Quarta-feira, 16 de outubro de 2019

ISSN 1983-392X

Marketing Jurídico

por Alexandre Motta

Mais agilidade nas tarefas

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Nossa amiga Neila Araújo pergunta:

"Como conversar com um colaborador, pedindo para ser mais ágil na execução das tarefas, porém, não quero que se sinta pressionado. É possível?"

Neila, obrigado pela pergunta. Apesar de ser uma questão delicada, acaba sendo natural o escritório querer obter resultados com os colaboradores. Então vamos lá:

Metas:

O primeiro passo (e o mais importante) são as metas. Não existe cobrança se não existe metas acordadas entre as partes.

Se é uma tarefa pontual, o colaborador tem que se saber que deverá entregar aquilo até a data e hora combinadas. Se não o fizer, imediatamente já entende que "pisou na bola" e não cumpriu com o acordado.

Se é uma tarefa usual, que ela faz todos os dias e não tem a rapidez devida, uma micrometa deve ser estabelecida, como por exemplo: "Essa atividade que estou te pedindo consegue ser finalizada até dia XX?".

Veja que aqui estou supondo uma conversa amigável para que o rendimento seja bom e adequado entre as partes, pois é ela quem vai dar o prazo, que deverá ser respeitado. Em função disso, passamos ao próximo ponto.

Conversas e feedback:

Se uma pessoa não está cumprindo as metas estabelecidas, uma conversa franca deverá ocorrer entre as partes, deixando claro que muitas atividades deveriam ter as finalizações mais agilizadas. É importante mostrar que o escritório a vê como pessoa chave para execução daquilo e a integração do trabalho dela com o restante do escritório depende desta agilidade. Isso nos leva ao próximo ponto.

Evolução:

O ponto principal da conversa que detalhamos no ponto anterior é mostrar que o que queremos não é apenas cobrar cegamente uma atividade para que ela seja executada rapidamente, mas que queremos que o colaborador evolua nas suas atividades e evolua no escritório. É importante mostrar abertamente que vemos a colaboradora como merecedora de um possível crescimento no escritório, mas que existem detalhes que precisam ser acertados na rotina dela para que isso aconteça.

Resumidamente precisamos mostrar, através de metas e feedback, que queremos crescer esse colaborador na nossa estrutura e que se ele se empenhar na execução correta, com agilidade, isso ocorrerá.

Espero ter ajudado.

Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar.

Bom crescimento!

 

Alexandre Motta

Alexandre Motta é consultor e sócio diretor do Grupo Inrise. Com formação e pós-graduação em marketing pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), atuou durante cinco anos em escritório jurídico como responsável pela área de desenvolvimento de negócios e comunicação com clientes. É palestrante oficializado pela OAB (tendo recebido inclusive a Medalha do Mérito Jurídico), escreve artigos de relevância para o mercado atual e é autor dos livros "Marketing Jurídico – Os Dois Lados da Moeda" e "O Guia Definitivo do Marketing Jurídico". Apresenta também o programa de entrevistas Conversa Legal, focado na interatividade dos profissionais do setor jurídico. Desde 2002 mantém, através de sua consultoria, uma clientela de inúmeros escritórios jurídicos sob sua responsabilidade de atuação e crescimento em marketing ético.