Quinta-feira, 20 de setembro de 2018

ISSN 1983-392X

Condenação em segunda instância

de 11/3/2018 a 17/3/2018

"A cúpula das organizações criminosas que sequestraram as governanças do país está investindo pesado para que o STF mude a decisão de 2016, sobre a prisão do réu após condenação em segunda instância. Todo o esquema de impunidade dos criminosos de colarinho branco depende dessa mudança para que os processos acusatórios estendam infindáveis recursos protelatórios até o esquecimento ou arquivamento por prescrição. É muito dinheiro obtido nos esquemas de corrupção institucionalizados em todos os níveis de governo, que dependem das autorizações dos chefes instalados em cargos estratégicos para beneficiar grupos econômico-financeiros. Se houver um retrocesso no atual entendimento, a impunidade voltará ainda mais forte impedindo a aplicação das leis que punem os que cometem crimes contra o erário e aos recursos da Nação. Os corruptos sabem que a prisão após condenação em segunda instância está permitindo que, pela primeira vez no país, pôr na cadeia bandidos que tinham a certeza da impunidade. A presidente do STF ministra Cármen Lúcia e os demais ministros que batalham por um Brasil melhor têm nas mãos a decisão de remover das governanças os chefes dos esquemas criminosos. Ou então, permitir que as organizações criminosas continuem a saquear os recursos públicos, empurrando a população à desesperança e ao crime. O governo Temer rotula a intervenção militar no Rio como combate ao crime organizado das favelas. A Lava Jato, que combate o crime organizado em áreas mais luxuosas perderá todo o seu trabalho caso o STF vote contra a prisão após condenação em segunda instância. Se houver retrocesso, os bandidos hoje presos voltarão às ruas e gabinetes com os mesmos esquemas de saques à Nação. Que Deus nos livre desse triste fim!"

José Renato Almeida - 11/3/2018

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