Quarta-feira, 24 de julho de 2019

ISSN 1983-392X

"A propósito de 'A CPI' (Migalhas 1.379 – 23/3/06), que noticia a propositura de nova ação no STF para oitiva do caseiro Sr. Josenildo na CPI dos Bingos (e ouvir novamente, porque já foi ouvido e seu depoimento veiculado na TV), constatamos que as 'comadres da CPI' não desistem mesmo! - Curiosidade sobre a vida particular do Ministro ou mais tempo de exposição na mídia? Quiçá ambas as coisas. Mas, falando sério, me dirijo aos nobres colegas migalheiros para lançar uma questão que ainda não vi aventada: O Sr. Josenildo disse que o dinheiro em sua conta veio de um empresário, seu suposto pai, para que mantivesse o sigilo sobre a paternidade (que deixou de ser sigilosa, diga-se). Nestes termos, que credibilidade teria o depoimento de uma pessoa que negocia o direito indisponível à paternidade?"

Meiri Fernandes - 27/3/2006

"Em sendo 'inutilidade' e 'condição culturar' parâmetros para o açaimo sofrido pelo caseiro (Migalhas 1.381 – 27/3/06 – "Tipicidade"), poderíamos, com o mesmo embasamento, mandar calar o Sr. Presidente Lula?"

Eduardo Faria de Oliveira Campos - 27/3/2006

"Disse alguém no Migalhas (1.379 – 23/3/06 – "Migalhas dos leitores – Decisão"): 'se alguém acha que poderia fazer melhor do que ele, neste governo, que atire a primeira pedra dizendo como deveria ser feito'. Prezada colega. Como dizia o conselheiro Acácio, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Coincidentemente (o Jung que me desculpe) estou a ler um livro deveras perturbador: 'Os afogados e os sobreviventes'. Seu autor, o judeu italiano Primo Levi, egresso de Auschwitz, convida-nos a refletir sobre algo que muito nos interessa a todos, se me permite  a sugestão, pois ouço com muita freqüência à minha volta coisas como 'isso não é comigo'. Fica a sugestão."

Adauto Suannes - 27/3/2006

"2 perguntas. 1 - Caseiro é quem protagoniza casos? 2 - Para que os políticos têm boca se não têm palavra?"

Arthur Vieira de Moraes Neto - Intra S/A Corretora de Câmbio e Valores - 27/3/2006

"Resposta ao Sr. Antônio Carlos de Martins Mello (poeta-doutor) (Migalhas 1.380 – 24/3/06 – "Migalhas dos leitores – Caseiro")

Doutor, não vou pelejar

Com um juiz e poeta

Que mais parece profeta

No modo de versejar

Pareceu me censurar

Só porque sou da ralé

Senti um pisão no pé

E fui ficando confuso

Acho que feito o Peluso

O sinhô quis calar Zé!

Peço que aponte a faca

Para o ministro Palocci

Aquele é homem de posse

Que no Brasil se destaca

Pele de preá é fraca

Não agüenta cutucão

Se não freqüentei mansão

Nem traí minha mulher

Por que é que o sinhô quer

Vir a mim passar lição?

Quase tudo está perdido

Com o Pudê contaminado

Fala-se em juiz 'vendido'

E deputado 'comprado'

Brasília é feira de gado

Dessas que tem no sertão

Quando chegar a eleição

Meu voto será certeiro

Vou trocar de cachaceiro

Também mudar de ladrão!"

Zé Preá - 27/3/2006

"Sr. Diretor. Entre os dois depoimentos publicados fico indiscutivelmente com o da sra. ou srta. Meiri Fernandes (Migalhas1.379 – 23/3/06 – "Migalhas dos leitores – Decisão"). Não porque julgue Palocci competente e impoluto; competente não sei se é, e impoluto também não: não afirmaria sim ou não; mas por coerência com que ela afirmou: moralizar não é denegrir a vida de ninguém. Como disse o Ministro Cezar Peluso, nada tem a CPI dos Bingos com aquilo que eles querem imiscuir. Foi dito que aquela casa servia de conchavos para distribuição de dinheiro: não foi provado, mas insistem; foi dito, ainda que servia de encontro com garotas de programas, até apareceu uma senhora que servia de intermediária dos tais encontros. No meu tempo chamavam de cafetina, mas os tempos mudaram. Vamos supor que Palocci realmente freqüentou. Qual o interesse de saber se sim ou não? Obviamente é desmoralizá-lo. Qual a obrigação dele de dizer a verdade, se freqüentou? Pergunto: alguém diria para causar conflito doméstico? Eu obviamente não confessaria. Parabéns ao Ministro Cezar Peluso, que defendeu a privacidade, garantida constitucionalmente, unicamente defendeu-a, sem intenção outra, enquanto os detratores têm intenção só e nitidamente política. Ouvi hoje o Senador Arthur Virgilio dizer que Palocci deve exonerar-se. Por quê? Porque estaria escondido no Palácio do Planalto para não enfrentar os jornalistas. Que me desculpe o Senador, mas esta afirmativa 'data venia' é ridícula e prova o que se disse: a intenção é de desmoralizar o Palocci, é intenção política e, para mim, o tiro saiu pela culatra."

Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP - 27/3/2006

"Vejam vocês as voltas que o mundo dá. O caseiro sem cultura, que recebeu um 'cale-se' jurídico, acabou sendo o grande pivô da queda do ministro da Fazenda mais festejado dos últimos tempos. A fatuidade do (ex) ministro Palocci chegou às raias de tentar valer-se do extrato bancário do jovem 'bastardo', cuja obtenção se deu da forma mais vil que se possa imaginar, para denegrir sua reputação perante a opinião pública. O tiro saiu pela culatra e o episódio entrará para a história como exemplo de como agem os detentores do Poder quando lhes convém abafar a sordidez de atos ignóbeis. Por tudo que Sua Excelência fez pela economia, não precisava ter descido tanto. Ele não merecia a porta dos fundos!"

José Luiz Ferreira - analista judiciário do TRF1 em Passos/MG - 28/3/2006

"Estou de pleno acordo com o Sr. Olavo Príncipe Credidio, quando afirma: que tudo ou quase tudo que estão discutindo na CPI dos Bingos - principalmente contra o Palocci - nada tem com a mesma. Acho ainda, que se o Congresso é realmente o que a mídia vem veiculando e o povo em geral acredita como verdade - ou seja uma casa sem credibilidade - todos os atos ali praticados, não têm valor, poderão ser anulados, inclusive a cassação do Sr. José Dirceu, etc."

José Araújo de Sousa - 28/3/2006

"Caso Palocci? O Presidente anterior a esse que aí - ainda - está, quando pela primeira vez subiu a rampa, proclamou, '... os Palácios que não escutam a voz que vem das ruas são casas vazias'... Pois bem, o eco da voz das ruas, ainda não se ouviu, mas se o da 'portaria' já serviu para derrubar Ministro, não deverá tardar, ... o das ruas, ... para desocupar o Palácio; ... e nós cada dia mais estupefatos, guardarmos a fantasia de palhaço, que esse governo nos obrigou a vestir. Saudações migalheiras,"

Cleanto Farina Weidlich - Carazinho/RS - 28/3/2006

"O Castelo de cartas está desmoronando, caíram os principais 'donos' do Poder na República Lulista, Dirceu, o inventor do mensalão, Gushiken, o chefe da mídia petista, Genoino, o dono dos dólares encontrados na cueca, Silvinho Land Rover, Delúbio, o mais descarado e agora por último o Palocci, vítima do próprio autoritarismo stalinista, que junto com seus amigos petistas, entre eles o então presidente da Caixa Econômica Federal, desrespeitou de forma grosseira os direitos constitucionais de um cidadão brasileiro, viva o povo brasileiro... viva o cidadão Francenildo Costa."

Pedro Jorge Medeiros - 28/3/2006

"'Benta Maria dos Santos Costa, mãe do caseiro Francenildo, sabia o que dizia quando apelou para o presidente Lula: 'não faça nada com meu filho'. Pois ele (Lula) se não autorizou, tampouco impediu ou se importou, que se fizesse o que o presidente da OAB, Roberto Busato, classificou como 'coisa de gangster, de sindicato do crime', referindo-se ao massacre a que está sendo submetido o empregado da casa de má fama onde operava a patota que o ministro Antonio Palocci importara de Ribeirão Preto.' Com uma celeridade nunca vista, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras – Coaf - que, assim como a CEF responde ao ministro da Fazenda, examinou a conta bancária de Francenildo e concluiu que contem atipicidades suficientes para acionar a Polícia Federal. O Coaf recebeu 85.152 avisos de movimentações bancárias possivelmente irregulares, em 2004, e levou adiante apenas 453 casos, ou 0,5% do total. Até hoje não repassou a quem de direito os dados obtidos junto ao Banco Central sobre vultosos e freqüentes saques do publicitário Marcos Valério das contas irrigadas com R$ 55,8 milhões para uso do mensalão. Adicionando desfaçatez à vilania, o governo tenta convencer os executores do crime na Caixa (invasão na conta de Francenildo e sua divulgação) a assumirem a culpa por ele sem revelar a identidade dos mandantes do delito.' (Estadão 25/3/06). Senhores senadores, a nação espera coragem de vossas excelências, reagindo ao que vem ocorrendo e que nossa imprensa denuncia diariamente, porque a Câmara Federal está exclusivamente preocupada em absolver mensaleiros e dançar acintosamente, ridiculamente, para comemorar. Saudações,"

Aderbal Bacchi Bergo - magistrado aposentado, contribuinte indignado - 28/3/2006

"A TV acaba de noticiar que o computador da CEF utilizado para quebra ilegal do sigilo bancário de Nildo, o caseiro da festiva república de Ribeirão Preto em Quadrilha, digo, em Brasília, esse computador sumiu da agência e a Polícia Federal está 'exigindo' que o presidente da Caixa reponha-o em seu anterior lugar. Ouvi mais, que esse subalterno do ministro Palocci prometeu que mandará trazer o computador de volta, ao que parece foi parar no Rio de Janeiro. Eu acredito piamente que ninguém ligado ao (des)governo Lula deletou algo nesse computador. Ouvi mais, que Fernandinho Beira-Mar foi novamente transportado para Brasília. É muita injustiça para o Fernandinho. Afinal, ele é bandido que não se esconde atrás de um cargo público, arrisca sua pele com outros da pesada, na base da bala. Fernandinho Beira-Mar ter que suportar os ares putrefatos, corruptos, contaminados por parte de nossa classe política, em  Brasília,  é muita injustiça. Vamos encetar uma campanha para que a OAB proponha ação adequada para livrar Fernandinho desse vexame a que está sendo submetido. Saudações,"

Aderbal Bacchi Bergo - magistrado aposentado, contribuinte indignado - 28/3/2006

"Considerando a facilidade e rapidez que a Caixa Econômica viola e expõe o sigilo bancário de cliente e, considerando mais, a lerdeza que demonstra em apontar os responsáveis pelo evento, sugiro uma alteração no slogam principal da instituição: Sai da Caixa você também..."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 28/3/2006

"Os ministros do Supremo transformaram a mais alta corte numa instituição de defesa de corruptos e de bandidos (Migalhas 1.381 – 27/3/06 – "Tipicidade"). Ferraram os aposentados, ferraram os honestos deste país e agora fazem tudo para impedir que os corruptos sejam punidos permitindo que todos os bandidos levem uma mordaça Jurídica para as Comissões de Inquérito do Parlamento. Aliás, o PT não é um partido político, mas uma quadrilha. Um abraço fraterno do"

José Augusto Carvalho - 28/3/2006

"Caseiro cheio de dinheiro. Caros migalheiros, Por que em vez de discutir quem violou o sigilo bancário do caseiro, não se esclarece quem depositou tal quantia na conta dele? Um pai biológico que nem reconheceu o filho não iria mandar R$ 28 mil reais por 'arrependimento', não acham (Migalhas 1.380 – 24/3/06 – "De denunciante a investigado")? Isso tudo é uma guerra suja pelo Poder que nos enoja enquanto eleitores. Nós estamos imitando direitinho o comportamento hipócrita dos republicanos americanos, que não se interessam pela verdade dos fatos, mas por seus próprios interesses financeiros e pelo Poder, a qualquer custo. Pobre mundo."

Leila Rodrigues - 28/3/2006

"Amado Diretor: não é que o governo Lula foi o primeiro desde o fim da ditadura militar a produzir perseguido político? Pois é, o caseiro Francenildo foi à Polícia Federal em 16 de março passado se inscrever no programa de proteção à testemunha! Estava com medo do PT e seu governo! Quisera que ele tivesse pedido asilo político em algum país e depois voltasse a fim de pleitear indenização por ter sido vítima do regime do sapo barbudo! E olhem que já estão falando que a Receita Federal também abriu investigação contra ele, depois do ofício do COAF pedindo a abertura de processo junto à PF por suposta lavagem de dinheiro. O Rachid tem que comer seu kibe fora do governo. Como Palocci, o seu passado o condena! Viva os socialistas utópicos que não fazem mal nem a um pinto!"

Abílio Neto - 28/3/2006

"Amigos, a pressão da opinião pública foi refletida pela imprensa e o Palocci não é mais o ministro da Fazenda. Conforme afirmou o Presidente da OAB, a nação brasileira vinha sendo vítima de 'gangsters e mafiosos'. Hoje o presidente da CEF confirmou que entregou o extrato da conta corrente do caseiro Nildo pessoalmente a Palocci. Segundo Diogo Mainardi, na última Veja, foi o assessor de imprensa de Palocci que entregou o extrato para seu filho, repórter da revista Época, que o publicou. Então temos um 'ponto para nós', os contribuintes - patriotas  e tenho certeza de que a cruzada de todos nós pela internet teve peso relevante nessa revolta da opinião pública, que surtiu o efeito necessário, por todos nós almejado. Conseguimos começar a limpeza da banda podre de nossa classe política.  Continuem dançando a dança da pizza que nós enfiaremos as pizzas goela abaixo deles, e delas. Vamos continuar. Saudações,"

Aderbal Bacchi Bergo - magistrado aposentado, contribuinte indignado - 28/3/2006

"Oras pinhões, observando a saída de Palocci, o estado geral do Governo Brasileiro, e os rumos da economia, alguém ainda acredita que os Três Poderes mandam alguma coisa no Brasil, e que a Constituição é a vontade 'do povo'?"

Abelardo Nogueira Severly - 28/3/2006

"O paladino Francenildo Costa, apesar de sua condição social e sozinho, conseguiu uma grande vitória, derrubando parte da quadrilha do "Ali Barba" e seus 40.000 "picaretas". Vamos ajudar o Francenindo, o Herói Solitário, a livrar o Brasil dessa caterva não votando em nenhum membro da quadrilha. Ainda há conserto para o Brasil."

Cláudio B. Costa - advogado, OAB/SP 11.087, leitor assíduo de Migalhas - 28/3/2006

"Excelente e oportuna a posição da AASP sobre o episódio do Senhor Francenildo Costa (Migalhas 1.382 – 28/3/06 – "Não permitindo ilegalidade" – clique aqui). No caso, faria apenas um reparo: ao invés da expressão 'quebra de sigilo bancário', diria 'violação' do sigilo bancário, que revela a verdadeira dimensão do ato criminoso. Abraços"

Rivadávia Rosa - 29/3/2006

"E daí então tudo veio à tona. O depoimento de Matoso, da Caixa, no sentido de que entregou, pessoalmente, a Palocci o tal extrato do caseiro, não permitiu que, mais uma vez o ministro viesse às televisões para mentir com aquela cara de seriedade que o caracteriza. Ao contrário daquele velho ditado sobre a mulher de César, não basta ao ministro da fazenda parecer sério. Ele tem que ser, de fato, sério. E Lula? Mais uma vez se sentiu traído. Mais uma vez não sabia de nada. Mais uma vez ignora tudo o que ocorre à sua volta. Será? A verdade é que está sobrando pouca gente. Tendo perdido Dirceu, Gushiken, Genoino e, agora, Palocci (Migalhas 1.382 – 28/3/06 – "A propósito..." - clique aqui), o núcleo duro do PT está precisando de um trato para não ficar mole de vez. Com a troca de seis ministros proximamente e com a galeria de corruptos afastados, talvez Lula venha a ser informado de alguma coisa, e venha, no futuro, a saber de algo do que ocorre literalmente nas suas barbas."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 29/3/2006

"Treplicando a Zé Preá (Migalhas 1.382 – 28/3/06 – "Migalhas dos leitores – Caseiro")

Zé Preá, acerta o passo

desculpa não fiz ofensa

não sofro dessa doença

agravo aos outros não faço

só falei do tal fracasso

dos pobres qual eu e tu

que mal comem feijão cru

e vivem fazendo crítica

pobre se mete em política

entra vestido e sai nu.

Leva pé no mucumbu

peia no lombo e cachaço

fica c' a venta em pedaço

fedendo como urubu

do Ceará vai pro sul

de Goiás vai prá Brasília,

na Paraíba inda brilha

mas volta adonde nasceu

se quer saber a verdade

essa personalidade

de tanto sofrer sou eu."

Antônio Carlos de Martins Mello - Fortaleza - 29/3/2006

"A Caixa Econômica Federal nunca foi nem sombra de um banco organizado. Vive às custas das benesses do Governo Federal, pois se dependesse de concorrer com os outros bancos estaria sem fundos. Além disso toma atitudes muito pouco éticas com as pessoas que, muitas vezes, dependem dela. É sabido que toda pessoa que tem a receber seu FGTS, além de esperar muito tempo para ser atendido, é coagido abrir conta na Caixa e os funcionários dizem com a maior desfaçatez: se abrir conta  e investir aqui o crédito sai amanhã, caso contrário só dentro de dez dias. Isto é público e notório e acontece todos os dias, com o dinheiro que pertence ao cidadão e não à Caixa. Isto é puro autoritarismo, pois sabem que nada podemos fazer contra eles. O que aconteceu com o Caseiro é mais uma demonstração das atitudes nefastas dessa entidade (com letra minúscula) que exorbita de suas funções todos os dias, e que agora veio ao conhecimento público. A revista Época do Grupo da Globo, numa atitude tendenciosa, já sabia que os fundos depositados na conta do Caseiro eram de seu pai biológico, mas seguindo a orientação da Globo de tentar ajudar esse desgoverno, não mencionou isso na reportagem (Migalhas 1.381 – 27/3/06 – "Época"). Assim como a única saída para não reelegermos essa camarilha que aí está, chefiada pelo seu Lula, é o nosso voto, a saída que temos para penalizar a Caixa Econômica Federal por seus crimes é, na medida do possível, fechar as contas e transferi-las para outro Banco que depende de seus clientes, e não comprarmos a revista Época."

João Pedrinelli - 29/3/2006

"Prezados Redatores de Migalhas. O caso recente do caseiro que 'dedou' o ex-Ministro Palocci vai entrar no mesmo pacote da impunidade que caracteriza o Brasil, qual seja, quem realmente é o financiador da corrupção no Brasil, desde Pedro Álvares Cabral. Quem realmente deu o dinheiro para o 'valerioduto'? Quem realmente deu o dinheiro para o caseiro 'dedar' o ex-Ministro? Atenciosamente,"

Jose Maria Filardo Bassalo – Belém/PA - 29/3/2006

"Confesso que senti pelo agora ex-Ministro Palocci, pois após um período razoavelmente longo (mais de 3 anos) desenvolvendo um trabalho pelo menos sério, sai do ministério pela porta dos fundos (Migalhas 1.382 – 28/3/06 – "A propósito..." - clique aqui). Uma pena mesmo. Contudo, diz o ministro em sua carta demissionária : 'Mais recentemente, episódio na Caixa Econômica Federal trouxe novamente a este Ministério pressões que tornaram impossível a continuidade regular do meu trabalho. Quero esclarecer, senhor presidente, que não tive nenhuma participação, nem de mando, nem operacional, no que se refere à quebra do sigilo bancário de quem quer que seja. Reafirmo ainda que não divulguei nem autorizei nenhuma divulgação sobre informações sigilosas da Caixa Econômica Federal. Sou consciente das leis e da responsabilidade do meu cargo. Sou consciente das regras da democracia e do Estado de Direito'. O ribeirão-pretano Palocci deveria ter se poupado neste particular. Na CEF, todos os que participaram da quebra de sigilo, foram 'entregando' seu superior imediato: gerente para superintendente, este para o consultor e deste último para o presidente da CEF, Jorge Mattoso, que declarou expressamente ter recebido ordens de Palocci para assim agir. Portanto, meu caro Palocci, o Sr., homem honrado, fez uma grande bobagem - num momento de extrema pressão é certo - e por ela será, no mínimo, profundamente investigado. Abraço a todos, inclusive ao ex-ministro."

Antonio Minhoto – escritório Baeta Minhoto e Oliveira Advocacia - 29/3/2006

"Migalheiros governistas. Relendo os comentários sobre o caso Palocci (temas debatidos de 26/3/2006 a 2/4/2006), noto que há, ainda, alguns Petistas empedernidos que, apesar das evidências todas, ainda acham que os comentários contra Palocci são preconceituosos, sectários ou parciais. Gente que se manifesta contra o testemunho do caseiro, afirmando serem membros da CPI as 'comadres da CPI', que procura meramente desqualificar o testemunho do caseiro, não querendo enxergar as mazelas do ministro, que considerou que as tentativas de alcançar a verdade meramente pretendiam denegrir a vida de Palocci, que se pretendia apenas e tão somente desmoralizar o ministro, pessoas que se preocupavam mais com 25 mil reais na conta do caseiro do que com os milhões desviados em favor do atual governo. Agora, baixada a poeira, vem à tona a verdade dos fatos, fatos que aqueles migalheiros se negaram, inutilmente, a enxergar. Houve o crime de violação de sigilo; houve a participação direta de altos funcionários públicos e do próprio ministro que recebeu, em mãos, o fruto do crime que ordenou. Até o presidente, mais uma vez, declarou-se traído e demitiu o ministro. Demitiram-se, também, outros envolvidos na ação criminosa. A essa altura, alguém em sã consciência acredita no não envolvimento de Palocci? Já caiu Dirceu, já caiu Gushiken, já se foi o Genoino, o Delúbio et caterva. Fica no Poder o maestro, o presidente que nada sabe, que nada viu e nem ouviu. Enquanto a camarilha instalada no Poder promovia desvios enormes, festas e bacanais, com a participação do 'núcleo duro' do Poder (hoje bastante amolecido), resta um que não aceita qualquer responsabilidade, nem a de ter escolhido mal seus assessores diretos, ministros, secretários etc. Será que é melhor que todos nós, cidadãos, nos portemos como o presidente e os migalheiros que se manifestaram tão contundentemente a favor do ministro defenestrado? Certamente, a vida é mais tranqüila para quem nada vê, nada ouve e nada sabe e, também, que nada procura saber acerca dos homens públicos que, ao contrário de servir ao país, servem a si próprios, nesse festim absurdo em que se transformou o governo do PT. Nos dia de hoje, falar mal do governo, mais do que um mero desejo, é uma obrigação, posto que difundir fatos e verdades para o conhecimento de todos é um direito inalienável que deve ser preservado. E daí, migalheiros governistas? Como ficamos?"

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 29/3/2006

"Permita-me Migalhas, dedicar um versinho final ao distinto juiz e admirável poeta Antônio Carlos de Martins Mello:

Um pedido de desculpas

Quero agora apresentar

Expiando as minhas culpas

Pois não tenho o quê falar

Já abaixei o meu facho

Fiquei com cara de tacho

Mesma coisa que alguidar!"

Zé Preá - 29/3/2006

"Duas perguntas aos doutos, fãs de Migalhas como eu: 1. Se é crime 'comprar' testemunha, se é crime prestar falso testemunho, deixa de ser crime se a vítima for Ministro de Estado? 2. Se é lícito quebrar sigilo bancário para exercitar direito de defesa, como Migalhas publicou na edição de hoje (Migalhas 1.383 – 29/3/06 – "Migalhas quentes " – clique aqui) (caso ABN Amro), deixa de ser lícito se for em favor de Ministro de Estado, ou por ele mesmo, em defesa de sua própria honra?"

Luís Antônio Albiero - advogado em Capivari/SP - 30/3/2006

"Quem falta cair? Corrupção nunca vista vem sendo mostrada via imprensa livre. Já era tempo de mandar os criminosos para seus verdadeiros lugares. Mas as conclusões finais dependem do intenso trabalho de governistas visando dificultar investigações. Desde a primeira denúncia (Waldomiro) quando, Sarney à frente, preferiram optar pela fraquíssima memória do eleitor brasileiro. Nosso presidente – coitado ou leniente – vem insistido: 'Eu não sabia'. E pronto. Brevemente tudo será transformado em pizza com direito a danças debochadas e risadas da nossa cara de otários. Acrescente-se a essa imoralidade toda o papel até agora incompreensível para o cidadão comum – brasileiro ou de fora – da nossa Justiça Maior que decidiu colocar-se a serviço do governo, ignorando seu papel de independência no regime democrático. O STF tudo tem feito para bloquear o desenvolvimento das CPIs. Nada menos de 19 (dezenove) vezes desde que a roubalheira veio à tona, a Justiça interveio. Ora dando o direito de os acusados nada responderem. Ora impedindo que um criminoso, mesmo confesso, fosse indiciado ou preso, ora  livrando acusados de corrupção mais que provada a ter seus sigilos quebrados. A mais recente intervenção foi a do impedimento de uma acareação – por todos nós esperada – entre Okamotto (ligadíssimo ao presidente) e Paulo Venceslau (expulso do PT depois de provar que, já na década passada, o PT enganava a todos com o rótulo de ética e moral). A 18ª. intervenção foi feita a pedido de um senador que saiu correndo em direção ao STF para impedir que uma grave denúncia tivesse prosseguimento: Palocci participava das orgias de distribuição de dinheiro sujo. A demora foi de 40 minutos para que o caseiro calasse a boca, mas o senador chegou tarde. O caseiro falou.  E pagou caro por isso. De pronto entraram em ação os arautos do governo: ministro, presidente e funcionários da Caixa Econômica (quem vai se lembrar, de agora em diante do 'jingle': 'Vem pra Caixa você também?'), expondo sua  vida e de  seus pais. Contribuiu pra isso uma revista que não leva em consideração a ética jornalista. Infelizmente estava comprometido melhor dos ministros. Graças a ele – e somente a ele – nossa economia vai bem. Ele foi capaz de prosseguir com as normas iniciadas em 1999, mesmo contra companheiros, com os resultados atuais. Nosso receio é de que agora, se o ministro tão competente foi capaz de um crime baixo como quebrar o sigilo de um cidadão, o que poderão fazer os demais? Quem será o próximo?"

Plínio Zabeu - 30/3/2006

"O Ministro da Justiça Thomaz Bastos, em face do que já veio a lume, disse que o ex-Ministro Antônio Palocci será regular e profundamente investigado (Migalhas 1.383 – 29/3/06 – "Negócio é negócio, amizade à parte"). Quanto a isso, porém, uma dúvida atroz assaltou-me. Considerado que ilustre petista, membro do Congresso Nacional, aventou a hipótese de que o mero, mas digno caseiro, poderia ter esquecido seu extrato bancário em algum lugar e que, então, alguém o encontrou e divulgou, considerado que, diferentemente dos quinze dias propalados como necessários, a apuração da autoria da violação dos dados bancários do mero, mas digno caseiro, não levaria mais do que alguns minutos, considerado que os sucessivos escândalos que vêm revelando o a que veio a governabilidade petista, fica difícil acreditar na seriedade da profissão de fé investigativa do Ministro da Justiça, o chefe da polícia afeta à apuração dos fatos. Pensar é pensar com liberdade total. Então, é bastante viável a linha de pensamento no sentido de que, tomando conhecimento dos fatos e circunstâncias, a investigação do envolvimento do ex-Ministro poderá não passar da condição de instrumento e meio e forma para serem apagados todos os vestígios, todos os rastros, os indícios, sinais e outras coisas do entulho que possa atentar contra a dignidade do ex-Ministro, visto que, embora dispensado, é mesmo assim um dileto amigo do Grande Chefe. É uma mera idéia, mas que pode ser representativa da realidade, isso pode sim."

Pedro Luís de Campos Vergueiro - Procurador do Estado de São Paulo aposentado e advogado - 30/3/2006

"'Na semana passada, Palocci negou em público as acusações do caseiro. O depoimento do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci na Polícia Federal, que estava marcado para amanhã, às 10h, foi adiado. O advogado de Palocci, João Leal, disse à polícia que seu cliente não tem condições de saúde para depor e pediu para que o depoimento seja realizado na semana que vem. O motivo alegado pelo advogado foi estresse'. Digo eu que em sendo verdade que não tem condições de depor, que não se trata de mais uma chicana tão usada ultimamente pelos parceiros de Lula, inclusive com acolhidas por ministros do Supremo Tribunal Federal, desejamos que se restabeleça prontamente, pois a Nação aguarda que as acusações que lhe são feitas passem a denúncias recebidas, produção de provas e condenações, salvo se forem acusações infundadas, que não passem de um esquema da oposição para desestabilizar um governo sério, patriota, detentor do monopólio da ética e da moral. Digo eu que não gostaria de estar na pele dele em sendo verdades todas as acusações que lhe são feitas. Porque, por mais astuta que seja a criatura, sempre colherá o que semeou, demore o quanto demorar, mas, com certeza colherá. É a Lei. A Justiça do universo não se rende a interesses momentâneos. É Justiça como valor pleno. Em contrário, todos os esforços de todas as criaturas honradas e de boa-fé não passariam de um atestado de idiotice, no que não posso acreditar. Há um dito popular que diz: 'o diabo ensina quase tudo, porque a última gargalhada sempre é dele, quando alguém seguiu seus conselhos'. Vamos começar já a orar pela boa saúde do Okamotto. Saudações,"

Aderbal Bacchi Bergo - magistrado aposentado, contribuinte indignado - 31/3/2006

"Não posso crer em um caseiro que por um pai arrependido mesmo sem reconhecer paternidade lhe oferece dinheiro (Migalhas 1.380 – 24/3/06 – "De denunciante a investigado"), justamente em época que 'desinteressadamente' fez denúncia sobre o ex-ministro. A corrupção no Brasil todos sabemos é mais feitio daqueles que agora criticam o Barbudo. Não seria por ansiar tanto o poder para voltar a comer sua fatia? Não me engano que eles desejem tanto a honestidade, transparência e crescimento do Brasil. Viva o povo brasileiro, pena que é tão inocente e manipulável. Não percebe que estão querendo apenas a troca de quadrilha."

Paulo Costa - indignado - 31/3/2006

"Inteiramente de acordo com o conteúdo dos indignados contra a violação do sigilo do Francenildo. Entretanto, devagar, há situações piores, para maiores indignações; para sensações mais fortes de estar bancando 'palhaços' de governantes em nosso país. Dos políticos, nunca esperei a santa moralidade, porque se entende que eles, seus atos têm que ser fiscalizados. Votei e, pelo andar da carruagem ainda vou continuar votando no PT para continuar vendo essa fiscalização sendo feita. Vale mais isso do que tudo o que vi antes e o que se pode ver ainda no que se refere a não investigar. Ficou provado em nosso país que quem sabe buscar os erros dos políticos do Executivo são os que sempre estiveram lá. Conseguem trazer a público até mesmo os fatos da vida particular. E pouco lhes importam os resultados. Basta que retornem no Poder. Deixam que sangre. Conhecem bem. Sabem como vai terminar se a investigação continuar. Para o meu voto, eu só não vou esquecer que sobretudo sabem como estancar qualquer sangramento inicial. Também essa habilidade já foi muito bem comprovada, há séculos. Nesse particular, basta à nossa lembrança, a quebra do sigilo do PAI(nel) eletrônico. Assim sendo, nem mesmo ao sr. Francenildo dirijo minhas homenagens, menos ainda as dirijo ao seu 'pai' que pagou $25.000,00 para não ser identificado como tal (?). Concordo apenas que não se pode quebrar o sigilo do PAI(nel). Todavia, discordo de eventuais homenagens ao 'filho', já que nada sei sobre as razões que levaram o 'pai' a dar-lhe tal quantia, como noticiado, para evitar o reconhecimento de paternidade ou seria a divulgação do nome do pai, num emergente aparecimento na mídia. Afinal, porque mereceu receber o dinheiro e as homenagens? Por cumprimento de dever de cidadão? De filho? Na ausência de açodamentos políticos as questões éticas se tornam mais simples. Como não via nobres motivos para os governistas do tempo do governo FHC estarem vasculhando os votos no PAI(nel) eletrônico. Apenas via a necessidade da investigação."

João Bosco da Costa Azevedo - 31/3/2006

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