Segunda-feira, 19 de agosto de 2019

ISSN 1983-392X

Sócrates e a Arte de Viver

O autor mostra nesse livro

sexta-feira, 4 de março de 2005

Sócrates e a Arte de Viver

O livro "Sócrates e a Arte de Viver – Um guia para a filosofia no cotidiano", do escritor e jornalista J.C. Ismael, foi lançado em novembro de 2004 e editado pela Ágora.

Sobre a obra

O autor mostra nesse livro como os ensinamentos do grande filósofo grego continuam atuais, e destaca dez deles como aprendizado para o autoconhecimento e uma vida feliz.

Quem procura o verdadeiro significado para a vida deve deter-se sobre os ensinamentos do filósofo Sócrates, nascido em Atenas há quase cinco séculos a..C: eles continuam mais atuais que nunca. Em "Sócrates e a Arte de Viver – Um guia para a filosofia no cotidiano", lançado pela Editora Ágora, o escritor e jornalista J.C. Ismael oferece a imperdível oportunidade de conhecer os fundamentos da revolucionária, para a época, filosofia moral de Sócrates. Escritor habilidoso, o autor mostra, em linguagem didática e acessível, como a filosofia pode ser um poderoso — e talvez o mais eficiente — instrumento de autoconhecimento.

Nos últimos anos, lembra Ismael, a chamada filosofia clínica -- cuja prática aceita com reservas, por ver nela uma “apropriação” indevida dos objetivos da psicoterapia -- tem sido proposta por autores como Lou Marinoff e Alain de Botton, entre outros, como alternativa à terapia psicológica, visando basicamente libertar a filosofia dos círculos acadêmicos, colocando-a a serviço do que se poderia definir vagamente como mais um instrumento voltado para a busca da saúde mental. Tal proposta, afirma o autor, é pretensamente moderna, já encontrada, sem o viés “psicoterápico”, nos ensinamentos de Sócrates, que ousou contrariar os pensadores da época ao eleger o homem como tema principal das suas reflexões. "É uma extraordinária herança de ensinamentos práticos, um verdadeiro código de conduta da vida cotidiana", diz Ismael, 'para quem a busca do conhecimento — tal como pregados por Sócrates — "levam o homem a responder por si mesmo, pelos seus atos, pelo que faz ou deixa de fazer com sua vida, transformando-se assim, e ao mesmo tempo, em acusador, defensor e juiz de si mesmo."

A felicidade a que todas as pessoas almejam, não é, de acordo com Sócrates, ideal meramente hedonista, mas a validação da individualidade, como lembra o autor, pois para o filósofo, ser feliz é estar atento ao desejo do deus interior que dotou o homem de razão para investigar a sua vida e renová-la a cada alvorecer, -- e a filosofia, acima de tudo, ensina como viver, o que significa que o devemos pautar nossa vida por ações virtuosas que praticamos sendo nós mesmos, alcançáveis por meio de um questionamento contínuo do nossos atos.

Fundador da filosofia moral, Sócrates, segundo palavras de Cícero, "fez a filosofia descer dos céus à terra". Antes, os filósofos buscavam obsessivamente uma explicação para o mundo natural. Para Sócrates, entretanto, a especulação filosófica deveria se voltar para outro assunto, mais importante e urgente: o homem e tudo o que fosse humano. E, como registra o autor, não deixa de ser irônico o fato de a história da filosofia estar dividida antes e depois de Sócrates, que não deixou nenhum escrito, mas felizmente o que se sabe a respeito da sua vida e pensamentos deve-se principalmente aos discípulos Platão e Xenofonte. Com base nos escritos dois e em estudos sobre Sócrates, o autor fez um paciente trabalho de garimpagem para sintetizar os ensinamentos do filósofo, objeto do capítulo 3. Nele o leitor encontrará preciosas sugestões para a difícil arte de viver com vigor e alegria consubstanciadas em dez lições sobre a essência do socratismo a qual inclui, entre outros, temas como cuidado com a alma, a natureza do amor e o que é a liberdade.

O livro também inclui uma breve introdução sobre o nascimento da filosofia e sobre os filósofos pré-socráticos, o perfil do Sócrates histórico e uma seleção de trechos dos escritos de Platão, nos quais Sócrates é o protagonista inquieto e genial.

Sobre o autor

J.C. Ismael (José Carlos Ismael) começou no jornalismo em 1954 como repórter e crítico de cinema em jornais da cidade paulista de São José do Rio Preto, onde nasceu. Formado em Direito pela PUC/SP em 1962, foi crítico de cinema do jornal O Estado de S.Paulo e colaborador do Suplemento Literário, dos que o sucederam e do Caderno 2, todos daquele jornal. Foi ainda colaborador da Folha de S.Paulo (Ilustrada), da revista IstoÉ e do Jornal da Tarde (Caderno de Sábado), sempre na área da cultura, tendo publicado cerca de quinhentos artigos, entre resenhas de livros, entrevistas e ensaios. Em 1968 produziu e dirigiu o documentário “Um dia na velhice”, e entre 1978 e 1981 produziu curtas-metragens sobre artes plásticas, inclusive o único existente sobre a obra do pintor Samson Flexor. Editor de antologias poéticas de William Blake e John Donne, é autor de “Cinema e Circunstância” (Buriti, 1963), “Thomas Merton, O Apóstolo da Compaixão” (T.A. Queiroz, 1984), “Alan Watts – A sagração do caminho” (T.A.Queiroz, 1988), “Iniciação ao Misticismo Cristão” (Record/Nova Era, 1998), do ensaio "O homem aprenderá a viver no presente", da coletânea Visões do Novo Milênio (Mercuryo, 1999) e de “O médico e o paciente – Breve História de uma relação delicada” (T.A.Queiroz, 2002).

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