Quarta-feira, 13 de novembro de 2019

ISSN 1983-392X

Caso Alstom

CNMP apura conduta do procurador da República Rodrigo de Grandis

Membro do parquet é investigado por não ter colaborado com autoridades suíças que, em 2011, solicitaram que quatro suspeitos acusados de distribuir propina a servidores e políticos fossem interrogados.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O corregedor nacional do MP, Alessandro Tramujas, instaurou na última quarta-feira, 30, reclamação disciplinar para apurar a conduta do procurador da República em SP Rodrigo de Grandis.

O membro do MPF/SP é investigado por ter atrasado as investigações sobre o possível envolvimento de autoridades públicas no chamado "caso Alstom". A corregedoria do MPF será notificada sobre a reclamação disciplinar e deverá informar ao órgão nacional se há alguma apuração em andamento.

A investigação tem início depois que o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, enviou ofício à Secretaria de Cooperação Jurídica Internacional do MPF "para determinar o esclarecimento sobre a suposta demora no cumprimento de pedido de cooperação jurídica passiva em matéria penal no caso Alstom".

Rodrigo de Grandis é acusado de não ter colaborado com autoridades suíças que, em 2011, investigavam negócios feitos pela multinacional francesa Alstom com o governo do Estado de SP. Quatro pessoas são acusadas de distribuir propina a funcionários públicos e políticos em licitações nas áreas de energia e transportes públicos em SP. De acordo com a Folha de S.Paulo, o MP da Suíça teria cansado de esperar pela ajuda da procuradoria brasileira e arquivado as investigações sobre três suspeitos.

Em nota de esclarecimento emitida no último dia 28, a Procuradoria da República em SP afirmou que, em 2010, cumpriu as diligências que constavam do pedido originário do MP suíço. O parquet admite, no entanto, que diligências suplementares enviados em 2011 deixaram de ser atendidas "em razão de uma falha administrativa", uma vez que o pedido foi arquivado erroneamente em uma pasta de documentos auxiliares, quando deveria ser juntado ao processo de cooperação internacional principal.

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