Terça-feira, 12 de novembro de 2019

ISSN 1983-392X

Legado

10 anos sem J.M. Pinheiro Neto

Advogado revolucionou a forma de administrar um escritório de advocacia, despersonalizando e institucionalizando a banca.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Há 10 anos, em 21 de setembro de 2005, faleceu J. M. Pinheiro Neto, fundador do Pinheiro Neto Advogados. Mais que uma sólida banca, ele deixou um legado. Um modelo de negócio que revolucionou a forma tradicional de administrar um escritório de advocacia.

A triste notícia encabeçava a longínqua edição Migalhas nº 1.257. No lugar de lágrimas, inúmeras cartas de reconhecimento e admiração.

Ontem, após uma década sem J. M. Pinheiro Neto, o escritório Pinheiro Neto Advogados prestou sua homenagem ao fundador, enviando a amigos e clientes a carta abaixo :

Em 5 de junho de 1988, José Martins Pinheiro Neto escreveu uma carta a seus sócios indicando alguns pontos para reflexão. Ele sempre demonstrou preocupação com o futuro da firma que fundou. Um dos pontos dizia respeito à mudança da advocacia nos últimos anos.

Segundo Pinheiro, como era conhecido por seus colegas, a profissão estava perdendo o aspecto sedentário, que permitia ao advogado esperar que os casos chegassem até ele, e partindo para um modelo mais profissional, onde todos precisavam “sair à rua” para conquistar clientes. Há 27 anos ele indicou a seus sócios que o modelo de negócio de seu escritório precisava evoluir. E estava certo.

Segundo dados do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em 2005 o país contava com pouco mais de 500 mil profissionais regularmente inscritos na entidade. Hoje são mais de 890 mil. O mercado de trabalho cresceu e o número de escritórios de advocacia também. Além disso, o país passou a enfrentar a concorrência de um mercado cada vez mais globalizado.

Olhar para o futuro e antecipar cenários sempre foi uma marca importante do escritório – reflexo do modo como Pinheiro e seus sócios encaravam o trabalho. Pinheiro morreu no dia 21 de setembro de 2005 e, 10 anos após sua morte, revisitamos esse período.

Nos últimos 10 anos Pinheiro Neto Advogados seguiu à risca um minucioso processo de institucionalização, que garantiu não só a perenidade do escritório, como manteve o protagonismo da firma no cenário jurídico mundial.

Em 2006, após 42 anos instalados no centro de São Paulo, transferimos nosso escritório para um prédio de 12 mil m2 e oito andares na Rua Hungria. O esforço compreendeu a transferência de 25 toneladas de equipamentos, 850 computadores, 40.000 livros e 11 quilômetros de estantes. Tudo para acompanhar o movimento de nossos clientes. Os escritórios em Brasília e Rio de Janeiro seguiram o mesmo caminho em 2008 e 2010, respectivamente.

Despersonalizar e institucionalizar o escritório eram desejos do próprio Pinheiro, sempre preocupado com sua sucessão. Anos antes de morrer, propôs a gestão por um colegiado, chamado grupo executivo, uma espécie de diretoria. Desde então, o modelo evoluiu. A administração é responsabilidade de um sócio gestor, eleito por maioria absoluta de votos, as regras são claras e a interferência direta de todos os sócios no dia-a-dia garante não só a qualidade, mas a governança.

Nos últimos 10 anos Pinheiro Neto Advogados admitiu 41 novos sócios. Historicamente, o escritório sempre investiu na formação de seus talentos. Hoje, 95% dos sócios começaram como estagiários e percorreram um plano de carreira minuciosamente planejado para garantir a manutenção da cultura do escritório.

O período também foi marcado por muito trabalho:

  • Em 2005 nós tínhamos pouco mais de 30 mil casos ativos. Hoje, nossos advogados atuam em cerca de 45 mil.
  • Criamos em 2009 a Comissão da Mulher Advogada com o objetivo de reter e promover os talentos femininos da firma, assegurando a multiplicidade de visões e a flexibilidade que a profissão e os clientes demandam.
  • Em 2010 nos tornamos o primeiro escritório de advocacia do Brasil a juntar-se ao grupo dos maiores investidores sociais do país, segundo relatório do Grupo de Institutos Fundações e Empresas (GIFE). Nesse mesmo ano lançamos nosso primeiro relatório de atividades sociais.
  • Em 2011, apresentamos ao mercado a Escola de Formação Pinheiro Neto, que foi desenvolvida para aprimorar a formação profissional dos nossos advogados em temas pertinentes a cada aspecto de suas carreiras.
  • Ainda em 2011, criamos a Comissão da Diversidade para aprimorar boas práticas gerenciais, combater a desinformação e aumentar o respeito, a tolerância e a dignidade das pessoas no ambiente de trabalho e com terceiros. No ano seguinte recebemos do governo do Estado de São Paulo o Selo Paulista da Diversidade, que reconhece empresas que possuam, em fase de estudo, desenvolvimento, implementação e avaliação, plano de trabalho que expresse políticas favoráveis à diversidade.
  • Em 2013, recebemos da Euromoney o prêmio Americas Women in Business Law pelo melhor programa feminino de mentoring da América Latina.

Neste dia 21, lembramos não apenas do Pinheiro, mas dos feitos que ele imaginou que sua firma poderia alcançar após seu afastamento. Queremos manter vivo o mesmo espírito ousado e inovador que marcou sua vida profissional, e que continua marcando a trajetória do escritório fundado por ele.

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