Domingo, 24 de março de 2019

ISSN 1983-392X

Troca de farpas

Veja a guerra que já está travada nos bastidores

terça-feira, 18 de março de 2003

Troca de farpas

O bloco formado por EUA, Reino Unido e Espanha não esperou o início da reunião a portas fechadas do Conselho de Segurança (CS) para anunciar que desistira de submeter aos 15 membros nova resolução sobre o Iraque, autorizando uma ação militar. Os EUA decidiu não submeter à votação do conselho, depois de constatar que não teria o apoio da maioria.

Num comunicado lido pelo embaixador britânico na ONU, Jeremy Greenstock, os três países descartaram obter aval da entidade para a guerra. Disseram que tinham o direito de dar início à guerra contra o regime do ditador Saddam Hussein com base em resoluções anteriores da ONU.

Bastou o comunicado da decisão que iniciassem as acusações:

Colin Powell, secretário do Estado dos EUA: "Foi um teste no qual o Conselho de Segurança não passou", afirmou. "A opção diplomática terminou".


Jeremy Greenstock, do Reino Unido, culpava a França, que prometera vetar uma nova resolução, pela decisão que seu bloco tomara, no que foi ecoado por seu colega americano.

John Negroponte, embaixador dos EUA na ONU: "Acreditamos que estaríamos perto da aprovação. Lamentamos que, diante da ameaça explícita de veto de um membro permanente, a contagem dos votos se tornou secundária".

Kofi Annan, secretário geral da ONU: "Se a ação acontecer sem o apoio do conselho, sua legitimidade será questionada e o apoio a ela será reduzido".

Dominique de Villepin, ministro das Relações exteriores da França: "A França não pode aceitar um ultimato que contempla o uso automático da força".

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