Terça-feira, 25 de junho de 2019

ISSN 1983-392X

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Milagres

"OAB/SP critica novo projeto do CPC."

Migalhas quentes
4/11/2010
(clique aqui)

Como diz o Chico, há dias em que a gente se sente como quem partiu ou morreu. Levanta da cama com vontade de voltar. Olha pela janela e lá está uma garoinha que promete eternizar-se. Toma o chamado desjejum, enquanto passa os olhos pelo jornal, para ler as mesmas notícias irritantes que havia visto, na TV, no último jornal da noite. Fecha o jornal quando a mulher ameaça ir com xícara e tudo para a varanda e passa a comentar com ela a programação do dia, a ser cumprida a duas ou quatro mãos. Ou pés.

E aí salta uma ficha lembrando que é dia de mandar a crônica semanal pro Migalhas.

Então você vai para o chuveiro, que lugar melhor para trazer inspiração não há, cantarola alguma coisa sob a água que vai sendo desperdiçada, fecha a torneira, enxuga-se e descobre que escrever crônica nesse dia só por milagre.

Diante do computador, a primeira idéia é aumentar o tamanho das letras, ditas fontes, para esgotar mais cedo as três laudas de texto. Bobagem, pois o que vale é o padrão oficial da editora e o número de linhas por ela estabelecido.

Que fazer?

Considerando que muitos leitores atuais não leram as crônicas mais antigas, ou, se leram, delas não se lembram mais, e se ressuscitássemos (clique aqui) uma delas?

Pronto: graças à tecnologia, obtivemos o milagre da multiplicação das linhas.

Missão comprida.

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* Adauto Suannes desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo, membro fundador do IBCCRIM - Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, da Associação Juízes para a Democracia e do Instituto Interdisciplinar de Direito de Família.

Lançamento


Uma sequência de histórias de ácida criticidade é o que apresenta Adauto Suannes em sua mais nova obra. O realismo e o bom-humor característicos do autor também se fazem presentes em cada um dos 28 capítulos de "Menas Verdades – causos forenses ou quase".

Como pontua o jornalista Juca Kfouri na apresentação do livro, os casos contados são deliciosos e exemplares, tanto para o bem quanto para o mal.

E, em cada linha, o autor transpira personalidade, seja na fluida linguagem, seja na criativa construção da narrativa: garantias de uma prazerosa leitura.

Cada exemplar da obra custa apenas R$ 35,00.