Sabado, 4 de fevereiro de 2012

 

Cannabis

 

Rideo Advocatum Qui Patrono Egeat
(Rio-me do advogado que precise de advogado)

Esta frase de São Jerônimo (Ep. 40,2) servirá de aviso para mim,
que me abalancei a embarcar em frágil canoa nas ondas
revoltas de uma empreitada que trescala lide temerária.

A pronúncia correta é "cânabis", proparoxítona e não "canábis", paroxítona, como se ouve nos salões e nos tribunais.


Nos polissílabos, se a penúltima sílaba é breve, nela não incide a acentuação: em can-na-bis, o "na" é breve. Então: CÂN-na-bis.


Se pesquisarmos com um pouco mais de cuidado, veremos que de tal palavra adveio o nosso "cânhamo", mesmo que por carona do espanhol cáñamo. Proparoxítono.


Tal lembrete talvez já bastasse para ativar o sinal de alerta na luta contra a dependência, não da maconha, mas da lei do menor esforço, vício também no campo da prosódia.

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Dúvida do leitor

* Luciana Carvalho Fonseca é adv

* Silvio Teixeira Moreira é desembargador aposentado do TJ/RJ, ex-promotor de Justiça do MP/SP, ex-professor de Latim e atualmente advogado criminal.


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Esta matéria foi colocada no ar originalmente em 31 de janeiro de 2012.
ISSN 1983-392X

 

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