Quarta-feira, 17 de julho de 2019

ISSN 1983-392X

Magistratura em perigo

Veja: Juíza do DIPO, do TJ de São Paulo é ameaçada de morte

segunda-feira, 31 de março de 2003

Juíza de SP está ameaçada de morte

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a juíza-corregedora do Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo), do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivana David Boriero, de 41 anos, foi ameaçada de morte e está sob escolta policial do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil desde a noite do assassinato do juiz-corregedor de Presidente Prudente, Antonio José Machado Dias. A ameaça contra a magistrada veio por meio de um telefonema anônimo.

Ivana é a responsável pelo acompanhamento de todos os inquéritos policiais da cidade de São Paulo, nos quais decide a concessão de escutas telefônicas, mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, além de fiscalizar todas as carceragens que a Polícia Civil mantém na cidade. Também apura denúncias de maus-tratos contra presos e abusos praticados por policiais civis.

TACrim - O medo de que ações como a que vitimou o juiz de Prudente se repitam chegou até o Tribunal de Alçada Criminal (TACrim), o maior tribunal criminal da América Latina, onde juízes publicamente pediram mais segurança para o prédio - como a instalação de detectores de metal e a revista mais rigorosa das pessoas que entram no edifício, no centro da cidade.

Na sexta-feira, a Associações Paulista de Magistrados (Apamagis) reuniu juízes-corregedores de Varas das Execuções Criminais de todo o Estado - mesma função exercida pelo juiz Machado Dias - para discutir a segurança dos magistrados. O resultado da reunião não foi divulgado. Todos os juízes que ocupam essa função, no entanto, estão sob proteção policial. São eles que decidem a concessão de benefícios a presos, acompanham o cumprimento das penas e fiscalizam as prisões do Estado.

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