Quinta-feira, 20 de junho de 2019

ISSN 1983-392X

Políticas de diversidade

Por que faz bem investir em diversidade nos escritórios de advocacia?

Veja a opinião de especialistas que adotam políticas de inclusão.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Diversidade é uma palavra que vem ganhando força nos últimos anos. Grupos vulneráveis como negros, mulheres e LGBTs estão mostrando para a sociedade que podem contribuir para um mundo mais justo, inclusivo e inovador.

Sensíveis às mudanças sociais e preocupados com o tema, grandes escritórios de advocacia têm investido em inclusão, diversidade étnica, cultural e igualdade de gênero. Veja os benefícios que políticas de inclusão trazem para o mundo jurídico:

Trench Rossi Watanabe

Leticia Ribeiro lidera um dos grupos do Comitê de Diversidade do Trench Rossi Watanabe. O escritório, inclusive, foi premiado como melhor empresa, na categoria Pequenas e Médias Empresas (PME), no guia Exame de diversidade.

A advogada explica que o comitê de diversidade foi criado há 3 anos e que hoje é dividido em grupos de afinidade para que se possa trabalhar de maneira sistemática na pauta da inclusão. De acordo com Leticia Ribeiro, existem cinco grupos: gênero, LGBT, etnia, liberdade religiosa e pessoas com deficiência.

Outro número do escritório chama atenção: 54% do quadro de sócios é formado por mulheres. “Isso é uma conquista ao longo dos anos e a gente vem trabalhando para aperfeiçoar cada vez mais o nosso foco em diversidade”, completa a especialista.

Daniel Advogados

Renata Shaw, sócia do projeto “Daniel Plural” do escritório Daniel Advogados, afirma que agora o “momento é de fazer”, quando o assunto é colocar a diversidade em prática. Para isso, a advogada explica que o escritório fez um plano para equiparação salarial entre homens e mulheres que ocupam o mesmo cargo.

“A política tem que realmente cortar na carne, ser realmente efetiva, tem que fazer a diferença internamente.”

A advogada afirma que a política de equiparação dos salários deu legitimidade ao discurso de diversidade e foi um marco importante dentro do ambiente de trabalho.

Andrade Maia Advogados

A advogada Clarisse de Souza Rozales, envolvida na causa de diversidade, explica que o escritório valoriza as características diferentes das pessoas, justamente por entender que diversidade significa crescimento. A banca tem a sua própria comissão de diversidade, a qual realiza trabalhos para investigar os desafios relacionados à diversidade.

Ela defende que, na diferença, há a possibilidade efetiva de se ir além e, assim, alcançar os objetivos.

Dentre os grupos vulneráveis, a advogada destaca os jovens estudantes negros. Ela cita que o maior desafio é fazer com que esses jovens consigam chegar aos processos seletivos e, por conseguinte, aos escritórios de advocacia.

“A diversidade é tudo. Quando a gente tem uma cabeça só, um jeito só, a gente só pensa de uma forma. Quanto mais pessoas envolvidas, mais a gente tem retorno.”

Diversidade na ficção

Em maio, será lançado nos cinemas brasileiros o filme “A Juíza”, que também versa sobre a diversidade em um momento que o mundo jurídico norte-americano era predominantemente masculina.

O filme "A Juíza", título em português para o documentário RBG, explora a jornada de superação e resiliência da juíza da Suprema Corte Americana Ruth Bader Ginsburg, que construiu sua carreira buscando uma vida mais justa para todas e todos. Segundo a própria RBG, ela se tornou advogada quando não queriam mulheres no Direito”.

O filme será lançado no Brasil dia 23/5.

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