Terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

ISSN 1983-392X

2006

Elevada a distrito de paz com o nome de Vila Adolfo em 1909, no município de Rio Preto, ficou pertencendo pela Lei n.º 1 118, de 16 de dezembro do mesmo ano à comarca de Rio Preto.

Elevado a município em 1917, com o nome de Catanduva, continuou a pertencer, pela Lei n.º 1.564, de 14 de novembro de 1917, à comarca de Rio Preto; comarca de Catanduva pela Lei n.º 1 675-B, de 9 de dezembro de 1919.

Esta comarca foi criada com os municípios de Catanduva e Tabapuã e instalada a 7 de fevereiro de 1920.

Foram incorporados os municípios de: Ariranha, pela Lei n.º 1 796, de 23 de dezembro de 1921; Ibirá, pela Lei n.º 1 912, de 29 de dezembro de 1922; Pindorama, pelo dec. n.º 6 204, de 11 de dezembro de 1922.

Foi desmembrado o município de: Ariranha, pelo dec. n.º 9 775, de 30 de novembro de 1938.

Catanduva ficou pertencendo à comarca de:

Comarca de Rio Preto - 1909
Comarca de Catanduva – 1919

A comarca de Catanduva consta atualmente dos seguintes municípios:

Pindorama, Ibirá e Elisiário

Advogados de destaques da década de 50:

  • Dr. José Eduardo Coelho de Paula
  • Dr. Mário Melo Freire
  • Dr. Antônio Mastrocola
  • Dr. Augusto Pereira
  • Dr. Crescêncio Ferreira Lima
  • Dr. Indalécio Gomes
  • Dr. Ítalo Xaccaro
  • Dr. José Lourenço Dias Figueiredo
  • Dr. Pedro Neves da Silva
  • Dr. Renato Bueno Neto
  • Dr. Sidney Delcides de Ávila
  • Dr. Silveiro Minervino

Denominações anteriores: Vila Adolfo.

Fundadores: José Lourenço Figueiredo, Joaquim Figueiredo e Antônio Maximiano Rodrigues.

Data da fundação: Ano de 1850.



Catanduva é um brasileirismo que designa mato cerrado. Segundo a tradição local, o topônimo referido derivou-se da existência de mato rasteiro ou campo cerrado na área onde se localizou a cidade. Embora esteja Catanduva situada numa rica faixa de terra, própria para o cultivo do cafeeiro e cereais, a paisagem vegetal característica da média araraquarense, notadamente entre aquela cidade e São José do Rio Preto, é a de arbustos, espinhos e plantas rasteiras justificando-se por conseguinte, sua denominação.

Entretanto, “Catanduva” não foi o nome de batismo da cidade que haveria de ser uma das mais progressistas da região araraquarense. Desde a sua fundação outros nomes lhe foram atribuídos.

Não se sabe com exatidão quais os fundadores do antigo “cerradinho”, humilde e rústica povoação construída às margens do ribeirão São Domingos, afluente do rio Turvo. Já houve uma manifestação pública dos velhos moradores de Catanduva procurando atribuir a glória da fundação da cidade a Antônio Maximiano Rodrigues. Para estes, Antônio Maximiano Rodrigues, natural de Conceição do Rio Verde, no Estado de Minas Gerais, teria adquirido terras na região de Catanduva, por volta de 1850, e nelas se estabelecido em 1892, quando fez a doação de 10 alqueires de sua propriedade para o patrimônio da Paróquia de São Domingos, batizadas com o nome, já mencionado, de Cerradinho por se encontrarem tais terras encravadas na fazenda de São Domingos do Cerradinho.

Em contraposição há outra corrente que tem propugnado pelo nome, também venerável, de Joaquim Figueiredo como o verdadeiro fundador do povoado de Cerradinho. Segundo estes, José Lourenço Dias Figueiredo, vindo de Minas Gerais, teria comprado propriedades nessa região no ano de 1850.

Em 1889, seu filho Joaquim Figueiredo, tomando posse das terras, iniciou as plantações e o cultivo das mesmas, quando então se construiu a primeira casa de telhas. Outros, ainda, optam pelo nome de Domingos Borges da Costa (vulgarmente conhecido por “Minguta”), velho carioba destas plagas, que se radicou nas cercanias da povoação nascente, à beira de um riacho, o qual conserva seu apelido.

Indiscutivelmente, pairam dúvidas quanto aos primórdios históricos da comunidade Catanduvense.

Por muito tempo, a Paróquia de São Domingos do Cerradinho permaneceu como um povoado estrito e inexpressivo. A imperial Estrada do Trabalho, que de Jaboticabal se afundava pelo ato sertão passando pó Monte Alto, Vista Alegre, Palmares (antigo Cordão Escuro) Tabapuã e Rio Preto até atingir o Porto do Taboado no rio Paraná, era a principal via de penetração, naquela época absorvendo todo o movimento comercial da região. Aquelas povoações, antigas pousadas de carreiros e mercadores, transformaram-se rapidamente em prósperos entrepostos comerciais. Por força desse determinismo geográfico, Cerradinho tornou-se tributaria de Cordão Escuro. Ma s, quando a ferrovia veio abrir novos rumos à civilização, a insignificante povoação de Cerradinho tomou novo alento, transferindo para si o eixo comercial de toda a região. Aqueles antigos pontos de pousada de tropeiros e carreiros, disseminados ao longo do Taboado, são, no envolver histórico, superados, passando a simbolizar um período econômico.

Antes mesmo da chegada da Estrada de Ferro Araraquara, em 1910, foi criado o Distrito de Paz, no Município de São José do Rio Preto, pela Lei n.° 1 118, de 6 de dezembro de 1909, com a denominação de “Vila Adolfo”, em homenagem a um político influente de Rio Preto, Coronel Adolfo. Desde então o progresso urbano do Distrito foi extremamente rápido, prendendo-se ao desenvolvimento econômico da fértil zona rural. O cultivo do café, predominante adotado, as penetrações ferroviárias por intermédio da Estrada de Ferro Araraquara, de par com a assistência médico-hospitalar e educacional com a qual fornecesse vila la sendo dotada, constituíram fatores decisivos para a evolução progressiva da área urbana. Assim, em 14 de novembro de 1917, pela Lei n.° 1 564 foi elevado a município com o nome de Catanduva e instalado a 14 de abril de 1918.

Dois anos depois, pela Lei n.° 1 675-B, de 9 de dezembro de 1919, foi criada a comarca de Catanduva, atestando seu rápido desenvolvimento

Atualmente consta de 3 Distritos de Paz: Catanduva, Elisiário (Lei 1 935 de 29-XI-1923) e Catiguá (Decreto 9 775 de 30-XI-1938).

A comarca de Catanduva (40.° Zona Eleitoral) abrange os Municípios de Catanduva, Ibiá, Pindorama e Tabapuã. Delegacia de Policia de 3.ª classe, pertence a 2.ª Divisão Policial (Região de São José do Rio Preto).

A denominação local dos habitantes do município é “catanduvense”.

Em 3 de outubro de 1955, o município contava com 11 450 eleitores inscritos e 19 vereadores em exercício.

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  • Origem do nome

Tupi. CATANDUVA= Terra ruim, devido à sua cor vermelha.

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  • Personagens

Monsenhor Albino Alves da Cunha e Silva

Padre Albino Alves da Cunha e Silva nasceu em 21/09/1882 na aldeia de Codeçoso, Província do Ninho, em Portugal, filho de Avelino Alves da Cunha e Silva e Ana Joaquina da Mota e Andrade, pessoas de sólida formação moral e alto grau de religiosidade, possuidores de uma fortuna considerável, porque honestos e trabalhadores.

O pequeno Albino ingressou no curso primário na cidade de Amarante. Após terminar o secundário começou a pensar no seu futuro, ou seja, escolher uma carreira. Foi aí que, depois de muito rezar e pensar decidiu entregar-se de corpo e alma a Deus, pela vida eclesiástica. Seu pai não queria que ele fosse padre. Desejava ver o filho formado em Direito. A mãe pensava do modo contrário; apoiava o filho na sua escolha.

Em setembro de 1905, Albino terminou o curso superior, com bastante brilho, na cidade de Braga, onde foi ordenado sacerdote. Sua primeira Paróquia foi na sua terra natal. De vigário encomendado passou a vigário colado, mediante concurso difícil e brilhante. Tornou-se, por isso, facilmente conhecido como padre de valor. E a prova dessa afirmação está em que os seus superiores o promoveram a uma grande e rica paróquia. Entretanto, não tomou posse.

Em 03 de outubro de 1910 estoura a Revolução em Portugal. No dia 05 do mesmo mês a Câmara Municipal de Lisboa proclama a República e o Governo Provisório que, dirigindo-se ao País e ao Mundo, indicou as suas idéias e intenções que logo se revelaram anticlericais, positivistas, jacobinas, etc.

No dia 10 de outubro, o Governo Provisório põe em vigor as antigas leis de Pombal que expulsaram os Jesuítas de Portugal e também o decreto ditatorial liberal que suprimiu todos os conventos, mosteiros e estabelecimentos religiosos. Instituiu-se o divórcio, a secularização dos cemitérios, proibiu-se o ensino religioso nas escolas primárias e decretou-se a separação da Igreja do Estado.

Padre Albino, fiel aos princípios dos Santos Evangelhos e dos postulados da Santa Igreja, não se dobrou diante da prepotência dos homens, enfrentando tudo e a todos. Mas, como sempre acontece, fora vencido. Condenado à prisão e degredo na África, foi obrigado a fugir para que a Igreja não perdesse um bom combatente.

Arranca a sua querida batina, para não ficar sem ela e a vida, deixa crescer o bigode, veste um terno modesto e foge. Empreendeu uma terrível jornada, a pé, da cidade de Amarante à cidade de Braga, quando chegou a perder a unha do dedo grande do pé esquerdo.

De Braga parte de trem para Monção, na divisa da Espanha, onde fica na casa do padre que foi seu vigilante no Seminário Maior. Este sacerdote consegue que Padre Albino, através do rio Minho, vá para Salva Terra dos Magos. Em seguida, vai morar em Tuí, pequena vila espanhola, aguardando o momento oportuno para deixar sua Terra.

E foi rápido. Estava ancorado no porto de Vigo o vapor "Zelândia", ostentando a bandeira brasileira, destinado a proteger os foragidos desejosos de imigrar para o Brasil. Padre Albino toma o navio com destino ao Brasil.

Em 21 de setembro de 1912, com 30 anos, desembarcou no Rio de Janeiro. Como padre, ele passou por Jaboticabal, Jaú, Barra Bonita e, finalmente, Catanduva, em 26 de abril de 1918, onde ficou até sua morte, em 19 de setembro de 1973, aos 91 anos de idade.

Curiosamente, Padre Albino não foi bem recebido pelos catanduvenses, que choravam a saída do padre Caputo, muito popular. As próprias autoridades olhavam o padre português com certa prevenção, pois ele era reservado, austero, nobre e circunspecto. Nunca foi orgulhoso. Quando passava pelas ruas, sempre humilde e recolhido, não era compreendido pelo povo. Quantas vezes, ao passar pelas ruas, recebia insultos. Alguns tossiam propositadamente e escarravam perto de seus pés. Entretanto, ele não se revoltava. Suportava tudo calado e sem perder a calma. Nem sequer fazia cara feia.

No seu segundo ano em Catanduva, Padre Albino iniciou as obras da Igreja Matriz. Para isso saiu, pelas ruas da cidade, pelos sítios, buscando donativos: debaixo de sol ou chuva; a pé, a cavalo, de carro; de dia e de noite, passando fome e sede. E sofrendo decepções. Com muitas dificuldades angariou os donativos necessários, pelos sítios principalmente, e contando mais com os paroquianos pobres. Assim terminou a obra, para espanto geral de todos.

Foi também graças a Padre Albino que a Igreja Matriz ganhou as telas do grande pintor brasileiro Benedito Calixto, o que incluiu a cidade no roteiro turístico do Estado de São Paulo.

Em 1926 inaugura a Santa Casa de Misericórdia, hoje Hospital Padre Albino. Os trabalhos e dificuldades com que construíra a Matriz diminuíram consideravelmente, pois o povo já conhecia e amava intensamente o seu vigário. Todos confiavam nele, convictos de sua honestidade e capacidade. Nesta obra ele já contava com a ajuda das pessoas abastadas da cidade.

O hospital cresceu com a construção do prédio da Maternidade. No início da década de 50 inaugura o pavilhão infantil. Em 1976, no cinqüentenário do hospital, inaugura o bloco vertical de seis andares.

Ligado à sua preocupação com a assistência aos idosos, o Lar dos Velhos foi a segunda obra de Padre Albino em Catanduva, inaugurado em 29/06/29.

Em 1969 vem o ciclo das escolas, a partir da Faculdade de Medicina, idéia e sonho de Padre Albino para dar destino ao hospital após a sua morte, sua grande preocupação. Para isso, porém, a primeira medida a ser tomada era a da transformação da Associação Beneficente de Catanduva em Fundação para se organizar a Mantenedora das faculdades. Após o cumprimento de toda a burocracia, aos 29/03/1968, com sua primeira reunião, nascia a Fundação Padre Albino.

A seguir vieram o Colégio Comercial Catanduva (1971), a Faculdade de Administração de Empresas (1972) e a Faculdade de Educação Física (1973).

Além destas, Padre Albino foi responsável pela criação da Casa da Criança "Sinharinha Netto", Vila São Vicente de Paulo, Lar Ortega-Josué, Ginásio Dom Lafayette, Seminário "César De Bus" e Santuário Nossa Senhora Aparecida.

Nos últimos anos, em decorrência de moléstias e da debilidade física, Padre Albino deixou a Casa Paroquial e passou a residir no próprio hospital, no famoso quarto 84. Permanecia sentado na primeira sala à direita da entrada. Em lugar das pesadas botinas, passou a usar sandálias, que eram mais leves; em vez da batina preta, quente, uma espécie de guarda-pó cinza, com o colarinho eclesiástico; não mais com o tradicional guarda-chuva, mas curvado, cada vez mais, arrimado à bengala. Caminhava com dificuldades pelos corredores do hospital.

Chegava a tumultuar a vida do hospital porque observava toda a movimentação da portaria e nunca permitia que um doente que chegasse não fosse atendido a qualquer hora.

A primeira fratura do colo de fêmur aconteceu em 1958 e Padre Albino tinha 75 anos. A grave fratura, aliada a um problema intestinal, recomendava que fosse transferido para São Paulo. Operado pelo prof. Godoi Moreira, permaneceu seis meses internado no Hospital Beneficência Portuguesa e seu tratamento foi todo custeado pela comunidade.

Sua leitura diária era o jornal O Estado de São Paulo. No fim de cada ano dava à Fundação Padre Albino uma quantia em dinheiro de um valor que seus familiares, de Portugal, lhe remetiam anualmente e que mantinha em uma conta na Caixa Econômica.

No seu último dia de vida, Monsenhor Albino tomou pela manhã, ás 6 horas, o desjejum: leite, pão e bolacha. Às 10 horas o almoço: um prato de canja, ovo cozido e maçã.

Entre as últimas pessoas que recebeu, além de seu colaborador, dr. Floriano Lima, na manhã do seu falecimento, esteve com ele o Bispo de Rio Preto, Dom Lafayette Libanio, seu grande amigo e superior hierárquico durante muitos anos.

Após a saída do Bispo, disse ao seu enfermeiro que desejava virar de lado para descansar um pouco da posição em que estava. Ao ajudá-lo, o enfermeiro notou que ele estava perdendo a cor. Irmã Anália Nunes foi chamada e pediu que o dr. Bento Moretto viesse imediatamente.

Padre Albino tinha sofrido uma espécie de desmaio. Auscultando-o, dr. Bento percebeu que a pulsação foi caindo; o coração, pulsando fraco e lentamente, ia parando. O coração de Padre Albino foi parando, parando, parou. Era o dia 19 de setembro de 1973, uma quarta-feira, próximo das 12 horas.

O corpo de Padre Albino, embalsamado, ficou exposto em câmara ardente no átrio da capela do hospital. Às 16 horas deste mesmo dia foi trasladado para a Igreja Matriz, onde foi celebrada missa de corpo presente pelo Bispo e todos os vigários da Diocese.

O sepultamento foi realizado no dia 21, às 16 horas, sendo o corpo transportado em um carro do Corpo de Bombeiros, para o Cemitério Nossa Senhora do Carmo, com acompanhamento calculado para perto de 30 mil pessoas

Cristiano Mascaro

Cristiano Mascaro nasceu em Catanduva no ano de 1944. Conhecido internacionalmente pelas imagens que fez da cidade de São Paulo onde vive. O arquiteto e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, já trabalhou nos principais jornais e revistas do país. Atualmente expõe a série "interior" produzida pelo SESC-SP.Na exposição apresenta um de seus registros em preto e branco tirado sobre a ponte metálica: "Ilha de São Pedro vista da Ponte" documenta uma manhã de inverno onde a bruma dissipa os relevos da vegetação criando nuances sutis de uma delicadeza poética.

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  • Locais históricos

Museu da Imagem e do Som

Abriga o Cine Clube Julio João Trida. Possui grande acervo de filmes em super 8 mostrando a história de Catanduva. O anfiteatro, com capacidade de 200 lugares proporciona a exibição de materiais relativos á cidade Feitiço. Às margens do Rio São Domingos.

Igreja Matriz de São Domingos

Com telas do pintor Benedito Calixto, pintados em 1920 e o Santuário de Nossa Senhora Aparecida.

Estação de ferro de Catanduva



Aberta em 1910 como Villa Adolfo, nome do então distrito de São José do Rio Preto. Em 1917, o nome foi alterado para Catanduva, quando da criação do município. As alterações da linha nos anos 40 e 50 não tiraram a estação do leito original, e em 1955, passou por ali o primeiro trem já pela bitola larga. Em 15 de março de 2001, ali parou o último trem de passageiros, vindo de São José do Rio Preto para Itirapina.



Histórico da Linha
: A Estrada de Ferro de Araraquara (EFA) foi fundada em 1896, tendo sido o primeiro trecho aberto ao tráfego em 1898. Em 1912, já com problemas financeiros, a linha-tronco chegou a São José do Rio Preto. Somente em 1933, depois de ter sido estatizada em 1919, a linha foi prolongada até Mirassol, e em 1941 começou a avançar mais rapidamente, chegando a Presidente Vargas em 1952, seu ponto final à beira do rio Paraná. Em 1955, completou-se a ampliação da bitola do tronco para 1,60m, totalmente pronta no início dos anos 60. Em 1971 a empresa foi englobada pela Fepasa. Trens de passageiros, nos últimos anos somente até São José do Rio Preto, circularam até março de 2001, quando foram suprimidos.

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  • Curiosidades

Bosque Municipal

Museu Histórico e Pedagógico " Governador Pedro de Toledo". Apresenta material evocativo da Revolução Constitucionalista.

Cocam



A Cocam é uma das maiores produtoras de café solúvel no Brasil, produzindo e exportando uma grande variedade de café instantâneo e extrato de café.

Operando desde 1970, a Cocam utiliza-se de equipamentos de última geração, desenvolvendo assim novos produtos para atender as demandas do mercado.

Com duas de suas fábricas em Catanduva, a Cocam utiliza alta tecnologia no processo de secagem: o Freeze Dried que, através de câmara fria, forma cristais de gelo preservando os componentes aromáticos, e o Spray-Dried, um sistema que consiste na vaporização de ar quente.

A Cocam existe há mais de 35 anos e produz cafés solúveis apreciados em mais de 25 países.

Hino

"Sob o sol escaldante dos trópicos,
um pioneiro chegou a esta terra,
terra crua que não prometia
um futuro de tanto esplendor.

O viajante fincou a bandeira
com coragem, confiança e amor
e o intrépido aventureiro
consagrou-se como fundador

A semente foi plantada e mudou a paisagem,
nossa terra ficou fértil, floresceu.
E a mão firme do trabalho operou mais um milagre:
fez nascer um povo forte, um povo honesto e lutador.

Catanduva, Cidade Feitiço
Quem pisa teu chão não se esquece jamais
Teu feitiço é mais que um encanto
que inspira meu canto de amor e de paz!
Teu feitiço é mais que um encanto
que inspira meu canto de amor e de paz!"

Letra e Música - José Carlos de Freitas
Arranjos - Fernando Cezar e Fabrício Assad

Agricultura

Propr. Agric. Existentes - 850
Propr. Agric. com menos de 20 alqueires - 620
Propr. Agric. de 20 a 50 alqueires - 150
Propr. Agric. de 50 a 100 alqueires - 45
Propr. Agric. de 100 a 200 alqueires - 28
Propr. Agric. de 200 a 500 alqueires - 5
Propr. Agric. de mais de 500 alqueires – 2

Variedade de culturas praticadas: Café, algodão, arroz, feijão, milho, amendoim, batata inglesa, mamona, laranja e banana.

Valor global aproximado das propriedades agrícolas: Cr$ 87.200.000,00.

Comércio

Número de firmas taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 6630.

Relação das consideradas grandes firmas :

Ferragens: Casa Arre, Casa Agnaldo, Casa Bittencourt.

Calçados: Casa Guerra, Casa Duarte.

Tecidos: Casa Verde, Casa Soubhia,Casa Ramos, Casa São João, Casa Guerra, Casa Duarte.

Secos e molhados: Casa Dias, Armazém Brasil, Casa Soubhia.

Eletricidade: Casa de Miguel Elias.

Joalheria e artigos para presentes: A Jóia, A Pérola Oriental, Joalheria Esmeralda.

Artigos dentários: dental Orion, Dental Lima.

Indústria

Número de indústrias tachadas no imposto de indústrias e profissões: 310.

Número de operários trabalhando nas indústrias: 1.500.

Capital invertido na indústria no município: Cr$ 150.000.000,00.

Relação das consideradas grandes indústrias :

Lenha: A Lenhadora, Lenhadora S. João, Lenhadora Mato Grosso, Lenhadora Artur Sangiusto.

Carvão: Carvoaria Municipal, Lenhadora Mato Grosso.

Beneficiamento de Algodão: S/A I. R. F. Matarazzo, Anderson Clayton & Cia. Ltda., Sociedade Brasileira do Nordeste Brasileiro S/A, Antônio D’Ambrósio.

Beneficiamento do Café: Luís de Munho, Augusto Guarezzi, Dib & Cia Ltda., Daniel Soubhia & Cia., Irmãos Zacanner Ltda., Borges & Cia., Ivo Pinfildi, José Dib & Cia., José Diacomo, João Gomes Dias & Irmãos, M. Viana & Cia.,Rufino Benedito, Soubhia-Bacarat Indústria & Comércio S/A, Sociedade Cafeeira Lopes Ltda.

Feculárias: João Rojas Fria, Miguel Prieto Crespo, Moinho S. Sebastião, Fábrica de Farinha de Milho Ideal, Fábrica de Farinha de Milho S. Domingos.

Artigos veterinários e de remonta: Joaquim Ferreira de Carvalho, João Batista Vaccari, Torino Guerra, Salani & Moretti.

Couros e Peles: Cortume Catamduva Ltda., Francisco Covacic & Irmãos Pojar.

Manteiga: Lu’s Zeni.

Beneficiamento de arroz: Augusto Guarezzi, Antônio Geraldini, Borges & Cia., Daniel Soubhia & Cia. Ltda., Corneari & Encide, Henrique Spanazzi, João Chimello & Cia. Ltda., João Gomes Dias & Irmão, João Pereira, Miguel Pietro Crespo, Soubhia-Bacarat Indústria & Comércio S/A, Tonello & Caron, Lu’s de Munho, Raul & Américo Magatti, Soares & Vaqueiro.

Bancos

Bancos com matriz no município: Cooperativa de Crédito Popular de Catanduva.

Agências ou filiais de bancos no município: Banco do Brasil S/A, Banco Comercial do Estado de São Paulo S/A, Banco Comércio e Indústria de São Pulo S/A, Banco do Estado de São Paulo S/A, Banco Noroeste do Estado de São Paulo S/A, Banco Antônio de Queiroz S/A, Banco Moreira Sales S/A, Banco Brasileiro para América do Sul.

Caixa Econômica Estadual

Número de Depositantes: 5.031.
Montante dos Depósitos: Cr$ 20.786.439,40.

Coletoria Estadual

Arrecadação em 1948: Cr$ 10.518.274,20.

Coletoria Federal

Total da arrecadação do Imposto de Renda: Cr$ 2.212.191,80.
Idem do Selo de Educação e Saúde: Cr$ 152.991,20.

Correios e Telégrafos

Classe de Agência: 1ª

Montante da ultima arrecadação: Cr$ 991.434,10.

Serviço de Reembolso Postal: Tem

Montante de arrecadação de taxas de Reembolso Postal: Cr$ 12.208,00.

Outras Agências postais existentes no município: Agências Postais dos Distritos de Catiguá e Elisiário.

Estradas de Ferro

Estradas de ferro que servem o município: Estradas de Ferro de Araraquara.

Distância entre o município e a capital: 574quilômetros.

Tempo médio de viagem: 12 horas.

Custo de passagens entre a capital e o município: 1.ª classe, ida: Cr$ 157,40; ida e volta: Cr$ 252,00. 2.ª classe, ida: Cr$ 71,70; ida e volta: Cr$ 114,70. Excursão, 1.ª classe: Cr4 210,40; 2.ª classe: Cr$ 95,80.

Número de trens diários entre o município e a capital: 3.

Estradas de Rodagem

Estradas estaduais que cortam o município: Rodoviária Araraquara – São José do Rio Oreto.

Distância entre o município e a capital: 474 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 8 horas.

Estradas municipais que cortam o município: Catanduva e Itajobi, a Ibirá a Uchoa, a Tabapuã, a Ariranha, a Pindorama.

Transportes Rodoviários: Linhas de ônibus: 11; Ariranha-Palmares-Catanduva, com 33,5 quilômetros, Monte Alto-Aparecida-Ariranha-Jacaúna-Pindorama-Catanduva, com 64 quilômetros, Catanduva-Elisiário-Águas de Ibirá-Ibirá, com 36 quilômetros, Catanduva-Jaguatei-Paraiso-Monte Azul Paulista, com 58 quilômetros, Urupês-São João de Itaguassu-Elisiário-Caputira-Catanduva, com 42 quilômetros, Olímpia-S. Benedito-Tabapuã-Catanduva, com 60 quilômetros, Catanduva-Itajobi-Novo Horizonte, com 56 quilômetros, Catanduva-Elisiário-São João de Itaguassu-Urupês-Irapuã-Vila Sales-Sabino-Lins, com 120 quilômetros, Catanduva-Elisiário-Ibirá-Potirendaba-Nova Aliança-José Bonifácio-Santa Luzia-Salto de Avanhandava-Penápolis, com 185 quilômetros, Bebedouro-Botafogo-Pirani-Palmarez-Catanduva, com 65 quilômetros, Catanduva-Itajobi-Pindorama-Araraquara-Catanduva-S. José do rio Preto.

Linhas de expressos e auto lotações existentes: 1. s. José do Rio Preto-Cedral-Uchoa-Catanduva-Pindorama-Ariranha-Monte Alto-Jaboticabal-Sertãozinho-Ribeirão Preto, com 86 quilômetros.

Empresa de transportes de cargas existentes: 2. Anhanguera e Salomé.

Aviação

Localização do campo de pouso: A 13 quilômetros da cidade.

Número de pistas: 1.

Capacidade de pistas e tipo: Grama.

Aero Clube: Tem.

Número de aviações de treinamento: 10.

Aviões de treinamento avançado: 1 Piper, 1 Piper Cruz, 2 HL1, 4 Paulistinhas, 1 Stimson Voyage, 1 Stimson Vagon, 1 Fairchild.

Alunos Inscritos: 25.

Pilotos já brevetados: 53

Linhas aéreas que incluem o município em suas rotas: Vasp e Real.

Orçamento Municipal

Orçamento municipal para 1949: Cr$ 4.900.000,00.
Arrecadação em 1948: Cr$ 4.459.756,90.
Despesas em 1948: Cr$ 4.558.794,20.

Informações Político - Administrativas

Atual prefeito municipal: Antônio stocco.

Vereadores municipais: Carlos Machado, Antônio Giro, Benedito Borges da Silveira, Antenor Lopes, Godofredo de Oliveira Rosa, Graciana Ramos da Silva, Galdós Ângulo, Henrique Baiona Peres, Inocêncio Figueiredo Filho, José Augusto Norberto Frey, José Puzzo, Moacir Lichti, Raimundo Lima de Morais, Sebastião Pereira, Antônio Mastrocola, José Serafim, Abílio Canel, Elias Nechar, Ovídio Damiani, Lourenço Betty, Eduardo Lopes Contreras e Miguel Benites Peres.

Realizações da atual administração: Construção de poços artesianos, aquisição de novo compressor para ligação dos novos poços, ampliação da rede de esgotos e do calçamento, modificação no sistema de iluminação pública, construção de pista para aviões grandes, construção de avenida S. Domingos pelas duas margens do ribeirão do mesmo nome, projeto para o asfaltamento de 100.000 metros quadrados de ruas, construção de 2 pontes e reforma de 2 outras, ampliação de rede de abastecimento de água.

Número de eleitores qualificados: 6.756

Zona eleitoral: 40.ª.

Seções eleitorais: 25.

Número de eleitores que compareceram ao último pleito: 5.388.

Educação

Escolas secundárias: Colégio Estadual de Catanduva e Escola Normal Dr. Adhrmar de Barros, Ginásio Nossa Senhora do Calvário, Ginásio de Catanduva e escola Técnica de Comércio de Catanduva.

Escolas primárias: grupos escolares: Curso Primário anexo à Escola Normal, 2.° Grupo Escolar de Catanduva, G. E. Paulo de Lima Correia, G. E. São Francisco, G. E. de Elisiário; particulares: Escola Santa Teresinha, Escola Primária Adventista, Escola São Sebastião, Extenato N.ª S.ª do Calvário.

Escolas urbanas: Diversas.

Escolas isoladas: 11 municipais e 31 estaduais.

Número de crianças em idade escolar afastadas das escolas: 4.000.

Alfabetização em adultos: número de cursos: 15; matriculados: 400.

Associações culturais e recreativas: Grêmio Estudantino Rio Branco, Associação dos Ex-Alunos do Ginásio do Estado, Rptary Club de Catanduva, Grêmios Associados do Ginásio Catanduva e Escola Técnica de Comércio de Catanduva, Clube Panamericano de Catanduva, Grêmio Musical Mário de Andrade, Clube de Tênis de Catanduva, Guarani Futebol, Clube, Comercial Futebol Clube, Cruzeiro Cestobol Clube, Clube dos Bancários.

Associações esportivas e recreativas: Clube de Tênis de Catanduva, Guarani Futebol Clube, Comercial Futebol Clube.

Associação profissionais: Associação Profissional dos Ferroviários da Estrada de Ferro Araraquara, Sociedade dos Motoristas de Catanduva, Sindicato dos Trabalhadores em Indústrias Metalúrgicas e Mecânicas de Catanduva, Sindicato dos Empregados no Comércio de Catanduva, Associação Profissional dos Odontologistas de Catanduva, Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Catanduva.

Saúde

Hospitais existentes no município: 3, Mantidos por instituições beneficentes: 1.

Creches: Casa da Criança Sinharinha Neto.

Serviços de Saúde: Dispensário de Tuberculose, Centro de Saúde de Catanduva, Posto de Profilaxia da Malária , Posto de Puericultura.

Informações Urbanas

Número de prédios existentes: 5.010 (aproximadamente)

Edifícios públicos: Estação da E.F.A., Fórum, Banco do Estado de São Paulo.

Número de ruas: 112.

Número de praças: 12.

Número de jardins: 4.

Hotéis: Acácio, Términus, Cacique, Rosario, Santa Helena, dos Viajantes, Pensão S. Geraldo, Ponto Chic.

Imprensa: “A Cidade”, diário. Diretor: Nair de Freitas. “Folha do Povo”, bi-semanal. Diretor: Z. L. Kuntz. “Catanduva-Jornal” bi-semanal. Diretor: Carlos Machado. “O Século” revista ilustrada. Diretor: Mosart da Costa Nunes.

Rádio: Rádio Difusora de Catanduva, Prefixo: ZYD5.

Veículos licenciados: a motor: 684; tração animal:880.

Serviços Públicos

Abastecimento de água: A água é captada de poços artesianos, 2 550 prédios abastecidos.

Rede de esgoto: Tipo Separador Absoluto Varing, 1.500 prédios esgotados.

Iluminação: Tem.

Energia elétrica: Fornecida pela Companhia Nacional de Energia Elétrica.

Telefones: Serviço da Telefônica Nacional Ltda.

Calçamento: A cidade possui 8 praças, 26 ruas, 1 parque e 2 avenidas calçadas.

Matadouro Municipal: Reses abatidas em 1948: bois: 730; vacas: 3.550; vitelos: 189; porcos: 2.580.

Cemitérios: Cemitério Municipal da sede, Cemitério Municiapal do Elisário; Cemitérios Santa Isabel e S. Sebastião em Catiguá.

Bibliotecas: Municipal Macedo Soares, Dr. Adhemar de Barros, Dr. Altino Arantes.

Guarda noturna: Guarda Noturna de Catanduva.

Informações Religiosas

Organização da Igreja Católica: Paróquias de S. Domingos e Santa Isabel (no Distrito de Catiguá), Igrejas de S. Bento, S. Vicente, Santa Isabel e Santa Maria.

Obras assistenciais mantidas pela Igreja Católica: Asilo dos Velhos de S. Vicente de Paula, Hospital Padre Albino, Casa da Criança Sinharinha Neto, Orfanato Ortega e Josué.

Organização da Igreja Protestante: Igreja Cristã Presbiteriana Conservadora, Congregação do Brasil, Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, Igreja Adventista do 7 .° dia, Igreja Cristã Presbiteriana, Igreja Evangélica Assembléia de Deus.

Organização dos Centros Espíritas: Centro Espírita de Catanduva.

Informações Diversas

Médicos: Drs. Alberto Alves da Cunha e Silva, Antônio Barba, Armando Matsrocola, Atílio Gardarelli Cipriano, Atos Procópio de Oliveira, Carlos Castilho do Vale, Cervantes Ângulo, Daniel Gaço Neto, Dario de Oliveira Guimarães, Francisco Lopes Ladeira, Francisco Trentini, Galdós Ângulo, João Fontes Torres, Joaquim Augusto Fagundes, José Raulino de Resende, José Rocha, José Soares Martins, José de Oliveira Dias Lima, Lindolf Vasconcelos Sampaio, Napoleão Pelicano, Nestor Sampaio Bittencourt, Olavo de Barros, Pedro Cisoto, Plínio de Azevedo Palhares, Rodopiano Neves da Silva, Waldomiro Diniz Teles Rudge, Walter Teixeira da Luz, Hildebrando de Arruda Cotrim, José Maria Coura, Vicente Buchianeri, Pio Nogueira, José de Azevedo, José Pardo, Paulo Teixeira de Assunção e René Correia (veterinário).

Engenheiros: Drs. Antônio Zaccaro, Leônidas Ferreira, Teodoro Becker, César Calixto.

Dentistas: Drs. Alfeu Sampaio, Álvaro Guimarães, Aristides Procópio de Oliveira, Benedito Siqueira Cardoso, Diomar Jorge Dotti, Eduardo Mastrocola, Jaime Bicalho Sobrinho, Joaquim Morais Júnior, José Gonzáles Rebolo, Luís Gonzaga Cardoso, Raimundo Lima de Morais, Venâncio Ferreira Lima, José Schettini, Luciano Reccanello, Lúcio Caciari, Luís Pereira de Azevedo, Maria Nogueira Cardoso, Marino João Quaglia, Álvaro Silveira, Haroldo Santos Silva, Sérgi Pirissinoti, Amélia de Oliveira Pinto, Eugênio Grandis.

Farmácias: Drogadada, Farmoborges, Vaz Santa Teresinha, Central.

Laboratório de análise: Laboratório de Análise do Dr. José R. Resende.

Instalações de Raios X: Instituto de Radiologia de Catanduva Ltda.

Teatros: Cine Teatro República, com capacidade para 1.600 pessoas. Cine Tetro Bandeirantes, com capacidade para 900 pessoas.

Cinemas: Cine Teatro República, com capacidade para 1.600 pessoas. Cine Tetro Bandeirantes, com capacidade para 900 pessoas. Cine Capitólio, no distrito de Catiguá.

Corporações musicais: Orquestra Sinfônica de Catanduva.

Conjuntos orquestrais: Tupi Orquestra.