Quinta-feira, 17 de outubro de 2019

ISSN 1983-392X

OAB/SP lança campanha de incentivo à doação de órgãos

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

 

DOAÇÃO

 

OAB/SP lança campanha de incentivo à doação de órgãos

 

Em parceria com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) e Associação Brasileira de Transplantados de Fígado e Portadores de Doenças Hepáticas (Transpática), a Comissão de Bioética e Biodireito da OAB/SP promoveu ontem e também promove hoje, às 19h, no Salão Nobre da Ordem (Praça da Sé, 385), o seminário “Transplantes de Órgãos e Tecidos”. Durante o evento, que foi aberto pela presidente em exercício da OAB/SP, Márcia Regina Machado Melaré, haverá o lançamento de campanha de incentivo à doação de órgãos, que visa minimizar o tempo de espera por um transplante no Brasil.

 

Calcula-se que hoje 60 mil brasileiros estejam na fila dos transplantes. Para atestar a morte encefálica do doador são necessários três exames: duas provas clínicas realizadas por médicos diferentes e um Doppler transcraniano, uma angiografia cerebral ou outro exame gráfico. “ Precisamos desmistificar toda as histórias em torno da doação de órgãos para que tenhamos número maior doadores e possamos minorar a rotina de sofrimento de quem espera na fila”, ressalta Márcia Melaré.

 

Segundo o presidente da Comissão de Bioética e Biodireito da OAB/SP e membro da Sociedade Brasileira de Bioética, Erickson Gavazza Marques , a doação de órgãos é uma corrida contra o tempo, já que a partir da morte encefálica, a retirada dos órgãos tem de ocorrer em 72 horas. Marques lembra que junto com o lançamento da campanha de incentivo à doação de órgãos, as entidades vão disponibilizar um folder denominado “Entenda a Doação de Órgãos”. Além de telefones úteis para quem quiser se tornar um doador, o impresso responde a uma série de dúvidas sobre doações. Traz também a Legislação a respeito; órgãos e tecidos possíveis de doação de cadáveres; questões de saúde e religiosas; beneficiários de transplantes; doação de doadores vivos; e critérios para diagnósticos de morte encefálica e orientação aos familiares, entre outras questões, são abordados de forma didática.

 

Durante o seminário na OAB/SP foram realizadas quatro palestras. O médico Roberto Schilindwein, coordenador do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) ministrou ontem a palestra “O Programa Nacional de Transplantes”. Em seguida aconteceram as palestras “Panorama da Doação e dos Transplantes no Brasil”, com a médica-assistente da Unidade de Transplante Renal do HC da Faculdade de Medicina da USP e presidente da ABTO, Maria Cristina Ribeiro de Castro; e a “Logística do Processo de Doação de Órgãos” com o médico Milton Glezer, coordenador da Organização de Procura de Órgãos do HC-FMUSP. A noite foi encerrada com a palestra “Diagnóstico de Morte Encefálica” do médico Célio Levyman, neurologista do Departamento de Medicina Interna do Hospital Israelita Albert Einstein e ex-coordenador da Comissão de Morte Encefálica do Conselho Regional de Medicina.

 

Hoje, acontecerão mais três palestras. Na abertura, o médico Luiz Augusto Pereira, coordenador de Transplantes do Estado de São Paulo fala sobre a “Situação das Doações de Órgãos e Transplantes no Estado de São Paulo”. Na seqüência o advogado Luiz Antonio Velani, especialista em Direito Médico e secretário da Comissão de Bioética e Biodireito da OAB/SP, ministra a palestra “Legislação Aplicável às doações e Transplantes no Brasil”; e o transplantado Sidnei Moura Nehme, fundador e conselheiro da Transpática aborda a “Visão dos Pacientes a Respeito da Doação e dos Transplantes”.

 

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