Quarta-feira, 23 de outubro de 2019

ISSN 1983-392X

Polêmica

Faculdade de Direito da USP desaprova professor que elogiou ditadura e atacou minorias

Texto de Eduardo Lobo Botelho Gualazzi foi distribuído aos alunos em sala de aula. Centro acadêmico repudiou atitude.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

O diretor em exercício da Faculdade de Direito da USP, professor Celso Campilongo, editou nota oficial da instituição acerca das manifestações de um dos professores sobre ditadura militar e homofobia.

Na última segunda-feira, 25, o professor associado Eduardo Lobo Botelho Gualazzi distribuiu em sala de aula texto com elogios à ditadura militar no Brasil. O documento foi entregue na aula inaugural da disciplina "Direito Administrativo Interdisciplinar”. O Centro Acadêmico XI de Agosto divulgou no Facebook nota de repúdio às declarações do professor.

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Na nota oficial da Faculdade, o diretor em exercício Celso Campilongo afirma que “é dever dos docentes, em consonância com a ordem constitucional, enfrentar estereótipos de gênero, raça, cor, etnia, religião, origem, idade, condição econômica e cultural, orientação sexual e identidade de gênero (LGBT), dentre outras, jamais incentivá-los”; “vozes que, eventualmente, fujam dessas diretrizes não representam o pensamento prevalecente na Faculdade de Direito e merecem veemente desaprovação”.

  • Veja abaixo.

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A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo zela pela liberdade de cátedra e expressão. Professores são livres e responsáveis pelo conteúdo de seus cursos, opções metodológicas, temáticas, ideológicas e bibliográficas. Contudo, a FDUSP repudia manifestações de discriminação, preconceito, incitação ao ódio e afronta aos Direitos Humanos.

A tradição da instituição, em suas atividades de ensino, pesquisa e extensão, é a da promoção dos valores da igualdade e da cidadania. É dever dos docentes, em consonância com a ordem constitucional, enfrentar estereótipos de gênero, raça, cor, etnia, religião, origem, idade, condição econômica e cultural, orientação sexual e identidade de gênero (LGBT), dentre outras, jamais incentivá-los.

A liberdade de cátedra e expressão não pode se traduzir em abuso e desrespeito à diversidade. O respeito a todos, maiorias ou minorias, é valor inegociável. Vozes que, eventualmente, fujam dessas diretrizes não representam o pensamento prevalecente na Faculdade de Direito e merecem veemente desaprovação.

Celso Fernandes Campilongo

Diretor em exercício da Faculdade de Direito da USP

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