Domingo, 21 de outubro de 2018

ISSN 1983-392X

Mercado de ações

Credores pedem que CVM barre IPO da Ri Happy

Argumenta-se possível risco de responsabilização da Ri Happy por dívidas da UrbPlan, antes controlada pelo mesmo grupo.

terça-feira, 6 de março de 2018

Credores e clientes da loteadora UrbPlan, que até o fim do ano passado era controlada pelo grupo Carlyle, entraram com pedidos na CVM para impugnação de oferta inicial de ações da rede de brinquedos Ri Happy, que é controlada pelo grupo. Movimento ocorreu após, em janeiro, o grupo protocolar na CVM pedido de IPO para venda na bolsa de ações que detém na Ri Happy. A oferta deve ter seu preço fechado até março.

Os compradores argumentam que não receberam os lotes ou que as obras foram entregues inacabadas pela UrbPlan, enquanto os donos de terrenos dizem que estão sendo executados na Justiça pelas obras não realizadas. Os credores, que adquiriram CRIs emitidos pela UrbPlan, cobram cerca de R$ 500 mi em dívidas.

No pedido à CVM, eles questionam a "idoneidade do emissor" de CRI, e apontam um possível risco de responsabilização da Ri Happy pelas dívidas da Urbplan, porque podem judicialmente serem consideradas sociedades coligadas, por terem o mesmo controlador. Os documentos afirmam que houve troca de controle da UrbPlan no fim do ano passado, mas alegam que não conseguem obter, com o fundo de private equity, informações sobre a mudança acionária. Ainda assim, argumentam que a responsabilidade é do Carlyle, pela gestão de 2007 a 2017.

Assim, pedem que CVM indefira pedido de oferta pública da Ri Happy, ou condicione a oferta à prestação de garantias de que o produto da venda das ações será utilizado para indenizar os adquirentes de lotes lesados pela Urbplan.

Os documentos são assinados pelos escritórios Bianco Advogados (veja a petição) e Bastos Silva Advogados Associados (veja a petição), que representam a Associação de Adquirentes de Lotes da UrbanPlan, apoiada por credores como o Banco BBM e a gestora de recursos Capitânia, e donos de terreno que haviam feito parceria de áreas com a loteadora.

Informações: Valor Econômico.

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