Domingo, 18 de agosto de 2019

ISSN 1983-392X

Crime eleitoral

Haddad e Vaccari são denunciados na Justiça Eleitoral

Segundo promotor, ex-prefeito de São Paulo teria recebido R$ 2,6 milhões de empreiteira.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

O promotor Eleitoral Luiz Henrique Daz Poz, da 1ª zona Eleitoral de SP, denunciou nesta quinta-feira, 10, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad por crime eleitoral. Haddad é investigado na operação Cifra Oculta, que investiga repasses da empreiteira UTC Engenharia na campanha de 2012, quando foi eleito à prefeitura de São Paulo, pelo suposto recebimento de R$ 2,6 milhões por meio de caixa dois.

Também foram denunciados o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto – que teria intermediado a captação dos recursos para a campanha; o responsável pela contabilidade de Haddad nas eleições, Francisco Macena, e os donos das gráficas que atuaram na campanha Ronaldo Cândido e Francisco Carlos de Souza – conhecido como "Chico Gordo", que é ex-deputado estadual.

De acordo com a denúncia, Haddad teria omitido informações na prestação de contas da campanha eleitoral de 2012, o que imputa a ele o crime de falsidade ideológica. O promotor afirmou ainda que o ex-prefeito também "inseriu dados inexatos, que não correspondem à realidade".

Segundo Daz Poz, os valores teriam sido repassados pela empreiteira diretamente às gráficas de Francisco Carlos Souza. Ele teria confessado o recebimento do dinheiro, mas negou a relação entre as verbas e a campanha de Haddad.

A denúncia foi apresentada com base nas delações do empresário da UTC Ricardo Pessoa e do doleiro Alberto Youssef.

Defesa

De acordo com o advogado Luiz Flávio Borges D'Urso, do escritório D'Urso e Borges Advogados Associados, que defende o ex-tesoureiro do PT, Vaccari Neto "jamais foi tesoureiro de campanha e nunca solicitou qualquer recurso para campanha de quem quer que seja".

D'Urso afirma ressalta que Vaccari foi tesoureiro do partido, solicitando doações legais apenas para a legenda, que eram realizadas por meio de depósito em conta bancária do próprio PT "com recibo e com prestação de contas às autoridades". O advogado defende que Vaccari "jamais solicitou ou recebeu qualquer recurso em espécie para o PT, muito menos a título de propina", e salienta que "quem eventualmente o acusa é um delator, que nada prova, pois tratam-se de mentiras para obter diminuição de pena".

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