Quinta-feira, 18 de setembro de 2014
  Qual era o uniforme que você vestiu ?


"Estudei no colégio Pedro II no período de 83 a 85 e o meu uniforme era idêntico ao modelito da década de 1960 (Migalhas 2.263 - 9/11/09 - "Uniforme"). E não eram permitidas minissaias!"


Claudia de Paula - escritório Saeki Advogados

 
  

"Estudei a minha toda em escola pública, lá no interior do Amazonas, na escola municipal era uma saia azul plissada, camisa de botões branca com o emblema da escola, sapatos pretos com meinhas. Na escola estadual (já no ensino médio) eram calças jeans ou saia jeans abaixo do joelho, com uma camiseta branca tipo pólo com gola azul e emblema da escola. Eu na época não gostava muito, achava meio fora de moda, gostávamos de estar sempre inovando... Ainda não tenho filhos, mas gostaria que onde estudassem tivesse essa padronização de uniformes, faz parte de uma identificação do aluno."


Maria Fernandes

 
  

"Sempre estudei, desde 1956 em escolas públicas, exceto na faculdade. Usei uniformes sempre revistados pelos professores e diretores: no primário era blusa branca e saia azul marinho, meia branca 3/4 e sapato azul marinho. Aos 'Da Caixa', ou seja aos pobres o uniforme era fornecido pela 'Caixa'. No Colegial era saia xadrezinha cinza e blusa branca (não podia aparecer o sutiã, tinha que usar um 'corpinho branco' ou uma 'combinação'). Quanto ao comprimento da saia, ajoelhava-se no chão para medir a barra. Também se usava 'saiote'. Havia também o uniforme de ginástica, saia branca preguiada, blusa branca e 'calção' azul marinho com elástico nas pernas que a gente 'enrolava' para ficar mais curto porque era muito feio... mas a aula de ginástica era separado dos meninos. Depois veio o tempo do 'Jaleco Branco' que tanto professores quanto alunos usavam. Minha irmã mais velha estudava em Colégio de freira (pago pela tia) e o uniforme era saia com corpete azul marinho e blusa branca. Havia também o 'uniforme de gala' para os desfiles de 7 de setembro etc, que era muito chic. A blusa branca era de tecido especial, fino e a saia de casimira inglesa. Usava-se bordar o distintivo da escola em todos os uniformes, conforme a graduação. Havia muito respeito entre professores e alunos e a Diretoria. E se os pais fossem chamados à escola, procuravam ouvir e orientar os filhos das recomendações. Sabia-se distinguir entre roupa de festa, roupa de escola, roupa de praia, roupa de ir a missa, roupa de passeio, roupa de gala, e tudo tem um porquê."


Sonia Castro Valsechi - OAB/SP 39.867

 
  

"Eu usava um uniforme azul céu, com o logo do Colégio e uma calça da mesma cor, com listras azuis (em tons diferentes) e tênis azul marinho (sem marca definida). Para os dias de calor, tinha uma saia de pregas azul da mesma cor e para a educação física, tinha um short azul também... O pessoal dos outros colégios próximos nos chamavam de smurfs (por causa do azul exagerado, bem da cor deles mesmo!), era um sarro..."


Priscila L. Clal Corona - escritório Euzebio Inigo Funes Advogados Associados

 
  

"Eu estudava no Ginásio Cônego Manoel Madureira na cidade de São Sebastião do Rio Preto e o meu uniforme era calça de brim cáqui e camisa da mesma cor, parecendo com o uniforme da polícia militar de Minas."


Sebastião Saturnino de Moura

 
  

"O uniforme era camisa branca, saia xadrez, 4 dedos acima do joelho, meia branca, três quartos e sapato preto, limpo."


Cecilia Padovan

 
  

"Camisa branca, saia de pregas xadrez bem miúdo cinza, sapatos pretos e meias brancas."


Fátima Kusiak

 
  

"Meu uniforme era uma camisa branca com o símbolo da escola bordado no bolso (não era permitido entrar na escola sem este bordado), saia cinza chumbo, com uma prega na frente e 4 dedos abaixo do joelho. Meias 3/4 e sapato de amarrar. Muitas meninas enrolavam o cós da saia para encurtar, mas isso era proibido."


Sara Cabrino - escritório Stüssi-Neves e Advogados

 
  

"Estudei no Colégio Rio Branco na década de 90. O uniforme era de cores azul e branca. Era permitido o uso de bermuda nas aulas de educação física, desde que seu comprimento não excede a 4 cm acima do joelho. Na portaria do colégio, ficava um inspetor fiscalizando as vestimentas. Saia, nem pensar."


Christiane Marzochi

 
  

"Fiz o Ginásio em Campo Grande, Santo Amaro, São Paulo, de 1960 a 1963. O uniforme era saia azul-marinho plissada, blusa branca e por cima o blusão vermelho e azul-marinho "Ginásio Estadual de Campo Grande". O comprimento da saia era abaixo do joelho - se as alunas se ajoelhassem, a saia tinha que descansar no chão. Mas, claro, passada a inspeção (tínhamos inspetores de alunos) era um tal de enrolarmos o cós das saias e deixá-las bem mais curtas - assistindo as aulas com esse figurino proibido. Parabéns: a idéia de perguntar dos uniformes realmente vai desencavar muitas estórias interessantíssimas. Isso que é saber fazer uma boa limonada com um limão bem azedo, que foi essa decisão absolutamente precipitada e que fere o bom senso - para dizer pouco. Abraço,"


Irene Dias da Silva Cavezzale

 
  

"Minha carreira acadêmica foi iniciada no Colégio Militar, mais especificamente no Colégio Militar de Salvador/BA durante o ensino fundamental e no Colégio Militar de Brasília durante o ensino médio. O uniforme tinha padrões militares, ou seja, nós, os alunos, tínhamos que engraxar os sapatos e lustras as fivelas dos cintos, pelo menos uma vez na semana, manter o uniforme impecável, desde os vincos das mangas da camisa e das calças até o corte de cabelo para os homens e os coques (cabelo preso) para as mulheres eram requisitos para preservação boa aparência e disciplina."


Vinícius Costa Saraiva

 
  

"Saia azul marinho, plissada, na altura dos joelhos; camisa branca, de mangas curtas; meias 3/4, brancas; sapatos pretos (modelo colegial). O Colégio era de freiras e o recato, total."


Rogéria Paula Borges Rezende Gieremek

 
  

"O meu - Padre Antonio Vieira/RJ, colégio caro - exigia dois uniformes, sendo um de verão e outro para o frio. Não desqualificava o usuário, mas a turma dos 'duros' usava só um, sempre, que era o aceito nas cerimônias solenes, uma por mês. Todo de lã, aqui no Rio..."


Itamar Roberto Tavares

 
  

"O Caso dos Cajus. Eu era novata naquela classe de 4ª série primária, do famoso Instituto 'Marden', hoje já inexistente, mas nunca esquecido. Logo que cheguei, percebi que os colegas eram conhecidos entre si, desde o Jardim da Infância, havendo até um grupinho de primos. Portanto, a única estranha era eu. Dos professores já sabia a fama: que a de Aritmética, a Dona Ester Majadas, era muito brava, que a de Português era um doce-de-coco, que a de Geografia, Dona Maura, exigia de cor todas as capitais do Brasil e do mundo e também os nomes dos principais rios etc. Com o passar dos dias, fiz amizade com Diana, a quem revelei um segredo, pedindo-lhe que o guardasse: era que a Nidinha, a mais briguenta da classe, estava indo todos os dias a minha casa, inventando desculpa para copiar os enunciados dos problemas de Matemática, mas o que ela fazia mesmo era copiar a solução deles, pois sabia que eu já fizera a minha tarefa. Para minha surpresa, no dia seguinte, em plena classe, mas antes da chegada da professora, a Nidinha me desafiou para uma briga após as aulas, dizendo em alto e bom som que ela não era coladeira e que eu inventara aquela história para aparecer! É claro que tremi na base, já antevendo que eu perderia a luta para a valentona. Senti um misto de temor e vergonha, pois era a primeira vez que eu me via diante de um confronto físico. Logo, porém, tive uma ideia. Resolvi poupar meu lanche daquele dia, dois enormes e suculentos cajus amarelos, pois sabia que essa fruta mancha o tecido e viria a calhar durante a briga. Nosso uniforme era composto de um vestido azul-marinho de saia pregueada, e mangas compridas, mas com punhos e gola tipo babadouro brancos. No fim da aula, quando a sineta tocou, foi aquele vexame: um empurra-empurra, troças, apupos, torcida dos primos de Nidinha, a Cirene, a Maria Aparecida, o Rubico Horta e o Rubão, que berravam e nos empurravam para a calçada da casa dela, que era pertinho do 'Marden'. Lá chegando, paramos e ela me disse: 'Começa!' Foi então que me dei conta, se ela me pedia para começar, que sua valentia não era tanta assim e num instante atraquei-me com ela e lhe espremi os cajus, com gosto, por sobre a gola engomada de fustão branco e por todo o uniforme. Não é preciso dizer que acabei sendo aclamada vencedora, em meio ao tumulto que se formou. Peguei minha adorada pasta nova, de couro, com chave, que fora jogada longe, e voltei para casa, apenas com alguns arranhões. Para minha surpresa, dali a uma semana, pude saborear melhor a vitória: Nidinha, obrigada por sua avó, uma senhora muito enérgica com quem morava, teve de ir à escola com o uniforme todo manchado. E foi assim, através do estratagema dos cajus, que me destaquei entre os colegas. Só fiquei muito chateada com a Diana, que revelara o segredo e, por isso, muito pesarosa, devolvi-lhe o presente que ela me dera no meu aniversário: o livro de fábulas 'A Macacada', que eu adorava ler. Ainda bem que ela, num ato de reparação, não o aceitou de volta e pude lê-lo para meus filhos, quando crianças. Mesmo agora, tanto tempo depois, releio-o para meus netos, com emoção e saudade dos colegas mardenienses e conto-lhes o caso dos cajus!"


Marília L. Rolo Duarte

 
  

"Na década de 80 meu uniforme era composto por saia de brim azul marinho com pregas e comprimento de no máximo 2 dedos acima do joelho, camiseta com timbre do colégio meias brancas e tênis azul marinho. Na educação física que era realizada em horário diferente das demais disciplinas, era camiseta do colégio, shorts vermelho com elástico e saia branca com preguinhas por cima do shorts, meias brancas e tênis branco. Uma fofura!"


Patricia Souza

 
  

"Eu estudava em um tradicional colégio católico na região serrana do Rio de Janeiro e meu uniforme era: camisa de tergal branca com o logotipo do colégio, saia azul marinho (de pregas), meias brancas e sapatos pretos."


Luciane C. Mendes

 
  

"Usei uniforme em todos os colégios que estudei, no 1º e 2º graus. Colégio Santa Marcelina: vestido de lã, xadrez miúdo em bege e marrom, sapato boneca marrom, meias 3/4 beges, blusa de algodão de manga curta bege. Casaco de lã marrom para dias frios. A saia do vestido era pregueada e seu comprimento mínimo era 4 dedos acima do joelho. Colégio Stella Maris - saia xadrez (tipo escocês) cor de vinho, camiseta branca com logotipo. Punhos e gola da camiseta eram cor de vinho. Meias 3/4 brancas, tênis ou sapato preto. A saia também era pregueada e também o comprimento mínimo era 4 dedos acima do joelho, mas, como era saia e não vestido, enrolava-se o cós após entrar no colégio pra encurtar a saia. Uniformes de ginástica eram camisetas e agasalhos nas cores do colégio (marrom num e vinho noutro)."


Valéria Terena Dias

 
  

"Estudei em escola municipal da 1ª a 4ª série. O uniforme era uma calça azul e uma camiseta de botão branca. O uniforme de educação física era todo branco, inclusive, o tênis. Depois da 5ª ao 3º colegial estudei no colégio Santista (Marista, de Santos), sendo inicialmente a calça cinza de pano, com tênis preto e meia branca e a camisa da escola com o símbolo Marista. Depois passou a ser calça azul de agasalho com a mesma camisa e tênis."


Emerson Toro de Abreu

 
  

"Camiseta com o logotipo do colégio, calça jeans escura e tênis na cor azul, vermelho ou branco."


Tatiana Oliveira

 
  

"Grupo Escolar Pinto Marques, Belém do Pará - Camisa branca com lapela, bolso do lado esquerdo com o símbolo da escola, cinto preto, calça azul marinho, meio preta e sapato preto. Meninas - Camisa branca, saia pregada azul marinho acima do joelho (belas pernas das estudantes), meia branca, sapato preto."


Antonio Olavo Gomes dos Santos

 
  

"Ia-se, no ano de 1970, ao Externato Ofélia Fonseca, curso primário de camisa manga curta branca, gravata azul marinho (elástica), meias 3/4 brancas e, no meu caso, botinhas ortopédicas."


Max Meirelles

 
  

"O meu uniforme quando fiz o curso ginasial no Ginásio Estadual prof. Antonio Alves Cruz, era calça e paletó cáqui, camisa branca, gravata preta e sapatos e meias pretos. Depois mudaram para calça azul marinho; camisa branca e uma jaqueta azul que tinha a face de um elefante atrás, branca (talvez para indicar força) e sapatos e meia pretos. Foi com este uniforme, inclusive que, comparecemos à missa de formatura, na Igreja do Calvário que está completando 70 anos e à entrega dos diplomas, à noite no salão da mesma igreja, onde fui o orador da turma."


Francisco José Bicudo Pereira

 
  

"Nos anos 80, precisamente de 1979 a 1981, o jaleco era indispensável no Colégio Estadual do Paraná."


Ariel B. Castro

 
  

"Êta saudades daquele meu Colégio São Francisco, em Teófilo Otoni. Menino ainda, no antigo primário, nosso uniforme era camisa branca, calça curta azul marinho, sapatos pretos e meias brancas, um avental (sem padrão de cor/modelo). Agora, o mais interessante, antes de entrar na sala de aula tínhamos que por uns sapatos de pano (para evitar arranhar o chão brilhante da sala ou outro motivo? Até hoje não sei). Saudações americanas (do América Futebol Clube, de Belo Horizonte)."


Ramiro Alberto Guedes Barreiros

 
  

"Em São Paulo, nos bons anos de 1977, eu, então com sete anos de idade, cursava a 'primeira série do primário' e ia à escola todos os dias de calças azuis-marinho de tergal impecavelmente vincadas pela minha cuidadosa mãe; a camisa era branca, com colarinhos formosamente passados, e nela havia a insígnia da EEPG Humberto de Campos estampada no bolso esquerdo. No ano seguinte mudei para a EEPSG Francisca Bueno Teixeira de Camargo – carinhosamente chamada de 'Chiquinha' pelos alunos e pelos professores – e então passei a utilizar apenas um avental branco (como um jaleco) por sobre as roupas 'de baixo' (geralmente eram 'calças de brim', como se costumava dizer naquela época, e camisetas) uniforme que me acompanhou até a sétima série – orgulhosamente, ali eu já estava no 'ginasial'. Depois, já em 1984, mudei-me com a família para Mogi das Cruzes e freqüentei a 'oitava série' da saudosa EE Dr. Washington Luis. Lá, bastava só uma camiseta com o nome da escola impressa. Essa foi a última vez. Depois, no 'colégio', isso de uniforme escolar não era mais regra e então qualquer roupa podia."


Márcio Britto Costa

 
  

"Migalheiros, estudei desde o maternal até o 3º colegial no Colégio I.L. Peretez (Colégio Israelita Isaac Leon Peretz). Lá a questão do uniforme era - e sei que ainda o é -, muita severa. Lembro-me bem que no Ginásio, as meninas não podiam usar calças compridas. Somente saias pregueadas - eram lindas, xadrez preto e branco -, camisa com botões e bolso lateral esquerdo com o logotipo do Colégio, meias branca 3/4 (até o joelho) e sapato (tipo vulcabrás ) preto. O uso de tênis somente para as aulas de ginástica."


Taube Goldenberg

 
  

"Moro em Florianópolis e estudei no Colégio Coração de Jesus - também conhecido pela tão familiar sigla CCJ -, dirigido por freiras, e, à minha época, o rigor exigido de nossos uniformes não dava espaço sequer a meias que não brancas, combinando com tênis e calça ou saia plissada bordô e camiseta branca. Mas o problema não era a cor do uniforme, e sim, o apelido dado pelos estudantes de outros colégios a nós: beterrabas! Hoje, de bordô, depois de 12 anos usando bendita cor, só me apraz o vinho... Um brinde à hipocrisia da Uniban (ou seria Taliban?)!"


Sarita Andrade

 
  

"O uniforme feminino era saia na altura dos joelhos e camiseta com o logotipo da escola. Calça comprida somente por baixo da saia. Era aquela 'elegância', chegávamos de calça até a porta do colégio, tirávamos a saia toda amarrotada da mochila, vestindo por cima da calça."


Priscila Raquel Kather Oliveira

 
  

"Estudei na Fundação Bradesco/RJ, de 1987 a 1994 e, pelo menos na época, eles eram rigorosíssimos com o controle dos uniformes dos alunos. Os alunos se vestiam com a camisa do colégio, calça de elanca azul marinho, estilo a do modelo Adidas, tênis de lona azul marinho ('bamba'), e camisa para dentro, sendo todas as peças fornecidas pelo colégio gratuitamente, assim como lanche, material didático, cadernos, canetas, etc. No frio, usávamos o casaco no mesmo modelo da calça, com o símbolo do colégio. No segundo grau, aluna do CEFET e MV-1, o rigor passou a ser menor. No MV-1 não usávamos uniforme, enquanto no CEFET, apenas o jaleco e a blusa, com o símbolo e o nome do curso."


Amanda de Abreu Cerqueira Carneiro - OAB/RJ 137.423

 
  

"O meu uniforme, que enverguei durante a minha memorável passagem pelo Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, pouco mudou das fotos postadas por Migalhas, referente ao ano de 1960. Ou seja, em plena virada de século (período em que concluí o ensino fundamental e o médio no 'Pedrão'), ainda as inspetoras e coordenadoras conferiam aluno por aluno para que a tradição fosse mantida. Na época, como bons garotos, reclamávamos, mas o orgulho de sair à rua com o distintivo (chamado de 'emblema') do Colégio mais tradicional do país, era indescritível."


Guilherme Zamith - advogado

 
  

"Estudei no ginásio noturno 'Regente Feijó', de Itu, o chamado 'Ginásio do Estado'. Aulas das 19h até 23 h, segunda a sexta. Camisa bege com gola, no calor podia ser curta, porém sempre de gravata. Calça cáqui. Sapatos marrons e bem engraxados. Sem uniforme não entrava na classe. Um dia - eu ia de bicicleta ao ginásio, como tantos garotos da minha idade - esqueci de retirar as presilhas que prendiam a barra da calça, pra não enroscar na corrente da bicicleta. Levei um ‘pito' do professor do qual jamais me esqueci."


Lázaro Piunti - Itu/SP

 
  

"De gosto duvidoso, para dizer o mínimo, estudei em colégio do Estado onde, obrigatoriamente, comparecia vestida com uma camisa de mangas curtas branca, de gola redonda, saia de tergal cinza chumbo com uma prega macho na frente e no máximo 4 dedos acima dos joelhos, cinto vermelho, meias 3/4 brancas e sapatos pretos. Qualquer peça que não estivesse de acordo impedia o acesso à escola."


Vera Albuquerque - escritório Fulan e Gonçalves Advogados Associados

 
  

"Vestia com muito orgulho o uniforme nos moldes do de 1957, a diferença era que a saia era pregueada desde a cintura com coes mais estreito e era um pouco abaixo do joelho,- não tenho trauma algum por ter vestido uniforme. Mas, como muda-se os tempos e as formas de viver, só não se muda a ética e o coração do ser humano, quando ele é puro e bom."


Neusa Maria Arize Passos

 
  

"Tive o privilégio de estudar os cursos ginasial e científico no memorável e inesquecível 'Colégio Estadual Presidente Roosevelt', ali na rua São Joaquim, no bairro da Liberdade. E o uniforme padrão era calça azul marinho, camisa branca e blusão do colégio. Modelo análogo para as meninas, com saia e blusa nas cores acima aludidas. Ainda que houvesse alguma queixa por esse padrão rigoroso no traje, dificilmente existia qualquer quebra desse intransigente protocolo, uma vez que uniformizada a todos os educandos com o mesmo padrão e impedia que houvesse extrapolação na exibição do vestuário. E também, que ninguém trajasse vestes inadequadas e inconvenientes para um ambiente escolar. Detalhe que, infelizmente, se tornou moda nos ambientes escolares hoje em dia."


Clênio Falcão Lins Caldas

 
  

"'Pior a emenda do que o soneto'. 'O hábito não faz o monge'. O que poderíamos dizer do infeliz desenlace de prosaica questão. Utilizei o uniforme espelhado nas fotos do Colégio Pedro II, da década de 60. Se observarmos o comprimento das saias dos idos de 1957, do Colégio Renascença em relação ao do Colégio Pedro II em 1960, caberia perguntar: O que foi que encolheu as saias ou a mentalidade dos dirigentes da UNIBAN?"


Paulo Dias

 
  

"Estudei da 1ª à 8ª série (1982/1990) no Colégio Santa Lucia Filippini. O uniforme era saia plissada cor cinza escuro, camiseta branca com gola vermelha, meia branca e sapato boneca."


Claudia Bocoli

 
  

"No Ginásio Estadual Alexandre de Gusmão, usei farda cáqui!"


Sidney Apocalypse

 
  

"Vesti o uniforme da escola primária pública - RJ - e na adolescência o uniforme do Colégio Maria Imaculada/RJ - na década de 70, o qual lembrava o uniforme da N.S.do Sion/SP - esse ilustrado nas fotos da matéria de vocês. Ou seja, o meu uniforme era uma versão mais curta desse - não podia ser tão curta - até porque o que mais me lembro era a trabalheira que dava para desamarrar uma faixa que também compunha o uniforme, abrir a saia no cós e enrolar esse cós até ficar bem curta. Claro que somente executava esse trabalho todos os dias ao sair de casa e na saída do colégio, sendo que a terceira vez que tinha todo o trabalho era na esquina da entrada do Colégio só que para abaixar o comprimento da saia e entrar linda e 'santa!' com a saia da maneira que as madres do colégio desejavam. E olha que sempre fui católica, mas sempre gostei de saia curta."


Maria Aparecida Araujo

 
  

"O uniforme que era exigido inclusive nas escolas pública, para os quais o governo não reservava recursos para vestir os carentes, era um pesadelo para os pais naqueles tempos quando a diferença entre ricos e pobres era bem maior e os bens de consumo da classe desfavorecida se restringia mais à sobrevivência. Eu estudei o antigo curso ginasial graças a uma bolsa de estudo que ganhei por ter sido um aluno exemplar no grupo escolar. Ganhava um conjunto de uniforme para todo o ano: calça, camisa e sapato. Tinha que durar o ano inteiro o que fazia a minha mãe cuidar daquela peça de roupa com muito carinho. O par de sapatos ao fim da jornada, por não ser de boa qualidade, começava a abrir nas costuras e eu com um barbante fino o costurava para não ficar com os pés à mostra. Essa lembrança que eu conto para os meus filhos, que hoje graças a Deus posso dar -lhes muito mais, ficou marcada. Por isso sou contra os uniformes. E, se a escola exigir que então os dê para aqueles que como eu naqueles tempos hoje ainda não consegue comprar. Um governador de Minas, que não me lembro o nome, editou uma lei sobre isso: nenhum aluno poderia ser mandado de volta para casa se não estivesse uniformizado e o diretor que desejasse isso deveria então reservar uma verba para compra dessas vestimentas para os alunos menos abastados. Isso é Justiça!"


Gilberto Lemes

 
  

"Uniformes sempre existiram, mas... 

Vestida de azul e branco
Trazendo um sorriso franco
No rostinho encantador
Minha linda Normalista
Rapidamente conquista
Meu coração sofredor

Dá para imaginar uma Normalista que não estivesse trajando azul e branco. Certamente não teria inspirado Benedito Lacerda e David Nasser a escrever esta consagrada canção imortalizada pelo saudoso Nelson Gonçalves. E pensa que não faz muito tempo tentaram mudar para ...vermelho... Que horror!"


José Carlos Zulques

 
  

"Estudei em colégio católico de irmãs da congregação dominicana nos meados da década de 80. Nosso uniforme era calça de tergal azul marinho e camisa manga curta branca. As meninas usavam saia de prega da mesma cor abaixo do joelho. A briga era justamente o cumprimento das saias."


João Carlos de Rezende Sáber

 
  

"Guarda-pó branco no primário, calça jeans e camiseta branca no ginásio, e camiseta do colégio no segundo grau. Após isso, ao meu gosto. O que acho bastante natural e socialmente aceitável para jovens adultos maiores de idade. Isso até esse episódio dantesco da Uniban. Aliás, a excelente coletânea de fotos do Migalhas não retrata nenhum ser humano do terceiro grau uniformizado. Que não se avance agora nesse retrocesso."


Paulo Dawid

 
  

"Estudei o ginásio no colégio interno Santa Rita de Cássia de freiras alemãs na cidade de Areia, na Paraíba. O meu uniforme era composto de saia pregueada azul marinho, camisa branca, sapato preto e meias brancas. Avental cinza e azul somente para as internas. As alunas do externato não usavam avental. Meu segundo grau estudei no Liceu Paraibano, também era uniforme composto de saia azul marinho, blusa branca e sapato fechado preto. No curso de Direito na Universidade Federal da Paraíba a vestimenta era a vontade."


Maria Iris Santos Coelho

 
  

"Entrei no Grupo Escolar de São Bernardo, hoje EEPSG Maria Iracema Munhoz, em 1943, terminando o primário em 1946. Andava descalço e não usava uniforme. 1947 fiz 5º ano, calça curta azul e camisa branca. 1949 a 1952 cursei o ginásio no hoje I.E.Américo Brasiliense, em Santo André - uniforme cáqui, camisa branca, das escolas estaduais, exigidos sapatos pretos polidos e meias brancas limpas, ou éramos barrados na entrada! Tanto no Grupo Escolar como no ginásio a professora ou professor, de quando em quando, passava pelo corredor e chamava a atenção de quem se denotava falta de banho, geralmente no pescoço e nas orelhas. Também dedicavam uma ou outra aula para conselhos sobre higiene e alimentação, leitura e exercícios físicos. As escolas se preocupavam em, ao tempo em que instruíam, educar."


Nevino Antonio Rocco – OAB/SP 12.902

 
  

"1964/1966 - Científico no Colégio Estadual de Mato Grosso em Cuiabá - Obrigatório para entrar e assistir às aulas: Sapato e meias pretas - Calça cáqui e camisa cáqui (mais clara) com gravata preta e quepe. (A calça e a camisa eram semelhantes ao uniforme da Polícia Militar de e alguns Estados)."


Antonio Carlos de Abreu

 
  

"Lembro-me que no ginásio (hoje 6ª a 8ª série do ensino fundamental) usávamos calça social azul marinho, e camisas brancas. Para as meninas: saia pregueadas e impecáveis, abaixo do joelho; aí vem o detalhe: lembro que muitas garotas faziam várias dobras no cós da saia, deixando-as agradavelmente mais curtas, e nenhuma delas, mesmo sendo em 1966, foram jamais molestadas por isso pelos colegas."


Idevam Inácio de Paula

 
  

"Saia azul pregueada e blusa branca com gravatinha e fita branca na cabeça, sapato preto e meias 3/4!"


Meire Naumovs

 
  

"Sr. redator, me Lembro com saudades que meus uniformes no Grupo Escolar Dr. Cândido Lobo e no Colégio e Escola Normal Estadual Fernando Magalhães, na cidade de Caconde/SP, eram compostos de calça azul-marinho, camisa branca, no bolso bordado o emblema do colégio e sapato 752 da Vulcabrás. Obrigado por me fazer recordar de um período tão especial de minha vida."


Francisco Sérgio Bocamino Rodrigues

 
  

"Em vários anos o uniforme se resumia a um jaleco branco com o símbolo da escola no bolso."


Rinaldo Rodrigues

 
  

"O meu uniforme lá pelos idos de 1964... era saia de pregas cor de vinho, camiseta branca, meias até os joelhos e sapato preto engraxadíssimo, ale do blusão cor de vinho com o nome do colégio. Todas as meninas enrolavam as saias para que ficassem mais curtas, e era um horror, pois as pregas ficavam desajeitadas, a cintura com aquele rolo,...mas que a gente dobrava, ah isso a gente fazia mesmo. Já no colegial, usava jaleco Branco, que normalmente era colocado somente aos 23 segundos da entrada, pois nós, as meninas, queríamos ficar bonitas, e daí? Até o Rei Roberto Carlos gostava e cantou em verso e prosa: 'Essa garota e papo firme,... ela adora uma praia e só anda de minissaia...' Fico pensando, que tipo de profissionais essa Uniban esta formando? Como o mercado vai selecionar os estimados alunos para a entrada no mercado do Turismo! Lamentável."


Arlete Travasso da Costa

 
  

"No grupo escolar, de 1952 a 1955, o uniforma era calça curta azul, blusa branca, tendo bordado no bolso esquerdo da camisa o nome do GE Candido Rodrigues e acima do nome um risquinho para cada ano que se cursava. No Ginásio de 1956 a 1959 usava-se farda na cor caqui, sapato preto e meia branca, calça cáqui, dolman cáqui com 4 grandes bolsos, camisa branca com gravata preta e na ombreira um risco na cor branca para cada ano que se cursava, na cintura uma espécie de cinto de couro sobre o dolman. No colégio calça comprida na cor cinza, camisa manga comprida na cor palha, sapato preto meia preta."


José Geraldo Celentano

 
  

"Calças compridas de tergal das Casas Hudersfield, sapatos sociais pretos e camisa branca de tergal, mangas curtas, tendo no bolso um aplique fixado com colchetes, uma Coruja do brasão do Colégio de Aplicação da Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade Federal de Juiz de Fora."


Jorge Lanna

 
  

"Saia plissada, uniforme preto com listras amarelas e camiseta branca, e por último, uniforme azul com tênis branco - que não podia ter nenhum detalhe! E camisa pólo branca. Detalhe: no inverno, não podíamos usar blusas de frio por cima do uniforme!"


Flavia Sperduti

 
  

"Gente eu estudava em escola municipal. Traje obrigatório: saia pregueada azul marinho, com comprimento até abaixo do joelho camiseta regata e camisa branca por cima da regata, pois não podia aparecer o sutiã. Para fazer atividade física, saia pregueada Branca, shortinho vermelho com elástico na perna e camiseta branca. Pode ser mais triste."


Etel Melo

 
  

"Era muito engraçado, na minha escola primária aqui em Santos/SP - Escola Lourdes Ortiz (década de 70) morríamos de medo por ter que voltar para casa se não estivéssemos vestidas rigorosamente com: vestido branco tipo avental de enfermeira, com um distintivo da prefeitura na altura milimetricamente demarcada ao peito, fita branca nos cabelos (para prender nossas franjas, tivéssemos ou não a bendita), meia 3/4 brancas (com sol ou chuva), sapatos pretos horrorosos e pasta preta com nossos cadernos. No inverno o casaco tinha que ser marinho abotoado à frente. Se tivesse uma manchinha ou sujidade no uniforme, ou ainda distintivo despregado ou sem a fita no cabelo (como aconteceu comigo), voltávamos e ponto, sem chance! Podíamos chorar rios de lágrimas, nada comovia as inspetoras. Ai de nós! Abraços."


Maely Caxias Travassos - escritório Wadner Travassos Advocacia

 
  

"Eu vesti um uniforme no Colégio Imaculada Conceição composto de saia xadrez cinza e branco, abaixo do joelho, camisa branca e uma faixa na cintura que identificava a série da qual era aluna... A faixa servia para encurtar a saia todas as vezes que íamos para o recreio. O Colégio era da Ordem dos freis capuchinhos e tive ótima formação, tanto intelectual, como cultural e social. O forte eram os ótimos professores..."


Estela Bulau Foggetti

 
  

"Colégio Santa Marcelina, anos incríveis, a base de nossa história e, na sequência, a PUC. Uniforme de lã xadrezinha: saia abaixo, bem abaixo do joelho encontrando no meio do caminho um meião e um sapato com sola de borracha. Camisa branca de manga comprida e corpete preso por botões. Era lindo e moderno como se pode ver mas, voltando no tempo, quantas expectativas, lágrimas de alegria - também se chora de alegria - ou de tristeza e quanta ingenuidade vestia. Ah! Se nossos uniformes falassem quantas vidas poderiam mostrar. Este uniforme foi meu companheiro por fundamentais 8 anos de minha vida."


Ana Cristina Pires Villaça - escritório Thomé e Cucchi - Sociedade de Advogados

 
  

"No ginásio eu usava avental e no colégio era calça jeans e camiseta da escola. Grata,"


Edna Dias da Silva

 
  

"Independente de usar uniforme ou não (E eu usei, até na Universidade), o que valia era o asseio, respeito e o trato civilizado entre colegas e mestres. A expulsão da estudante da UNIBAN, por usar uma minissaia, só vai trazer problemas, e graves, para a UNIBAN, que deveria ter, pelo menos, dialogado com a estudante e os baderneiros. Acredito que a própria aluna pensaria melhor sobre o assunto. Agora é esperar uma ação milionária, por danos morais e materiais. Como a moça é exuberante, que me desculpem as feministas, poderão surgir oportunidades irresistíveis na mídia, tornando-a a musa dos expulsos, com direito até a capa de revista."


Eduardo Augusto de Campos Pires

 
  

"Prezado jornalista, nesse lamentável incidente ocorrido na Faculdade Uniban (mais uma vez um fato deplorável serve para dar publicidade a ambas as partes) se comentou sobre vários aspectos, mas ninguém se referiu a falta de segurança que existe tanto nas escolas como nas faculdades, nas ruas em todos os lugares  (Migalhas 2.263 - 9/11/09 - "Turbação"). Nesse caso especifico a policia preferiu retirar a vitima do que prender os baderneiros. Foi mais fácil. O pior é que nem a diretoria, nem os professores e nem os alunos que  agora estão reclamando da imprensa por divulgar o fato, dizendo que não participaram da agressão verbal, nada fizeram para impedir que  os 50 bandidos colocassem em risco a integridade física de uma menina. Gostaria de parabenizar o Destak pela publicação das cartas dos alunos dessa Faculdade,  embora por elas se perceba que o problema é muito mais serio e grave, porque em nenhuma delas os alunos mostraram arrependimento pelo que fizeram ou por sua omissão, e pediram perdão. As cartas  demonstram que estes jovens ainda não avaliaram  corretamente o que fizeram, e isso é alarmante. Agradeço sua atenção. Um grande abraço,"


Maria Gilka Bastos da Cunha

 
  

"Universidade ou perversidade? A decisão dessa dita instituição de ensino, ao expulsar uma aluna por vestimenta agressiva - trajava saia - cairia bem em terras do Taleban. Apenas para relembrar 'taleban' significa, em pashtu, estudante. A pergunta é a seguinte: ficará por isso? Ou teremos que assistir no futuro a expulsão de outras mulheres, essas vestidas com a burka. Das faculdades talebans, as madrassas, surgiram ensinamentos bestiais como aqueles em o que sexo com mulheres só serve à reprodução ou que o prazer sexual se desenvolve na prática do homossexualismo, especialmente entre mestre e pupilos."


Alexandre Thiollier - escritório Thiollier e Advogados

 
  

"Deveras assustador o comportamento dos jovens da Uniban. O termo 'bestialidade' foi corretamente empregado, tanto para se referir aos alunos como à direção da faculdade (Migalhas 2.263 - 9/11/09 - "Turbação"). O erro da jovem foi o de não se vestir adequadamente para participar de uma aula. Mas seus algozes foram muito mais longe, ofendendo sua moral, quase causando uma lesão corporal, sem que motivo justo (ou justificável) pudesse ser alegado. A direção da Uniban, por sua vez, tratou de piorar o que parecia péssimo, com a absurda expulsão da aluna. Se num caso de conflito entre alunos demonstra tamanho despreparo, que tipo de aluno estará produzido ali? Quais são os ensinamentos morais e éticos ministrados? Com a palavra, seus representantes."


Simone Rosa dos Santos

 
  

"Na década de 70, estudei na melhor escola pública de Jundiaí, o renomadíssimo Instituto de Educação. Ensino de altíssima qualidade. A disciplina era rígida, embora sempre déssemos um jeitinho... rs. Mas, com o uniforme não havia transigência: sapato preto, baixo; meia branca, 3/4; saia cinza, pregueada, no máximo dois dedos acima do joelho (a inspetora, D. Zilá, ficava na porta, medindo todas as saias, tentando impedir o acesso das mais espertinhas que, fora da escola, dobravam o cós ....);cinto vermelho; blusa branca; agasalho azul marinho. Esse era o uniforme que identificava a aluna da rede pública, naquela época, o que, aliás, era grande privilégio, havia até exame de admissão, tamanha a procura. Beijos a todos, boa pesquisa!"


Fatima Rubio

 
  

"Camiseta branca e calça ou bermuda azul marinho."


Ruth Carvalho

 
  

"Saia abaixo do joelho com suspensório e blusa de mangas compridas com colarinho e punho. Em uma cidade quente como Belém/PA. Amei a minha escola pela formação e informação que recebi."


Leny Silva de Carvalho

 
  

"O uniforme que eu usava quando cursei o antigo Curso Secundário Ginasial e após o Curso Clássico, no mesmo Colégio, era terno de brim 'cáqui' marrom, camisa manga curta branca, gravata na cor da série que estava cursando, sapato preto engraxado, cabelo curto, corte americano, meias pretas, e quando o Professor adentrava a sala de aula, todos tinham que levantar-se, em sinal de respeito, formava-se fila para entrar em sala de aula e cantava-se o Hino Nacional Brasileiro. Na Faculdade de Direito, assistiam-se as aulas de terno e gravata."


João Teixeira Gonçalves

 
  

"Colégio Público Estadual/SP, período: ginasial (hoje da 5ª a 8ª série) sapatos e meias - pretos calça - azul marinho camisa social - branca gravata - preta 'blusão' (tipo jaqueta/paletó) - de tecido 'shantung' (?) na cor parecida com um marrom bem claro."


João Antonio Pires de Andrade - escritório Rocamora e Andrade Advocacia

 
  

"Até 1965 era camisa branca, saia cinza, cinto vermelho, meias brancas e sapato preto bico de pato (aquele com costura no peito do pé). Após, foi um guarda-pó branco."


Cristina Floreste

 
  

"Não importa muito qual era a vestimenta, mas, com certeza era, por óbvio, igual a todos, contudo, o importante é que tinha disciplina e é o que está faltando hoje. Onde pode o pouco pode o muito."


João Bortolin

 
  

"Estudei no Colégio da Polícia Militar do Estado de São Paulo, de 1989 a 1999 onde a disciplina é muito rígida. O uniforme era simples, calça azul, camiseta branca com gola em 'V' azul. O short era permitido nas aulas de Educação Física, mas deveria ser de até quatro dedos acima do joelho, a camiseta regata também era permitida nessas aulas. Tênis azul, preto ou branco, sem nenhum tipo de detalhe. Hoje ao que sei, permite-se apenas o preto e branco. Mas, o que na época causava polêmica, eram as meias brancas... Sim, até mesmo as meias eram parte do uniforme, e se não fosse dessa forma, emitia-se advertência aos alunos. E após três advertências, a próxima punição era a temida suspensão. Nunca recebi advertência por inadequação de uniforme. E, ao ingressar na faculdade (que por coincidência me formei na mesma universidade da aluna que causou polêmica nos últimos dias), percebi a grande diferença: Os uniformes são mais baratos, mais confortáveis, e de fácil reconhecimento do corpo discente."


Renata Cristina Ribeiro da Silva

 
  

"Escrevo-lhes contando que por conta do uniforme exatamente descrito no texto principal relatado pelo Migalhas: saia abaixo do joelho, blusa engomada, meia social, sapatos engraxados e por fim... boina! chorei muito, horas à fio, ao ingressar como aluna da 1a Turma Feminina da Imperial Casa de Thomás Coelho, Colégio Militar do Rio de Janeiro. Confesso que no ingresso este fora meu grande desgosto. Mas os anos passaram e tomei um Amor Incondicional por aquele Instituto e por aquele Uniforme que confesso: chorei muito mais ao sair do que o que chorei ao entrar! Das aventuras que passei, me recordo que certa vez havia ficado no CM até às 19hs treinando e caiu um temporal terrível, com enchente. No dia seguinte teve revista de uniforme e meu sapato havia ficado com um pouco de lama, bem como o cinto não estava lustrado. Pelo cinto, atravessei a rua e pedi no bar da esquina um pedaço de Bombril. Arranhei o cinto todo e tomei um baita sermão de meu pai, pois o cinto era banhado a ouro e restou cheio de arranhões. Mas pelo sapato não escapei. Foi a primeira vez que pulei o muro do Colégio. Mas por incrível que possa parecer, pulei para dentro! Eu tinha de fazer aquela prova!Enfim, o CM foi e é ainda hoje a minha vida! Os amigos que ali fiz, as amizades que ali formei, nunca são esquecidas e por isso todo 6 de maio, dia do aniversário do CMRJ reunimo-nos todos naquela Casa a quem devo a verdadeira formação que hoje tenho e por quem sou! '

Somos, jovens, destemidos

E vibramos: a marchar

Os alunos sempre unidos

Do Colégio Militar

Nossa luta nos ensina

A vencer, a ter pujança,

E lutamos, só domina

Nosso peito a esperança..."


Fernanda Marcial

 
  

'O uniforme do ginásio, no Instituto de Educação Pirassununga, em 1954 quando entrei na primeira série, era terno cáqui, sendo o paletó com uma pence em cada lado das costas e uma faixa horizontal, marcando a cintura. Camisa branca e gravata e sapatos pretos e meia branca. O pessoal do curso científico usava igual, apenas com a gravata cor de vinho. Assim, jogávamos bola de meia durante o recreio..."


Arthur Vieira de Moraes Neto

 
  

"Sou migalheira e moradora em São Caetano do Sul, onde estudei numa escola particular, o Instituto de Ensino Sagrada Família, no ensino fundamental, até 1978. Nos primeiros anos, usávamos um avental de uma cor que se aproximava a ocre, com o brasão da escola no bolso, e sapatos pretos. Depois, o uniforme foi um conjunto de calça e blusa, também num tom que variava entre bege e ocre. A blusa parecia um colete abotoado na frente e com mangas - nada charmoso, devo reconhecer. Logo que foi implantado, não podíamos usar nada por cima, mesmo no frio. Somente por baixo do uniforme. Engraçado como isso realmente marca nossa lembrança: se fechar os olhos sou capaz de vê-lo como se fosse ontem. Mas não reclamo: a escola era maravilhosa e os professores, ímpares; especiais mesmo! Tão especiais e marcantes para mim que muitos anos depois alguns receberam nominalmente minhas homenagens, na dedicatória de minha Dissertação de Mestrado. O uniforme - que equivalia ao que hoje a moçada chama de 'pagar mico' - foi um preço bem módico face aos ensinamentos acadêmicos e de vida que eu recebi no 'Sagrada', abreviação carinhosa que utilizávamos para nos referir à escola."


Selma Aparecida Cesarin

 
  

"Bom, no antigo ensino primário (1ª a 4ª série) eu estudei em uma escola que a farda era (para as meninas) saia de pregas na cor azul, a camisa de botão branca, estilo marinheiro com aquele negocinho atrás nas costas, que não sei nome, e tanto os meninos quanto as meninas usavam gravata. Não fosse só isso, a dita gravata continha listras dependendo da série. Era muito fofinho, o que nos rendia um apelido carinhoso pela cidade: os gravatinhas. Isto no interior do Piauí!"


Maria do Socorro Costa Carvalho

 
  

"Estudei no Colégio Notre Dame de Lourdes em Cuiabá/MT, (freiras da Congregação Imaculada Conceição), era um colégio só de meninas, com uniforme singular, diferente das demais escolas da cidade: jardineira azul com emblema da escola do lado direito, e por baixo, camisa de manga curta branca, com botões na frente. A sandália tinha que ser preta de couro, modelo igual para todas. Ai de quem não fosse com a sandália do uniforme! Passava a tarde toda de castigo na biblioteca, sem assistir às aulas!"


Ticiana Aquino Amaral

 
  

"Caros amigos, estudei da primeira série ginasial até o terceiro ano colegial no 'Colégio Estadual Dr. Jorge Coury', em Piracicaba/SP. Após concluir o quarto ano do grupo escolar, prestávamos o 'vestibulinho'. Os alunos reprovados iam estudar em colégios particulares. O uniforme do Colégio Dr. Jorge Coury para os rapazes era camisa branca com monograma vermelho e as iniciais 'JC' bordada, cinta preta, calça de tergal cinza chumbo, meia cinza chumbo, sapatos pretos das marcas Passo Doble ou Vulcabrás (sempre engraxados). Outro tipo de sapato era motivo para o aluno voltar para casa com uma observação na caderneta, onde o pai ou responsável tinham que assinar. O inspetor de alunos Miguel Salles, vivo, forte e lúcido até hoje inspecionava aluno por aluno. Bastava o aluno estar de meia preta e não entrava. A camisa sempre dentro da calça. As meninas usavam o mesmo tipo de camisa(blusa), saia cinza chumbo, mais tarde passaram a usar também calças. É interessante observar que a saia tinha que ficar na altura do joelho. Dos sapatos femininos não guardo lembrança, mas com certeza não eram de saltos altos. Até acredito que eram os mesmos dos meninos, porém de um modelo feminino. Detalhe curioso, havia uma escada, os rapazes subiam primeiro e depois as meninas. Ao entrar o professor na sala de aula todos ficavam em pé. Isso foi nas décadas 60/70. Foi uma fase em que a mini saia fazia sucesso, as meninas mais ousadas, usavam de um artifício, ao saírem da escola prendiam a barra da saia logo acima dos joelhos (com alfinetes). A caderneta escolar era obrigatória para entrar no colégio, sem ela não entrávamos, tinha a foto do aluno, visível por uma janela de plástico transparente. Ela só era devolvida ao termino das aulas do dia. O controle de entrada e saída de alunos era perfeito."


João Umberto Nassif

 
  

"Meu uniforme era uma farda no estilo militar, de brim cáqui e botinas com solado de pneu que duravam o ano todo. A adoção do uniforme, no meu entendimento, além de distinguir o aluno, (tínhamos tantas estrelas no ombro qual fosse a série ginasial que cursávamos) era uma grande ajuda para o estudante na economia de roupas. Como disse antes, um conjunto de uniformes durava o ano todo e era um orgulho ostentá-lo uma vez que era muito difícil participar do grupo seleto de alunos que eram aprovados nos chamados 'exames de admissão'. Naquela época os estudos eram levados muito mais a sério (tínhamos 12 matérias por ano e provas mensais) onde a avaliação global era feita duas vezes por ano, em junho e dezembro com exames escritos e orais. Havia muitas matérias culturais que a tecnicidade do ensino atual eliminou. Hoje nosso ensino se preocupa na formação profissional deixando de lado a cultura. Isto levou à falência a cidadania do povo. Essa é minha opinião. Grato pela oportunidade."


Antonio Decio R. Guerreiro

 
  

"Meu primeiro uniforme foi uma camisa branca com botões e uma saia abaixo dos joelhos xadrez (azul e branco) com suspensórios."


Patrícia Alves Fernandes

 
  

"Sou antigo advogado. No 'meu tempo', iniciava-se a escolaridade através do curso primário, com duração de quatro anos, nos chamados grupos escolares. Estudei no Grupo Escolar General Osório, cuja diretora, de origem portuguesa, era severíssima. Tanto assim que nos desfiles de 7 de Setembro e 15 de setembro (data do aniversário de Ponta Grossa) nosso grupo conseguia, invariavelmente, o primeiro lugar, mercê do rigorismo da nossa diretora, que nos fazia ensaiar à exaustão para os desfiles. Quanto ao uniforme, usávamos um guarda-pó branco, até abaixo dos joelhos. Concluído o curso primário, havia uma espécie de vestibular denominado exame de admissão, para o ingresso no curso ginasial, de quatro anos, quando então se completava o atual ensino básico ou fundamental. Estudei no Colégio Estadual Regente Feijó, que à época contava com excelentes professores. No colégio o uniforme consistia de um conjunto de brim cáqui, composto de uma túnica de mangas compridas, botões pretos e calça comprida, sapatos pretos. Lembro-me que eram frequentes as gozações, porque esse uniforme adotado pelo colégio era idêntico ao utilizado pelos policiais em serviço. Enfim, coisas da época, mas que deixaram saudades, porque apesar de tudo, éramos jovens e quando se é jovem, tudo é belo e maravilhoso."


Cesar Luiz Tavarnaro - escritório Tavarnaro Advocacia

 
  

"Olá, o uniforme que era exigido e admirado por todos a pouco tempo atrás, era o 'caráter'. Este sim é um uniforme esquecido que mostra as claras toda a sem vergonhice e imoralidade da nossa sociedade. Mas o que importa! O importante é ser feliz, não importanto como. Atenciosamente,"


Helmar Santana

 
  

"Estudei no Colégio São José, na cidade de Santos Dumont, usava saia com pregas até os joelhos, camisa branca de mangas curtas, sapato preto e meias brancas. Nos desfiles cívicos, a camisa era de mangas compridas e gravata."


Adriane Reis Rodrigues de Medeiros

 
  

"Com todo o respeito que devo a vítima, no meu tempo e nas escolas onde passei ela receberia dos colegas apenas aplausos. Da coordenação da Escola, receberia uma discreta advertência. Certamente iria emendar-se. Usei muitos uniformes até hoje. Sempre gostei. Jamais vou gostar da ignorância. Triste prática daquele comércio, quer dizer, instituição de ensino."


Alexandre de Morais

 
  

"Até o ano de 1968, Colégio estadual Duque de Caxias. Blusa: branca; o escudo do colégio era preso no bolso, quando bordado; depois preso na gola - metálico. Saia: azul marinho ou preta, pregueada, na altura dos joelhos. Sapatos: preto. Meias: brancas. Educação física: Macaquinho flocado e saia curta pregueada colocada por cima. Tênis e meia. O arco usado nos cabelos só podia ser nas cores: preta, branca ou tartaruga. Não se usava enfeites extravagantes."


Eliete Teles de Jesus Souza

 
  

"Olá! Era muito lindo, vendo hoje, saia cinza com uma prega na frente na altura dos joelhos, camisa branca com o emblema da escola no bolso, cinto vermelho, meia 3/4 branca e sapatos pretos. Para educação física: saia de pregas branca com short vermelho e camiseta branca, tênis e meias brancas. Muito legal lembrar isso."


Edna Maria Magri Azenha

 
  

"Sr. editor, quando o sr. fez a pergunta, certamente não imaginava receber uma verdadeira pletora de opiniões e informações sobre o tema. Não vou dizer como era o uniforme que eu vestia, mesmo porque mal me lembro do que usei ontem... Entretanto, não posso deixar de notar que a esmagadora maioria dos que opinaram são do sexo dito frágil. Observo como os temas de comportamento exercem um fascínio desmedido sobre as mulheres. Eis um tema intrigante para a análise de algum antropólogo..."


José Fernandes da Silva - OAB/SP 62.327

 
  

"No meu tempo, a moda era recatada e as moças primavam pela sensatez e recato. O que a Uniban fez foi demonstrar covardia!"


Antonio Cândido Dinamarco

 
  

"Existiu e ainda existe uniforme para Instituição de Ensino, algumas de nível superior, como é o caso das Academias Militares, onde essa vestimenta, uniforme se torna necessária sob vários aspectos da unidade de comando e ordem, assim como. nas próprias Instituições civis de outrora, o uso de vestimenta adequada era obrigatória, caso dos homens, terno e gravata. Hoje em dia com a democratização liberalizada da vestimenta e da beleza o chamamento da atenção pela roupa é comum, não devendo causar espanto. Pois, queiramos ou não, somos todos consumistas do belo que é visto dessa forma livre e solta. Aceitar as diferenças é entender os outros e valorizar-se.


Plinio Bastos Arruda

 
  

"Estudei no Colégio 'Salesianos do Estoril', em Lisboa, Portugal. Uniforme? A melhor roupa contra o frio, no inverno, e a melhor contra o calor, no verão! País democratizado, livre e culto é assim que age."


Rodrigo Monteiro Martins

 
  

"No meu tempo de escola (1990-1998 - José Candido) inicialmente o uniforme era camiseta com o nome da escola e uma bermuda acima do joelho apenas 4 dedos, oportunamente tirou a obrigatoriedade da bermuda da escola, porém, não poderia ser mais curta do que os 4 dedos no joelho... Assim como comentado acima, na minha escola na turma dos meninos haveria aplausos, enquanto a diretoria imediatamente iria adverti-la a voltar para casa, isto é, se ela tivesse passado despercebida pela inspetora de alunos que ficava no portão verificando os uniformes dos alunos."


Regiane Boracini - Araçatuba/SP

 
  

"Bom usei três uniformes distintos de escolas de ensino público em São Paulo, entre os anos de 1985 e 1998. O primeiro, ainda na EMEI Quintino Bocaiúva, era um calçãozinho vermelho com elásticos nas pernas e na cintura, camiseta branca, meias brancas e conguinhas (lembram dessas?) vermelhas. O segundo, no que hoje é o Ensino Fundamental, usei na EMPG Jackson de Figueiredo, era composto de calça e blusão azul marinho com listras laterais brancas e camiseta branca com o emblema da escola. No verão as meninas podiam usar saias plissadas azul marinho na altura dos joelhos. O terceiro, já era mais moderno, no que hoje é o Ensino Médio, cursado na EESG Oswaldo Catalano, era um agasalho de tactel preto e branco e camiseta branca com emblema da escola."


Elisa da Silva

 
  

"Estudei no Sacre Couer de Marie em São Paulo, entre 1971 e 1985, quando ainda era um colégio de freiras. Na época só estudavam meninas e todas nós usávamos uma saia plissada xadrez, presa por um suspensório do mesmo tecido. A camisa era branca social e as meias, que cobriam os joelhos, deveriam ficar cobertas pela saia. Quando passávamos pelas freiras, era obrigatório lhes fazer reverência. Já na 8ª série, o colégio se modernizou e alguns poucos meninos se matricularam. Na hora da saída as meninas se amontoavam na escada em frente ao portão da Av. 9 de Julho, enrolavam as saias na cintura, até aparecer quase a calcinha, abaixavam as meias e esperavam que se enfileirassem os carros dos pais e motoristas, muitos deles já trazendo os irmãos, vindos de outros Colégios, como Santa Cruz, São Luis, Santo Américo... Uma festa ! Nos tempos desta minha querida escola, foram tantas as histórias, que nem Lygia Fagundes Telles conseguiria contar, como fez um pouco em seu livro As Meninas."


Adriana Nunes Martorelli

 
  

"Estudei por 12 maravilhosos anos (sem saudosismo), entre o 1º Primário e o 3º Científico, no Colégio Rio Branco. As meninas mudaram de uniforme várias vezes ao longo dos anos e, a partir de um certo momento, as alunas do Clássico e do Científico (como antes se subdividia o Colegial) tinham maior liberdade para trajar-se. A briga maior, segundo me lembro, era quanto ao comprimento da sais, pois em 1963 a modelo britânica Twiggy (lembram ?) introduziu a minissaia e as meninas queriam imitá-la. Para os meninos nunca houve uniforme e o problema era outro: o comprimento dos cabelos. Quem, como eu, tocava (ou agredia, melhor dizendo !) guitarra em um conjunto, sofria com o vigilante Divino (!!), que se postava na porta de entrada e media saias e cabelos. No Curso Primário, não havia problemas, pois as professoras eram, sem exceção, uns amores, chefiadas pela não menos querida e amada por todos, D. Soledade Santos, e as crianças não cometiam 'excessos' (o que quer que isso queira dizer nessa idade!). Já do Ginásio em diante, autuado em flagrante pelo Divino, o contraventor ia para a Vice-Diretoria entender-se com o vice-diretor Luiz Magalhães de Araújo, que nos tratava com a docilidade de um coice de mula e nos suspendia a torto e a direito. Ele e o Martins, seu imediato funcionário da temida 'Vice', soltavam seus respectivos recalques e ignorâncias em cima de nós. Ainda bem que havia a figura extraordinária e carismática do Diretor-Geral, o Prof. Norton Astolfo Severo Baptista, historiador de formação e humanista por vocação. O Prof. Norton sempre procurava conversar com os alunos - um exemplo de diálogo e Democracia, mesmo nos Anos de Chumbo de nossa ditadura. E, embora troçássemos do hino, nas hilárias aulas de Música, do impagável Prof. Mignone, a verdade é que tínhamos orgulho do Colégio, que era muito bom, na época, e colocava quase todos os alunos na USP até sem cursinho. O hino era:

'Salve, salve, Rio Branco altaneiro,
Fanal para os jovens tu serás,
Nome ilustre, viril e sobranceiro,
No coração de todos ficarás !'.
Mas cantávamos nossa versão parodiada:
'Salve, salve, Rio Branco maconheiro,
Banal para os jovens tu serás, [ás, ás ... - em coro]
Nome ilustre, viril e put ... ro,
No coração de todos ficarás!'. [ás, ás ... - em coro ]

Lembro-me do ambiente de respeito entre os alunos, dos alunos pelos Professores e pela Escola e do respeito de todos (Direção, Professores) pelos alunos. O que ocorreu na Universidade Taleban com a aluna de minissaia (também pudera, cobram R$ 199 a mensalidade e todos sabem a arapuca que é ..., imagine-se a 'qualidade' do corpo discente) seria impensável no querido Rio Branco."


José Cretella Neto

 
  

"Estudei no Instituto de Educação São Miguel Arcanjo, instituição administrada pelas irmãs franciscanas da providência Deus. Lá o uniforme exigido era saia xadrez azul e branca para o antigo primeiro grau, e cinza para o segundo grau, camisa banca, meia branca 3/4, sapatos pretos impecavelmente brilhantes. Para aulas de educação física a saia era branca, com uma bermudinha fofinha por baixo, camiseta branca meia e tênis totalmente branco. No inverno tínhamos um uniforme especial, alguns chamavam de uniforme de gala, com calça de lã azul marinho e cardigan também de lã azul marinho com o brasão do colégio bordado em branco. O melhor de tudo isso era que na entrada do colégio tinha uma freira especialmente designada para conferir os uniformes, ou seja, se os sapatos estavam impecáveis, se os tênis eram totalmente brancos e por fim se as saias estavam na medida certa - no máximo 4 dedos acima dos joelhos. Não sei bem o que acontecia, mas depois de passadas pela vistoria, no interior da escola, as saias subitamente encolhiam!"


Michele Mello Munhoz

 
  

"Estudei no Colégio Rio Branco, São Paulo, de 1970 a 1981... O uniforme era calça azul marinho e camisa branca com o logo do colégio no bolso, e sapato preto. Para educação física, bermuda azul marinho e camiseta regata branca e tênis branco ou azul. Já por volta de 1976 passou a ser permitido o uso de uma camiseta pólo branca, também com o logo do colégio, e já não havia a obrigatoriedade de sapato preto. Podíamos usar tênis. No colegial, 79 a 81, podíamos usar calça jeans, mas não muito desbotada, e tênis de qualquer cor, e as meninas podiam usar sandálias. Uma curiosidade: o colégio, no velho prédio da Av. Higienópolis, tinha 4 andares. Havia duas escadas: Uma para meninos e outra para meninas... Não usávamos a mesma escada..."


Paulo Menna Barreto

 
  

"Calça cor de beterraba ou saia de quatro pregas beterraba, na altura dos joelhos, camiseta branquíssima com o logo da escola, sapatos ou tênis, pretos ou brancos (sem frisos, faixas ou qualquer tipo de enfeite ou desenho - quase impossível de se encontrar). Moletom ou casaco, preto ou branco (nunca as duas cores juntas, sem qualquer desenho ou enfeite! Era mais fácil passar frio!) Quanta frescura!"


Ana Beatriz Martins

 
  

"Sempre estudei, de 1979 a 1990, na mesma e excelente escola pública da minha saudosa Sorocaba 'Manchester Paulista'. A escola? EEPSG 'João Clímaco de Camargo Pires'. Lembro-me bem que, como escola de bairro, classe média/baixa, íamos de calça jeans, tênis Ki-chute, Bamba ou Conga e um jaleco branco que chamávamos de 'guarda-pó', com o símbolo da escola no bolso... Saudades,"


André Luiz Hannickel

 
  

"No Externato Luiz Magnanini, primo irmão do Elvira Brandão, o uniforme era uma blusinha branca, saia cinza pregueada (que enrolávamos para ficar menor) e uma gravatinha curtinha horrorosa com as letras bordadas!"


Marli Gonçalves - jornalista

 
  

"De 1966 a 1968, período em que fiz o 'clássico' no Colégio Estadual de São Paulo, localizado no Parque D. Pedro II, Centro da Capital, era exigido que os alunos usassem uma gravata azul marinho sobre camisa branca, e calça cinza chumbo. Completava o uniforme um blusão cinza claro de moletom com zíper e gola, com o nome do Colégio bordado em vermelho do lado esquerdo. Me lembro como se fosse hoje que para aqueles (como eu), que tiravam a gravata para a aula de Educação Física com todo o cuidado para não desfazer o nó, a situação ficava complicada quando o nó se desmanchava. Quando entrei na São Francisco em 1969, ainda se exigia o uso da gravata, só que a essa altura eu já havia aprendido a dar o nó. Em 1971, o Diretor, Prof. J.Pinto Antunes, aboliu a gravata."


Leonardo Serra Netto Lerner

 
  

"O ensino fundamental e médio estudei em escola pública. Em primeiro lugar, no Grupo Escolar Jorge Tibiriçá, era obrigatório o uso de uniforme, saia preta até os joelhos, camisa branca com o emblema da escola bordado a mão, meias soquete e sapatos pretos. No ginasial estudei no Instituto de Educação Cásper Líbero, também era obrigatório o uso de uniforme para os estudantes do diurno, sendo a saia cinza até os joelhos, camisa branca e sapatos pretos com meias soquetes brancas. As meninas, após passarem por revista pelos inspetores de aluno, dentro da sala de aula, dobrava a saia na cintura e deixava minissaia para o deleite dos colegas do sexo masculino e dos professores. Naquela época ( década de 70) estávamos vivenciando a era da liberação sexual do ser humano.Fazer sexo sem culpa. Portanto, levei um choque cultural com o caso da moça da Uniban, pois percebi que estamos tendo um retrocesso na liberdade corporal e de expressão. Isso sem dúvida, é fruto da mentalidade que impõem leis restritivas ao cidadão, como por exemplo, a de proibição de fazer uso do cigarro em locais públicos e privados."


Regina Aparecida Miguel

 
  

"Estudei, durante boa parte da minha vida, na Escola Particular Presidente Vargas. Um colégio tradicional da cidade de Frutal, nas Minas Gerais. O uniforme, lembro-me como se fosse hoje, era calça social 'bordô', camisa branca, meias pretas e sapatos pretos. Se esse uniforme não fosse seguido a risca (por exemplo, trocar a meia preta pela branca), todos os dias, sequer entrávamos no colégio para assistir aula."


Marcos Miziara

 
  

"Na época do colégio, durante o pré e no início do ginásio usávamos saia azul marinho, camiseta branca com o símbolo do Colégio São Francisco de Assis da cidade de Bauru/SP, meias brancas e sapato preto. Recordo-me do dia em que, ao invés da tradicional meia branca, usei uma colorida e listrada, tal 'lapso' levou-me até a sala da diretoria."


Neuma Dallaqua Costa

 
  

"Estudei no colégio Externato São Francisco de Assis, o uniforme era camiseta branca e calça azul ou saia até o joelho azul ou branca... Como era bonito de se ver! Lembrando que nós meninas usávamos saias em dia que tinha aula de Educação Física, porém sem ordem do colégio e sim por iniciativa dos pais e das alunas o short por baixo da saia era comum e usual... Bons tempos em que as meninas se preservavam e os meninos tinham curiosidade saudável... Não acho normal o comportamento dos alunos da Uniban naquele dia com a aluna que não sabe se trajar... hostilizar daquela forma foi irracional e perderam a razão... ela não é santa, mas a forma como foi tratada não foi a correta!"


Whala Brito

 
  

"Preconceituosos, é o que podemos concluir da atitude que expulsou a aluna, a qual foi condenada sem direito de defesa, verdadeira violação a Constituição Federal, sem dizer aos direitos humanos, visto o princípio da não-discriminação. Muito mais grave do que o ato praticado pela aluna, de simples violação a moral, foi a reprimenda, cuja violação aos princípios que regem os Direitos Humanos, a Lei Maria da Penha, a lei Especial 8.078 e a Lei Maior do nosso Estado Democrático de Direito, CF/88."


Antonio Wilson de Morais

 
  

"Cursei o primário, o ensino médio e o colegial na Fundação Liceu Pasteur! Entre os anos de 1984 e 1996, era um dos melhores colégios de São Paulo. Uniforme todos os anos: blusa e calça azul royal, com camiseta branca. Também havia bermudas que ficavam logo acima do joelho. Quando estava no primário usava saia com pregas também logo acima do joelho. Meias brancas e tênis. Sempre havia uma inspetora para fiscalizar os alunos e algumas vezes não entravam na escola porque a meia não era branca! Mesmo com tanta implicância, o colégio era bom, disciplinava os alunos. No colegial eu e minha amiga acabamos por parar na sala do diretor por estarmos usando camiseta toda branca e não a com o emblema do colégio. Muitas vezes exagerava, mas creio que não tenha sido ruim. Não me importei jamais por ter que usar uniforme. Um abraço a todos os Migalheiros e à redação."


Cíntia M. S. Limongi

 
  

"Com sua inspiração, eu digo que:
O vestir da rapariga
- veja bem, não é intriga -
é curtinho e liberal;
muita entrada e sem final...
Quero tê-la minha amiga!...

Abraços,"


Ruben Quaresma

 
  

"Em minha infância, até os 12 anos, estudei no Colégio Integrado Global. Horrível uniforme verde (calça) e branco (camiseta) com um rostinho redondo desenhado na barriga. Para dizer a verdade não era horrível, me era muito agradável vesti-lo para ir ao colégio. Mas como bom corintiano, eu sempre neguei este fato... desde criança. Depois dos 12 estudei na Escola de Aplicação FEUSP, liberdade que só se respira na cidade universitária. Grandes tempos!"


Thiago Jose Silva de Campos

 
  

"Eu estudei no Pueri Domus Unidade Aldeia da Serra de 1990 a 1998 e o uniforme teve algumas mudanças durante esses anos. O último, que era o mais bonito, era a calça ou bermuda ou shorts azul marinho escrito na lateral Pueri Domus em branco, a camiseta ou camisa era branca escrito Pueri Domus em preto e ao lado o famoso olho símbolo da escola preenchido com as cores azul marinho e laranja. E pra quem estudou no Pueri, com certeza lembra do hino... 'Abra esse portão que eu quero entrar, para a alegria de aprender...' Saudades dos meus tempos de escola! Abraços a todos os migalheiros e ex Pueristas!"


Veronica Arias

 
  

"Muito relevante o tema; Migalhas é isso: formação e informação. Uma pena (sobre o tema), quando as autoridades implantam uma camisa cinza, feia de doer, às vezes sem as mangas e mal limpa, ou laranja e branco, idem... e o resto, bem; deixam ao gosto e condições do aluno. Calças jeans rasgada e suja, tênis de qualquer cor e/ou modelo e em qualquer estado, bonés horríveis, piercings, tiaras das mais variadas cores e modelos. Um lixo que reflete a qualidade do que aprendem nas salas de aulas. Estudei em escola pública no RJ e lembro de Dª. Maria Cláudia Afonso, a Diretora, que mantinha uma caixa escolar que tinha como prioridade vestir os que mais precisavam e ajudava, adquirindo e doando os livros pro ano letivo destes que mais precisavam. Tempo bom aqueles que até o ensino era uniforme. Hoje, uma pena; nem aulas têm."


Jorge Mattos

 
  

"Meu uniforme no colegial era saia azul marinho com duas pregas, uma na frente e outra atrás; camisa branca com o emblema do colégio no bolso; sapatos pretos com meias 3x4 brancas. A altura da saia não era muito discutida, porém, não podia ser minissaia. Algum tempo depois, permitiu-se usar calça, mas a cor tinha que ser mantida. Em relação à situação em discussão, achei exagerada a atitude da Uniban em expulsar a aluna, porém ela merecia algum tipo de reprimenda, pois aquela roupa não é adequada para se ir a um colégio. Precisamos parar de achar que tudo é normal, deixando de lado os costumes que até agora sustentaram nossa sociedade. As pessoas acham que têm que concordar com tudo para não serem chamadas de 'caretas'. Essa menina precisava, sim, de uma reprimenda, pena que pesaram demais a dose"


Maria Maragarete Portes de Azevedo - Franklin e Azevedo Advogados Associados

 
  

"Estudei em Curitiba. No colégio Madalena Sofia (Sacrè Coeur de Jésus) uma jardineira vermelha com camiseta branca por baixo, meias brancas até os joelhos. Isto em Curitiba onde no inverno o frio é de matar. Aboliram o uniforme tradicional para as séries superiores e adotaram a calça jeans para os estudantes mais velhos. Motivo? As meninas mantinham a mesma jardineira vermelha da 5ª ao segundo grau. O comprimento ficava bem legal já lá pela 7ª série."


Alessandra Raffo Schneider

 
  

"Eu - calça curta e camisa

Mulher - cobrindo o joelho

Cor era azul ou vermelho

Dança de longe e não bisa

Fugir da lei era pisa

O padre enchia a igreja

Povão dizia:- assim seja!

Em casa a lei da chibata

Em dia de maior data

No mesmo tom se festeja.

 

Vigia de lege lata

Só crucifixo se beija!"


Ontõe Gago - Ipu/CE

 
  

"Gente também quero entrar para a 'história' da seção de leitores. Esta enquete bateu o recorde. Pessoal sou da antiga, vejam: No primário, na década de 60/70, (Escola Primária Estadual) usava saia azul marinho pregueada até o joelho, camisa de tergal branquinha, meia branca e sapato preto. No ginásio idem. No colegial (Colégio Estadual) dos freis Franciscanos em São João Del Rei era saia de tergal azul marinho e blusa branca, meia branca e sapato preto.Casaco azul marinho, no tempo frio. Na Universidade Federal de Juiz de Fora/ Faculdade de Direito, o traje era à própria escolha do aluno, é claro. Tudo correu muito bem, durante toda minha formação. Abraços a todos meus colegas de escola e faculdade e aos migalheiros."


Luiza Resende

 
  

"Estudei em colégio de freira, Maria Auxiliadora em Recife. A farda era engraçada, pois cada série até a alfabetização tinha uma cor, sem falar que tinha que ser sandália Bical preta. E sem falar a 'moda' das botas para correção dos pés, das pernas... Quando chegamos na primeira séria a farda mudava. Era tênis branco e meia branca, nada de outra cor, se tivesse voltava para casa."


Flávia Rodrigues

 
  

"Colégio N. Sra. Aparecida. Primário e ginásio: saia pregueada azul marinho, camisa branca e meias 3/4 brancas, sapatos pretos. Colégio Álvares Penteado: saia verde e camisa branca, meias 3/4 brancas. Foi há muito tempo!"


Sandra Dell´Oso

 
  

"No Colégio Pio XII, no Morumbi, onde estudei, o uniforme era composto de uma calça verde com listas vermelhas, e uma camisa branca com o símbolo do colégio no centro do peito. Havia outras combinações e peças, mas apenas gostaria de participar deste tema dos uniformes para dizer que eles também fazem parte do arcabouço de boas lembranças que temos de nossa época de estudos primário e ginasial. A partir do colegial, todo mundo podia ir vestido como bem quisesse, desde que decentemente. Mesmo quando alguém achava o uniforme ridículo, na época, anos depois comentava dele com carinho, por ter 'participado' dos momentos da adolescência e juventude estudantis."


Dávio Antonio Prado Zarzana Júnior

 
  

Sr. diretor, quanto ao que eu vestia, pelos idos de 1930, nem lembro.Posteriormente vestia-me normal, no Colégio Paulistano não exigiam uniformes. Agora, o mais importante é que não me lembro de colegas (mulheres) com saias curtas. Os costumes, a moda advieram posteriormente. No Colégio onde lecionei, posteriormente, a Diretoria costumava chamar a atenção das meninas pedindo-lhes que fossem com saias compridas, em vez de tentar abaixarem-nas quando subiam as escadas. Enfim, a moda e os costumes mudaram. Vejo por exemplo uma repórter da TV dizer que se fez- fotografar nua porque o contrário seria hipocrisia; enquanto outra artista conhecida processou a Bandeirantes porque exibiu fotografia nua antiga sua, dizendo de quebra de moral perante sua filha. Moral, ah moral: um termo advindo dos gregos que tem várias interpretações. Ora como ética, ora como moral. Difícil interpretar, assim como na justiça, a interpretação muitas vezes é caótica, pelos juízes. Antigamente as mulheres nem podiam ir de calças cumpridas ao Fórum, hoje podem ir de minissaia. Enfim a Universidade fez tempestade num copo d'água, pois se olharmos nas ruas veremos saias mais curtas que aquelas. Na semana transata, uma nissei, exibia suas pernas no Banco, mostrando-nos as calcinhas. Quanto aos alunos vamos deixar de hipocrisia. Certamente acharam que a menina não tinha o que mostrar, por isso revoltaram-se ou o hipócrita sou eu? Atenciosamente,"


Olavo Príncipe Credidio – OAB/SP 56.299

 
  

"Fui colega do migalheiro Leonardo Lerner no saudosíssimo Colégio Estadual São Paulo, de onde também saí para entrar na São Francisco na mesma turma em 1969. No CESP as alunas usavam blusa branca, saia pregueada cinza chumbo e o blusão de moletom com o símbolo do Colégio bordado. Na São Francisco, até 1971, nós alunas não podíamos assistir às aulas de calças compridas. Uma excelente reportagem da Folha de São Paulo de hoje (11/11), em que uma modelo foi contratada para circular com micro-vestido meio transparente por universidades daqui de Sampa, mostra que a intolerância às mais exibidas e provocativas não é privilégio dos alunos da Uniban: foi constatado, claro que com menos veemência, entre os alunos da São Francisco, da PUC, da FMU e da Universidade Ibirapuera. Seria uma auto-regulação ou o nascimento de uma 'sharia' brazuca dos universitários? Com a palavra, os próprios."


Léia Silveira Beraldo

 
  

"Eu usava um uniforme azul com detalhes em vermelho e o emblema da escola nas costas. A camiseta era branca e não era permitido usar bermuda."


Luciana V. F. da Costa

 
  

"Estudei no colégio Lassalista, os 'Irmãos de papo branco'; o maior castigo para a piazada era colocar o guri sentado no mesmo banco e no meio das gurias.  Só que um dia, para eu 'colar' a prova, uma delas puxou a saia acima dos joelhos e ali estava a tal da 'cola'; que baita coxa tchê!"


Antonio Rafael Wiezzer

 
  

"Unitaliban revoga expulsão e reconsidera a micro-constitucionalidade da saia de Geisy.  Migalhas noticiou: a Uniban - ou, no dito do colunista Macaco Simão, a Unitaliban – 'revogou ontem a decisão de expulsar a estudante que usava trajes diminutos (Migalhas 2.264 - 10/11/09 - "Curta duração").' A expulsão havia sido justificada com o conteúdo de um artigo do regimento interno que apontava a observância da moralidade acadêmica. E então um dispositivo de conteúdo aberto a interpretações transforma-se em exato fundamento para uma expulsão? Se era para 'inconstitucionalizar', 'inconstitucionalizasse' direito, Uniban! Especificasse os milímetros das saias das garotas! Lição bobinha: os dispositivos restritivos de direitos tem conteúdo específico: não se pune com disposições genéricas. Isso é feijão com arroz da noção jurídica. Sobre a manifestação em si: é preciso lembrar que não há distinção ontológica entre o apedrejamento de mulheres há dois mil anos atrás e a reação dos alunos de uma universidade que agridem uma moça em razão de seu vestido. É a lógica da selvageria, o milenar e subversivo hasteamento de bandeiras pseudo-moralistas, que se julgam no direito de banir, humilhar e coagir aos que geram incômodo às aparências puritanas de um contexto social qualquer.  Não importa se o vestido de Geisy provocou despeitos, desprezos ou pensamentos sacanas. Nada justifica o vandalismo de centenas de 'desacadêmicos' da Unitaliban. Mas o Magnífico Reitor achou pouco a desarrazoada, infantil e agressiva reação dos alunos e foi fazer besteira maior com o poder da caneta. Ainda bem que o bom senso (ou a postura inquisitiva da imprensa) veio sacudi-lo freneticamente, antes que a coisa inflamasse mais e entupisse de pus jornalístico. As Geisyses do Brasil devem ter aprendido a lição: na dúvida, microvestidos de malha para os passeios ao domingo, não obstante a constitucionalidade de suas micro-liberdades nesse Estado Democrático de Direitos Sincréticos, mais sincréticos que o vestido da pobre moça."


Gabriela Guimarães Cavalcanti - estudante de Direito, Juazeiro/BA

 
  

"Estudei no Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo entre os anos de 1974 e 1980 e usar o uniforme do Arqui, como a escola até hoje é conhecida, era motivo de orgulho! As meninas vestiam saia verde petróleo de tergal com uma grande prega na frente e uma blusa branca de malha de algodão com barrado azul royal nas de mangas curtas, na cintura, bem como na gola em decote V e do lado direito havia o emblema do colégio também em azul, os sapatos deveriam ser baixos e pretos, meias brancas e para o inverno tínhamos um blusão de lã azul royal, com o emblema colorido do lado direito e a calça cumprida em idêntica cor e tecido da saia. Os meninos usavam a calça e de resto o mesmo uniforme das meninas. No 3º colegial podíamos ir sem uniforme, em razão de alguns colegas frequentarem cursinhos pré-vestibular, então minha turma contestadora, sugeriu à comissão de formatura que na colação de grau no 'Palácio do Anhembi' fôssemos todos de uniforme, para homenagearmos o colégio e por ser uma atitude mais democrática, mas fomos rechaçadas e não pudemos usar oficialmente o uniforme pela última vez."


Eloise Marron

 
  

"Bombachita remangada
E pés no chão,
Camisa de algodão
E uma broaca de couro,
Esse era meu maior tesouro
Se não me falha a memória,
Taboada, língua e história,
Que a profa era tinhosa,
Dois dedo de prosa
E ia já pra palmatória."


Mano Meira - Carazinho/RS

 
  

"É muito interessante o fato de que, instados os leitores, um grande número se interessou em escrever a respeito: sobre o uniforme escolar que vestiram nos tempos idos. Algum problema? Nenhum. Não me recordo de algum colega ter reclamado da obrigação de usar uniforme. No jardim de infância, tínhamos a calça curta azul marinho e a camisa branca. Creio que usávamos suspensórios também (a conferir). No primário, liberdade de vestimenta, mas a calça encompridou: calças compridas e camisa. Assim também no ginásio onde cumpri minhas obrigações por quatro anos. Nessa época meu irmão Caio, três anos mais velho, durante o ginasial frequentava o Instituto de Educação Fernão Dias Pais, em Pinheiros. Ele usava aquele uniforme caqui, parecendo roupa militar. O Diretor era o Professor Alfredo Gomes. E a regra era, antes de entrar na sala de aula, reunir todos os alunos no pátio para cantar o Hino Nacional em respeito à bandeira brasileira que então era hasteada. Isso todos os dias. Já no colegial, o Instituto obrigava o uso de um uniforme mais adulto: sapatos e meias pretos, calça cinza, camisa branca, paletó azul e gravata amarela. Esse período que eu cumpri em quatro e não apenas os três obrigatórios entendo que foi a preparação para a frequência na Faculdade de Direito da USP, inclusive para prestar o vestibular (então realizado pela própria Faculdade). Na primeira prova escrita, um dos vestibulandos esquecera de colocar a gravata. A falta de gravata foi ocultada com um cachecol de lã. Imaginem! Em pleno verão de fevereiro ter a falta da gravata oculta dessa forma... Na classe, a prova foi fiscalizada pelo Professor Silvio Rodrigues que deve ter notado o artifício do vestibulando pois fez uma incisiva preleção sobre o comportamento e os trajes do advogado, inclusive do estudante universitário para se apresentar às aulas. Portanto, frequentar a faculdade, o traje exigido (isso mesmo, exigido) era o mesmo que seria utilizado para frequentar o Fórum e apresentar-se perante o juiz para despachar uma petição. Reclamações? Não me recordo de nenhuma; não me consta que tenha havido reclamações. A propósito, até que fosse expressamente liberado, as mulheres não podiam entrar no Fórum de calças compridas. Evidentemente, Mary Quant conseguiu quebrar o rigor dos costumes da indumentária. Mas as novas tendências ou evolução dos costumes não gera o direito de andar nu, ou semi-nu, pelos corredores de edifícios públicos, como, parece, chegou a ser proposto como direito de. Para esse procedimento existem os clubes de nudismo. Às regras, sobretudo as sociais, é costume se adaptar. Rebeldia com causa, sim, mas para exercício no local adequado."


Pedro Luís de Campos Vergueiro

 
  

"Estudei no Colégio La Salle, na cidade de Carazinho/RS. O uniforme era calça jeans e camiseta. Nos dias mais frios, se usava blusa de lã ou manta, mas 'ai' se não estivesse usando a vestimenta do colégio por baixo. Íamos para casa, com advertência para os pais. Numa dessas tive a ideia de recortar a gola da camiseta onde era escrito em azulão o nome da escola. Outros colegas aderiram 'a moda'. Ficamos livres do uniforme, pois encerrado o período de aula era só guardar a gola na mochila e ir o caminho todo para casa sem 'o uniforme'. Abraços aos migalheiros!"


Juliana Meira

 
  

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