Quarta-feira, 18 de setembro de 2019

ISSN 1983-392X

Gramatigalhas

de 11/8/2019 a 17/8/2019

"O separador de milhar é um ponto ou um espaço? Estou perguntando isso porque a portaria 590, de 02 de dezembro de 2013, do Inmetro diz o seguinte: '3.5.2 Os números que representam quantias em dinheiro, ou quantidades de mercadorias, bens ou serviços em documentos para efeitos fiscais, jurídicos e/ou comerciais, devem ser escritos com os algarismos separados em grupos de três, a contar da vírgula para a esquerda e para direita, com pontos separando esses grupos entre si. Nos demais casos recomenda-se que os algarismos da parte inteira e os da parte decimal dos números sejam separados em grupos de três, a contar da vírgula para a esquerda e para a direita, com pequenos espaços entre esses grupos, como, por exemplo, em trabalhos de caráter técnico ou científico. Também é admitido que os algarismos da parte inteira e os da parte decimal sejam escritos seguidamente (isto é, sem separação em grupos)'. O documento Sistema Internacional de Unidades, do BIPM (Bureau Internacional de Pesos e Medidas), diz o seguinte (traduzido para o português): Segundo a 9ª CGPM (1948, resolução 7) e a 22ª CGPM (2003, resolução 10), os números com uma grande quantidade de algarismos podem ser apresentados em classes de três algarismos, separados por um espaço, a fim de facilitar a leitura. Essas classes jamais devem ser separadas por pontos ou por vírgulas. Todavia, quando houver somente quatro algarismos, antes ou depois do símbolo decimal (vírgula), é usual não se isolar um algarismo por um espaço. E agora?"

Humberto Aparecido Santos - 14/8/2019

"Prezado senhor: Sobre o uso da palavra expert no meio jurídico. Pergunto: Qual foi a intenção do advogado quando pediu a nomeação de um expert para fazer a perícia? Então, porque não usá-la. Somente porque não se encontra no dicionário da língua portuguesa? A linguística permite. Assim, o não uso dos termos em latim, que demonstrava mais erudição para aqueles que os usassem, caiu, ao contrário do que parecia àqueles que os usassem, sem que percebessem. Portanto, expert pode ser uma palavra de origem diversa da língua portuguesa, não sendo de uso erudito na linguagem dos advogados, todavia, o seu significado tem um valor, para expressar o pensamento de quem os usa, muito mais completo, claro e eficiente para quem o usa, isto é, para aquele que sabe o que pretende com a nomeação de um perito. Pretende este advogado dizer ao juiz da causa que o perito tem que ser esperto, claro e também bastante inteligente. O que encontramos na prática da advocacia é que existe muitos peritos e alguns outros que são mais especialistas na área em que a causa está sendo julgada. Portanto, tentamos dizer com a palavra expert é que o perito deverá ser um especialista competente na área em cujo processo deverá fazer a sua perícia. Eu considero a sua explicação sobre que não deve os usar a palavra expert na linguagem jurídica, por V.Sa. considerar o seu uso 'xulo', entretanto, acho que ser o seu muito conservador e contrário à intenção do advogado que expressa a sua intenção. Qual? A de querer um perito competente, esperto, no assunto cujo objeto ou matéria que devam ser periciados. Se não existe no dicionário da língua portuguesa tal palavra, existe uma distonia com a realidade, já sendo comum o seu uso em qualquer meio intelectual. Claro que não é em qualquer momento. Mas quando quisermos nos referir a uma necessidade de se ter a necessidade e um especialista em qualquer área profissional. Não só quando nos referimos a um perito, mas também quando necessitamos de um especialista em Direito. Exemplo: quando um escritório advocatício precisa de um especialista em Direito Processual Civil, põem nos meios especiais de comunicação tal expressão: advogado especialista em Direito Processual Civil. Para mim entendo que tal advogado é um expert em Direito Processual Civil. Pedindo vênia a V.Sa. pelo meu entendimento despeço-me, atenciosamente. Obrigado."

Fernando Cardinali Mader - 16/8/2019

"E quanto à palavra 'distância', não há ambiguidade quando escrevemos: A minha filha agora estuda a distância, sem crase. Que distância ela está estudando? Do Sol à Lua ou da Terra ao Sol?"

Erivelton José Santos - 16/8/2019

"O correto é 'Estabelecer o prazo de 30 (trinta) dias para apresentação do relatório conclusivo, admitida a sua prorrogação por igual prazo, quando as circunstâncias o exigirem' ou 'Estabelecer o prazo de 30 (trinta) dias para apresentação do relatório conclusivo, admitida a sua prorrogação por igual prazo, quando as circunstâncias a exigirem'? O pronome oblíquo adequado é o 'o' visto que retoma 'prazo' ou 'a' uma vez que retoma 'prorrogação'."

Ana Paula de Almeida - 16/8/2019

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