Quarta-feira, 17 de julho de 2019

ISSN 1983-392X

História

De Washington Luís a JK: conheça ex-presidentes que já foram presos

Hermes da Fonseca, Artur Bernardes e João Fernandes Café Filho também foram ex-presidentes que passaram pela prisão.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Mesmo condenado a 12 anos e 1 mês de reclusão em regime inicial fechado, o ex-presidente Lula tem tentado escapar do xadrez com os diversos HCs impetrados nos tribunais. Vale lembrar que Lula já foi preso, quando ainda era líder do movimento sindical.

Mas, perto de outros ex-presidentes da história, Lula ainda está no lucro. Hermes da Fonseca, Washington Luís, Artur Bernardes, João Fernandes Café Filho e Juscelino Kubitschek já estiveram presos e dois deles tiveram suas liberdades cerceadas durante o mandato. Relembre:

  • Hermes da Fonseca:

A República Velha teve seus momentos de tensão com a prisão de Hermes da Fonseca, que governou o país de 1910 a 1914. Sua prisão aconteceu quando já não mais era presidente da República, em 1922, ano em que Epitácio Pessoa, então chefe do Poder Executivo, mandou fechar o Clube Militar, presidido por Hermes da Fonseca, junto com a ordem da prisão do ex-presidente.

Se o exército e o governo não eram muito amigáveis nessa época, a prisão de Hermes da Fonseca e o fechamento do clube só pioraram a situação. Era a pólvora que faltava nos quartéis do Rio de Janeiro para se começar um levante, que ficou conhecido como a Revolta dos 18 do Forte, em 1922.

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(Fonte: Correio da Manhã, 1922)

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(Fonte: jornal O Paiz, 1922)

  • Artur Bernardes:

Ainda no clima da Revolta dos 18 do Forte e mesmo com a oposição dos militares, Artur Bernardes chega à presidência no mesmo ano. Durante seu mandato, "prisão" não foi uma palavra que Artur Bernardes se preocupou, até que chegou o ano de 1932 com mais uma revolução: a Constitucionalista. O antigo presidente foi preso por tentar fazer um levante em apoio ao movimento paulista. Passou pelo Rio de Janeiro para colher depoimentos e depois partiu para Portugal se exilar.

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(Fonte: jornal O Globo, 1932)

  • Washington Luís:

No dia 24 de outubro de 1930, o presidente cujo lema era "governar o país e abrir estradas" foi deposto e preso pelas Forças Armadas. Washington Luís foi acusado de ordenar o assassinato de João Pessoa, candidato da chapa da Aliança Liberal à vice-presidência. À época, o clima era tenso em virtude das eleições que ocorreram em 1° de março de 1930. Júlio Prestes havia saído vitorioso, mas a Aliança Liberal acusou o pleito eleitoral de ser fraudulento. A responsabilidade pela morte de João Pessoa foi atribuída ao governo Federal e Washington Luís foi o primeiro presidente brasileiro preso durante o mandato, tendo o forte de Copacabana como seu singelo lar compulsório. Com a deposição e prisão do ex-presidente uma nova revolução estaria à vista: a revolução de 30 que trouxe Getúlio Vargas ao poder.

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(Fonte: jornal O Globo, 1930)

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(Fonte: jornal A Noite, 1936)

  • João Fernandes Café Filho:

Café Filho foi o presidente que assumiu o poder depois do suicídio de Getúlio Vargas, mas não permaneceu por muito tempo nele. O ex-presidente teve complicações de saúde em 1955 e teve de se afastar do cargo. Entretanto, quando teve alta, Café Filho viu sua casa cercada pelo exército, que o impediu de voltar ao catete. Seu cárcere foi sua própria casa e o antigo presidente já não mais voltaria a exercer seu cargo. Um movimento político contrário ao de Café Filho pediu ao Congresso a renúncia do presidente Carlos Luz, que ocupou o lugar dele enquanto estava afastado, e o impedimento de Café Filho de retornar ao cargo. O STF confirmou o pedido pouco tempo depois.

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(Fonte: O Estado de S. Paulo, 1955)

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(Fonte: O Estado de S. Paulo, 1955)

  • Juscelino Kubitschek:

A prisão de Juscelino Kubitschek se deu por motivos do regime militar. Em 1968, quando o país estava sob comando dos militares, JK foi preso na mesma noite em que o AI-5 foi decretado. Ele era um dos organizadores da Frente Ampla, movimento que pedia a volta da democracia. Seria mais uma ida comum ao teatro se, ao final, JK não tivesse sido preso e levado à Vila Militar.

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(Fonte: O Estado de S. Paulo, 1968)

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