santo Antônio. De 26/05 a 02/06/1940 realizou o 1º Congresso Eucarístico Diocesano, que contou com a presença do Sr. Arcebispo de São Paulo, Dom José Gaspar de Affonseca e Silva e vários Bispos, como também de autoridades do Estado.

Em 1959, pelo desenvolvimento vertiginoso da região, foi necessário desmembrar totalmente do território de Rio Preto, a nova Diocese de Jales, com 20 (vinte) paróquias.

No período da criação da Diocese em 1931 até 1944 foi ordenado 1 (um) sacerdote diocesano. De 1944 até o final de pastoreio de Dom Lafayette, foram ordenados 5 (cinco) sacerdotes diocesanos.

Leonardo Arroio

Leonardo Arroio (1918-1985) nasceu em São José do Rio Preto (SP) e faleceu em São Paulo. Em 1939 transferiu-se para a cidade de São Paulo e aí, ingressando no jornalismo, colaborou em diversas publicações e se tornou, por longos anos, redator da Folha da Manhã. Suas obras, entre as quais se incluem algumas de literatura infantil e de história, valeram-lhe prêmios como o Fábio Prado, de Contos e Teatro (1949), e o Jabuti, de História Literária (1969).

Entre outras entidades, Leonardo Arroio foi membro da Academia Paulista de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e da União Brasileira de Escritores.


Renor Sinhorini

Há 40 anos, a vida do músico Renor Sinhorini é um palco iluminado, que ele já dividiu com grandes nomes da Jovem Guarda, e, até hoje, reúne músicos para animar bailes em clubes da região e praças públicas, nos aniversários das cidades.

Sua banda atual, a Miscigera-Som, mantém-se fiel aos ritmos dos anos 60, 70 e 80, onde se encaixam repertórios nacionais e dos gigantes que revolucionaram a música, como Beatles e Rolling Stones, e outros, ainda vivos na memória musical, como Credence Clearwater e Bee Gees.

Sinhorini nasceu em São José do Rio Preto em 11 de junho de 1948. O pai, Salvador Signorini, tinha empório no Mercado Municipal e tocava violão.

O músico começou a tocar com seu pai aos 14 anos. Sua primeira banda foi “Os Infernais”, fundado entre 1965 e 66.

Na cidade, revezava-se com “Os Modernistas” e “Os Cometas”. Há um filme dessa época que registra apresentação dos Infernais, foi a primeira vez que uma banda de São José do Rio Preto foi filmada. A apresentação deu-se na exposição agropecuária.

Em 1969, foi chamado para tocar em outra banda, “Os Reais”, a convite de Diomedes Carlos Nogueira, diretor da gravadora Odeon. A banda tocou em vários Estados.

O músico já tocou também com o rei Roberto Carlos, numa apresentação do cantor na cidade.

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  • Locais históricos

Catedral de São José do Rio Preto






A Catedral de São José, sede da Diocese de Rio Preto, é o marco zero da cidade. No centro da cidade, em 1852, foi construída a capela que deu origem à cidade.

Nesta mesma praça, foi edificada a matriz que, posteriormente, foi substituída por uma nova construção.





A Catedral atual






A Catedral atual é uma construção recente — iniciada em 1973 — e seu projeto não está inteiramente concluído.

Vale a pena visitá-la, pois em seu interior está a imagem de São José de Botas, encontrada em uma palhoça, quando a cidade começou a se formar.

Pode-se ver também belas obras de arte, esculturas, quadros a óleo, painéis e vitrais.

A cidade comemora no dia 19 de março, com grandes festas, o dia de sua fundação e o dia de seu santo padroeiro.



Basílica de Nossa Senhora Aparecida


Situada no alto do bairro Boa Vista, a Paróquia de Nossa Senhora Aparecida foi criada em 11 de maio de 1933, pelo Bispo Diocesano D. Lafayette Libânio.

A comunidade foi entregue aos frades franciscanos, que deveriam construir a igreja e o convento.

A Pedra Fundamental foi lançada em 1937 e seu construtor foi Jesus Villanova Vidal.

A obra, iniciada em 1938, por vontade de Dom Lafayette Libânio, primeiro Bispo da Diocese de São José do Rio Preto, foi concluída em 1942, tendo início os trabalhos de pintura e decoração interior.
A consagração solene do Santuário ocorreu no dia 7 de setembro de 1943.




Estação de ferro de São José do Rio Preto







A estação de Rio Preto foi inaugurada em 1912, numa cidade que já existia desde 1894 como município e na época uma das mais ocidentais do Estado. Consta que o primeiro trem chegou à cidade em 26/02, às quatro da tarde, pouco mais de três meses antes da inauguração oficial da estação, com quatro gôndolas repletas de engenheiros, empreiteiros e trabalhadores da ferrovia.

A data da inauguração da estação é citada pelos relatórios da EFA como sendo 9 de junho de 1912, e como alguns historiadores como tendo sido no dia 8. A ferrovia trouxe o progresso e o crescimento ao redor de uma grande estação que permaneceu como ponta da linha até 1933, quando o primeiro trem partiu dali para as duas estações recém-inauguradas no prolongamento da linha, Gonzaga de Campos e Mirassol.

Em 04/05/1941, antes, portanto, da retificação da EFA e do alargamento da bitola, feito entre 1950 e 1955 até essa cidade, foi aberto o novo prédio da estação, que ali permanece até hoje. Nos anos 40, foi restabelecido o antigo nome da estação e da cidade, de São José do Rio Preto.

De 1955 a 1958, quando foi aberto o alargamento de bitola até Votuporanga, a estação serviu como ponto de baldeação de trens de bitola mista para métrica. Em 15/03/2001, partiu da estação o último trem de passageiros da Ferroban, com destino a Itirapina. A estação foi sufocada pela imensa rodoviária vizinha. Em sua frente, há muitos táxis, que agora servem à rodoviária. Para o trem sair da estação, há a necessidade de fechar o trânsito com uma espécie de porteira.


Até 07/2002 uma seção de alistamento militar funcionava em uma de suas salas, mas já hoje (03/2003) está fechada. A antiga casa do chefe da estação ao lado da cancela é hoje uma estamparia. Parte do prédio ainda é uma estação, pois nela funcionam ainda um escritório e um alojamento para os trabalhadores da Brasil Ferrovias. A estação conta hoje com apenas duas linhas para o cruzamento de composições. Também funciona uma oficina de arte no seu antigo depósito de cargas.

A cidade mantém hoje um dos maiores índices de descarrilamentos do Brasil. Para se ter uma idéia, em 10/2002 houve seis, sendo a maioria no centro da cidade, agravando assim o trânsito e acarretando prejuízos. Em 12/2002 um trem de passageiros funcionou até Engenheiro Schimidt para levar visitantes a uma exposição de arte nesta cidade. Mas tudo não passou de 2 dias.





Histórico da Linha:
A Estrada de Ferro de Araraquara (EFA) foi fundada em 1896, tendo sido o primeiro trecho aberto ao tráfego em 1898. Em 1912, já com problemas financeiros, a linha-tronco chegou a São José do Rio Preto. Somente em 1933, depois de ter sido estatizada em 1919, a linha foi prolongada até Mirassol, e em 1941 começou a avançar mais rapidamente, chegando a Presidente Vargas em 1952, seu ponto final à beira do rio Paraná. Em 1955, completou-se a ampliação da bitola do tronco para 1,60m, totalmente pronta no início dos anos 60. Em 1971 a empresa foi englobada pela Fepasa. Trens de passageiros, nos últimos anos somente até São José do Rio Preto, circularam até março de 2001, quando foram suprimidos.




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  • Curiosidades

Companhia Swift





Em 1938, a Companhia Swift do Brasil iniciou a construção desta fábrica para a produção de óleo de cozinha — marcas "A Dona" e "A Patroa". A fábrica foi inaugurada em 1942, dando oportunidade de emprego a muitos operários.

Tratava-se de um conjunto composto de prédios destinados ao armazenamento e seleção de grãos de algodão, milho e amendoim, e à extração do óleo em fornos de alta temperatura.

Ao seu redor construíram também um grande reservatório de água, para o abastecimento das caldeiras, escritórios, quadras esportivas e refeitório para os funcionários. As edificações seguiram o modelo das indústrias inglesas.

A fábrica funcionou até 1970, transformando-se, a partir de então, em depósito e armazém. Em 1983, a Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto adquiriu o prédio para fins culturais e de lazer.

No momento o conjunto necessita de trabalho urgente de restauração mas, ainda assim, é um local muito agradável e bastante procurado pelos rio-pretenses.





Represa Municipal

Além de ser responsável por 40% do abastecimento de água da cidade, é uma ótima opção de lazer para moradores e turistas.

Contando com pista de cooper, quadras poli-esportivas, quiosques, equipamentos de ginástica etc., tudo isso ladeado por belos jardins e arvoredos, atrai pessoas de todas as idades para passeios, caminhadas, atividades físicas ou simplesmente descanso e reflexão.

Está situada à Av. Lino José Seixas.




Bosque Municipal de São José do Rio Preto




Instituído como reserva ecológica de mata nativa residual, conta com grande área de lazer, playground e exposição de animais — cerca de 500.

Está situado à Rua Cristóvão Colombo (marginal da BR-153), no Jardim Nazareth.




Hino

Das sementes da luta e trabalho

Brotam flores de puro ideal

E a cidade ao compasso do malho

Vai seguindo na marcha triunfal

São José do Rio Preto,

Tua marcha, tua fé,

Vão levando para a glória

O pendão de São José

Ó viajor que de longe vieste

Para ver esta gente viril,

Vem conosco que vamos p'ro Oeste

Desbravar os sertões do Brasil

Pela Pátria a marchar, que alegria

Todo um século vela por nós

É tão grande o fervor que nos guia

Que o Brasil há de ouvir nossa voz

Letra - Ferdinando Giovinazzo

Música - Deocleciano de Souza Vianna (Vianninha)

Partitura - cedida pela família Ramos Vianna



Agricultura

Propr. Agric. Existentes - 1.686.
Propr. Agric. Até 50 hectares - 1.274.
Propr. Agric. De 51 a 100 hectares - 218.
Propr. Agric. De 101 a 200 hectares - 115.
Propr. Agric. De 201 a 500 hectares - 61.
Propr. Agric. De 501 a 1.000 hectares - 14.
Propr. Agric. De 1.000 hectares - 4.

Variedade de Culturas Praticadas: Café, algodão, arroz e feijão.

Comércio

Números de firmas taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 1.112.

Relação das consideradas grandes firmas:

Artigos diversos: Casa Bueno e Casa Moises.

Ferragens: Casa Rignani.

Padaria e confeitaria: União, Suíça, Central,Única, Espanhola, Boa Vista, e São José. Fazendas e armarinhos: Casa Suriani, Paraíso das Sedas.

Jóias e relojoarias: Casa Carazzone, Casa Constantine, Casa Cearano, Casa Chiachio, Casa Lobanco, Casa Duque.

Rádios: Miguel Duque Sobrinho, Irmãos Pietsch & Cia.,Augusto S. Galante, Jorge Veronika.

Material elétrico: Afonso Rodrigues, José Moisés Roncato, Dorivaldo Boccuccia, Benedito Salenave.

Alfaiatarias: Liberalli, Véscio, Vianinha, Sílvio, Édson, Reis, Ivam.

Artigos dentários: Casa Dental Orion, Dental Tupy.

Óticas: Ótica Moderna, Casa Duque e Ótica Central.

Calçados: Casa Pery, Casa Bueno, Casa Ideal, Casa Culturato, Mercado de Calçados, Casa Moises.

Artigos de Couro: Casa Falavina.

Selarias: Mexicana, Modelo, Vencedora, Americana, Paulista e São José.

Restaurante: A Brasserie Paulista, Restaurante Comercial, Restaurante Sinibaldi.

Bares e Sorveterias: Bar São Paulo, Brasseri Paulista, Café Pinho, Café do Centro, Bar da Esquina.

Doces: A Delicia.

Cereais: Casa Dias, Helio Negrelli, Olindo Casella, Paulo Jorge, Gustavo Elias Honsi, Mustafá Jamal.

Maquinário Agrícola: Casa São Paulo, Augusto Vulpino, Rafael Pisani & Filho. Marmoraria: J.Pinto de Carvalho, Paulo Vidalli, Atílio Prataviera

Indústria

Número de Industria Taxadas no Imposto de Industria e Profissões: 276.

Número de operários trabalhando nas industrias: 800 (aproximadamente).

Capital invertido na industria no município: Cr$ 40.000.000,00.

Relação das consideradas grandes industrias:

Sociedade Algodoeira no Nordeste Brasileiro (Sanbra), Sociedade Algodoeira Rio Preto Ltda., Anderson, Clayton & Cia Ltda., Antônio Colturato e Cia., Domingos Falavina, Marino Rossi & Irmãos, Irmãos Tonelo, Francisco Augusto de Oliveira, Atílio Pataviera, J.Pinto de Carvalho, Paulo Vidalli, Celestino Tedeschi, Bitencourt & Leão, Alfredo Barbiere, Mario Sinibaldi, Domingos Grissi, Vasco Tassarolo, Gecconi & Gerosa, Orlandi & Amorim, Costa, Coelho Fleury & Cia., A Pisani & Filho, Augusto Volpini, Grassi & Nascimento, Isidoro Pupim, Max Lerner, Jose Longo & Filhos, Aristeu Pereira Dantas, Irmãos Giovinazzo, Irmãos Demonte Ltda., Gines Gomes, Nicola Di Giaimo, Aurélio Tonelli, Carvalho & Cury, Paulo Menesello & Irmãos, Antônio Zardino, Lonidio Anovazzi, Irmãos Lopes & Biasi, Fortunato Etore Vetorasso, Teixeira & Quartim, Francisco Leal, Rosa Vilanova & Cia., Bassit & Kun, Rafael Vernucci, Bou Slaimem & Cia. Ltda., José Bou Saimem, Gumercindo Tomás Aquino, José Matos Cunha, Ind. Reunidas Irmãos Maluf Ltda., Mario A Mendonça, Aristides Ferrari, Irmãos Sinibaldi, Elias A Medlig.

Bancos

Agencias ou filiais de bancos no município: Banco do Brasil S/A, Brasileiro para América do Sul S/A, Brasileiro de Descontos S/A, Comercial do Estado de São Paulo S/A, do Comercio e Industria de São Paulo S/A de Credito Real de Minas Gerais S/A, do Estado de São Paulo S/A, Nacional da Produção S/A, atual Banco do Comercio S/A, Noroeste do Estado de São Paulo S/A, Paulista do Comercio S/A, Sul Americano do Brasil S/ª

Caixa Econômica Estadual

Número de Depositantes: 4.457.
Montante de Depósitos: Cr$ 16.210.709,20.

Coletoria Estadual

Arrecadação em 1984: Cr$ 16.463.925,20.

Coletoria Federal

Total da Arrecadação do Imposto de Renda: Cr$ 3.463.281,00.
Idem do Selo de Educação e Saúde: Cr$ 293.472,80.

Correios e Telegrafos

Classe de agência: 4a.
Montante da ultima arrecadação: Cr$ 452.164,50 (1/1 a 30/06/1949)
Serviço de Reembolso Postal: Tem.
Montante de arrecadação de taxas e Reembolso Postal: Cr$ 1.079.037,00.
Outras agências postais existentes no município: Agencias Engenheiro Schmidt de Ipiguá e Guapiaçu.

Estradas de Ferro

Estradas de ferro que servem o município: Estrada de Ferro Paulista, em Araraquara.
Distancia entre o município e a capital: 544 quilômetros.
Tempo médio de viagem: 11 horas.
Custo da Passagem entre a capital e o município: 1a. classe, ida: Cr$ 175,20 : ida e volta: Cr$ 280,40, 2a. classe, ida: Cr$ 78,50: ida e volta: Cr$ 125,60. Excursão: Cr$ 234,20 e Cr$ 104,60.
Número de Trens diários entre o município e a capital: 3.

Estradas de Rodagem

Estradas estaduais que cortam o município: São José do Rio Preto e Mirassol e a Araraquara (pedregulhadas).

Distancia entre o município e a capital: 472 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 7 horas e meia.

Estradas municipais que cortam o município: S.J.Rio Preto aa Mirassol, a Nova Aliança, a Potirendaba, a Cedral, a Olímpia, a Onda Verde, a Nova Granada, a Mirassolândia, a Baguaçu,e a Catanduva.

Transportes Rodoviários: Linhas de Ônibus Existentes: 30. Empresas de Ônibus existentes: 27, sendo 8 com sede no município. Empresas de transporte de carga existentes: 3.

Aviação

Localização de campo de pouso: a 2.500 metros da cidade, direção SE.
Número de pistas: 2, com 1.100 x 100 e 750 x 100 metros, respectivamente.
Capacidade das pistas e tipo: Terra gramada.
Aero Club: Tem.
Número de aviões de treinamento: 6.
Aviões de treinamento avançado: 1.
Alunos inscritos: 14.
Pilotos já brevetados: 210.
Linhas aéreas que incluem o município em suas rotas: Real S/A.

Orçamento Municipal

Orçamento municipal para 1949: Cr$ 7.835.000,00.
Arrecadação em 1948: Cr$ 5.200.000,00.
Despesas em 1948: Cr$ 4.614.610,00.

Informações Políticas Administrativas

Atual prefeito municipal: Dr. Cenobelino de Barros Serra.

Vereadores municipais: Felício Ferreira, João Batista França, Alípio de Castilho, Antônio Ramos de Oliveira, Aristides Corandini, Domingos Sinibaldi, Francisco Babetta, Francisco Curti, Gerson Ferraz de Camargo, João Mangini, José Jorge Jor., Mário Alves Mendonça, Bady Bassit, Alberto Aldalo, João Bernadino de Souza, Felipe Lacerda, Francisco Guitierrez, Mauricio Tadini, Valdomiro Lopes da Silva, Zulmiro Braga, Renor Pereira Braga, Rubens Cintra Damião, Hivo Higino Beolchi, Tufy da Costa, David Fortunato Nicoleti, Dario de Jesus, José Arroyo Martins.

Realizações da atual administração: Serviços em andamento: remodelação dos Serviços de água e esgoto, construção de 3 pontos urbanas, calçamento de 50 quarteirões, saneamento do Rio Preto e alguns córregos com a colaboração do Serviços da Malaria, construção do Centro de Puericultura, construção de um abrigo moderno no aeroporto, alargamento na pista de aterissagem, alargamento da pista de ruas comerciais, remodelação de arborização da cidade, remodelação do serviços de limpeza pública.

Número de eleitores qualificados: 17.302.

Zona eleitoral: 125a.

Seções eleitorais: 32.

Número de eleitores que compareceram ao último pleito: 9.303.

Educação

Escolas secundárias: Ginásio e Escola Normal Santo André, Colégio Estadual Monsenhor Gonçalves, Seminário Menor Diocesano, N.S. da Paz, Ginásio Riopretano, Escola do Comercio D. Pedro II, Ginásio São José (Distrito de Engenho Schimidt).

Escolas primárias: Grupos escolares: 10; particulares: 13; Número de alunos matriculados: 4.965.

Escolas urbanas: 8.

Escolas isoladas: 27.

Alfabetização de adultos: numero de cursos: 29; matriculados: 791.

Associações culturais: Conservatório Municipal de São Jose do Rio Preto, Universidade do AR, Sociedade Medicina e Cirurgia de São Jose do Rio Preto, Rotary Clube, Sociedade Amigos da Cidade, Casa da Cultura.

Associações esportivas: América Futebol Clube, Liga Riopretense de Futebol, Palestra F. C., Rio Preto Esporte Clube.

Associações recreativas: Associação Bancária de Esportes, Associação Cultural Recreativa Estudantil, Associação dos Escoteiros de Rio Preto, Centro Estudantil Rui Barbosa, Rio Preto Automóvel Clube, Riopretano Clube, Grêmio Literário e Esportivo D. Pedro II, Coligação Libaneza, Clube Comercial, Clube Recreativo Boa Vista, Clube Recreativo União Faz a Força.

Associações profissionais: Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários, Sindicato do Comercio Varejista, Sindicato dos Hotéis e Similares e Sindicato dos Empregados do Comercio de Rio Preto.

Saúde

Hospitais existentes no município: 8. Mantidos pelos departamentos públicos: Centro de Saúde e Dispensário de Tuberculose. Mantidos por instituições beneficentes: Santa Casa de Misericórdia, Abrigo para Tuberculosos e Lactário da Sociedade de Assistência à Infância.

Creches: Lactário da Sociedade de Assistência à Infância.

Serviços de Saúde: Centro de Saúde e Dispensário de Tuberculosos.

Montante de arrecadação do selo de educação e saúde no ultimo exercício: Cr$ 293.472,80.

Informações Urbanas

Número de prédios existentes: 5.468.

Edifícios públicos: Grupo Escolar Cardeal Leme; G.E. Teotônio Monteiro de Barros Filho, 4°. Grupo Escolar, Fórum e Cadeia Publica, Prefeitura Municipal (2 prédios), Câmara Municipal, Correios e Telégrafos, Estação de E.F.A, Colégio Estadual, Tiro de Guerra, Abrigo de Menores Ademar de Barros, Mercado Municipal e Matadouro Municipal.

Número de ruas: 190.

Número de praças: 7.

Número de jardins: 7.

Hotéis: Palace, Términus, Camarero, São Paulo e Central.

Imprensa: “A Noticia”. Diretor: Leonardo Gomes. “A Folha de Rio Preto”. Diretores: José Antônio Peres, Otávio J. Rocha.

Rádios: P.R.B. 8 – 640 kilociclos.

Veículos licenciados: a motor: 808; tração animal: 197.

Monumentos: Hermas de Rui Barbosa, Duque de Caxias, José Batista de Lima, estátua aos soldados riopretenses mortos na revolução de 1932, obelisco comemorativo ao cinqüentenário de Rio Preto, marco comemorativo ao inicio do plano rodoviário a Pereira Barreto, prédio que foi a Casa Grande de João Bernardino de Seixas Ribeiro, fundador de Rio Preto.

Serviços Publicos

Abastecimento de água: Serviço da Prefeitura Municipal de S. J. do Rio Preto.

Rede de esgotos: Serviços da Prefeitura Municipal de S.J. do Rio Preto, ligado a 1.576 prédios.

Iluminação: A cargo da Cia. Paulista de Força e Luz.

Energia Elétrica: Fornecido pela Cia. Paulista de Força e Luz, que cobra Cr$ 1,20 o quilowatt.

Telefones: A cargo da Empresa Telefônica Brasileira para Serviços Inter-urbano e Empresa Telefônica Rio Preto para serviços dos domiciliares.

Calçamento: A cidade possui 112.936 metros quadrados de calçamento e paralelepípedos e 38.720 de outras pavimentações.

Matadouro municipal: Reses abatidas em 1984: bois: 8.977; vacas: 1.678; vitelos: 2.382; suínos: 7.260.

Cemitérios: Cemitério Municipal de São Jose do Rio Preto e os cemitérios de Borboleta, Ipiguá, Guapiaçu, Eng. Schmidt, Talhado.

Bibliotecas: Colégio Estadual Monsenhor Gonçalves de São Jose do Rio Preto, Grêmio Literário e Esportivo D. Pedro II, Escola Normal Livre Santo André, Seminário Menor Diocesano Nossa Senhora da Paz, Publica Municipal Dr. Fernando Costa, Gabinete de Leitura do Professorado.

Guarda noturna: Mantida pela população.

Informações Religiosas

Organização da Igreja Católica: Paróquias de São José (Curato da Catedral), Imaculado Coração de Maria, Nossa Senhora de Aparecida, Nossa Senhora do SS. Sacramento de Monte Serrat, Santa Apolônia (Eng.Schmidt), São Sebastião (Guapiaçu).

Obras assistenciais mantidas pela Igreja Católica: Conferencias Vicentinas, Asilo São Vicente de Paula, Orfanato Nossa Senhora de Fátima, Circulo Operário, Casa de Santo Antônio, Orfanato e Escola dos Pobres, Departamento de Assistência Social Damas de Caridade.

Organização da Igreja Protestante: Igreja Adventista do 7° Dia, Igreja Cristã Presbiteriana, igreja Evangélica de Deus, Igreja Evangélica de Deus, Igreja Evangélica Batista, Igreja Metodista do Brasil, Igreja Presbiteriana Independente, Igreja Ortodoxa São Jorge.

Obras assistências mantidas pela Igreja Protestante: Sociedade Miss. Volunt. Protestantes, Sociedade Metodista de Homens, Sociedade Metodista Protestante.

Organização dos centros Espíritas: Amor e Caridade, São João Batista, Associação de Beneficência Espírito Consolador, Associações Espíritas Allan Kardec, Caibar Schutel, Luzeiros da Verdade, Rodrigo Lobato e Redentor.

Obras assistenciais mantidas pelo Espiritismo: Escola Noturna Coelho Neto, Assistência Margarida Guedes, às parturientes.

Informações Diversas

Médicos: Drs. Aniloel Alves Nazareth, Arnaldo Campos, Antônio Porfírio de Almeida Sampaio, Antônio Cury, Abdias Nogueira, Alípio B. C. de Satilho, Alberto Naffah, Antônio Pedro de Pádua, Bolívar Vidal, Bady Bassit, Crescêncio Cêntola, Dirceu Penteado, Domingos Tedeschi, Deocleciano Funes, Diógenes Funes, Edgar Archimedes Beolchi, Edmundo Cabral Botelho, Ernani Pires Domingues, Tácio de Barros Serra Dória, Francisco Sizenando Teixeira Junior, Gilberto Lopes da Silva, Halim Atique, Hebert Harrison Mercer, Heitor Jacinto Guimarães, Ivone Xavier Funes, Jamil Kenan, Joaquim Nunes Coutinho, João Deoclécio da Silva Ramos, João Fava Netto, José Maria Rolemberg Sampaio, José Moretzshn de Castro, José Mendes Ribeiro, José de Assis Sousa, Lof João Bassit, Leonan Selmann Nazareth, Lauro C. Ribeiro, Luiz A. de Oliveira Coimbra, Luiz Bonfá, Mário Valadão Furquim, Orlando Arruda Barbato, Ourival Nascimbeni, Olavo Martins dos Santos.

Engenheiros: Drs. Ruy Teixeira de Aquino, Julio Amaral, Osório E. Guimarães, Nemer Acorsi, Sylla John Taves, Plínio Constantini, João de Oliveira Faria, Antônio Tavares Pereira Lima, Eduardo Campoó, Durival de Carvalho, Antônio Bahia Monteiro.

Dentistas: Drs. Moacir Real Queiroz, Joaquim Antônio Machado de C. Junior, Oscar Frutuoso, Galileu Carneiro Pinto, Susumo Watanabe, Aristides Martins, Teodoro Ferreira Policarpo, Copérnico Ferraz de Camargo, Luiz Otávio Ramos Pires, Raul Silva, Dionísio Fedozzi, Edgar Nunes de Carvalho, Pedro Morais Barbosa, João Frutuoso F. da Costa, Ney Santos da Silva Ramos, Anselmo Trazzi, Durval de Noronha Goyos, Manuel Caparroz Lopes, Julia Ferrari Silva, Célio dos Santos, Cesaltino Silva, Antônio Pepaine Padua e Alarico Haikel.

Farmácias: Rio Preto, Brasil, Bom Jesus, Santa Rita, Progresso, São José, Moderna, Saúde Central, Nossa Senhora da Paz, São Paulo, Cruzeiro, Santo Antônio, Nossa Senhora do Carmo, São Pedro, Boa Vista, São João, Nossa Senhora da Aparecida, Nossa Senhora de Lourdes, Vial Hercilia, Silva Santa Teresinha, Santa Clara, Joana D’Arc, Santo Antoninho, em Talhado, São Sebastião, Azul, Nossa Senhora de Aparecida, em Guapiaçu.

Drogarias: Drogasil Orion, Farmasil Rio Preto Casa Baruel S/A, Dental Rio Preto.

Laboratórios de análise: Dr. Tahales Lileto Correia de Mendonça, Dr. Hebert Harisson Mercer, Dr. Antônio Pedro de Paula.

Instalações de Raios X: Casa de Saúde Santa Helena, Santa Casa de Misericórdia, Hospital Santa Luzia.

Teatros e Cinemas: Cine Teatro Rio Preto, com capacidade para 2.614 pessoas. Cine São Paulo, com capacidade para 1.517 pessoas.

Conjuntos orquestrais: Orquestra Paratodos, Orlando e Sua Orquestra.