Terça-feira, 22 de outubro de 2019

ISSN 1983-392X

Migalaw English

por Luciana Carvalho Fonseca

Advogado em gíria

segunda-feira, 24 de agosto de 2009


Advogado em gíria

Além dos termos empregados no meio profissional para designar advogado, como lawyer, attornery, solicitor, barrister, counsel, – dependendo do inglês que você está falando e da atividade que o profissional exerce – , a língua inglesa está repleta de lexemas depreciativos para (des)qualificar os profissionais do direito. Muitos deles são empregados em filmes, piadas, bestsellers e acabam sendo traduzidos por palavras usadas genericamente em português, ou seja, que não se referem, especificamente, aos profissionais do direito.

Tal fato decorre da expressão que cada língua faz de suas relações culturais, pois a língua inglesa veicula as características da cultura jurídica em inglês, o português da cultura jurídica em português, e assim por diante. Com isso, buscamos, por meio dos termos abaixo, oferecer uma ligeira ilustração da cultura jurídica que o inglês expressa deixando que o leitor tire suas próprias conclusões.

Ressaltamos que o conteúdo dos termos – com exceção dos números 5 e 6 – pode ser extremamente ofensivo em determinados contextos.

advogado (gíria)

1. ambulance chaser (gir.) advogado de porta de cadeia

2. brief (gir.) termo genérico para advogado usado pela polícia

3. dump truck (gir.) advogado de defesa que costuma aceitar qualquer ação

4. hired gun (gir.) advogado altamente especializado contratado para resolver um problema difícil ou complexo

5. legal beagle (gir.) advogado esperto, vivo

6. legal eagle (gir.) advogado, esperto, vivo

7. lip (gir.) advogado criminalista de fala insolente

8. mouthpiece (gir.) advogado de defesa [em filmes antigos]

9. shark (gir.) advogado desonesto, ganancioso e sem princípios

10. shyster (gir.) advogado antiético e inescrupuloso. [etmol. do alemão Scheisser]

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Luciana Carvalho Fonseca

Luciana Carvalho Fonseca é professora doutora do Departamento de Letras Modernas (DLM) da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP) e da pós-graduação em Tradução (TRADUSP). Fundadora da TradJuris - Law, Language and Culture e autora dos livros "Inglês Jurídico: Tradução e Terminologia" (2014) e "Eu não quero outra cesárea" (2016).