Sábado, 24 de agosto de 2019

ISSN 1983-392X

Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo aprova PL que reduz IPVA de carro bicombustível

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quinta-feira, 29 de dezembro de 2005

Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo aprova PL que reduz IPVA de carro bicombustível

Todo veículo bicombustível passará a pagar IPVA igual ao cobrado dos carros movidos a álcool. É isto o que determina o projeto de lei de autoria do deputado estadual Baleia Rossi, aprovado pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Para virar lei, o projeto precisa ser sancionado pelo governador Geraldo Alckmin o que, na sua opinião, incentivará ainda mais a produção de veículos bicombustíveis no país. “Além disso, comenta o parlamentar, este incentivo à produção de veículo bicombustível representa uma decisão ecologicamente correta, pois a opção do uso do álcool reduz a emissão de gases poluentes”.

Baleia Rossi vê outro mérito neste seu projeto: “A implementação desta Lei corrigirá uma injustiça cometida contra os proprietários de carros bicombustíveis, que até o presente momento pagam pelo IPVA um valor bem mais elevado de quem possui carro a álcool. Trata-se de uma discriminação injustificável”, disse.

O parlamentar acredita que o projeto será sancionado pelo governador, pois vai ao encontro da diretriz de desoneração adotada pelo governo. “O governador tem dado seguidas demonstrações de que está realmente compromissado com a redução de tributos e esta lei, de minha autoria, vai ao encontro desse objetivo”, afirmou.

Veja abaixo algumas matérias sobre veículos bicombustíveis.

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Bicombustíveis devem representar 75% das vendas de veículos em 2006, diz Câmara

A aceleração das vendas de veículos bicombustíveis surpreendeu até mesmo a Câmara Setorial da Cadeia de Açúcar e Álcool. A câmara estimava que os bicombustíveis fossem representar 67% das vendas totais de veículos do país só em 2006.

Após os resultados registrados nos últimos meses, essa projeção já foi revista para cima. A previsão agora é que a nova tecnologia responda por 75% das vendas de veículos novos do próximo ano.

"A aceitação [dos bicombustíveis] está sendo mais rápida do que o esperado. As vendas se aceleraram muito", disse o presidente da câmara, Luiz Carlos Corrêa Carvalho.

Segundo ele, a ampliação das vendas é reflexo da demanda combinada à oferta. "A oferta está correndo atrás da demanda. Sabemos que já existe sobra de veículos a gasolina nas lojas, enquanto há fila de espera por determinados modelos flex fuel."

Esse avanço dos bicombustíveis já foi medido pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Os bicombustíveis superaram pela primeira vez, em maio, as vendas dos movidos a gasolina. Do total vendido, 49,5% eram bicombustíveis e 43,3% eram movidos a gasolina.

O presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb, disse que a trajetória dos bicombustíveis no mercado é crescente. "A [aceitação da] tecnologia cresce à medida que aumenta a disponibilidade de modelos.""

Consumidor

Carvalho disse que o consumidor será o grande beneficiado pela ampliação da frota de veículos bicombustíveis --roda com álcool ou gasolina, juntos ou separados. "O consumidor passa a ser o rei do negócio. Ele não depende exclusivamente da variações de preços da gasolina ou do álcool. É ele quem decide que combustível vai usar."

Além disso, a Câmara Setorial aposta na exportação dessa tecnologia para outros países. "Todos os países estão muito interessados na adoção de combustíveis renováveis."

Pelos cálculos da Câmara Setorial da Cadeia de Açúcar e Álcool, do Ministério da Agricultura, a entrada dos bicombustíveis na frota nacional de carros deve elevar em 600 milhões de litros a demanda de álcool etílico para 2005. No ano passado, a demanda total do país foi de 13 bilhões de litros.

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Fonte: Folha de S. Paulo

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Bicombustível é vedete de vendas no Brasil

Os veículos bicombustíveis, movidos a álcool e a gasolina, já são maioria no Brasil. De cada 10 carros vendidos pelas montadoras, apenas três não são "flex fuel".Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em novembro 70,9% dos veículos montados no país eram bicombustíveis. Em janeiro de 2003, quando a tecnologia foi implantada, esse percentual era de apenas 4,8%.

Em quase dois anos, 1 milhão de veículos "flex fuel" foram fabricados no Brasil. Somente neste ano, foram 755 mil unidades. A produção quadruplicou em 2005. Foram montados em janeiro deste ano 26.342 carros com essa tecnologia. No mês passado, foram 104.627 veículos. Rogélio Golfarb, presidente da Anfavea, disse que o "flex fuel" foi a vedete de vendas neste ano. Segundo ele, o veículo é uma boa alternativa em um período de alta do petróleo no mercado internacional.

O bicombustível praticamente fez desaparecer o carro movido somente a álcool e diminuiu bastante os movidos a gasolina. De acordo com a Anfavea, os veículos a álcool foram responsáveis por apenas 1% das vendas totais da indústria no mês passado. Os carros movidos a gasolina responderam por 23,9% do total e os a diesel, 4,2%. Em janeiro deste ano, os veículos a gasolina respondiam por 66% e a álcool 3,2%. A participação do "flex fuel" era menor: de 26,9%.

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Fonte: O Globo

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