Domingo, 17 de novembro de 2019

ISSN 1983-392X

Todo Poderoso

Para diretor da LSE "Lula pode mudar o mundo"

terça-feira, 15 de julho de 2003

 

Para diretor da LSE "Lula pode mudar o mundo"

 

O palco foi o do teatro Peacock, o maior da London School of Economics. E a platéia, dessa vez, não foi formada apenas de brasileiros. Esse foi o cenário encontrado por Lula durante sua conferência na London School of Economics and Political Science, em Londres.

Antes de começar sua aula pública na LSE, o presidente ouviu do sociólogo Anthony Giddens, o diretor da instituição, que ele "pode mudar o mundo".

"Lula quer mudar o Brasil, mas eu seriamente penso que ele pode mudar o mundo", disse Giddens, num discurso cheio de elogios ao presidente brasileiro.

O diretor da LSE deu a Lula um boné da instituição, que o presidente imediatamente pôs na cabeça e só tirou quando começou a discursar. Ele foi recebido com fortes aplausos da platéia.

Após pouco tempo tentando ler o discurso que havia sido preparado, o presidente decidiu improvisar.

"Eu gostaria que política internacional fosse como eu e Marisa. Nós nos conhecemos, em cinco meses nos casamos e estamos há 30 anos fazendo negócios", disse ele, entre gargalhadas do público, antes de completar: "E o superavit comercial é dela".

Outro momento do discurso que arrancou gargalhadas dos espectadores foi quando Lula criticou a falta de transportes confiáveis entre países latino-americanos.

O presidente citou que homens de negócios de alguns países da América do Sul precisam fazer escala em Miami para irem ao Brasil, devido à falta de vôos diretos.

"Se ele tiver que fazer escala em Miami, já faz negócios em Miami, não precisa ir para o Brasil", brincou Lula.

Sobre assuntos internos, ele disse que, em seu governo, está ampliando o combate a corrupção, os investimentos em saúde e educação, os programas Fome Zero e Primeiro Emprego e as reformas da Previdência e tributária.

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