Domingo, 18 de agosto de 2019

ISSN 1983-392X

TJ/RJ discute a segurança na Tecnologia da Informação

quinta-feira, 13 de abril de 2006


TJ/RJ discute a segurança na Tecnologia da Informação


“A informatização é um caminho sem volta. Depois que se informatiza, não tem como voltar à época das fichinhas antigas nos cartórios. Temos que investir sempre, em pessoal e em equipamentos. Tem sido uma das formas de avanço na prestação jurisdicional. E, quem tem a informação tem o poder. Daí, a importância da segurança”, afirmou o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Sergio Cavalieri Filho, durante a abertura do “Seminário de Governança e Segurança em TI” - Tecnologia da Informação, realizado ontem pela manhã, na Emerj. Na ocasião, foram discutidas as novas tendências, problemas e soluções práticas sobre o assunto.


O desembargador disse que acredita no avanço e na necessidade da Informática nos dias atuais. “Começamos a informatizar o Poder Judiciário do Rio à época do extinto Tribunal de Alçada Cível. E, desde então, a informatização tem sido uma caminhada vitoriosa. Somos hoje a Justiça brasileira mais informatizada do país”, disse Cavalieri. Ele também concordou com o diretor-geral de Tecnologia da Informação do TJ/RJ, Jorge Antonio de Souza Rocha, que enfatizou a importância da conscientização das pessoas para a proteção da informação. “A segurança começa dentro de nós, não adiantando seguir apenas regras”, comentou Jorge Rocha.


Após a abertura, que ocorreu às 9 horas, teve início a palestra “Os Tribunais e a Segurança da Informação”, com Renato Opice Blum, da Opice Blum Advogados Associados. Segundo ele, a lei brasileira não avança como deveria no que diz respeito à proteção aos sistemas de informação. Citou como exemplo, uma votação no Congresso Nacional em 2000, onde o painel eletrônico com o resultado da votação foi violado havendo uma tentativa de apagamento dos dados, que foram recuperados, posteriormente, por uma perícia da Unicamp. Na época, ninguém foi punido, pois a lei não previa aquele tipo de crime.


Renato Opice Blum falou ainda que o TJ/RJ é o mais avançado dos tribunais brasileiros no uso de seu sistema de informação, lembrando que o Brasil tem mais de 5.000 decisões judiciais envolvendo meios eletrônicos: portais, violação de direitos autorais, informações confidenciais etc. Ele enfatizou a importância da proteção à informação passar pelo cuidado das pessoas ao usá-la e não apenas pelos sistemas.


Em seguida, o gerente de Segurança da Informação da Consoft, Fernando Nicolau Freitas Ferreira, falou sobre “Segurança em Tecnologia da Informação”. Ele disse que os incidentes crescem ano a ano, e que o Brasil ocupa a segunda colocação em relação ao problema, perdendo apenas para os Estados Unidos. Fernando explicou ainda que os vírus são os tipos mais comuns de incidentes e estão concentrados, principalmente, nos usuários, seguidos de colaboradores das organizações, hackers internos e externos, SPAM, falhas no sistema, entre outros. “A preocupação com a segurança supera hoje a do terrorismo e do impacto ambiental, com prejuízos, segundo pesquisas, de 67, 2 bilhões de dólares por ano, onde 87% das empresas pesquisadas apresentaram algum tipo de falha em seus sistemas. E isto é muito sério, porque 93% da informação produzida no planeta nascem em forma digital”, comentou.


O seminário prosseguiu com o tema “Desenvolvendo a Governança de TI”, com o palestrante Márcio Tadeu de Araújo, coordenador de Governança de TI da VIVO. Para ele, a Tecnologia de Informação deve agregar valor ao negócio. Se não fizer isto, terá um problema de gestão. “A Governança deve funcionar de maneira básica. Ela é estrutura na área da TI, através da implementação de um bom modelo de gestão. Atua também como uma grande interface nas áreas de auditorias, cuidando dos controles da informação e de seus excessos”, lembrou Márcio.


A última palestra foi realizada por César Monteiro, diretor de Governança de TI da Consoft, que debateu “COBIT e ITIL: Normas e Boas Práticas para Governança de TI”. Ele disse que os dois sistemas são muito usados atualmente no Brasil, principalmente pelas auditorias para análise de negócios. “O COBIT tem sido, inclusive, referência nacional no Bacen, no Banco do Brasil e nas Secretarias de Fazendas“, onde os objetivos de controle estão relacionados ao uso da Tecnologia da Informação”, completou. Ele finalizou as palestras do evento, que terminou por volta das 13h, dizendo que o COBIT faz uma análise e o ITIL levanta a maturidade de uma área da Tecnologia da Informação.

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Fonte: TJ/RJ

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