Segunda-feira, 23 de setembro de 2019

ISSN 1983-392X

Museu da Justiça do Rio reabre após obras de restauração

Após 18 meses de obras ao custo de R$ 35 milhões, o Museu da Justiça do Rio será reinaugurado hoje. Ele funciona no prédio do Palácio de Justiça, construído em 1926, quando a cidade ainda era a capital do país. O edifício de cinco andares no centro carioca foi completamente restaurado.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010


História

Museu da Justiça do Rio reabre após obras de restauração

Após 18 meses de obras ao custo de R$ 35 milhões, o Museu da Justiça do Rio será reinaugurado hoje. Ele funciona no prédio do Palácio de Justiça, construído em 1926, quando a cidade ainda era a capital do país. O edifício de cinco andares no centro carioca foi completamente restaurado.

No total, 20 mil processos judiciais dos séculos 19 e 20 estarão disponíveis ao público. Entre eles, livros de compra e venda de escravos e até inventários da família imperial. O museu do TJ/RJ vai ficar no terceiro andar do prédio, que terá também um centro cultural no térreo, escritórios de entidades ligadas ao Poder Judiciário e, nos dois andares superiores, a Escola de Administração Judiciária (Esaj).

O Museu da Justiça do Estado do Rio de Janeiro, inaugurado em 23 de agosto de 1988 e pioneiro em seu gênero no país, tem por objetivo resgatar, preservar e divulgar a memória do Judiciário fluminense, proporcionando a pesquisadores, historiadores, magistrados e ao público em geral o acesso a fontes históricas da Justiça do nosso estado.

Construído no terreno que abrigou o antigo Teatro São Januário, na Rua Dom Manuel, o prédio foi concebido pelos arquitetos Fernando Nereu de Sampaio e Gabriel Fernandes. "A obra tem um estilo eclético, mas com forte influência do neo-renascimento italiano. É bastante peculiar por isso", explica o historiador e chefe do serviço de documentação histórica do TJ/RJ, Jorge Luiz Rocha.

Naquele espaço funcionou a Corte de Apelação do antigo Distrito Federal, o Tribunal de Justiça da Guanabara e o Tribunal de Alçada Criminal, até 1998. Entre as atrações está o salão no qual funcionou até 2008 o 1.º Tribunal do Júri. Ali, Gregório Fortunato, segurança pessoal do presidente Getúlio Vargas, foi condenado a 25 anos de prisão por ser mandante do atentado contra o jornalista Carlos Lacerda na Rua Tonelero, em 1954. O crime resultou na morte do major da Aeronáutica Rubens Vaz e na crise que terminou com o suicídio de Vargas, 19 dias depois.

Também faz parte do acervo o processo contra Josias Nunes de Oliveira, motorista de ônibus da Viação Cometa considerado responsável pelo acidente que matou o ex-presidente Juscelino Kubitschek, em 1976.

Renovação

O TJ/RJ também está inaugurando dois prédios na quadra ao lado. Neles vão funcionar a área criminal e o departamento de tecnologia. Com as inaugurações e o restauro da Praça do Expedicionário, o TJ/RJ tenta revitalizar a região.

Julgamentos feitos no local

Tim Lopes (2005)

Três anos depois do assassinato do jornalista Tim Lopes, o traficante acusado de comandar o crime, Elias Maluco, foi condenado no Palácio de Justiça.

Daniela Perez (1996)

Ali foram julgados os réus Guilherme de Pádua e Paula de Almeida Thomaz, acusados de assassinar a atriz e filha da autora Glória Perez, em 1992.

Nestor Moreira (1956)

O guarda-civil Paulo Ribeiro Peixoto foi condenado a nove anos de reclusão por espancar o jornalista dois anos antes, dentro de uma delegacia. Moreira, que morreu 11 dias depois da agressão, foi reclamar de um preço abusivo cobrado por um taxista.

Crime do Sacopã (1954)

O tenente Alberto Bandeira foi condenado pelo assassinato, em 1952, do bancário Afrânio Arsênio de Lemos. No entanto, falhas no julgamento fizeram com que o tenente fosse indultado e o crime prescreveu.

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