Sexta-feira, 24 de março de 2017

ISSN 1983-392X

2006

Antiga capela e N. S. do Patrocínio de Jaú, no município de Brotas. Sendo elevada a freguesia, em 1859, ficou pertencendo ao termo de Rio Claro, comarca de Mogi Mirim; termo de Rio Claro e Brotas, comarca de São João do Rio Claro, pela Lei n.° 26, de 6 de maio de 1859; termo de Brotas; comarca de São João do Rio Claro, pelo decreto n.° 3 276, de 1° de junho de 1864.

Elevada a município em 1866, continuou a pertencer á comarca de São João do Rio Claro; termo de Brotas e Jaú, comarca de Araraquara, pela Lei n.° 48, de 11 de abril de 1868; termo de Jaú, comarca de Jaú, pela Lei n.° 28, de 7 de maio de 1877.

Jaú ficou pertencendo à comarca de:

Comarca de Mogi Mirim - 1859
Comarca de São João do Rio Claro - 1859
Comarca de Araraquara - 1868
Comarca de Jaú – 1877

A comarca de Jaú atende os seguintes municípios:

Mineiros do Tietê, Bacaina, Dois Córregos e Itapuí

Advogados de destaque da década de 50:

  • Dr. Álvaro Gomes dos Reis
  • Dr. Ari Miranda Prado
  • Dr. Elias Alasmar
  • Dr. Guimarães Leanza
  • Dr. Joaquim Fernandes Pais de Barros Neto
  • Dr. Mario Gomes Pahim
  • Dr. Milton Ferraz Mendonça
  • Dr. Osvaldo de Almeida Prado
  • Dr. Teófilo Xavier de Mendonça
  • Dr. Uaib Musi
  • Dr. Valdo Ferraz Costa

Fundadores: Capitão José Ribeiro de Camargo, Bento Manuel de Morais, Navarro, Tenente Manuel Joaquim Lopes, Francisco Gomes Botão e Lúcio de Arruda Leme.

Data da fundação: 15 de agosto de 1853.



Os bandeirantes que demandavam à Cuiabá, seguindo pelo Rio Tietê, pescavam um peixe denominado Jaú, na foz de um ribeirão. O local ficou, desde então, conhecido como a Barra do Ribeirão do Jaú.

A fundação de Jaú data de agosto de 1853, quando alguns moradores da região, na casa situada do lado do Brejo, propriedade de Lúcio de Almeida Leme, decidiram organizar uma comissão que trataria da fundação de um povoado.

A tarefa recaira sobre os ombros de Manoel de Morais Navarro, tenente Manoel Joaquim Lopes, capitão José Ribeiro de Camargo e Francisco Gomes Botão.

Depois de vários estudos e ponderação, ficou resolvido que seria erguido um povoado na área de 40 alqueires, que tinha sido doada, em partes iguais, por Francisco Gomes Botão e tenente Manoel Joaquim Lopes.

As terras eram aquelas compreendidas entre a margem esquerda do Rio Jaú e a do Córrego da Figueira.

Segundo reza a tradição, tem-se como primeiro morador da região Antônio Dutra, foragido da Justiça do Distrito de Paz de Araraquara.

Os povoadores trataram de executar os planos da futura cidade. Assim, o padre Joaquim Feliciano de Amorim Sigar, primeiro pároco de Jaú, e o Capitão José Ribeiro de Camargo foram os demarcadores e delineadores dos traçados da cidade.

Inicialmente, foram abertas duas clareiras: uma no atual Largo da Matriz; outra na Praça Ribeiro de Oliveira. Nesta foi reservada uma área que foi destinada ao sepultamento de mortos. Naquela ergueu-se uma tosca e singela choupana destinada aos serviços religiosos católicos.

A primeira missa, celebrada m 1853, da qual foi oficiante o Padre Francisco de Paula Camargo.

Por proposta de Bento Manoel de Morais Navarro a povoação recebeu a denominação de Nossa Senhora do Patrocínio, e por estar ás margens do Ribeirão do Jaú, passou a cognominar-se Capela de Nossa Senhora do Patrocínio do Jaú.

A antiga capela, em território de Brotas, no município de Rio Claro, foi elevada a curato por Provisão de 3 de maio de 1856, por ordem do Bispo de São Paulo, D. Antônio Joaquim de Melo.

Foram incorporados, pela Lei n.° 25, de 8 abril de 1857, os Bairros de Tietê Curralinho e Jacareí – Pepira.

A Lei n.° 11, de 24 de março de 1859, elevou a Capela do Jaú no município de Brotas a freguesia, a qual, pela Lei n.° 60, de 23 de abril de 1866, foi elevada à vila e pela Lei n.° 6, de 6 de fevereiro de 1889, à cidade.

Atualmente, consta dos distritos de paz de Jaú e Potunduva.
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  • Origem do nome

Jaú teve essa denominação dada pelos bandeirantes, que, partindo de Porto Feliz para Cuiabá, pelo Rio Tietê, pernoitaram na foz desse rio e aí pescaram um grande “Jahú”, ficando esse lugar com a denominação de Barra do Ribeirão de Jahú.
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  • Personagens

João Ribeiro de Barros

João Ribeiro de Barros nasceu em Jaú no dia 4 de abril de 1900.

Desde criança, João Ribeiro de Barros sempre foi aficionado pelas coisas do ar, e em 1914, já com 14 anos, vê pela primeira vez um avião, e a partir daí se dedica completamente a aviação.

Brevetou-se na Escola de Aviação em Campinas, onde conseguiu o tão ambicionado diploma de piloto aviador expedido pelo Aeroclube do Brasil: o brevet de nº 88.

Em 1919 vai para os EUA para aprofundar seus conhecimentos em navegação aérea e mecânica de aviação.

Em 1926, Barros vai para a Itália e adquire um Hidroavião Savoia Marchetti (S-55) usado, faz alguns reparos e o rebatiza com o nome de sua cidade natal, JAHÚ.

Após inúmeros contratempos, João Ribeiro de Barros e mais três tripulantes, o co-piloto, João Negrão, o mecânico Vasco Cinquini e o navegador Newton Braga, decolam de Cabo Verde na África, com o JAHÚ aos 28 de abril de 1927. Depois de 12 horas de vôo e 3.200 quilômetros percorridos, o JAHÚ com um problema em uma das hélices, amerrisa próximo a Ilha de Fernando de Noronha, e é rebocado por um navio cargueiro italiano até Fernando de Noronha.

Os tripulantes do JAHÚ são recebidos como heróis nas diversas cidades brasileiras que passam.

O Valor histórico principal da travessia do Atlântico Sul consiste no fato de ter sido ele o primeiro a atravessar o Oceano Atlântico com tripulação brasileira; de ter navegado com o auxílio de um sextante, de ter sido o único conhecido até então custeado pela iniciativa privada; de ter reunido homens competentes na tripulação; e de ter levado à cabo sua missão nas mais adversas situações que se pudessem imaginar.

João Ribeiro de Barros faleceu aos 20 de julho de 1947 pelo mal adquirido na África, a malária.

Hilda Hilst

Escritora, dramaturga e poetisa brasileira nascida em Jaú, no interior do estado de São Paulo, cujos poemas serviram de inspiração para compositores como Adoniran Barbosa, que musicou "Quando te achei e Quando tu passas por mim". Filha do fazendeiro e poeta Apolônio de Almeida Prado Hilst e Bedecilda Vaz Cardoso, com a separação dos pais mudou-se com a mãe para Santos. Foi educada em um colégio interno em São Paulo (1937-1945) e visitou o pai, pela primeira vez (1946), em sua fazenda em Jaú. Começou a estudar Direito na Faculdade São Francisco (1948). Lançou seu primeiro livro, "Presságio" em 1950, e no ano seguinte "Balada de Alzira".

Formada em Direito (1952), no final da década (1959) publicou os livros de poesia "Roteiro do Silêncio e Trovas de Muito Amor para um Amado Senhor". Passa a viver na fazenda de sua família (1966) com o escultor Dante Casarini com quem casou-se dois anos depois. No ano seguinte, escreveu "A possessa e O rato no muro". Depois vieram "O verdugo e A morte do patriarca" (1969), "Fluxo-Floema" (1970), "Ficções" (1977), "A obscena senhora D" (1982), "Cantares de perda e predileção" (1983), "Poemas malditos, gozosos e devotos" (1984), "O caderno rosa de Lori Lamby" (1990), que causou espanto na crítica por seu teor pornográfico, "Do desejo" (1992), e "Teatro reunido" (2000) entre outros.

Depois de mais de um mês de internamento no Hospital das Clínicas da Unicamp para a realização de uma cirurgia, após sofrer uma queda que causou uma fratura no fêmur, teve seu quadro clínico pós-operatório agravado em função de uma deficiência crônica cardíaca e pulmonar e morreu em Campinas, interior de São Paulo, aos 73 anos e 10 meses de idade, de falência múltipla de órgãos e sistemas. Com o corpo velado na capela do Cemitério Flamboyant, no bairro Jardim das Palmeiras, em Campinas, foi enterrada no Cemitério Aléias, em frente à capela. Autora de 41 livros, morava em uma chácara em Valinhos. Recebeu importantes prêmios literários, como o de melhor livro do ano, concedido pela Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA, por Ficções (1977), o Prêmio PEN Clube de São Paulo (1962), por Sete cantos do poeta para o anjo (1962), o prêmio Anchieta (1969) pela peça O Verdugo, um dos mais importantes do país na época, dois Jabutis (1984 / 1993) por Cantares de perda e predileção (1983) e pelo conto Rútilo nada (1993), além do Moinho Santista na categoria poesia (2002).

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  • Locais históricos

Matriz de Nossa Senhora do Patrocínio

Desde de 1852 já se tinha notícia da construção de uma capela no local onde hoje se ergue a Matriz do Patrocínio. A atual Matriz de Nossa Senhora do Patrocínio, projeto do Engenheiro João Lorenço Madein, teve sua pedra fundamental lançada em 24 de novembro de 1895. Estilo rigorosamente gótico, realçam-se as colunas dóricas e os louvores bizantinos. Sua inauguração deu-se em 09 de julho de 1901.

Estação de ferro de Jaú

A estação nova de Jaú foi construída em 1941, especialmente para a linha nova retificada, substituindo a antiga estação de Jaú, aberta em 1887 e agora colocada fora da passagem dos trilhos do tronco, atendendo somente à Douradense. Jaú-nova também foi ligada a Jaú-velha, nesse mesmo ano, permitindo também a baldeação do tronco oeste para a Douradense. Em 1986, o seu estado era bom, mas com o passar dos anos, foi sendo abandonada, passando a abrigo de mendigos. No final de 2000, pessoas da cidade resolveram tomar a iniciativa de restaurar a estação, lentamente, mas tirando-as aos poucos do abandono. O último trem de passageiros, em 15 de março de 2001, passou por uma estação sendo reformada depois de anos de abandono. Em 06/04/2002 a estação foi "reinaugurada" como sala de música, estando hoje, segundo moradores de Jaú, no circuito cultural da cidade.



Histórico da Linha
: O chamado tronco oeste da Paulista, um enorme ramal que parte de Itirapina até o rio Paraná, foi constituído em 1941 a partir da retificação das linhas de três ramais já existentes: os ramais de Jaú (originalmente construído pela Cia. Rio-clarense e depois por pouco tempo de propriedade da Rio Claro Railway, comprada pela Paulista em 1892), de Agudos e de Bauru. A partir desse ano, a linha, que chegava somente até Tupã, foi prolongada progressivamente até Panorama, na beira do rio Paraná, onde chegou em 1962. A substituição da bitola métrica pela larga também foi feita progressivamente, bem como a eletrificação da linha, que alcançou seu ponto máximo em 1952, em Cabrália Paulista. Em 1976, já com a linha sob administração da FEPASA, o trecho entre Bauru e Garça que passava pelo sul da serra das Esmeraldas, foi retificado, suprimindo-se uma série de estações e deixando-se a eletrificação até Bauru somente. Trens de passageiros, a partir de novembro de 1998 operados pela Ferroban, seguiram trafegando pela linha precariamente até 15 de março de 2001, quando foram suprimidos.

Estação de ferro de Jaú-velha



A estação original de Jaú foi construída pela E. F. Rioclarense em 1887, como ponta da linha do então ramal de Jaú. Nos anos 10, o prédio original foi substituído por um novo, igual ao da futura estação de Piracicaba, que seria inaugurada em 1922. Em 1/6/1939, a estação foi ligada à antiga estação de Jaú-Dourado, da E. F. do Dourado, permitindo que os passageiros e cargas das duas ferrovias pudessem fazer a baldeação diretamente nas estações.

A estação de Jaú permaneceu como ponta do ramal até sua desativação, em 15/11/1941, com a retificação do trecho Itirapina-Bauru, quando Jaú passou a fazer parte do tronco oeste, e a inauguração de uma nova estação. Portanto, enquanto Jaú-nova sempre foi parte do tronco, Jaú-velha sempre foi apenas ponta de um ramal. Depois disso, ficou desativada de 1940 a 1957, quando passou a ser utilizada como estação terminal do ramal de Jaú-dourado, com a demolição da velha estação da Douradense, nesse mesmo ano.

A Paulista havia adquirido a outra ferrovia oito anos antes, e não se justificavam três estações na cidade, já que Jaú-nova funcionava normalmente, mas fora da área urbana de então. Jaú-velha acabou por ser demolida, em 1973, nove anos depois da desativação do ramal de Jaú-dourado, em 1964. No seu lugar se construiu a estação rodoviária da cidade. Entre 1941 e 1957, quando Jaú tinha três estações, Jaú-nova, Jaú-velha, desativada e Jaú-dourado, as três estavam ligadas para facilitar a movimentação de trens entre uma estação e outra. A linha métrica passava pela estação de Jaú-dourado, daí seguia para Jaú-velha, cerca de 500 metros mais à frente, e daí, aproveitando um pequeno pedaço da antiga linha métrica do extinto ramal de Jaú, seguia pela atual avenida Zezinho Magalhães, passando por dois armazéns ferroviários que existem até hoje, e, logo que passava à frente da casa do Conde de Pinhal, desviava-se para a esquerda (por uma "alça" construída em 1941 para esse fim) e alcançava a estação nova, a cerca de 500 metros naquela direção.

Histórico da Linha: O chamado tronco oeste da Paulista, um enorme ramal que parte de Itirapina até o rio Paraná, foi constituído em 1941 a partir da retificação das linhas de três ramais já existentes: os ramais de Jaú (originalmente construído pela Cia. Rio-clarense e depois por pouco tempo de propriedade da Rio Claro Railway, comprada pela Paulista em 1892), de Agudos e de Bauru. A partir desse ano, a linha, que chegava somente até Tupã, foi prolongada progressivamente até Panorama, na beira do rio Paraná, onde chegou em 1962. A substituição da bitola métrica pela larga também foi feita progressivamente, bem como a eletrificação da linha, que alcançou seu ponto máximo em 1952, em Cabrália Paulista. Em 1976, já com a linha sob administração da FEPASA, o trecho entre Bauru e Garça que passava pelo sul da serra das Esmeraldas, foi retificado, suprimindo-se uma série de estações e deixando-se a eletrificação até Bauru somente. Trens de passageiros percorreram a linha até fevereiro de 2001.

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  • Curiosidades

Fazenda de Água

Jaú tem, provavelmente, a única fazenda produtora de água do Brasil. Trata-se da Fazenda Borralho, de mais ou menos 70 alqueires, no município de Mineiros do tiête, comprada pela Prefeitura de Jaú, em 1911, na gestão do Coronel José Veríssimo Romão.

Situada a uma altura de 700 metros em sua nascente, a água da fazenda Borralho é canalizada para Jaú, que está a 510 metros, por declive, através de 27 Km de tubos de aço de 6 polegadas comprados na Alemanha. Nunca houve até hoje um vasamento sequer neste sistema.

A água da fazenda Borralho abastece uma caixa de 1.000.000 de litros na Av. Zezinho Magalhães, na Vila Sampaio.

Cano Torto



Construído no século passado para dar de beber às tropas e aos tropeiros que vinham do sertão, o cano torto despejava água num bebedouro em forma de concha, próximo ao rio Jaú, hoje rua Tenete Lopes. Diz a lenda que os tropeiros que bebiam daquela água, voltavam para o povoado, para ficar. "Quem bebe água do 'canão' um dia volta", diziam os moradores. Moças solteiras a procura de marido, usando a astúcia feminina, aproveitavam-se da lenda, guardavam em casa uma garrafa com água do "canão"e serviam aos namorados forateiros. Mais tarde serviu para o banho de formatura dos alunos da Academia e dos atiradores do tiro de Guerra.

Agricultura

Propr. Agric. Existentes - 909
Propr. Agric. com menos de 20 alqueires - 660
Propr. Agric. de 20 a 50 alqueires - 99
Propr. Agric. de 50 a 100 alqueires - 79
Propr. Agric. de 100 a 200 alqueires - 49
Propr. Agric. de 200 a 500 alqueires - 17
Propr. Agric. de mais de 500 alqueires - 5

Variedade de culturas praticadas: Feijão, abacaxi, algodão, arroz, cana de açúcar, mamona, mandioca, milho, café, banana e laranja.

Valor global aproximado das propriedades agrícolas: Cr$ 145.806.480,00.

Comércio

Número de firmas taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 592.

Relação das consideradas grandes firmas:

Ferragens: D. Peccioli & Cia., Paulo Campana & Cia. Ltda., Braz Domingos Rossi, Humberto Campana, Tomás Divanna.

Padaria e Confeitaria: Wladomiro Nunes Teixeira, Pérsio Verdine, Irmãos Nadaleto, Viúva Mário Fantim Bernini, Antônio Canho Romero, Valentim Zanuto, Irmãos Beroni, Aroni & Ariello. Fazendas e Armarinhos: Artur Lundgren & Cia. Ltda., Galeria Paulista de Modas Ltda., Daca & Cia., Abrão Alterman, Jacob Choichit, Jorge Abad, Calil S. Abid, Abran Chain Dikszteyn, Nassib Letaif & Sobrinho, Messemberg & Cia. Ltda., L. Daghlian & Cia. Artigos de Couro: Salvador Constantino, Antônio Grassi, B. R. Muzegante, Alcides Bernarde, Artur Bernardi, Júlio Carboni, Pena & Cia. Ltda., V. Gaeta & Cia., Roberto Crosera & Irmãos, Onofre Veronezi.

Rádios: Alberto Marmes Filho, Licurgo Capinzaiki, Pedro B. Migliorini, Ricardo Auler Neto, Pedro Kazcmareck.

Calçados: Contador & Irmãos Ltda., A. Imperatriz, Jacinto Barrientos, Narciso Murighi & Filho, Antenor de Campos.

Secos e Molhados: Comércio e Indústria Irmãos Gonçales Ltda., Irmãos Cury & Cia. Ltda., J. Sanzogo & Cia. Ltda., Francisco Alegro, Irmãos Abdla, Manuel Domingues, Filhos & Cia., Nomitala Felício Bauab, Nassif Miguel, Rames Arradi & Cia.

Material Elétrico: Adones Maitino, Roque Maitino, Francisco Canho, Ricardo Auler Neto,. Pedro B. Magliorini, Paulo Campana & Cia. Ltda., Braz Domingos Rossi, Alberto Mamed Filho. Bebidas: João Lorenzon, Manuel Domingues & Filho, Irmãos Pavanelli.

Veículos: Amaral & Cia. Ltda., Sociedade Jauense de Automóveis Cia. Ltda., Paulo Fiorelli & Filhos, Marchezan, Padovam & Cia. Ltda., Mário Giovanargi, Besed Nunes Nassif, José Berber & Irmãos, João Montebeler, Augusto Guidon, Atílio Bertoldi. Marmoraria: Antônio da Costa Figueiredo, Alfredo Piva, Zago e Lourenção.

Alfaiataria: Ricardo Bagaiolo, Rodolpho Martinelli, Ivo Crozera, Hugo Pascolat, Pedro Migliorini, Salvador Bien, Gildo Gambarini, Tosseli C. Callis, Olivo Frissina, José Clemente da Silva, Gambarini & Delucio.

Livraria: Cláudio Martins Dias, Floret & Cia., Vergas & Irmãos, Irmãos Vicente.

Roupas Feitas: Francisco Padroni, Rodolfo Magnani, Henrique Mindrusz & Filhos, Jerônimo Issler, Grerch Zeiman. Frios: Izack Bogikian, Nunes Crespo Ltda.

Açougue: Lázaro Xavier de Mendonça, Ricardo D’Alpino, Pedro Anselmo, Alcides Ítalo Bressan, Ernesto Gatto, J. Xavier Pereira. Bares e Sorveterias: Wladomiro Nunes Teixeira, Vinício Frangipani, Orlando Loto, Nosralla & Cia., Cacildo Pereira, Miguel de Oliveira Rosela, José Garcia.

Indústria

Número de indústrias tachadas no imposto de indústrias e profissões: 244.

Número de operários trabalhando nas indústrias: 14.848.

Capital invertido na indústria no município: Cr$ 30.053.207,00.

Relação das consideradas grandes indústrias:

Fiação: Companhia Jauense de Fiação S. A.

Extração de Óleos Vegetais: Mamona Sociedade Industrial Ltda., Usina de Óleos Vegetais Ltda. Produtos Alimentícios: S.A. Massas Alimentíocias Mezzei, Gazzoli Comércio e Indústria Ltda., Luís Guiduli.

Fundição: De Fávero & Paula, Irmãos Maziero Ltda., Sartori & Moreto.

Fábrica de Calçados: Diogo Sanches, Emílio Dominiconi, Francisco Ortigoza, Florentino Murijo, Roberto Crozera & Irmãos, Vitório Murijo.

Usina de Açúcar: Usina Diamante de Irmãos Francesche S/A.

Fábrica de Varas para pesca: Irmãos Atanásio e Pascoal Fini.

Fábrica de Bebidas: João Lorenzon, Ângelo Zugliani, Irmãos Pavanelli, Indústria Guajubol Ltda., Olavo Pacheco de Almeida Sampaio Filho, Manuel Domingues & Filho.

Cerâmica: Pedro Muinerato, José Grossi.

Beneficiamento de produtos agrícolas: a) Café: Joaquim Ferraz de Almeida Prado e Ciro W. de Sousa Silva, Olímpia de Campos Padim e Filhos, Luciano Pacheco de Almeida Prado, Otto Teodoro Auler, Alzira Ferreira Coutinho, Benedito Ferraz de Almeida Prado, Raphael Guidugli, Afonso Mendes Braga. b) Arroz: Esperidião Soufen, Lázaro de Camargo Freitas. c) Mandioca: Empresa Melhoramentos do Jaú Ltda.

Máquinas Agrícolas: Augusto Ferrari.

Cortume: Cortume São José, Antônio Grassi, Cortume Jaú, de Salvador Constantino. Aparelhos Elétricos: Francisco Canhos, Roque Maitino.

Fábrica de Salames e seus derivados: J. Xavier Pereira, Irmãos Dalpino.

Marcenarias: Adolpho Diamante, De Lucio & Fioretti Ltda., Sálvio, Franzolin & Cia. Ltda. Fábrica de Corte para Calçados: B.R. Muzegante, Décio Piragine & Cia. Ltda., Júlio Carboni, V. Gaeta & Cia.

Lacticínios: Pereira Freitas & Cia.

Bancos

Bancos com matriz no município: Banco Melhoramentos do Jaú S/A.

Agências ou filiais de bancos no município: Banco do Brasil S/A, Banco Comercial do Estado de São Paulo S/A, Banco do Estado de São Paulo S/A, Banco Nacional da Cidade de São Paulo S/A, Banco Brasileiro para a América do Sul S/A.

Caixa Econômica Estadual

Número de Depositantes: 6.821.
Montante dos Depósitos: Cr$ 26.047.625,70.
Montante dos empréstimos feitos no município: Cr$ 100.000,00.

Coletoria Federal

Arrecadação em 1948: Cr$ 5.986.640,40.
Total da arrecadação do Imposto de Renda: Cr$ 2.279.418,90.
Idem do Selo de Educação e Saúde: Cr$ 118.741,60.

Correios e Telégrafos

Classe de Agencia: 1ª

Montante da ultima arrecadação: Cr$ 1.186.880,20.

Serviço de Reembolso Postal: Tem

Montante de arrecadação de taxas de Reembolso Postal: Cr$ 517.424,80.

Outras Agências postais existentes no município: Agência Postal de Pouso Alegre de Baixo, Agência Postal de Potunduva, Agência Postal de Iguatemi.

Estradas de Ferro

Estradas de ferro que servem o município: Companhia Paulista de Estradas de Ferro, Companhia Douradense de Estradas de Ferro.

Distância entre o município e a capital: 336 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 6 horas.

Custo de passagens entre a capital e o município: 1.ª classe, ida: Cr$ 103,00; ida e volta: Cr$ 164,80. 2.ª classe, ida: Cr$ 48,40; ida e volta: Cr$ 77,50.

Número de trens diários entre o município e a capital: 5.

Estradas de Rodagem

Estradas estaduais que cortam o município: Jaú-Barra Bonita e Jaú-Mineiros do Tietê.

Distância entre o município e a capital: 365 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 7 horas.

Estradas municipais que cortam o município: Jaú a: Pederneiras, Itapú, Bariri, Bocaina, Dourado, Figueira, Macatuba, Potunduva, Pouso Alegre, Falcão Filho.

Transportes Rodoviários: Linhas de ônibus: 8; servindo os seguintes municípios: Itapuí, Bariri, Pederneiras, Igaraçu, Bocaína Barra Mansa e Dois Córregos, Empresa de Transportes de Cargas: Rodovia Jaú-São Paulo-Rio de Janeiro de Artur de Barros.

Aviação

Localização do campo de pouso: A 4 quilômetros do centro da cidade, direção Sul.

Número de pistas: 2. Uma com 1 080 metros e outra com 1.100, estando esta última abandonada.

Capacidade de pistas e tipo: Capacidade: Aviões DC-3. Tipo: terra melhorada.

Aero Clube: Tem.

Numero de aviações de treinamento: Três CAP-4 e um Piper.

Alunos Inscritos: 24.

Pilotos já brevetados: 22.

Orçamento Municipal

Orçamento municipal para 1949: Cr$ 3.700.000,00.
Arrecadação em 1948: Cr$ 3.358.085,20.
Despesas em 1948: Cr$ 3.347.438,50.

Informações Político - Administrativas

Atual prefeito municipal: Osório Ribeiro de Barros Neves.

Vereadores municipais: Álvaro Campana, Álvaro Gomes dos Reis, Amauri Barroso de Sousa, Ângelo Ronchesel, Antônio Capinzaiki, Artur dos Santos, Atílio Silveira Prado, Benedito de Assis, Décio P. de Almeida Prado, Edmur Rossi, Ernesto Pires de Campos, Francisco Canhos, José Grossi, José M. de Almeida Prado, Mário da Silva Pacheco, Mário Franceschi, Osvaldo B. Toffano, Osvaldo Galvão de França, Tomas Gazzoli, Tito Sampaio Ferraz.

Número de eleitores qualificados: 9.088.

Zona eleitoral: 63.ª.

Seções eleitorais: 24.

Número de eleitores que compareceram ao último pleito: 6.574.

Educação

Escolas secundárias: Academia de Comércio Horácio Berlinck, Escola Industrial “Joaquim Ferreira do Amaral”, Colégio Municipal e Seminário Premonstratense, Ginásio Estadual e Escola Normal Oficial, Ginásio e Escola Normal Livre São José.

Escolas primárias: grupos escolares: 7, sendo 5 no distrito da sede e 2 no distrito de Potunduva; particulares: 3; número de alunos matriculados: 2.228.

Escolas isoladas: Mantidas pelo Estado: 26; pelo Município: 16. Número de aunos matriculados: 1.945.

Alfabetização em adultos: número de cursos: 20matriculados: 420

Associações culturais: Casa de Cultura de Jaú, Grêmio Estudantino Horácio Berlinck, Grêmio Estudantino Horácio Silveira, Grêmio Estudantino do Colégio Municipal, Grêmio Estudantino do Ginásio Estadual.

Associações esportivas: Esporte Clube XV de Novembro, Sociedade de Amadores de Pesca e caça Manuel Porto, Atlético Clube Guarani, Jaú Cestobol Clube, Esporte Clube América. Associação Atlética Palmeiras.

Associação profissionais: Sindicato do Comércio Varejista de Jaú, Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Jaú, Associação dos Fazendeiros da Zona de Jaú.

Saúde

Hospitais existentes no município: Santa Casa de Misericórdia de Jaú, Hospital Sant’anna da Maternidade de Jaú, Casa de Saúde São José, Instituto Santa Luzia. Mantidos por instituições beneficentes: Santa Casa de Misericórdia de Jaú.

Subvenções que recebem: municipal: Cr$ 15.000,00; estadual: Cr$ 95.793,00; federal: Cr$ 226.770,00.

Creches: Casa da Criança.

Serviços de Saúde: Centro de Saúde de Jaú, Posto de Puericultura de Jaú, mantidos pelo Governo Estadual.

Montante de arrecadação do selo de educação e saúde no último exercício: Cr$ 118.741,60.

Verbas federais aplicadas nesse setor no último exercício: Cr$ 226.770,00.

Informaçôes Urbanas

Número de prédios existentes: 3.673.

Edifícios públicos: Prefeitura Municipal, Fórum, Igreja Nossa Senhora do Patrocínio, Grupos Escolares Dr. Domingos de Magalhães, Major Prado Dr. Pádua Sales, Santa Casa de Misericórdia de Jaú, Colégio Municipal, Ginásio e Escola Normal Livre São José.

Número de ruas: 48. Avenidas e Alamedas: 5.

Número de praças: 8.

Número de jardins: 1.

Hotéis: Grande Hotel Ovídio, Central, Paulista, São José, União, Ferrari, Pensões: Levy, Aurora, Familiar.

Imprensa: “Comércio de Jaú”, fundado em 1903. Proprietário: Empresa Comércio de Jaú Ltda. “Letras da Província”, fundado em 1949. Proprietário: Casas de Cultura de Limeira e Jaú; “Nosso Jornal”, fundado em 1949. Proprietário: César Pereira da Silva Machado. Periódicos Escolares: “Agabe”, “O Ginasiano”

Rádio: Rádio Juaense S/A. Prefixo PRG-7. Potência: 250 watts. Freqüência: 1.010 Kc/s.

Veículos licenciados: a motor: 505; tração animal: 1085.

Monumentos: Obelisco Comemorativo a passagem do século, obelisco comemorativo ao vôo do aviador Ribeiro de Barros, herma do Dr. Antônio José Lopes Rodrigues.

Serviços Públicos

Abastecimento de água: Serviço da Prefeitura Municipal, ligado a 3.287 prédios.

Rede de esgoto: Serviço da Prefeitura Municipal, ligado a 1.894 prédios.

Iluminação: A cargo Cia. Paulista de Força e Luz.

Energia elétrica: Fornecida pela mesma empresa.

Telefones: Serviço da Cia. Telefônica Brasileira, com 764 aparelhos ligados.

Calçamento: A cidade possui uma área de pavimentação de 169.575 m2.

Matadouro Municipal: 1, em ótimas condições.

Cemitérios: Cemitério Municipal da sede, Cemitério Municiapal de Potunduva.

Bibliotecas: Pública Municipal, Associação Recreativa Jauense, Grêmio Estudantino Horácio Berlinck, Jaú Clube, Grêmio Paulista, Escola Industrial “Joaquim Ferreira do Amaral”, Colégio São Norberto, Escola Normal Livre São José, Prof. Erasmo Braga, Humberto de Campos.

Museus: Colégio Municipal.

Guarda noturna: Mantida pela população e Prefeitura e Fiscalizada pela Delegacia de Polícia.

Informações Religiosas

Organização da Igreja Católica: Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, Paróquia de São Sebastião, Paróquia de Santa Cruz. Igrejas capelas subordinadas a essas paróquias: Igreja de São Benedito, Igreja de Santo Antônio, Capela de São Vicente de Paula, Capela do Sagrado Coração de Jesus, Capela de são Norberto, Capela de São José, Capela de Iguatemi, Capela de Santa Luzia.

Obras assistenciais mantidas pela Igreja Católica: Casa da Criança, Vila São Vicente, Asilo da Imaculada Conceição, Asilo de Mendicidade São Lourenço, Santa Casa de Misericórdia de Jaú.

Organização da Igreja Protestante: Igreja Cristã Presbiteriana, Igreja Presbiteriana, Congregação Cristã do Brasil.

Organização dos Centros Espíritas: Centro Espírita Verdade e Luz.

Informações Diversas

Médicos: Drs. Ivo Cavalcanti Neto, Orêncio Máximo de Carvalho, Luciano Aléssio Massola, Nehas Jorge Cury, Lciano Pacheco de Almeida Prado Neto, Oscar Sajovic, Tito Sampaio Ferraz, Homero de oliveira Ribeiro, José Geraldo Mourisco, Cirus Ferraz Marinis, Newton Ferraz de Marinis, Pedro Brandão, Benedito Viana Aguiar, Lauro Carvalhais de Paiva, João de Almeida Bastos, Alfredo Ramos Bastos, Adib Mussi, Hugo Gaeta, Júlio Petrarolli, Antônio Pereira do Amaral Carvalho, Afonso Mendes Braga.

Engenheiros: Drs. Renato Masiero, Osvaldo de Toledo Barros, Rui Ferraz Costa, José Alves Negrão, Lincoln Soares Reinhardt, Dilermano Vasconcelos Romão, Héli de Morais, Mário Ferraz de Magalhães, Hotone Guimarães Fernandes.

Dentistas: Drs. Paulo Martins, Edmur Rossi, Wilb Rossi Viana Aguiar, Raul Aguiar, Paulo Viana Aguiar, Roberto B. Aguiar, Antônio Abdo, Joaquim Vitor Rodrigues, Benedito Almeida Pacheco, Haylgton Toledo de Callis, Saul Galvão França, Odilon Cotrin, Efrain Ferraz Silveira, Olímpio Ferraz de Almeida, Antônio Rodrigues de Almeida, Dametrif F. Mussi, Etelvino Ferraz Teixeira, Ciro Serra, Atílio Lotto, Francisco Monte Alegre Filho, Irineu Batista Teixeira.

Farmácias: Juaense Ltda., São Paulo, Drogasil Paulista, Santa Teresinha, Galeno, Coração de Jesus, Nossa Senhora Aparecida, Santo Antônio, São José, São Luís, Nossa Senhora de Lourdes, São Geraldo, São Manuel, Santa Rosa, São Pedro.

Drogarias: Drogasil Paulista, Drogal S. A.

Laboratório de análise: Centro de Saúde de Jaú, Santa Casa de Misericórdia de Jaú, Hospital Sant’Ana da maternidade de Jaú.

Instalações de Raios X: Santa Casa de Misericórdia de Jaú.

Instalações de Radiologia e Fisioterapia: Hospital Sant’Ana da Maternidade de Jaú, Santa Casa de Misericórdia de Jaú, Casa de Saúde São José, Dr. Pedro Brandão.

Teatros: Teatro Municipal, com capacidade para 500 pessoas.

Cinemas: Cine Jaú, com capacidade para 1.250 pessoas.

Corporações musicais: Banda Musical Carlos Gomes.

Conjuntos orquestrais: Jazz Continental, Nosso Jazz, Jazz Copacabana, Grêmio Orquestral.

Grupos de amadores teatrais: 2.